História Temporal Paradox - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Dramarama, Monbebe, Monsta X, Rujie, Teorias, Terminal Protocol
Visualizações 19
Palavras 3.165
Terminada Não
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, sim senhorxs esse comeback me pegou de jeito e eu ainda to arrepiada com aquele começo de Dramarama!
Sim, eu tenho um fogo sem limites e precisava postar essa fic antes que o hype diminuísse né? *Como se não a Madame não tivesse outras estórias para att cof cof*

Quem já viu o MV sabe mais ou menos o que vai acontecer, essa aqui é a minha teoria e em nenhum momento quero dizer que é a verdadeira e tal :)
Enfim, espero que gostem amores!
Ta sem betar pq vocês sabem como sou agoniada >.< ATT: Já betei

Capítulo 1 - Regret


Fanfic / Fanfiction Temporal Paradox - Capítulo 1 - Regret

"O remorso é a única dor da alma, que nem a reflexão nem o tempo atenuam."

Madame de Stael

 

 

- Você tem certeza disso Kihyun? É muito alto aqui...

Olhei instintivamente para baixo finalmente me dando conta da altura em que estávamos, por consequência acabei apertando mais o corrimão de ferro da ponte. Jooheon e eu estávamos lado a lado nos segurando pela barra espessa de ferro enquanto os instrutores terminavam de ajustar os equipamentos. Ele me encarava com o olhar divertido, sabia do meu medo de altura e que eu pensava seriamente em dar para trás naquela aposta maluca, mas no fundo eu sabia que não podia... aquela era nossa viagem, nossa última viagem.

- Tenho Jooheon – queria parecer confiante, mas a voz saiu um pouco esganiçada – Hm, quer dizer... nós fizemos uma promessa né? - o loiro me encarou com aqueles pequenos olhos e sorriu cúmplice.

- Estão prontos? – ouvi a voz do instrutor, encarei Jooheon decidido e estendi a mão.

- Juntos para sempre... – o Lee sorriu abertamente para mim e enlaçou minha mão.

- Esteja onde estiver.

 

 

 

Kihyun se levantou assustado sentindo o ar em seus pulmões faltar, a sensação angustiante do pesadelo deixava seu coração apertado. O ruivo passou a mão no rosto tentando acordar de vez, mas sentiu o rosto lavado com aquelas lágrimas que insistiam em cair, era assim todas as noites desde o incidente. Respirou fundo saindo da cama e caminhando desanimado até o banheiro, aquele era mais um dia.

Assim que saiu de seu apertado apartamento se arrependeu amargamente de estar usando apenas uma camisa de gola alta, as manhãs de janeiro eram frias, mas especificamente neste dia estava realmente gelada, só não sabia dizer se o tremor de seu corpo era por causa do clima de fora ou de dentro.

O movimento na rua estava tranquilo e todos pareciam imersos em seus próprios dilemas, Kihyun pegou o pesado molho de chaves antigo e abriu a porta dos fundos do prédio de quatro andares onde se localizava a loja de penhores de seu avô. Dois lances de escada e já estava dentro do cômodo de três metros quadrados, jogou sua mochila em qualquer canto e ligou a televisão em volume baixo, o silêncio o incomodava. Olhou em volta percebendo a pequena bagunça da semana passada e decidiu que precisava fazer uma faxina urgente naquele local, mas não seria nem hoje e muito menos naquele momento então apenas assentou na cadeira pesada de mogno e deixou o corpo cair sobre a mesa fechando os olhos.

 

“- Bom dia turma ! – a professora saudou os alunos inquietos e todos correram para seus lugares – Hoje tenho uma notícia super especial para vocês, nós temos um aluno novo!

Todos os alunos começaram a aplaudir empolgados e o pequeno Yoo cruzou os braços e fez um bico, ‘odeio novidades’ resmungou sozinho. Ouviram três batidas na porta e todos os olhares foram dirigidos para o inspetor da escola e uma grande mochila roxa com estampa de dinossauros.

- Turma, esse aqui é o Jooheon. Querido, apresente-se para a turma.

Um garoto de pele alva e bochechas gordas caminhou receoso para a frente da sala se posicionando a frente da mesa da professora dando a Kihyun a oportunidade de observá-lo melhor. O menino possuía sobrancelhas marcantes e tinha os menores olhos que já tinha visto na vida, usava uma boina preta que cobria todo o cabelo e lábios volumosos num formato engraçado, como se fosse um coração. Ele vestia uma camisa azulada grande demais para o seu tamanho dentro de um macacão preto e tênis impecavelmente brancos. O novato respirou fundo apertando as mãos gordinhas e endireitou a postura.

- Annyeonhaseyo, sou Lee Jooheon, tenho seis anos e acabei de me mudar para Seul. Por favor cuidem bem de mim – ele se inclinou a quase noventa graus e depois se levantou abrindo o sorriso mais radiante que o pequeno Yoo já havia visto na vida.

- Ah, muito bem. Agora vamos achar um lugar para você, deixa eu ver..... Ah! Você pode ir ali ao lado de Kihyun.

Yoo pensou em argumentar, mas a única coisa que perdia para sua implicância era a educação, e como o bom aluno que sempre fora o menor apenas assentiu sem expressão. Jooheon diminuiu o sorriso e andou rapidamente para o lado do outro, colocando sua mochila encostada na cadeira.

- Oi – Jooheon disse num pequeno sorriso.

- Oi – respondeu meio indiferente.

- Muito bem peguem seus lápis de cor e abram o caderno de desenho – Kihyun abriu sua mochila retirando orgulhosamente sua caixa de lápis de 48 cores fazendo o Lee abrir a boca espantando.

- UAAAAAAAU seus lápis são muito legais – elogiou e o Yoo armou um bico convencido – Você gosta de desenhar?

- Às vezes – respondeu fingindo indiferença, o elogio pareceu desarmar as defesas do pequeno – Eu.... tenho um caderno de desenho que meu avô fez, você quer ver?

O Lee assentiu e logo Kihyun exibiu um caderno de folhas artesanais com uma capa personalizada recheada de colagens com o nome de Kihyun escrito na capa com canetinha.

- Seus desenhos são incríveis!! – o Lee respondeu sincero ao ver as páginas recheadas de personagens de desenho animado, alguns rostos desconhecidos e até mesmo dragões – Você sabe desenhar um dinossauro? Eu adoro dinossauros!

- Eu nunca tentei, mas não deve ser tão difícil... – o outro ponderou e então Jooheon cruzou os dedos da mão mexendo-os ansiosamente.

- Então... hm.... você.... faria um desenho pra mim algum dia?

Kihyun encarou o garoto a sua frente e pensou como alguém tem a coragem de pedir um favor para uma pessoa que acabou de conhecer? Mas, ao olhar os olhos pidões e o bico fofo que ele fazia temendo a resposta do outro, sentiu-se desmanchar.

- Talvez um dia eu faça – disse como se fosse nada e Jooheon abriu novamente aquele sorriso sincero e aberto que fazia seus pequenos olhos ainda menores, destruindo por fim todas as barreiras do pequeno Yoo.”

 

 

“- Eles o quê? – Kihyun perguntou mais alto sem conseguir acreditar no que tinha acabado de ouvir.

- Não me faça repetir Ki – o outro pediu com o rosto completamente vermelho pelo choro recente.

- Desculpe Jooheon, mas eu não consigo acreditar como eles tiveram a coragem de fazer algo assim, expulsar você de casa por uma bobagem dessas? Ora faça-me um favor, eu vou lá e vou acab

- VOCÊ NÃO VAI – Jooheon pegou no braço do amigo que já caminhava para fora de casa – Por favor Ki

- .... Tá, tá – sentou no sofá derrotado – É só que... eu não consigo acreditar que coisas assim realmente existam – o Lee se aproximou do amigo sentando-se ao seu lado – Pais deveriam amar seus filhos independente do que aconteça sabe? Tudo bem que os meus me abandonaram, mas eram muito novos para cuidar de um bebê. Os seus são dois adultos crescidos, poxa! - Jooheon riu fraco encostando a cabeça no ombro do amigo.

- Se eles que são adultos não sabem o que estão fazendo, o que será da gente quando crescer, hein Kihyun? Eu vou saber como escolher?

- Mas é claro que vai!! – Kihyun falou olhando para baixo encarando os olhos avermelhados do amigo – Você foi extremamente corajoso hoje ao decidir seu próprio futuro.

- Eu achei que não teria coragem de contar para eles que eu não queria seguir os passos do meu pai.

- E por causa disso você vai ser um incrível artista Heonnie.

- Acredita mesmo nisso?

- Acredito – Kihyun respondeu sincero e Jooheon abaixou a cabeça envergonhado.

- Você vai estar lá quando esse dia chegar?

- Mas é claro! – Kihyun deu um empurrão no ombro do amigo – Quem mais levaria os tomates?”

 

- E agora vamos ao giro de notícias. Viagem no tempo é possível? Estudiosos debatem sobre esse assunto há anos e nunca entram em concordância, mas há alguns dias a internet está em polvorosa com a notícia de que pessoas têm visto um suposto viajante do tempo caminhando pelas ruas de Seul. Registros fotográficos mostram um homem alto num terno de cor clara em vários pontos da cidade caminhando e logo depois desaparecendo ao tocar em um relógio de pulso, mas até aí qual a novidade? Isso tudo não seria fruto de um vídeo muito bem elaborado?

- A verdadeira confusão ocorreu quando internautas começaram a mandar fotos e jornais antigos onde o mesmo homem aparecia em diferentes épocas da história. Uma internauta enviou uma notícia onde informavam que um viajante do tempo chamado Chae Hyungwon posava para uma foto ao lado de Nicola Tesla. Em entrevista com Han Sunhee, representante  da ONU juntamente com o corpo docente de física da universidade de Harvard, fomos informados de que abre aspas ‘a viagem no tempo não é segura para nenhum civil desinformando pois não há certezas das consequências que esses eventos podem trazer para o mundo em que vivemos. Esses eventos são chamados de Paradoxo Temporal, onde determinadas escolhas podem levar a consequências desastrosas para a humanidade. Por isso, a ONU informa que para a segurança de todos e até que haja uma investigação mais detalhada é terminantemente proibido pegar relógios de Chae Hyungwon.

 

“- Oi, cheguei muito atrasado? – Jooheon apareceu com os cabelos bagunçados e com o rosto com uma fina camada de suor na testa.

- Não, eu estou aqui há uns cinco minutos – Kihyun riu do estado do amigo e o convidou para sentar – Vamos pedir, eu estou faminto!

Os dois rapidamente fizeram os pedidos de sempre na lanchonete que costumavam frequentar desde o ensino fundamental e aproveitaram o tempo para colocar os assuntos em dia. Jooheon falava abertamente de como as coisas estavam agitadas, ele finalmente havia conseguido um contrato com uma gravadora e estava trabalhando em seu debut com afinco. Kihyun ouvia o amigo atentamente e sorria com sua empolgação, ver Jooheon caminhando para a realização de seu sonho era algo belo de se ver, tão belo que apenas notou o tempo passar quando os pedidos estavam já na mesa.

- Mas e você? – Jooheon perguntou com a boca cheia – Eu estou tão empolgado que nem deixei você falar direito. Como vai a faculdade?

Kihyun limpou delicadamente o canto da boca e olhou para o amigo a sua frente. Jooheon estava ao seu lado há mais tempo que qualquer outra pessoa já havia ficado em sua vida, com exceção de seu avô. Ele não queria decepcioná-lo ou entristecê-lo, mas o rapaz também tinha os próprios sonhos.

- Vai bem sim, eles estão a cada dia elogiando mais e mais o meu trabalho – Jooheon sorriu daquele jeito que só ele sabia fazer e Kihyun sorriu involuntariamente em resposta, era quase automático.

- Que legal Ki, um dia eles vão te chamar para expôr seu trabalho e aí você vai ver como as coisas vão deslanchar.

- Na verdade... eles já me chamaram – Kihyun soltou e Jooheon ficou estático.

- Você está falando sério Ki? Ah meu Deus isso é incrível! – falou animado – Cara, eu sabia que esse dia ia chegar. Olha que legal, nós dois em direção aos nossos sonhos. Por que não me contou isso antes?

- Por que a exposição é em Vancouver – Jooheon murchou o sorriso – Eles me querem lá por pelo menos um ano, e depois me propuseram um intercâmbio na Alemanha.

Os dois permaneceram em silêncio por alguns instantes, Kihyun permanecia de cabeça baixa encarando o prato pela metade, o apetite já tinha ido embora.

- Você não está pensando em recusar, está? – a voz suave de Jooheon fez o menor levantar a cabeça.

- Ah, eu... eu não sei.

- Como assim não sabe Ki? Esse é o seu sonho, aquele que você lutou a vida inteira para conseguir. Eu lembro de todas as aplicações que fez para escolas de arte enquanto tentava ao mesmo tempo estudar para as provas regulares, lembro das noites que nós dois conversávamos sobre como seria a nossa vida quando tivéssemos trinta anos, você dono de sua própria galeria e eu um músico de sucesso.

- Mas e.... e a nossa promessa? – questionou cabisbaixo e Jooheon sorriu segurando uma das mãos do amigo.

- Nós somos amigos Kihyun, melhores amigos. E vamos estar juntos para sempre, esteja onde estiver. Eu nunca vou abandonar você, e ainda vou ganhar dinheiro o suficiente para ir em todas as suas exibições de arte pelo mundo, vou até levar os tomates! – brincou e Kihyun riu fraco – Por favor, não desista dessa oportunidade.”

 

 

- Pff, viagem no tempo - ele debocha - Quem me dera se eu pudesse...

 

“Aquela era certamente a ideia mais absurda que Jooheon teve na vida. Se bem que, desde que Kihyun aceitou a oferta para ir estudar fora, o agora loiro fazia o possível para aproveitar o tempo ao lado do melhor amigo. A situação estava tão séria que um dia do nada, Jooheon apareceu com uma mochila gigante nas costas e propôs uma viagem pelo arquipélago da Coréia, pelos velhos tempos.

Kihyun riu alto, aquilo era absurdo! Ele estava prestes a recusar quando seu avô apareceu na porta com um belo e raro sorriso no rosto dizendo que aquela era uma ideia maravilhosa e que o Yoo deveria ir sem se preocupar. Olhando para os dois o rapaz não teve como recusar, apenas arrumou sua mochila e partiu no Jipe 2004 de Jooheon sem saber para onde iam.

Agora depois de percorrer todas as ilhas, comer comidas exóticas e dormir nos piores lugares possíveis, Jooheon surgiu com o desafio de pularem de Bungee Jumping.

- Eu não vou – Kihyun negou veemente.

- Como assim não vai? É nosso último dia de viagem Ki.

- Você sabe que eu odeio altura Jooheon, que ideia ridícula é essa?

- Eu pensei que, sei lá, você poderia enfrentar seu maior medo como uma forma de fecharmos essa viagem com algo memorável – ele disse um pouco constrangido.

Kihyun sentiu vontade de rir, seu amigo podia ser tão inseguro as vezes. Cada momento que passaram nessas semanas estariam tatuados na mente de Kihyun pelo resto dos seus dias, apenas porque Jooheon estava ali ao seu lado como sempre prometeram um ao outro, nada mais era necessário. Mas como sempre o garoto não sabia como recusar algo que aquele rosto fofo pedia.

- Eu me odeio por isso – sussurrou – TÁ, eu aceito a proposta - Jooheon arregalou os olhos e pulou no amigo num abraço forte.

- Você é o melhor amigo do mundo Ki!

- Eu sei.

 

(...)

 

 

Já fazia algum tempo que o carro estava parado em frente à estação de metrô, Kihyun pediu para ser deixado ali apesar da insistência de Jooheon em levá-lo para casa, mas o Yoo jamais permitiria isso, o loiro morava praticamente do outro lado da cidade e levá-lo lá era desperdício de combustível, o metrô era mais barato.

- Então é isso – Jooheon quebrou o silêncio.

- É, eu acho que sim – o Yoo riu fraco – Obrigado por essa viagem Heonnie, eu me diverti muito!

- Eu também, se bem que perdi o James no meio da estrada.

- Sinto muito, mas aquele Jipe estava nas últimas mesmo – os dois riram descontraídos.

- Me desculpe por não conseguir ir ao aeroporto – o loiro começou a se desculpar - Eu nem me toquei da agenda de gravações e

- Tudo bem – Kihyun o tranquilizou – Eu sei que se pudesse você estaria lá.

A sensação de despedida era estranha e dolorosa, o Yoo havia decidido que não gostaria de passar por essa parte.

- Bem, eu acho que já vou indo...

- Kihyun, eu – o menor destrancou a porta do carro e pegou a mochila para sair, quando sentiu o toque de Jooheon em seu braço.

– O que foi? – perguntou um pouco afobado, não sabia dizer se era pelo clima de despedida ou se pelo cansaço que sentia, mas seu corpo inteiro estremeceu ao sentir a mão quente do Lee encostar em seu braço desnudo.

Jooheon havia saído do carro e estava de pé ao seu lado, encarou os olhos do amigo que lhe encaravam de volta com intensidade, parecia uma correnteza agitada cheia de informações acontecendo ao mesmo tempo. Mas o olhar então suavizou e Jooheon afrouxou o toque sorrindo daquele jeito que Kihyun adorava.

- Juntos para sempre...? – Kihyun sorriu de volta pegando a mão de Jooheon.

- Esteja onde estiver.

Os dois amigos se empurraram no tradicional cumprimento da época de escola e então Jooheon entrou no carro preto que haviam alugado para a volta. Kihyun acenou com a mão para o amigo antes de começar a caminhar em direção a entrada da estação do metrô.

Assim que estava prestes a descer as escadas escutou o som alto de buzina seguido de uma freada brusca e logo o barulho se coisas se chocando e quebrando se ouviu. Um aperto tomou conta do peito de Kihyun que se virou na direção oposta encontrando o carro de Jooheon capotando. Tudo girava e haviam cacos de vidro para todo o lado.

Kihyun sentia as lágrimas descerem pelo rosto e as mãos tremiam, mas ele não ligava para sua situação. Conseguia pensar em apenas uma coisa.

- Foi minha culpa.”

 

Depois disso Kihyun desistiu de tudo, recusou a bolsa e trancou a faculdade passando a trabalhar na loja de penhores de seu avô. Não fazia sentido viver seus sonhos se os de Jooheon lhe foram roubados.

O rapaz acordou novamente assustado, olhou em volta se recordando de que estava ainda no trabalho. Na televisão passava uma reprise de um dorama antigo e as câmeras de vigilância estavam ligadas.

 “Dois anos se passaram e ainda carrego essa marca dentro de mim. Jooheon se foi e a culpa é minha.” Era só o que pensava.

Seus pensamentos foram interrompidos por uma leve batida na grade que separava Kihyun dos clientes. O rapaz olhou para o lado se deparando com a silhueta de homem alto, suas feições estavam meio encobertas pela falta de iluminação dos corredores do prédio antigo.

O tal homem deixou um relógio grande com pulseira de couro marrom em cima da bancada e saiu sem dizer mais nenhuma palavra. O rapaz não estranhou, clientes de penhor geralmente são reclusos, ele não pergunta de onde vêm e eles não precisam responder.

Kihyun pegou o relógio e começou a analisá-lo, o modelo parecia novo, mas não era original, haviam modificações muito bem-feitas e no geral parecia intacto. Na tela de vidro haviam quatro números seriados formando um segredo: 2, 0, 1 e 7. 2017, os mesmos números que formavam o ano em que estavam.

O rapaz virou o relógio para analisar a parte traseira e quase derrubou o objeto ao ver uma pequena sigla entalhada no metal.

CHW.

Kihyun se levantou num pulo para fora da loja e correu pelas escadas, precisava ter certeza de que o dono daquele objeto era o mesmo do noticiário, mas apenas encontrou as ruas vazias. O menor olhou para o objeto e sentiu o coração acelerar.

- Será possível...?



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