História Tempo para o mundo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 5
Palavras 3.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, sejam bem vindos ao meu mundinho, obrigado por lerem a minha história. :)

Capítulo 1 - Primeiro dia de aula


Acordo com o alarme do celular tocando, nossa, primeiro dia de aula, tomara que nessa escola também não tenha uns babaca. 

Acho muito difícil.

 Me levanto e vou direto para o banheiro tomar banho de água gelada, escovo meus dentes, saio, visto o uniforme da escola e um moletom de The Flash por cima, uma calça preta, nem penteio o meu cabelo, só jogo ele para o lado, coloco o meu cordão da Excalibur, e desço para a cozinha e como sempre, estou sozinha. 

 Entro na cozinha, olho a geladeira, para não perder o hábito, pego minha mochila, meu celular, iPod e fone de ouvido.

 Saio de casa, e vejo outras pessoas na rua, umas com o mesmo uniforme de escola que o meu, mas não ligo, abaixo a cabeça, coloco Segunda-feira – Esteban pra tocar e continuo andando. Ao andar e ver as pessoas ir juntas pra escola, lembro-me de uma cena de anos atrás... 

 •••Flashback••• 

 — Você não é nada, — ri. — nunca foi, vive assim, sozinha, sempre, você nunca vai ter amigos. 

 — Cala a boca sua piranha, — grito. — você acha que eu vou ser igual a você? Por favor, me poupe, se poupe, nós poupe, eu não preciso andar com um short enfiado no até lá no útero, ser esnobe, e deixar os outros ora baixo pra ser popular, popular... — sorrio. — é uma coisa que eu não sou, e prefiro não ser, sabe por que? Por que eu prefiro ser a garota que não fala com ninguém do que ser igual a você, se enxerga, gata, e por favor, não me ameace mais, por que cão que late não morde, já eu, eu não falo, e sim, faço. — digo e saio andando com a minha mochila.

 •••flashback off••• 

 Sorrio me lembrando, mas desde aquele dia, as palavras que ela disse ficaram ecoando na minha cabeça. 

Você não é nada. 

 Sozinha. 

 Nunca vai ter amigos. 

 E sim, ela estava certa, eu nunca tive e nem terei amigos. E derrepente esbarro em um garoto. 

 — Nossa. Desculpa. Desculpa mesmo. Sério. Eu não te vi. Por favor. — diz apressado.

— Nossa. — sorrio. — calma. — digo e logo ele se tranquiliza. — está tudo bem, e desculpa. — digo. 

 — Não, é sério, me desculpa, eu não queria... — o interrompo. — Sério, eu já disse, está tudo bem. 

 — Não, é que eu... 

 — Mas que droga garoto! Eu já disse! Está tudo bem! — grito e logo vejo várias pessoas olhando pra mim, coro e abaixo a cabeça. — desculpe. — digo e saio andando para dentro da escola. 

 Sério eu nem percebi que eu já estava aqui. Entro, e vejo várias pessoas, logo me vejo perdida no meio daquela multidão. Meu deus, como pode tanta gente assim estudar em uma única escola. 

 E vejo o menino em que eu esbarrei, ele está em uma roda de meninos, tem ele e mais seis meninos lá, vou até ele, e pergunto; 

 — Err... Você pode me falar onde fica a secretaria? — pergunto com a cabeça baixa e corada. 

 — Cara, ela gosta de Flash. — diz o menino mais baixo diz. — Ela gosta de Flash, Matthew, por que não falou isso?  

Mais baixo e.e todo mundo é mais alto que eu. 

 — Desculpa, eu tava tempo demais tentando explicar pra vocês com ela era, Flávio. — diz irônico. 

 — Mas ela realmente é bonita. — diz outro, que é bonitinho. 

 — Realmente. — diz o mais alto. 

 — Desculpa, dá pra um vocês me falar logo onde fica a porcaria da secretaria e parar de ficar falando de mim como se eu não estivesse aqui? — digo já irritada. 

 — Nossa, ela se irritou. — diz outro, de cabelo loiro, e olhos verdes. 

 — Deixem ela. — disse um de cabelo cacheado. 

 — Isso mesmo, Bruno. — diz o outro alto. 

 — Bom, já que ninguém vai me falar, vou embora. — digo me virando e saindo, mas antes alguém segura no meu braço. — me solta. 

 — Nossa. — diz o que estava me segurando, já com as mãos em forma de rendição. — Deixem que eu levo ela lá. 

 — Tudo bem, vamos cacheadinho. — digo me referindo a ele. 

 — De onde surgiu toda essa intimidade, guria? E cadê a garota tímida? — pergunta. 

 — A intimidade surgiu de mim mesma, e a garota tímida morreu. — digo andando e ele me segue e coloca o braço em volta do meu ombro, e eu olho pra ele. 

 — Que foi? Pensei que já tivéssemos intimidade. — diz e eu reviro os olhos. — pera! Esse cordão é da Excalibur? 

 — Sim. — digo indo na direção que ele guia. Realmente essa escola é muito grande.. 

— Nossa. Além de gostar de Flash, gosta também da Excalibur? Garota, tu caiu do céu? 

 — Não. — rio corada. — Chegamos na diretoria. — diz e me deixa na frente da secretaria. 

 — Secretaria. — o corrijo e o vejo revirar os olhos. 

 — Tanto faz. 

 — Obrigada. — agradeço. — E aliás, sou Amélia. — levanto a mão para lhe cumprimentar. 

 — Sou Bruno. — ele me puxa para um abraço, no qual eu simplesmente fico com os meu braços juntos, somente ele está abraçando realmente. 

 — Eii, não gosto de abraços. — reclamo.  

— Bom, somos amigos, não somos? 

 — Talvez sejamos. — digo ainda no seu abraço. — O teu perfume é muito bom. — diz. 

— O seu também. — digo. E sim, cara, ele tem aquele leve aroma de erva-doce. 

 — Ei, vocês dois, se separem, isso é uma escola, não um lugar pra ficar namorando. — grita uma velha e nós nos soltamos. 

 — Bom, tchau. — diz. 

 — Tchau. — digo fazendo um "v" com os dedos na direção dele e entrando na diretoria, secretaria, ah, que seja. Entro e vou até uma moça. 

 — Bom dia. — digo. — sou aluna nova e não sei onde fica a minha turma. 

 — Bom dia, sou Simone, qual o seu nome por favor. — diz olhando para o computador. 

 — Amélia Cristina Mountain del Bousch. — digo a observando. 

 — Bom, Senhorita del Bousch, é um prazer te-la em nossa escola, sua sala é a B5Tr2CS1.  

— Obrigado. — digo e saio.

 E aqui estou eu de novo. Perdida. No meio dessa multidão. Vejo vir até mim um garoto, sei lá, não gostei muito dele. 

 — E aí, a gatinha faz miau? — diz tentando colocar o braço no meu ombro mas eu recuo. 

 — Sim, ela faz miau, mas também machuca. — sorrio perversa. 

 — Tô morrendo de medo. — diz rindo debochadamente. 

 — Me Deixa, idiota. — digo e saio andando, mas ele me puxa. — Mas que merda, será que eu não posso ficar em paz? 

— Não, não pode. — diz tentando me agarrar, isso, por que quase ninguém estava no corredor em que nós estamos. 

 — Me solta desgraçado. — grito e dou um tapa em sua cara. Mas ele não me solta, eu tento me soltar, mas que desgraça, eu não devia ter parado de fazer as aulas de artes marciais, mas em um vulto vejo ele se separar bruscamente de mim. 

 — Desgraçado. — diz o cara que estava tentando me agarrar, e olho na mesma direção que ele. 

 — Deixa que agora eu me viro. — digo a ele. 

— De nada. — diz com os braços cruzados. 

Nem ligo pra ele, vou atrás do desgraçado que estava me agarrando e dou um soco em sua cara.  

— Isso, é pra você não encher minha paciência. — dou outro soco. — E isso... — outro soco. — é pra você aprender a não tentar agarrar alguém a força. — pego minha mochila que caiu no chão e vou na direção do alto de cabelos lisos que me ajudou. — Er... Obrigada, pode me falar onde fica essa sala? — mostro o papel que eu anotei o número da sala a ele. 

 — Posso. — diz seco, reviro os olhos. — é a em frente à minha sala. 

 — Obrigada. 

 — De nada. — diz e sai andando e eu o sigo. 

 E nós paramos em frente à uma porta de diz exatamente o mesmo código que a moça da diretoria me falou. 

 — É aqui. — diz ele. 

 — Obrigada. 

 — Você tem que parar de se desculpar. 

— Eu não sou assim. — digo grossa e entro na sala e já tem um professor. — Com licença. 

 — Já que chegou atrasada, você ira se apresentar primeiro. — diz cínico.

 Chato. 

 Mas pelo menos é bonitinho. 

 Ele deve ser velho. 

 Mas ainda é bonitinho. 

 Sim, esses cabelos lindos, como um professor pode ter um cabelo vermelho? 

 — Senhorita. — me chama e eu saio do meu devaneio. 

 — Ah, sim. — coro. — sou Amélia Bellmont, tenho 16 anos, e é só isso que precisam saber. — digo e vou me sentar na última carteira da fileira do lado sem janela. 

 E logo depois, todos se apresentam e o professor – que era de artes – começa a dar aula. 

 *** quebra de tempo *** 

 Logo depois de ter as aulas de artes tive outras duas de ciências e sai para o recreio, ou como eu gosto de falar, hora do lanchinho. 

 Vou até o refeitório – que é bem diversificado. – compro uma maçã e uma água e volto pra sala e sento no meu celular e começo a jogar um jogo qualquer. 

 *** Minutos depois ***

 — Eii. — alguém me cutuca. — Eii! — me cutuca de novo. 

 — Não me cutuca que eu não sou touch screen, caralho. — olho irritada e percebo o olhas dos sete trapalhões. 

 — Nossa, que irritada. — diz o de altura mediana. 

 — Pelo amor de Deus, dá pra vocês falarem seus nomes? 

 — Sou Allan. — diz o que acabou de falar comigo. 

 — Sou, Flávio. — diz o mais baixo. 

 — Sou Matthew. — diz o que esbarrou comigo antes. 

 — Sou Yan. — diz um alto de cabelo liso.  

— Sou Andrew. — diz o alto de cabelo cacheado. 

 — Como você já sabe, sou Bruno. — diz Bruno. 

 — Sou Simon. — diz outro baixo. 

 — Que bom conhecer vocês, agora já podem ir embora. — digo voltando a mexer no celular, mas alguém me toma. — Eii, me devolve. 

 — Se você conseguir pegar nanica... — diz Matthew. 

 — Quem te deu toda essa liberdade comigo hein? — pergunto de braços cruzados.  

— Eu criei. — diz dando de ombros. 

 — Pois é, mas não te dei liberdade nenhuma. 

 — Que seja. — diz revirando os olhos. 

 — Me dá, agora. — exijo enquanto os outros atrapalhões ficam só olhando. 

— Não. 

 — Okay, você pediu por isso. — digo dando um chute entre suas pernas. 

 — Merda. — diz caindo de joelhos, fazendo eu conseguir pegar meu celular. 

 — Obrigada. — digo e sento na cadeira. Logo chega o professor e eles vão embora. 

 *** Quebra de tempo *** 

 Bate o sinal, pego minha mochila, e saio da sala. Ando até a saída, saio e vou caminhando em direção a minha casa, mas logo depois vem dois seres humanos atrás de mim, são Simon e Bruno. 

 — Oi Guria. — diz Bruno. 

 — Oi gurio. 

 — Tudo bem contigo? — pergunta enquanto Simon fica calado. 

 — Aham, tô ótima, maravilhosa, wonderful. 

 — Okay. — diz e fica calado por um pequeno momento mas depois volta a fSu 

— Onde tu mora? 

 — Ali. — digo apontando pra minha casa, pois já estamos chegando. 

 — Legal, a minha é a do outro lado da rua. — diz e eu prendo a vontade de falar quem perguntou. 

 — Legal, bom vou indo, tchau. — Tchau. — responde e eu entro em casa.

Subo para o meu quarto, troco de roupa deito e durmo.

*** Sonho On***

— Oi mamãe. — digo e percebo que estou igual a uma criança.

— Me deixe. — Grita e não consigo ver todo seu rosto. — Vai embora!

— Mamãe? — começo a criar água nos olhos.

— Suma daqui! Eu não queria você! Você foi o inferno na minha vida! — grita e eu consigo ver a outra parte de seu rosto, desfigurado. — Você foi a culpada da minha morte! 

*** Sonho Off ***

Acodo soada, vejo que estou no chão, levanto e vou ao banheiro, coloco meus braços em cima da pia e observo meu rosto do espelho.

Estou acabada.

E olha que só tenho 17 anos.

A maioria das pessoas ao meu redor devem achar que eu, Camille, sou uma adolescente normal igual aquelas de livros, mas não, eu sou madura, pelo menos na maioria das minhas atitudes, bom, uma minoria, mas mesmo assim ainda sou madura, pelo menos é o que um grande amigo me falava.

Entro no box, tomo uma ducha, saio, e vou para o meu guarda-roupa, pego uma calça preta um pouco rasgada nos joelhos, uma blusa preta longa escrita; "Shut up and leave me alone." Com uma mulher fazendo sinal de silêncio com o dedo, um all star preto e Meu skate.

Saio de casa e tranco a porta, coloco meu skate no chão e vou em direção ao cemitério, sim, ccemitério.

*** 14 minutos depois. ***

Chego no cemitério e vou a direção de um túmulo que já sei bem o caminho, paro em frente pego as flores que comprei no caminho, e coloco as rosas amarelas no primeiro túmulo, as rosas vermelhas no segunto, e os pequenos cravos no terceiro, girassóis no quarto, e os lírios no último, e olho para a minha família.

Dylan Augustt Mountain del Bousch Jr.

• 18/11/1990

✝ 19/06/2015

“Irmão, filho, marido e pai querido”

Meu irmão. Rosas amarelas


Nicole Victória S. Mountain del Bousch

•23/09/1993

✝ 19/06/2015

“Filha, irmã, esposa, mãe e nora querida.”

Minha cunhada. Rosas vermelhas.


Dylan Augustt Mountain del Bousch

• 16/07/1968

✝ 19/06/2015

“Amigo, marido, e pai querido.”

Meu pai. cravos.


Isabel Angeline Mountain del Bousch

•23/03/1973

✝19/06/2015

“Amiga, esposa e mãe querida.”

Minha mãe. Girassóis.



Wanessa Valentina S. Mountain del Bousch.

•22/06/2011

✝19/06/2015

“Filha, neta, e sobrinha querida.”

Minha sobrinha, lírios.


As vezes é um pouco difícil viver sabendo que eu não tenho ninguém nesse mundo, nem amigos, nem parentes, nem família.

Quando percebo já estou com meu rosto imundado de lágrimas, sento no chão e observo o pôr do sol, minutos depois, decido ir andar por aí, saio do cemitério colocar meu skate no chão e volto na direção de casa.

*** Quebra de tempo***

Saio do banho, visto um short cor salmão, uma blusa cinza, e uma sandália cor de pele com uma tira cinza e um casaco preto e desço as escadas.

Vou para a cozinha, faço uma macarronada de carne moída, como, escovo os dentes e saio de casa.

Pego um táxi e vou para uma praça movimentada que fica do lado de um parque, dou uma volta por lá e sento em um banco de mármore, e começo a pensar em tudo que acontecu na minha vida nesses últimos dois anos, morte de toda a minha família por uma queda de um maldito avião por minha culpa, meus "amigos" se revelaram que realmente eram, pego meu namorado pegando a minha amiga no sofá da minha sala, os avós Dee minha cunhada me culpando por sua morte, minha vida é uma desgraça só...

— Oi. — diz um garoto alto de cabelo preto e longo.

— Oi. — digo tentando limpar minhas lágrimas que eu nem percebi que tinham cá caído.

— posso me sentar aqui? — pergunta apontando para o lugar ao meu lado no banco.

Não.

— Pode.

— O que você tem?

Nada que te interessa.

— Problemas.

— Eu posso te ajudar?

— Não, não pode.

— Aceita um abraço? — pergunta abrindo os braços.

— Por que aceitaria? Tu é uma estranho, e eu não gosto e nem quero que as pessoas tenham pena de mim.

— Não precisa aceitar se não quiser, agora responde, por favor, meus braços estão cansados.

Ainda relutante o abraços, e você me pergunta, Nossa Camille, você está tão carente que aceita um abraço até de um estranho?, E eu respondo que não, eu também senti que ele precisava de um abraço.

— Obrigada. — agradeço me soltando de seu abraço.

Ele tem cheiro de lavanda.

— Eu é que agradeço.

— Qual seu nome? — pergunto.

— Nicholas e o seu?

— Amélia.

— Lindo nome.

— Obrigada. — agradeço.

— Só falei a verdade. — diz sorrindo.

— É sério, para. — coro. — Não sou boa com elogios.

— Tudo bem. — sorri mais ainda. — quer ir no parque?

— Pode ser. Que horas são? — pergunto.

— Ainda é 20:17. Vamos? — me estende sua mão.

— vamos. — pego na sua mão e ele me puxa igual a uma criança na direção dos brinquedos.

Corremos junto na direção de um brinquedo que era meio que três cadeiras que subiam e desciam rapidamente enquanto giravam.

— Vai querer ir nesse? — pergunta revirando os olhos. — pensei que fosse mais radical.

— Eii! Eu sou radical tá? — cruzo os braços. — Só que eu quero começar por brinquedos leves... — disfarço.

— Aham, tudo bem, vamos nesse. — seguirmos andando até o brinquedo, entramos e o tio vem fechar a trava de segurança e minutos depois o brinquedo começa a girar e pular.

*** Quebra de tempo***

— É sério, acho que tô passando mal cara... — digo sentindo uma ânsia de vômito.

Também, fomos em praticamente todos os brinquedos que giravam e ficavam de cabeça para baixo desse parque.

— Eu perguntei se tu queria parar! 

Desculpa, é que as vezes... — mão consigo terminar de falar, viro para o lado oposto do Nick e começo a vomitar.

— Caralho Amy. — diz enquanto me segura e com a outra mão coloca meus cabelos pra trás.

— desculpa. — digo passando as mãos em meus cabelos logo depois de terminar com a sessão vômito.

— Tudo bem. — diz enquanto coloca os braços no meu ombro. — vamos sentar?

— Vamos. — digo e caminhamos de volta para a praça.

Mesmo estando de noite, mais ou menos, umas 22:30 da noite aqui na praça está cheio de muitas pessoas, –talvez seja por que nossa cidade é considerada a mais segura de todo o país.– tanto, jovens, criança, idosos, famílias.

Famílias.

Algo que eu não tenho.

Sentamos em baixo de uma árvore, b, eu sento com perninhs de índio, e Nick senta sobre minhas pernas, bom, nem ligo, é como se eu já conhecesse ele a muito tempo, começo a fazer carinho no cabelo dele, mas depois de um tempo paro.

— Não para, cacete.

— Folgado. — digo voltando a fazer carinho nos cabelos dele.

Mas sinto um cheiro muito bom.

E logo consigo distinguir o que é.

Crepe.

Crepe me lembra infância.

Infância me lembra minha mãe.

Minha mãe me lembra família.

E família me lembra que todos que eu amo e me amavam estão mortos, eu fui a culpada por essa morte.

Logo nem percebi que estou chorando, na verdade, estou mais do que chorando, estou soluçando.

— Ammy, o que foi? — Nick me pergunta.

Mas não consigo falar nada, e ele sente me abraça e eu o abraço de volta.

— Ammy, o que aconteceu? — pergunta depois que eu me acalmei.

— Não é n-nada. — sorrio com lágrimas nos olhos.

— Vamos Ammy. Eu acabei de te conhecer mas eu sinto como se eu te conhecesse a anos, e cara, eu nunca me senti assim com alguém antes.

— B-bom, é sobre a minha F-fami... — não consigo completar.

— Espera aí. — diz e sai correndo, um tempo depois volta. — toma. — me entrega uma garrafinha de água e uma barrinha de chocolate.

— pra que isso?

— Bom, dizem que água com açúcar acalma, mas não tem açúcar então, vai ser chocolate mesmo. — diz e eu sorrio.

— Obrigada. — digo e logo depois tomo a água e dou uma mordida no chocolate.

— Tudo bem, quer ir embora?

— Pode ser.

— Então vamos? 

Nos levantamos, pegamos um táxi juntos, e descemos frente à minha casa.

— É aqui que você mora?

— Sim, porque?

— É por que talvez... Só talvez! Eu more no fim da rua.

— Sério? — grito. — Que legaaaaal. — pulo o abraçando.

— se animou rapidinho, isso tudo é por minha causa?

— Nem se acha.

— Eu não me acho, eu sou. — diz fazendo uma voz muuuuito gay.

— Nossa. — sorrio. — parece que te conheço a tanto tempo...

— Também sinto isso Amy.

— Quer entrar? — pergunto a ele.

— Não, obrigada. — agradece — está muito tarde, o que os seus pais iriam achar?

— E-eu não tenho pais. — falo bem baixo.

— O que?

— M-meus pais morreram...

— Oh, me desculpe. — cobre a boca com as mãos.

— Tudo bem. — sorrio fraco. — você não sabia.

— desculpa, errr, vou indo, okay? 

— Tudo bem, tchau.

— Tchau Amy. — me abraça e sai caminhando com a cabeça abaixada.

olho uma última vez em sua direção, e entro em casa.

Vou para o meu quarto, tomo um banho, visto o meu pijama, deito e durmo


Notas Finais


Oi de novo, gostaram do primeiro capítulo? Querem capítulos novos? Se sim, talvez demore um pouco, pois como vocês viram eu gosto de capítulos grandes, como eu não tenho muito tempo talvez demore, mas não se preocupem, assim que possível posto mais um capítulo pra vocês.

Beijos de luz, TiaSun.


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