História Temptation among Stades - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Maxon Calix Schreave, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags A Seleção, América, Aspen, Clarkson, Governo, Maxon, Romance, Traição, Triângulo Amoroso
Exibições 98
Palavras 4.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Obrigada pelos favoritos e boa leitura!

Capítulo 2 - A Festa


Fanfic / Fanfiction Temptation among Stades - Capítulo 2 - A Festa

Olhei meu reflexo no espelho novamente. Eu estava pronta. O vestido era longo e dourado, e brilhava do corpete à barra. Não tinha mangas, mas fios brilhantes caíam em cascata por meus ombros. Minhas madeixas foram presas no topo da cabeça por algum tipo de coque rebuscado, e bagunçado de uma maneira proposital. A maquiagem era simples: Apenas o batom vinho se destacava. Suspirei. Ah, como gostaria que Aspen fosse. Me sentia muito triste toda arrumada daquela maneira e nem meu próprio namorado podia ver. Quem sabe se eu passasse pelo trabalho dele e... Marta interrompeu meus devaneios.

- Bia noite, minha quer.... – o restante da frase se perdeu quando ela pôs os olhos em mim. – Meu Deus, Ames! Você está maravilhosa! – Eu ri.

- Obrigada, Martinha! – Sorri verdadeiramente para ela. Como eu gostava da Marta. Notei que ela segurava o tão precioso tablet nas mãos. Imediatamente, me lembrei que havia pedido um favor a ela. – Você conseguiu? – Perguntei ansiosa. Ela sorriu. ]

- Consegui. – Respondeu ela, enquanto uma lista era aberta no aparelho. – Aqui está. A lista de todos os convidados da festa.

- Pode começar com as fichas. – Disse, enquanto entrava no closet e me dirigia a seção de sapatos de salto. Claro, ela veio atrás de mim.

- Muito bem, - disse ela, se preparando. – Governador do Acre: Celeste e Benjamin Newsome. Filhos do governador. Ele é certinho, já ela, foi flagrada várias vezes em boates onde.... Bom, onde danças exóticas são famosas.  – Abri a boca em surpresa, e me virei para ela. Claro, ela sorria diante da minha reação.

- Ela era uma das dançarinas? – Perguntei curiosa.

-Na verdade, tudo indica que ela é a Dona. – Minha gargalhada ecoou pelo quarto todo.

- Adorei os negócios da família Newsome! – Brinquei, ainda rindo.

- Não caçoe dela, é uma das jovens mais ricas do país. – Advertiu-me ela.

- Claro que é. Ela e todos os filhos de governadores. É normal para nós. – Terminei Marta riu mais uma vez.

- Você não toma jeito, não é?

- Você sabe que não. Agora, próximo estado? – Perguntei, enquanto escolhia um par de sandálias de salto alto feitas de tiras douradas. Simples, já que o vestido era rebuscado o suficiente.

- Tocantins.... – Disse ela, e assim continuamos por muito tempo. Porque fazíamos aquilo? Bom, preciso fazer meu “dever de casa”. Se eu me tornasse “amiga” dos parentes dos governadores, os mesmos teriam mais um motivo para apoiar meu pai. Além do mais, eu simplesmente amo fofocas. Horas se assaram, e Marta me falou de cada estado e cada convidado que a lista apresentava. Já havia decorado milhares de nomes diferentes. No meio da conversa, resolvi retocas a maquiagem dos olhos, acrescentando um pouco de sombra preta nos cantos dos olhos. Olhei o relógio que se encontrava no canto da penteadeira. Quinze para as nove. Marta continuava a falar sem parar, e eu me vi obrigada a interrompê-la.

- Ok, Martinha. – Cortei-a. – Nós já falamos de todos os estados? – Perguntei, enquanto retocava o batom.

- Bom.... – disse ela, enquanto rolava a barra da página no tablet. – Faltou apenas um. – Ela me direcionou o olhar, como se pedindo permissão para continuar. Que estranho.

- ...E esse estado seria? – Perguntei, me virando para olha-la.

- Rio de Janeiro. – Ela respondeu. Estreitei meus olhos.

- O que tem o Rio? – Perguntei, sem muito interesse. – O governador tem mais de um filho?

- Não. – Respondeu ela, depois de piscar. – Mas você não sabe nada sobre Maxon Schreave.

- E nem preciso. – Rebati rapidamente. – Ele é um idiota! – Agora, marta me olhava com o semblante de dúvida.

- E por acaso vocês se conhecem? – Perguntou ela.

- Não. – Admiti. – Pelo menos não sei como ele é agora. Me lembro de ter ido até a casa dele quando era criança, havia um menino loirinho e eu queria brincar com ele, mas ele não quis. Me disse que era errado perguntar a alguém se queriam “brincar”, e que o certo seria perguntar “se gostariam de fazer algo. ” – Cerrei os lábios ao me lembrar de como tive que me segurar para não empurrar aquele menino terrível. Marta me observava atentamente.

- Como você se lembra disso? – Ela perguntou, parecendo incrédula.

- Foi a primeira vez que alguém me chamou a atenção devido a maneira como eu falava. – Respondi, rancorosa.

- Bom... - disse ela, enquanto abria uma outra ficha no tablet. Marta ficou em silêncio por alguns segundos e depois leu um trecho em voz alta para mim. - "...O filho do governador é famoso por seu perfeito comportamento e amor pelo governo – Ela olhou para mim novamente.

- Está vendo, Marta? Ele ainda deve ser um chato de galochas! - Disse, rindo da cara de assustada dela ao observar minha repulsa. 
- Aqui também diz que ele é muito bonito. 
- Que seja, ele pode ser até o Ian Somerhalder, o que vai adiantar se tudo o que ele faz é concordar com o pai? - eu já estava irritada. 
- Você pode estar errada. - Advertiu-me ela. 

- Ou eu posso estar completamente certa. – Rebati. – Não sei o que a mídia vê nesse garoto. Já era insuportável quando era criança, imagine agora. – Ela me olhou com um olhar repreendedor.

- America – Disse ela, calmamente, porém ainda com o rosto sério. – de todas essas pessoas que foram convidadas, você realmente vai implicar justamente com o filho do governador do Rio de Janeiro? É o vice do seu pai!

- Ele pode ser o que quiser. – Meu semblante estava tão fechado quanto o dela. – Não vou com a cara desse garoto, mas fique tranquila. Ninguém vai perceber isso, minhas habilidades para mentiras vão além da sua concepção. – Disse, sorrindo ironicamente para ela e me lembrando mentalmente de Aspen. Ele era o maior segredo da minha vida e ninguém nunca soube de nós.

- Ok, tenho medo dessa sua declaração. – Disse ela, com o semblante assustado, mas pude notar um traço de humor passando por seus lábios. – Ah, qual é, Ames, ele pode ser um cara legal, bem instruído, inteligente, sexy.... – Minha gargalhada a cortou.
- Pouco provável. - Disse, e então me levantei, calcei meus sapatos e me dirigi à porta do quarto. Era hora de ir para a festa. "

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Uma hora. Isso mesmo, UMA HORA naquela fila de carros e Pedro ainda não havia conseguido estacionar a limusine. Faltavam dois quarteirões para chegar à festa. Eu já estava para lá de irritada com tudo aquilo. Que baile mais desorganizado! Planejaram as atrações, vestimentas e decoração, mas não se preocuparam com a chegada dos convidados? Teria de dar um toque no governador Clarkson um dia desses sobre isso. Minha paciência chegou ao limite quando abri uma rede social pelo celular e vi fotos dos convidados. Eu estava perdendo a festa! Olhei pela janela da limusine em direção à rua. O isulfilm das janelas era muito escuro, mas consegui enxergar que a calçada era lisa. Olhei para meus saltos. Balançando a cabeça, apertei o botão que fazia com que a janela preta que separava o motorista dos passageiros – que era decorada com o brasão de São Paulo – fosse abaixada. Pedro me olhava com um olhar de desculpas. Não culpava o pobre coitado, afinal o trânsito estava terrível.

 

- Pedro – Disse, com a maior calma que pude. – Estacione o carro no jardim destinado a isso na casa, e me espere lá. – Disse, enquanto abria a porta direita. – Vou a pé.

- Mas senhorita America.... – Começou ele, mas eu já havia saltado do carro e fechado a porta com força, de modo que não escutei o restante da frase.

Me apressei. Os saltos altos faziam um som engraçado quando se chocavam ao concreto. Minha carteira – também dourada – estava em minha mão direita enquanto segurava a barra do vestido com a esquerda. Um quarteirão já havia ficado para trás. Olhei atentamente antes de atravessar a rua, e segui para o próximo. As casas naquele bairro eram muito grandes e bem decoradas. Podia-se ver que somente pessoas ricas moravam lá. A última casa, da esquina, era a maior delas. Possuía três andares, sendo um deles subterrâneo. As paredes eram pintadas de tinta cor areia, e as janelas eram brancas. Na frente, um jardim verde e imenso deixava a construção com um ar de casarão do século dezoito. Era ali. A casa do governador. Muitas pessoas chegavam naquele instante. Pude ver as pessoas descendo de suas limusines, enquanto os fotógrafos faziam a festa. Parecia uma premiação, não um baile de máscaras. Sorri com aquilo. Quando me aproximei o suficiente, os fotógrafos me viram e eu soltei a barra do vestido. Andei calmamente na direção da porta, sorrindo abertamente para eles, e parei bem em frente aos portões principais. Sorri mais um pouco e adentrei o jardim. Andei até parar bem em frente as portas que davam acesso ao salão de baile. Olhei para cima e abri os lábios, em surpresa. A casa toda estava decorada para o baile. Até a parte exterior fora decorada com tecidos brilhantes e lindos em tons de vinho e dourado. As janelas – sim, eram muitas – estavam todas abertas e com as luzes acesas. Estava tudo incrível! Sorri abertamente, ainda olhando para cima e tentando decorar tudo o que podia. Não queria esquecer daquela noite.

O mordomo que estava parado na porta e ofereceu a mão, e eu a segurei sem hesitar, subindo os degraus.

- Boa noite, senhorita! – Disse ele, abrindo um sorriso. Era idoso, mas pude notar a felicidade que o homem sentia em estar ali. Meu sorriso foi inevitável.

- Boa noite! – Respondi animada.

- Aproveite a festa! – Disse ele, enquanto segurava minha carteira e se encaminhava para o guardador de volumes.

- Obrigada. – Disse por fim. Quando olhei para dentro do salão, meu sorriso se alargou mais ainda. O salão estava lotado, todos os convidados usavam cores diferentes, e estavam todos sorrindo, enquanto dançavam.  Geralmente, os filhos de pessoas ricas costumavam ter aulas de dança quando pequenos, e essas coreografias eram usadas em eventos como aquele. E eu podia ver o porquê. Era simplesmente lindo ver todos dançando perfeitamente da mesma maneira. Era uma valsa. Me senti em um dos romances históricos que amava ler. Só me faltava um Duque rico, lindo, sexy e completamente apaixonado por mim. Gargalhei com esse pensamento. Me dirigi até o bar.

- Com licença – Requisitei a atenção do barman. – Eu quero um Martini. Gin, não Vodca. – Pedi, sorrindo.

- É pra já, moça. – Respondeu o rapaz, animado. Ele colocou o drink pronto à minha frente trinta segundos depois. – Prontinho!

- Muito obrigada! – Disse, sorrindo.

Duas horas – e sete drinks – depois, eu me encontrava no terraço da mansão. Não sabia por que havia bebido tanto, mas minha cabeça girava, e eu só conseguia pensar em uma coisa: Aspen. Eu podia não ter um homem como o dos livros de romance, mas eu tinha Aspen. E ele era tudo que eu precisava. Fechei a cara no mesmo instante. Era terrível namorar em segredo. Tudo o que eu queria era poder sair com Aspen em público. Ir com ele à eventos como aquele. Beijá-lo na frente de todos, para que vissem a quem eu pertencia. Suspirei. Não devia ficar me torturando com pensamentos daquele tipo. No entanto, meu cérebro parecia se recusar a pensar em outra coisa. - Me aproximei da beirada do prédio. – O que eu iria fazer? Meu pai nunca aceitaria Aspen, ele pensava diferente dos governantes, queria dar poder ao povo, queria que todos possuíssem liberdade. – Lágrimas inundaram meus olhos, de repente. – Não. Meu pai me mataria se soubesse. E eu simplesmente não conseguia imaginar minha vida sem Aspen. Eu estava sem saída. Não queria fugir. – Meus pés pareceram tomar conta de si mesmos, e sem mesmo perceber, eu subi no estreito muro. O terraço não possuía proteção, então se eu me desequilibrasse um pouco sequer... – Como pude ser tão burra? Havia me apaixonado por ele mesmo sabendo que era um amor impossível. – As lágrimas agora corriam sem parar pelos meus olhos, encharcando a máscara dourada. – Eu não queria fugir com Aspen, mas aquela era a única opção. Minha mãe me mataria se soubesse! E meu pai.... Ora, ele teria um ataque cardíaco quando soubesse que eu havia fugido com o líder dos protestos. Não. Não suportaria viver sabendo que causei a morte do meu pai.   Talvez se o ameaçasse, dizendo que fugiria com Aspen se ele não o aceitasse... – Eu continuava pensando, enquanto fitava o chão. Era muito alto, e as luzes do jardim clareavam os pequenos arbustos. – Sim, talvez aquilo funcionasse, eu só precisava ser convincente o suficiente...

- SENHORITA! – Uma voz masculina forte e desesperada gritou de repente. Levei um susto tão grande que me desequilibrei. Por Deus, eu ia cair! Me desesperei no mesmo instante, e comecei a balançar meus braços, inutilmente. Quando estava prestes a despencar, senti duas mãos em minha cintura.

- AHHHHHH!!!! – Gritei, finalmente. O estranho, porém, me segurou com mais força. Ele soltou o braço direito da minha cintura e o passou pelos meus joelhos, me pegando no colo, e andando para longe da beirada do terraço rapidamente. Devido ao medo, meu corpo reagiu e segurei seu pescoço com as suas mãos. Com força.

Assim que olhei para o chão e me certifiquei que estava bem longe da beirada, consegui finalmente olhar para o rosto do homem que havia me assustado. E aí minha boca quase se abriu. Era um homem, na verdade, um homem jovem. Deveria ter seus vinte e poucos anos. E ele estava totalmente vestido de preto. Os cabelos eram loiro-escuros, e os olhos caramelo. Não consegui ver o restante do rosto, pois ele usava uma meia máscara também preta, com detalhes dourados. A boca larga, mas os lábios, finos. Mantive meu olhar ali por mais tempo do que deveria. Notei que ele também olhava para meus lábios, e estávamos próximos. Próximos demais. Rapidamente, minha consciência pareceu voltar, e eu comecei a me debater.

- SEU MALUCO! – Vociferei. – O QUE TE DEU PRA GRITAR COM UMA PESSOA NA BEIRADA DE UM PRÉDIO ALTO? – Consegui me livrar de seu colo, pisando em solo firme outra vez.

- Eu? – Perguntou ele, aparentemente incrédulo. – A pergunta correta é O QUE A SENHORITA ESTAVA FAZENDO NA BEIRADA DO TERRAÇO, SENHORITA. – Revirei meus olhos.

- ISSO NÃO LHE DIZ RESPEITO! – Gritei novamente. – Você tem noção de que se não tivesse me segurado eu teria caído lá em baixo?

- E não era essa a sua intenção? – Perguntou ele, calmamente. – Pular do prédio e acabar com sua vida? – Eu pisquei.

- Como é? – Consegui perguntar, enquanto sentia minhas mãos se fecharem, devido ao ódio. – Você acha que eu iria me produzir, vir a essa festa e subir aqui só para pular do terraço? Sério isso? – Eu estava inconformada.

- Hã...Sim. – Respondeu ele simplesmente. Eu estreitei meus olhos e abri a boca, enquanto virava a cabeça de um lado para o outro.

- Você é maluco? – Perguntei, por fim.

- Vejamos...- Disse ele, pausadamente. Eu subi até aqui para escapar de uma ex-namorada maluca – não pude deixar de notar o pavor em sua voz, aquilo me fez sorrir por dentro. – e então, quando chego me deparo com uma mulher equilibrada na beirada do terraço e olhando para baixo. O que eu poderia pensar? – Ok. Ele tinha um pouco de razão.

- E sua primeira ação foi gritar com ela? – Perguntei, arqueando uma sobrancelha. Ele não notou, pois minha mascara as cobria.

- Eu não pensei por muito tempo, ok? – Disse ele. Notei que estava nervoso. – Só não podia deixar com que você caísse dali.

- Só para você saber, eu não estava planejando pular. – Expliquei. Ele pareceu ainda mais confuso.

- Então... O que estava fazendo lá? – Perguntou, interessado. Soltei um sorriso forçado.

- Eu penso melhor quando estou em lugares altos. – Disse, por fim. Ele estreitou os olhos e chegou mais perto, como se fosse me contar um segredo.

- E o que é tão importante para que você precise pensar na beirada de um terraço durante a uma festa de gala? – Ele perguntou, sussurrando. Dessa vez eu ri.

- Você pode considerar...assuntos políticos. – Sussurrei de volta. Ele juntou os lábios num bico, enquanto soltava um “humm” com a boca e levantava as sobrancelhas.

- Filha de Governador? – Perguntou.

- Você não? – Retruquei, sorrindo. Ele era divertido, ao final das contas.

- Ok, você me pegou. – Disse ele, enquanto levantava as mãos, como se se rendesse. – Mas quer saber? Vou te dar um conselho. – Fiquei curiosa no mesmo instante.

- Conselho? – Perguntei, jogando a cabeça para o lado.

- É. De filho de governador para filha de governadora. – Respondeu ele. – Não perca seu tempo numa festa como essa pensando em assuntos políticos. Está muito legal lá em baixo para isso. – Eu gargalhei. Se ele soubesse...

- Bom conselho. – Respondi. – Infelizmente, eu não conheço muitos desses convidados. – Era verdade. Só porque Marta havia lido a ficha deles para mim, não queria dizer que eu reconheceria todos enquanto usavam máscaras. – Parece que o terraço é minha melhor opção, no final das contas. – Ele riu. Por Deus, que sorriso! Os dentes eram branquíssimos e perfeitos. Por trás daquela máscara, deveria haver um rapaz muito, muito bonito. Acho que me esqueci de respirar quando ele me olhou, com o sorriso ainda nos lábios, e pude ver suas pupilas dilatarem, enquanto me lançava um olhar de menino travesso.  

- Claro que não. – Disse ele. – Este terraço é velho e feio, não combina com você. – Corei no mesmo instante. Ele disse que eu sou bonita? – Vamos lá, eu te acompanho. Não dá para perder uma festa dessa aqui em cima. – Ele estendeu a mão. Seus olhos me fitavam atentamente, e eu pude ver a expectativa em seus olhos. Instantaneamente, meu coração bateu mais forte. Porque eu estava nervosa? Era só um homem. Um homem bonito, engraçado, inteligente, sexy... Espera. Sexy? De onde eu havia tirado aquilo? Não havia nada de mais nele, além do Smoking preto e ajustado, a máscara preta e dourada e o sorriso incrivelmente branco e.... ok. Ele era atraente. Mas era só um homem. Eu já tinha Aspen, não precisava de nenhum outro homem. Mas ele podia ser meu amigo, não? Parecia que nos daríamos bem, e ele era filho de algum governador, o que significava que fazer amizade com ele era importante. Ora, qual era o problema em descer junto a ele?

- Ok. – Disse por fim, enquanto pousava minha mão na dele. Instantaneamente, uma corrente elétrica passou por minha mão, e se espalhou pelo corpo todo. Ignorei-a mais que rapidamente. E então ele sorriu para mim, enquanto me guiava até a porta que daria acesso ao andar de baixo. A corrente aumentou. Mas que coisa! Que Diabo era aquilo? Ignorei novamente, junto com as borboletas que pareceram nascer em meu estômago.

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Uma valsa lenta tocava graciosamente quando voltamos ao primeiro andar. Casais rodopiavam pelo salão, sorrindo, enquanto algumas pessoas devoravam os aperitivos dispostos numa grande mesa, encostada do lado direito. O “estranho” e eu conversávamos alegremente, sobre assuntos sem importância. Ele parecia saber a identidade secreta de todos por ali, e estava mais que feliz em me contar todas, seguindo por uma ficha completa sobre a pessoa em questão. Impressionante, o secretário dele havia feito um ótimo trabalho. Gargalhei novamente, diante do comentário maldoso que ele acabara de fazer sobre um menino magrelo que atacava a mesa de canapés.

- Está vendo aquela mulher ali? – Ele apontou com a cabeça para uma mulher loira.

- A que está de laranja? – Perguntei, enquanto usava o canudo para agitar meu John Collins. Ele sorriu.

- Essa mesmo. O nome dela é Marlee. O pai dela é governador de Minas gerais, e insiste que todas as quatro filhas frequentem uma faculdade que só aceita mulheres. – Meus olhos se arregalaram.

- Mas que pai horrendo! – Exclamei. – Como a filha vai ter seus casinhos sem a presença de homens por perto? – Ele sorriu maliciosamente para mim.

- Ah, não se preocupe – disse ele tranquilamente, enquanto esperava o drink que havia pedido. – O colégio de rapazes costuma fazer uma visita semanal ao colégio delas. Os alunos com melhores notas ficam uma noite por semana lá para as olimpíadas escolares. Muita coisa “entra em jogo”, se é que me entende. – Gargalhei mais uma vez, e ele me acompanhou.

- Você é um fofoqueiro, sabia? – Acusei, rindo. Ele juntou as mãos no peito, fingindo estar ofendido.

- Eu? Fofoqueiro? – E então gargalhou novamente. Como o sorriso dele era extraordinário! Ele se aproximou de mim, sussurrando. – Eu diria que sou bem informado. Existe uma boa diferença entre os dois.

Não sei se foi o tom de voz que ele usou, ou o fato de estarmos próximos, mas eu fiquei perdida entre meus devaneios, olhando fixamente para os lábios dele. Era incrível como se mexiam quando ele falava. Só consegui sair do meu transe quando notei que ele parou de sorris, e olhou alarmado para o lado esquerdo.

- O que foi? – Perguntei preocupada. Ele olhou para mim como se eu acabasse de resolver todos os seus problemas.

- Minha ex-namorada. – Disse ele, por fim. – Kriss.

Segui seu olhar, e me deparei com uma garota morena, de olhos claros, num vestido cinza claro, brilhante. Ela parecia procurar atentamente por alguém, e parecia zangada. Seu olhar finalmente encontrou o de Maxon, e ela partiu em nossa direção. Maxon mais que rapidamente olhou para mim.

- America – Disse ele, sério. – Se Kriss me alcançar agora, ela fará um show. Não quero que as pessoas vejam isso. Não quero falar com ela. – Ele olhou para baixo, e segurou minha mão. Parei de respirar no mesmo instante. – Dance comigo. Por favor.

Olhei novamente para a mulher que se aproximava. Ela realmente parecia furiosa. E apesar de achar que um show agora seria muito apreciado, sabia que ele precisava da minha ajuda. E talvez, só talvez, eu quisesse dançar com ele.   

- Ok. – Disse, simplesmente. E então ele me arrastou para a pista de dança.

A música que tocava era “Same Mistake”, do James Blunt. Não era uma valsa, mas todos dançavam como se fosse. Ele pôs a mão esquerda em minha cintura. Suspirei. Pousei minha mão direita em deu ombro, e a corrente elétrica voltou. Quando nossas outras mãos se tocaram, um arrepio súbito percorreu toda a minha espinha. Respirei pesadamente. Seus olhos grudaram nos meus, e eu pude ver suas pupilas dilatarem. Ele deu o primeiro passo, e eu o acompanhei. As pessoas, a decoração, a casa, o barulho dos saltos dobre o porcelanato, tudo sumiu. As únicas coisas que eu podia sentir eram a música e o homem que me rodava pelo salão, numa valsa perfeitamente executada. Com giros e levantamentos no ar. Ele não desgrudou os olhos dos meus nem por um segundo. E quanto a mim? Eu estava embriagada diante daqueles olhos. Me deixei ser guiada como as damas puras dos meus romances, entregue totalmente ao meu “Duque”. Não sei quantos minutos se passaram, mas quando a música terminou, ele finalizou a dança com um giro, que me posicionou muito, muito próxima dele. Próxima demais, na verdade. Quando o olhei nos olhos, percebi que as pupilas estavam muito dilatadas, sua respiração descompassada e seus lábios entreabertos. Ele me olhava sem piscar, como se estivesse tomando uma decisão.

Mais uma vez, meu cérebro escolheu a hora certa passa voltar a funcionar, e mais que rapidamente eu me soltei de seus braços e me dirigi à porta mais próxima. Quando cheguei ao jardim, meu sangue fervia, e eu ofegava. Acima de mim, a lua cheia brilhava como um vestido de noiva quando exposto ao flash da câmera. Precisava colocar a cabeça no lugar, porém não tive tempo. Logo que parei de correr, uma voz me chamou, seguida de passos rápidos. A voz dele.

- Espere, senhorita. – O homem de preto disse, me assustando e fazendo com que eu me virasse para olhá-lo. Grande erro.  Assim que me virei, percebi que ele estava a menos de um metro de distância, e não tive tempo nenhum de reação quando ele passou a mão esquerda pela minha cintura, e me beijou. Por tudo que era mais sagrado, quem era ele? Seus lábios eram macios, e doces sobre os meus. O beijo, porém, não foi gentil. Pelo contrário, foi uma explosão. Logo, sua mão direita pressionou minha nuca para que eu ficasse mais próxima ainda a ele, enquanto o mesmo explorava cada canto da minha boca. E, o que mais me aterrorizou foi que meus braços instantaneamente se cruzaram atrás de seu pescoço, e minha boca correspondeu a dele com a mesma intensidade. Minha consciência automaticamente sumiu. Já não existia mais nada novamente, além de nós e a música de fundo. Meu corpo todo formigava, e minhas pernas falharam. Ele mais que rapidamente me segurou, me encostando no poste de luz antigo que estava ao lado, em meio a grama. Minhas mãos agora arranhavam suas costas por cima do terno, e ele acariciava meus cabelos, que acabaram por se soltar do penteado, caindo em cascata pelos meus ombros. Eu não conseguia explicar o que sentia. Era como se tudo instantaneamente estivesse no seu devido lugar. Minhas mãos agora percorriam seu cabelo macio, e nós dois sorrimos quando ele mordeu meu lábio inferior. O beijo, no entanto, terminou no momento em que o som de um sino começou a tocar alto dentro do salão. As pessoas contavam as batidas em voz alta e animadamente. Me separei dele assim que ouvi a primeira badalada. Ele sorria abertamente para mim, parecendo meio desnorteado, como se não acreditasse no que havia acontecido. Quanto a mim? A essa altura eu já chorava. Por Deus, eu havia traído Aspen. Havia beijado um homem que não conhecia e havia gostado. Como eu pude?

- M-meu Deus! – Disse, em meio as lágrimas, enquanto juntava as mãos nos lábios. O sorriso no rosto dele desapareceu instantaneamente.

- Algum problema? – Perguntou preocupado. O olhei com raiva. – Você me beijou também, não me diga que não quis isso. – E então ele fez algo que eu não esperava. Ele retirou a máscara. Bastou um olhar naquele rosto forte, os cabelos loiros e os olhos caramelo e minha mente foi instantaneamente levada ao menino loirinho que odiava. Não. Não era possível. O horror agora devia estar estampado em meu rosto.

- Maxon. – Sussurrei, horrorizada. Ele, porém, me ouviu.

- Você sabe meu nome. – Constatou. Seu olhar ficou mais sério ainda e ele de repente pareceu desesperado. - Quem é você?

- Meu Deus. – Exclamei. – Fique longe de mim. – Eu disse, me afastando.

- Espere! – Ele parecia estar prestes a sofrer um ataque. – Por favor, me diga quem você é! – Ele começou a andar atrás de mim. Me virei mais que rapidamente.

- FICA LONGE, ENTENDEU? – Vociferei. – NÃO CHEGUE PERTO DE MIM NUNCA MAIS! – Assim que as palavras saíram, parti em disparada em direção à minha limusine. Ele gritou alo mais, mas eu já estava longe demais para ouvir. 


Notas Finais


E agora? Como será que America ira lidar com esse "Fato" recém-descoberto? E Maxon, o que será que se passou pela cabeça dele? hahaha Até o próximo capítulo! Xoxo.


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