História Tempo, tempo. - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Malhação
Tags Augusto, Benê, Benedita, Gune, Guto, Malhação, Novela, Viva A Diferença
Visualizações 323
Palavras 1.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura! ❤

Capítulo 20 - Gunê!


Fanfic / Fanfiction Tempo, tempo. - Capítulo 20 - Gunê!

A perturbação das lembranças tirou Guto dos eixos! Mais que isso, a intenção que rondava seus pensamentos, lhe roubava de sua concentração. O rapaz então, resolveu fixar o olhar no teto. Controlava a respiração, tentava equilibrar as sensações. Fechou os olhos, na tentativa de buscar um sono que, não viria.

Benê trazia no pulsar do coração, o toque de Guto naquele dia. A sensibilidade e o cuidado em cada gesto em cada carícia, era lembrado. Sentir, desejar e querer o marido já não era novidade pra ela. Mas as barreiras do toque, ainda existiam. E existiriam sempre! O que mudava era o contexto. Num jogo quase que didático, Benê havia compreendido que o amor, se realizava em suas diversas maneiras.

Ela hesitou! Percebeu que ele tentava dormir. Benê olhou pra Guto mais uma vez e mais uma vez, viu seus olhos cerrados. Pensou em tentar dormir, também. Tirou os óculos, se ajeitou... Mas antes, o olhou mais uma vez. Notou que havia um espaço entre ele e o sofá... A pianista não hesitou mais. Sorrateiramente e num piscar de olhos, se colocou ao lado de Guto, puxou também a coberta. Se acomodou e ficou quieta ao lado dele. Este, por sua vez, percebeu. Percebeu também que todo o seu trabalho de concentração e meditação, acabara de ir para o espaço. 

Ele deu as mãos pra ela. De palmas coladas e coração acelerado, os dois foram sentindo a respiração um do outro. Guto esperava os sinais de Benê. O próximo veio quando ela deitou a cabeça em seu peito, o que lhe permitiu beijar sua testa. No outro lado, as mãos continuavam entrelaçadas. O cheiro de Augusto enebriava Benedita. O toque de suas mãos, eram a segurança que ela precisava e o convite que não queria recusar! Ela  beijou-lhe no pescoço, subiu um pouco mais, beijou-lhe o queixo. Os olhares se encontraram a primeira vez, naquele instante. Ambos traziam nos olhos, uma brasa, um clarão que acendia a quase escuridão daquele lugar. Contidos, cada olhar refletia o desejo de cada corpo. Guto acarinhou o rosto da esposa, suas maçãs estavam avermelhadas e sua boca, também. Especialmente vermelhas e convidativas. Viu a permissão nos olhos dela que o encarava. Os lábios se encontraram num instante só, o toque aveludado e aquecido, desenhou um beijo cheio de segredos e cumplicidade. O tom apaixonado ia de encontro com a trilha sonora em forma de chuva que, ainda caía lá fora. A intensidade das sensação adquiriam conotações diferentes e atitudes mais terrenas. Os compositores faziam daquele beijo, música. 

Ela soltou das mãos dele: O abraçou por inteiro, abraço esse que foi retribuído. Ele a pegou pela cintura, a trouxe para dentro de seus braços e ficaram ali, de rostos colados, olhos nos olhos novamente, pele aquecida, rubor de desejo e olhar lânguido. De fato, a chuva era a trilha sonora perfeita. 

O negror da noite ilustra o cenário das sensações. De fato, entregar-se aos sentidos insanos do momento, seria loucura. Mas a vertiginosa vontade de amar, sem precedentes, era a súplica dos apaixonados. Ela, tentando dar vazão as incontroláveis querências de seu corpo, começou a acariciar o esposo por debaixo de sua blusa. O toque leve e pueril dela, fez ele se arrepiar. Sentiu uma febre abafada tomar conta de si. Ela repousava sobre ele e se valia disso para atiçá-lo. Era impossível que ele não tivesse percebido suas reais intenções, resolveu então, beijá-lo mais uma vez. Ela tinha a insuportável mania de entranhar os dedos por entre os cabelos dele. O beijou fazendo isso... 

— Beneeeê... - Disse ele susurrando, enquanto saía do beijo. 

Ela não deu atenção, seguiu distribuindo beijos aveludados pelo nariz, pela bochecha, pelo pescoço... Arrepiou-se com o aroma do momento. Ela o encarou e ele num tom de voz já rouco:

— Cê tem certeza?! 

Ela, ainda o encarando nada disse de imediato, parecia analisar... Mas a respiração em descompasso e a faísca que saiam de seus olhos, falavam por ela. Mas ele precisava ouvir uma resposta e Benedita, sabia disso:

— Eu amo você! E essa é a única certeza que eu tenho agora. 

Com o olhar fitados um no outro, Guto colocou o cabelo dela atrás da orelha e lhe disse entre sussurros: 

— Você é meu mundo. Eu te amo, Benedita! 

Os lábios sedentos e macios se tocaram mais uma vez. O beijo dos apaixonados provocava choques elétricos nos sentidos, a insana vontade do querer, aceleravam as batidas do coração, os deixavam ofegantes, confusos, zonzos... O toque das mãos eram o segredo. Guto contornava Benê com o deslizar do toque, suavemente, sem pressa, sentia cada palmo de sua existência, sentia na ponta dos dedos e no frigir das emoções, a textura de sua pele. Amá-la era como compor uma música nova a cada dia. 

Ter um ao outro era mágico. Benedita, jamais conseguiria explicar, descrever em palavras, sentimentos tão primitivos e tão sublimes. Se entregar a ele, era difícil. Mas aprendeu que as emoções existem para isso, para deixar o corpo falar. Beijava o beijo dos amado com docilidade, acariciava seus cabelos na mesma proporção que o puxava nos instantes em que o desejo falava aos ouvidos, palavras de paixão. 

O despir das roupas era como um ritual mítico. Cada peça de pano que deixava de existir sobre os corpos, era como se as barreiras do contato físico fossem quebradas. Cada beijo, cada aperto e cada arranhão fazia parte daquela arranjo musical e também, sexual... Nus, rendidos aos sentimentos, sem pudores e transbordando sabores, o sexo era muito mais que um ato efêmero. 

— Te amo, te amo, te amo... - Repetia ele enquanto a tinha por completo em seus braços. 

O rouco da voz dele, era a  contrapartida do gemido baixo e fino dela. Sob a meia luz daquele lugar, numa noite de chuva fria e melodicamente, perfeita. Fazer amor ali, era tão novo quanto as novas sensações que percorriam a existência daqueles dois. Corpos estremecidos, rendidos e ofegantes. Entrelaçados e encaixados no mais absoluto ato de pertencimento... Num mundo só deles, numa composição única, numa atmosfera amante e inconstante dos toques, dos anseios e dos beijos apaixonados. 




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