História Tempo, tempo. - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Tags Augusto, Benê, Benedita, Gune, Guto, Malhação, Novela, Viva A Diferença
Visualizações 517
Palavras 1.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤

Capítulo 18 - Energia ruim.


Fanfic / Fanfiction Tempo, tempo. - Capítulo 18 - Energia ruim.

Guto era filho único. Herdeiro de uma fortuna! Seu avô paterno, Augusto Sampaio, dono de um verdadeiro império, sempre teve a intenção de fazer de seu único neto, o seu herdeiro direto. Esse desejo do velho Augusto, talvez tenha tomado outro rumo, ao notar o afastamento de Guto, da família. Para o desespero de Hélio, seu pai resolveu fazer alterações no testamento. E claro, homem prático, frio e que preza por seus interesses, o pai de Guto tenta fazer do filho, seu aliado:

— Eu custo a acreditar!! - Guto.

— Estou defendendo os nossos interesses!! 

— Frase feita! Você está defendendo os seus interesses, Hélio!! Se o velho Augusto decidiu mudar o testamento, o problema é dele!! - Exclamou Guto.

— Você é o único neto, Augusto! Sua tia não teve filhos. Ela há de se contentar com o que derem, você precisa se reaproximar do seu avô! 

— Meu avô... Você e ele, vocês tentaram fazer da minha vida e da Benê um inferno! - 

— Estava demorando... 

— EU NÃO ESQUEÇO HÉLIO!! E não vou esquecer nunca. E me faça um favor?! Vá embora daqui! - Disse Guto, enfático.

Contrariado, Hélio se foi. Mas havia algo mais naquela atitude do pai de Guto. E o mesmo, sentiu. Sabia que não era só para falar de seu avô, que seu pai foi até ele. Guto temia e jamais permitiria qualquer aproximação se não sentisse segurança. Infelizmente, o pianista havia perdido a confiança e a admiração pelo próprio pai

•••

Benê havia saído de casa feito um vento! Tomou um táxi e não demorou chegar no Galpão. Visivelmente agitada e irritada, a filha de Josefina andava de um lado para o outro, apertava as mãos que suavam frio. Apertava também os olhos, a ponto de sentir suas lentes incomodar... Em sua mente vinham lampejos de um flashback, a reviver todos os desmandos de Hélio, sofridos por ela. O estado de nervo era tanto, que Benê soltou um grito de angústia! 

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...

Aquilo assustou todos! Josefina e Keyla que não haviam visto Benê chegar, correram pra acudir!

— Filha?! O que foi?!

— Amiga do céu! O que foi isso?! 

Se sentando numa daquelas poltronas. Benê apenas disse: 

— O Hélio.

— Hélio?! Ah... O que infeliz fez?! - Josefina.

Benê não conseguia dizer muito. Apenas repetia que não queria vê-lo! Não queria voltar pra casa, não queria correr o risco de ainda encontrá-lo por lá.

Josefina conseguiu levar a filha pra sua casa. Keyla acionou as meninas e desmarcou a reunião, explicou o estado de Benê e as mesmas decidiram aparecer por lá, mesmo assim. Ficaram preocupadas:

— Mas que cacete esse pai do Guto, hein?! - Lica indignada.

— O que aconteceu?! - Perguntou um quase desesperado Guto, chegando naquele instante.

— Tu é que deve saber, né?! A Benê tá mal por causa do seu pai. - Ellen.

— Cadê ela?! - Guto.

Ninguém nada disse, apenas Keyla apontou com o indicador pra cima. O rapaz subiu e deu de cara com Roney na sala, que também nada disse. Apenas apontou em direção ao quarto.

Guto abriu a porta devagar.

— Oi Guto, entra. - Josefina.

— Eu não vou voltar pra aquela casa!! - Avisou Benê, antes mesmo de Guto entrar.

—Mas filha...

— Deixa Josefina... - Ponderou ele. Benê, eu não vim te buscar! Eu só quero ficar perto, posso?! - Perguntou Guto, em pé na porta do quarto. 

Ela nada disse, apenas consentiu com a cabeça. Ele então, sentou-se ali mesmo, próximo a porta, no chão e sem dizer uma palavra. Aquilo emocionou Josefina que, resolveu sair do quarto, ao passar por Guto, fez um carinho no genro que, também sofria por ter como pai, um homem capaz de carregar tanta energia ruim.

Eles ficaram um bom tempo em silêncio absoluto. Ela sentada na cama, no antigo quarto de Keyla e ele no chão, por instante nenhum, encarou Benê, apenas tentava aliviar suas angústias, controlando sua respirando. Benê olhou pra Guto, viu sua concentração e determinação em não incomodá-la que seu coração, apertou um tanto mais. Ela então, se levantou e se sentou no chão, ao lado de Guto, lhe deu um beijo na bochecha e disse:

— Desculpa!

— Desculpa eu. - Diz ele.

— Porque?! - Ela.

— Por toda essa situação.

— Eu tenho medo do Hélio! Mas isso não é culpa sua. Me perdoa se te fiz achar que era. - Diz ela.

Guto beija a testa de Benê e lhe dizendo:

— Vai ficar tudo bem, meu amor.

Naquela noite, Benê não quis mesmo ir pra casa com Guto. Preferiu ficar sob os cuidados de Josefina. Guto já havia se despedido de Benê e de Josefina e Roney, desceu a fim de acompanhar o genro postiço até a saída. 

— Vá tranquilo, Guto! Boa Noite. - Despediu-se Roney.

Augusto virou-se para se despedir. Mas o Galpão a meia luz, lhe chamou a atenção. Os olhos fixos de Guto, confundiu Roney: 

— Que Guto?; Cê num tá querendo tocar piano, agora?!

— Não! Não é isso. Roney, não fala pra Benê e nem pra Josefina. Mas eu não vou embora, eu vou dormir no Galpão!!

— O que?! Ué... Então dorme lá em cima!! 

— Eu não quero perturbar a Benê. Por favor?! - Suplicou o pianista.

— Tá, por mim... - Concordou Roney.

Roney voltou e resmungava algo, decidiu levar cobertas e um travesseiro para Guto. O pai de Keyla já havia pegado o que era preciso e ia saindo sorrateiramente, se não fosse Josefina lhe flagrar:

— Onde cê vai com isso, Roney?!

— Eita! Que susto Jô! Tô indo a lugar nenhum, não.

— Como não?! Já estava saindo de fininho. Roney... 

— Não conta pra sua filha! Mas o Guto não conseguiu ir embora. Vai dormir lá no Galpão! Ele num quer perturbar a Benê, por isso não aceitou ficar aqui. - Explicou Roney.

— Coitado do Guto! Isso tudo deve fazer muito mal a ele também e no entanto, ele só está preocupando com a milha filha. - Lamentou Josefina.

— É... Eu vou descer! Já volto. 

Benê que havia ido pegar um copo de água, ouviu a conversa. Sentiu culpa por Guto. Voltou para o quarto, apagou as luzes, se deitou e fechou os olhos. Mas sua mente, barulhenta que só, não lhe deixava dormir. Mas insistiu... Quem sabe! O sono às vezes é questão de tempo. Ou não! 







Notas Finais


Peço desculpas pela demora! Mas estou enfrentando dificuldades pra postar. Logo, há de se normalizar. ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...