História Ten Days Diary - Tom Hiddleston - Capítulo 3


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Categorias Tom Hiddleston
Personagens Personagens Originais, Tom Hiddleston
Tags Diário, Drama, Romance, Shortfic, Tom Hiddleston
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Palavras 2.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


sei que disse que as atualizações seriam as sextas, mas eu vou viajar amanhã então aproveitem a atualização mais cedo kkkkkkk só não deixem de comentar!

Capítulo 3 - Day one


Querido diário,

 

É assim que as pessoas geralmente começam um novo capítulo, certo? Gosto de manter tradições. Este é o primeiro capítulo do meu diário de dez dias e, de acordo com as instruções da minha terapeuta, Dra. François, eu tenho alguns passos para seguir antes de mergulhar em minhas lembranças.

Primeiro, tenho que descrever brevemente como foi meu dia. Bom, hoje é domingo, então finalmente eu pude acordar um pouco mais tarde do que o usual. Preparei meu café da manhã e li o jornal, como faço todos os dias. Separei um tempo para corrigir algumas provas dos meus alunos e, logo depois do almoço passei a tarde assistindo a alguns documentários que chamaram minha atenção. Fiquei entediado e fui procurar um livro no escritório quando eu reparei que eu ainda precisava abrir a última caixa de mudanças. Antes de fazer isso, porém, eu criei coragem para finalmente montar o sofá, e estou de certa forma grato que eu fiz isso.

Segundo, preciso descrever o clima. Está frio, algo por volta dos 15 graus Celsius. Está chovendo e eu consigo ouvir algumas trovoadas ao fundo.

E em terceiro e último lugar, tenho que descrever o meu humor. Solidão é a única palavra que eu encontrei que pudesse descrever o que eu sinto agora.

Agora sim, podemos começar com o primeiro dia.

 

Junho, 1998

 

Mais específico no dia onze de julho de mil novecentos e noventa e oito, quinta-feira, por volta das nove da noite. É fácil me lembrar de detalhes como esses porque eu e Maia nos conhecemos na festa de véspera de formatura que a mesma realizou em sua casa. E por volta das nove horas da noite foi o momento em que eu cheguei. Maia e eu estudávamos na mesma escola desde que eu me conheço por gente. Nós nunca caíamos na mesma turma. Enquanto eu estudava na Turma A, ela ficava com a Turma B e vice e versa. Mas nós de certa forma nos conhecíamos. Nos víamos no intervalo, em eventos escolares, por vezes nossas turmas se uniam para algum trabalho ou coisa do tipo. Ela estava sempre por lá, assim como eu. Mas Maia e eu nunca havíamos conversado. Eu conhecia alguns de seus amigos, e ela certamente conhecia alguns dos meus. Mas nós nunca trocamos uma palavra se quer. Até aquele dia.

A nossa formatura aconteceria na noite seguinte a aquela. E como nem todos os alunos tinham condições de pagar por todos os custos da festa, Maia teve a ideia de chamar as duas turmas para uma festa “pré-formatura” na cada dela. Os pais dela, sua mãe uma médica reconhecida em toda Inglaterra e seu pai um astrônomo com a mesma fama, estavam sempre viajando para conferencias e coisas do tipo, e Maia nunca foi uma filha muito obediente, então festas em grande escala na enorme casa dela eram comuns. Todos do ensino médio da escola tinham sido convidados para uma festa dela pelo menos uma vez. Inclusive eu, mas aquela era a primeira vez que eu tive coragem de ir.

Eu e meu colega Lucas chegamos quando a festa já estava no seu ponto alto. A música estava no máximo, haviam luzes do lado de fora, quase todos dançavam e com certeza, todos estavam com um copo de bebida ou um cigarro na mão. Eu fiquei um tempo andando no meio das pessoas, cumprimentando as que eu conhecia e memorizando os novos rostos que estavam por ali. Como eu não tinha muito contato com as pessoas da outra turma, as pessoas da minha turma estavam bêbadas na pista de dança, e Lucas estava ocupado com a sua namorada Allegra, eu resolvi pegar um copo de bebida e me sentar no sofá. O mesmo grande sofá marrom de couro que estou sentado agora.

Tirei aquele tempo para observar melhor a casa. Tudo por ali estava exageradamente limpo e organizado, de um jeito que eu tenho certeza que minha casa nunca seria. Tudo era decorado em tons de branco, cinza claro e um leve tom de azul escuro. Sendo sincero, a primeira impressão que tive foi que eu estava em um grande consultório. O que na verdade fazia sentido.

Não demorou muito e eu fui surpreendido por Maia, que se sentou do meu lado e simplesmente, como se nos conhecêssemos há anos, ela me cumprimentou pelo nome. Eu ainda consigo ouvir a voz dela dizendo um rápido e animado “Oi, Tom!”. Demorei alguns segundos para responder. Primeiro porque eu realmente fui pego de surpresa, tanto pelo repentino cumprimento tanto pela animação do mesmo. E segundo, porque ela estava incrivelmente linda, de um jeito que eu nunca havia reparado antes.

Seus cabelos pintados de loiro, que chegavam até seus ombros estavam soltos e pareciam estar levemente desarrumados, o que não afetou em nada a sua beleza. Ela vestia uma blusa branca de mangas curtas e um curto vestido preto de alças finas por cima, junto com meias arrastão preta e um tênis branco. Hoje em dia talvez ela seria condenada por usar roupas como aquela. Mas naquela época, Maia era símbolo de moda e beleza entre as garotas do colegial. O que era de se esperar da menina mais popular da escola.

Eu acho que respondi com um “Oi.”, ou talvez tenha sido um “Olá.” não tenho certeza. Minha cabeça estava muito confusa naquele momento para dizer alguma coisa então eu respondi por impulso. E eu também não me lembro muito bem o que ela disse depois. Talvez ela tenha me perguntado se eu estava gostando da festa, ou pode ter sido algum comentário sobre a formatura. Eu só me lembro que ficamos por longos minutos, talvez até horas apenas conversando sentados naquele sofá.

Falamos sobre a festa, sobre nossos professores, sobre músicas, filmes, livros, sobre o que gostaríamos de fazer depois que tudo acabasse, e foi logo naquele dia que eu descobri que Maia não tinha o menor interesse por medicina ou astronomia. Ela era uma artista. Gostava de pintar quadros e estava aprendendo a fazer esculturas. Seu sonho era se mudar para a França e fazer faculdade de artes por lá, porem seus pais a proibiram de fazer ambas as coisas. Eles queriam que ela ficasse por perto para cursar medicina, astronomia ou quem sabe, direito. E esse era o assunto mais frequente de suas brigas.

Eu contei a ela sobre meu interesse por literatura, artes cênicas e minha maior obsessão: Shakespeare. Maia me convenceu a recitar a ela alguns poemas e citações dos livros do mesmo. Ela ficou fascinada. Disse ela, anos mais tarde, que seu fascínio se deu pela minha voz e minha emoção ao recitar os poemas. Confesso que eu fiquei muito envergonhado enquanto recitava os poemas. Nunca ninguém havia mostrado interesse em ouvir os sonetos e citações que eu adorava recitar.

Depois que ambos os nossos copos estavam vazios, pela terceira vez, voltamos para a cozinha para enche-los novamente. E logo depois disso, fomos até o quarto dela. Muitos garotos sonhavam em conhecer o quarto de Maia van Dorsten, mais especificamente a cama dela. Mas eu posso jurar que minhas únicas intenções naquele momento eram conhecer os quadros que ela mesma pintava e pendurava em sua parede, e suas esculturas de gesso e argila que ela expunha como se seu quarto fosse um museu. Ela realmente tinha um talento incrível.

Todo o seu quarto era decorado com quadros, até mesmo algumas partes de sua parede estavam pintadas. Maia conseguia desenhar qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer lugar que ela quisesse, tamanho era o seu talento com apenas dezessete anos. E ela conseguia capturar todos os mínimos detalhes da anatomia humana em suas esculturas. Depois de me explicar quadro por quadro, escultura por escultura, ela me mostrou o telescópio em sua varanda. Ela o ajeitou para que eu pudesse ver uma estrela em específico, uma das estrelas da constelação de Touro. Eu perguntei o que aquela estrela tinha em especial e então ela começou a me explicar o significado de seu nome.

Maia é um nome de origem grega, significa “a mãe.” E também é o nome daquela estrela que compõe a constelação de Touro. Seu signo era Touro, e como seu pai é apaixonado por estrelas, ele escolheu aquele nome para sua filha. E como o nome dela também é um significado para “mãe”, todos na família não esperavam a hora de Maia se tornar mãe, no sentido literal.

E depois de dizer que ela tinha um nome especial, e eu a explicar que meu nome nada mais é do que uma tradução do aramaico para “gêmeo” e que não fazia sentido pois eu não tenho nenhum irmão gêmeo, ela me fez deitar em sua cama. Eu acho que fiz alguma cara engraçada mexendo minhas sobrancelhas em confusão, pois ela riu enquanto repetia seu pedido e me puxava para o colchão.

Assim que eu me deitei e olhei para o teto eu finalmente entendi aquele pedido estranho e repentino. Ela havia decorado todo o teto com pinturas que pareciam ser as mesmas enfeitam a Capela Sistina. Algumas ainda não estavam terminadas, mas era incrível como os anjos no meio dos homens e das mulheres eram perfeitos. Todos os detalhes das vestimentas, das nuvens e de cada fio de cabelo eram nitidamente perfeitos. Eu me senti dentro de uma Igreja renascentista. Eu tentei elogiar o trabalho dela, mas meu cérebro estava tão maravilhado com tudo, que eu não fui capaz de formar uma única frase que fazia sentido. Ela rui da minha confusão mais uma vez e se deitou ao meu lado.

Eu me virei para encara-la e finalmente consegui dizer alguma coisa sobre o trabalho incrível que ela realizava. Tenho a impressão que fiquei minutos dizendo repetidamente o quão talentosa ela era e que ela não deveria ceder a seus pais e seguir seu sonho repetidamente. Ela sorriu para mim, pelo o que poderia ser a trigésima vez aquela noite, mas foi só naquele momento que eu realmente percebi o quão bonita, interessante e incrível Maia era. Foi naquele momento que eu percebi que eu deveria ter me aproximado dela há muito tempo, e que agora eu não tinha mais tempo. Aquela noite e a noite seguinte eram as últimas vezes que eu a veria, e eu nunca me senti tão arrependido por não ter me tornado amigo dela antes.

A maioria dos garotos só sabiam falar sobre o corpo ou sobre o dinheiro de Maia. Eles a amavam apenas por isso, e algumas garotas a odiavam por isso também. Os que se aproximavam dela queriam três coisas: sexo, dinheiro ou drogas. Os dois primeiros são muito fáceis de descobrir por que. Mia era linda e possivelmente a garota mais rica da escola. Também pudera. Ela era descendente de holandeses, e toda sua família tinha empregos renomados. Médicos, advogados, astrônomos, matemáticos e coisas do tipo. E sua genética ajudava muito. Seus cabelos eram naturalmente castanhos, e seus olhos eram verdes tão claros como uma pedra preciosa. Ela tinha a pele clara, seu corpo era repleto de pequenas pintinhas que lhe davam um charme a mais. E seu rosto era quase completo por pequenas sardas, e eu achava aquilo a coisa mais adorável do mundo. Eu e muitos outros.

O terceiro na verdade também não era muito difícil de decifrar. Mia adorava ‘relaxar’ com os amigos. Ela sempre tinha cigarros e maconha de qualidade, e ela não se importava em dividir com aqueles que pediam. Ela tinha um círculo de amigos onde a única coisa que eles faziam era se reunir para fumar e beber nos finais de semana. Então, se você quisesse um pouco de diversão a mais nas horas vagas, Maia era a pessoa a qual você deveria procurar. Ela tinha um lema, o qual ela tirou de uma música, que era mais ou menos como “eu sei tudo o que vocês querem, eu sei seus nomes, sou aquela que pode encontrar qualquer coisa que precisarem.” E todos os alunos levavam isso muito a sério. Por algum milagre, ela nunca foi pega com drogas na escola ou fora dela.

Por esses três motivos eram poucas as pessoas que se aproximavam dela porque realmente gostavam dela. O que ficou ainda mais confuso para mim depois que eu pude conhece-la melhor naquela noite. Maia era uma garota com talentos, segredos e mistérios, ela era uma garota fascinante e eu nunca vou conseguir entender como as pessoas viam apenas sexo, drogas e dinheiro ao invés disso. Mas eu sou grato por ser aquele que viu além desses três itens.

Quando Maia colocou seu braço esquerdo em baixo de sua cabeça eu pude ver que ela tinha uma tatuagem. Era uma simples tatuagem da constelação de Touro, com a “sua” estrela em vermelho. Perguntei a ela como ela conseguiu uma tatuagem mesmo sendo menor de idade e a sua resposta foi bem direta. Ela disse:

“Do mesmo jeito que eu consigo entrar em festas, comprar bebidas e cigarros, Thomas. Identidade falsa.”

E eu ri de mim mesmo. Claro que Maia teria uma identidade falsa. Seu amigo Bill Stanford – que foi aluno da minha turma por vários anos – tinha um primo chamado Dennis, que era tatuador. Bill ganhou alguns aparelhos do primo e levou para a escola para mostrar para todos. E como Maia é a única que consegue desenhar com perfeição, vários alunos pediram a ela para que ela os tatuasse.

Mais da metade dos alunos das nossas turmas tinham pequenas tatuagens escondidas pelo corpo. Todas obras de Maia. Ela me contou com detalhes que depois das aulas, eles se reuniam atrás da quadra de futebol e então Maia fazia qualquer desenho que eles quisessem. Ela me explicou também como ela cobrava por isso. Era de graça para as pessoas que ela gostava, dez libras para os desconhecidos e cinquenta para as pessoas que ela não gostava por algum motivo. Mas ela teve que devolver os equipamentos para Bill quando alguns pais começaram a descobrir as tatuagens. Mas Maia ainda queria uma tatuagem para si, então ela mesma, com sua identidade falsa, comprou os equipamentos necessários e fez uma tatuagem em si mesma.

Perguntei a ela, por curiosidade, quanto ela cobraria de mim. “Para você, qualquer coisa sairia de graça, Thomas” foi a resposta dela. E então ela me pegou de surpresa perguntando se eu queria fazer uma tatuagem ali naquele momento. Eu não sabia se queria uma tatuagem, não sabia que desenho eu faria, muito menos se eu teria coragem. Eu disse a ela que não tinha certeza se era uma boa ideia e então ela me disse:

“Pense só, essa noite é a primeira vez que conversamos, e talvez será a última. Vamos fazer uma tatuagem juntos. Todos os dias você vai acordar e vai olhar para a sua tatuagem e lembrar de mim, e de todos esses minutos que passamos juntos. Vai lembrar dessa noite como uma noite única, e sendo assim sua tatuagem vai ter um significado único, um que só eu e você vamos saber qual é."

Aquilo soava muito poético, se eu dissesse não, talvez eu nunca mais me perdoaria, então eu concordei. Maia me fez sentar no chão de sua varanda e tirar o sapato do pé esquerdo. Ela pegou os instrumentos necessários para a tatuagem, e dois cigarros. Ela colocou um na minha boca e acendeu, e então acendeu o outro e colocou em sua boca. Ela prendeu seus cabelos e naquele momento ela estava tão incrivelmente linda que eu fiquei hipnotizado por alguns segundos.

Nós tínhamos decidido que faríamos algo pequeno e simples. Dois triângulos, um cheio e um vazio. Eu fiquei com o triangulo vazio, porque eu não queria encarar tanta dor de uma só vez, e ela ficou com o triangulo cheio. Pedi para que ela fizesse a tatuagem primeiro, e ela simplesmente começou a desenhar como se fosse um desenho qualquer com caneta. Em menos de uma hora ela tinha finalizado. E então chegou minha vez.

Confesso que eu esperava mais dor, mas felizmente eu consegui aguentar. Incomodava e ardia um pouco, mas foi muito melhor do que eu achei que seria. Quando ela terminou, colocou um pedaço de um tipo de plástico em volta, e me orientou dos cuidados que eu teria que ter. Nós ficamos sentados por mais um tempo, fumando e bebendo e conversando. Conectados por dois triângulos. Me senti tão íntimo de Maia naquele momento, que eu daria tudo para que o tempo voltasse apenas para que eu revivesse tudo de novo.

Eu contei alguma história engraçada sobre um dos meus anos na escola que fez com que Maia risse com vontade. Ela ficava maravilhosa quando ria. Quando Maia parou de rir, ela aproximou nossos rostos e me beijou. Aquele beijo não durou muito tempo, uns dez segundos eu diria. Mas foi o suficiente para que eu sentisse o leve gosto de bebida e nicotina que seus suave e quentes lábios de veludo transmitiam. Foi o suficiente para que eu me viciasse e clamasse por mais. Eu queria poder abraça-la e envolve-la em outro beijo, mas ao mesmo tempo que minha mente me mandava fazer exatamente isso, ela me alertava que não seria a coisa a fazer. E quando ela disse que era melhor voltar para a festa pois os outros poderiam dar falta de nós, eu decidi que era melhor prestar atenção ao alerta.

E depois que saímos de seu quarto e voltamos para a sala, ela se misturou ao resto dos alunos na sala, eu a perdi de vista. Ela sumiu em frente aos meus olhos assim como um sonho some quando acordamos. Quando me dei conta do horário, iniciei minha procura por Lucas para pudéssemos voltar para casa. Foi difícil fazer Lucas se separar de sua namorada, mas mais difícil ainda, foi conseguir dormir. Naquela noite, eu cheguei em casa no início da madrugada, com um sorriso no rosto, o gosto dos lábios de Maia nos meus, minha primeira e única tatuagem e várias borboletas no estomago.



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