História Tenente Bieber - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Jensen Ackless, Justin Bieber, Lucy Hale, Romance, Tenente Bieber
Exibições 734
Palavras 2.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, obrigada pelos comentários e favoritos!

BOA LEITURA 📖😁

Capítulo 19 - Sober


Fanfic / Fanfiction Tenente Bieber - Capítulo 19 - Sober

“Se você acha que está correndo o risco de se apaixonar, fuja” - Bruna Lima.

                  POV’s Lucy Hale

Fortes rajadas de vento vindas do oeste, me atingem quando piso para fora do alojamento acompanhanda por Martha, Alison, Grace e Emily. Ergo meus olhos em direção ao céu, onde um grupo de nuvens ameaçava encobrir a lua e nos abençoar com uma tempestade. Se antes eu achava essa festa uma boa ideia, agora eu não estava tão certa assim.

Atravessamos o pátio correndo, esgueirando-se pelas sombras até chegarmos à floresta. Nenhum olhar alheio dos soldados que faziam a ronda pairou em cima de nós, mas não estava certa se poderia me sentir melhor com isso, apenas continuei correndo entre ás árvores e desviando de arbustos, enquanto Martha nos guiava para o outro lado da mata, ao alcance dos muros. Paro de correr e coloco a mão direita sobre o meu coração. Meus pulmões pareciam ter parado de funcionar e a minha respiração não saia como devia estar fluindo. Estou hiperventilando, soando frio e com as batidas aceleradas do meu coração.

Eu não acredito que vou mesmo fazer isso.

— Tudo bem, Lucy? - Grace perguntou.

Fabriquei um sorriso e assenti. Realmente não esperava que fosse tão fácil.

Dirigindo-me para mais perto delas, avistei quando Martha se agachou e começou a espalhar terra para os lados usando as mãos, atrás de alguma coisa. Arregalo os olhos e me aproximo, encarando à alavanca que ela segurava.

— O que vocês tem a dizer sobre isso, agora, hun? - ela diz, com um sorriso enorme pairando sob seus lábios.

— Como… - Alison começou a falar, mas se calou. Balançou a cabeça e completou: — Isso é errado. Faz ideia da encrenca que vamos nos meter se alguém descobrir?

— Deixa esse seu pessimismo de lado, Alison. Ninguém vai ficar sabendo.

— Oh, cara. Me sinto como um agente secreto! - Emily falou, e ajuda Martha a puxar à alavanca para cima, revelando uma entrada subterrânea.

Eu não tinha percebido que estava segurando a respiração até tê-la soltado. É oficial, sou atraída pelo o pior que o mundo consegue fornecer.

Emocionante.

Todas descemos pela escada de metal colada na entrada, mergulhando na escuridão do túnel. Martha fechou a pequena porta de metal — e a única brecha por onde entrava luz — nos deixando completamente no escuro. Suspiramos pesadamente e esperamos qualquer vestígio da loira que havia nos enfiado nessa enrascada.

— Ok. Eu sei que tem um interruptor aqui… - ela diz. — em algum lugar.

— Maravilha. - ouço o som da voz de Alison. — Em algum lugar é um ótimo palpite.

Após minutos de silêncio e escuridão, Martha parecia ter finalmente encontrado o interruptor. Pisco algumas vezes, desnorteada com a quantidade de luz em cima dos meus olhos. Observo uma fileira de luzes florescentes nas duas paredes de cada lado do túnel que, provavelmente, se estendiam até a saída.

— Uau, como eu nunca ouvi falar desse lugar? - Grace perguntou. Ela deu de ombros e saiu andando na frente — nós a seguimos.

— Ninguém sabe que ele existe, Grace. Antes do exército construir a sua base aqui, esse lugar era um laboratório de pesquisa do governo para doenças como Câncer, AIDS, HIV… entre outras. O local foi fechado e demolido. Então dois anos depois, o exército ocupou o território.

— Eu sabia do laboratório, mas este lugar fazia parte dele?

— Exatamente. Mas por alguma razão, eles o mantiveram. Apenas pessoas escolhidas a dedo sabem disso aqui.

— E eu acredito que você não esteja nessa listinha, - Alison alfinetou, encarando-a descaradamente. — o que me faz ficar curiosa sobre como descobriu.

Martha desviou o olhar, passando seus dedos entre os fios de seu cabelo loiro morango. A estática pesada entre as duas era perceptível e extremamente desconfortável. Pigarreio alto e decido dizer alguma coisa para quebrar o silêncio.

— Ah, por que o laboratório foi fechado?

Depois de receber olhares de agradecimento da parte de todas por mudar de assunto, ela responde:

— Não sei. Os rumores são que a funcionalidade do laboratório não tinha nada haver com a pesquisa para a cura de doenças. Era só uma fachada para o que realmente faziam aqui.

— E o que era?

— Não tenho ideia.

Rolo meus olhos para as paredes de cada lado do túnel, e imagino variadas razões para a sua verdadeira existência. Meu corpo estremece. Não vejo a hora de dar o fora daqui.

   [...]

Uma chuva lenta e silenciosa, caia quando voltamos há superfície. Os chuviscos dedilhavam os vidros da loja de conveniência abandonada antes da forte tempestade que estava para vir. Deito a minha cabeça na janela enquanto observava os gotejos molhando o asfalto. Do outro lado da rua, havia um estacionamento atrás de um amplo prédio de blocos cinzas com uma placa elétrica piscando “Wild Night, Casa Noturna e Salão de Sinuca do Barry”, em letras grandes e em neon. Grafite salpicava as paredes, e bitucas de cigarro pontuavam a calçada. Claramente a casa noturna estaria cheia de futuros estudantes das melhores universidades e cidadãos exemplar. Tentei manter meus pensamentos altivos e indiferentes, mas meu estômago estava um pouco inquieto. Eu nunca gostei de frequentar lugares desse tipo, não faziam exatamente o meu estilo, contudo, já que eu estou no meio do fogo é melhor eu me queimar.

— Ok. É melhor nos apressarmos antes que a chuva se intensifique. - Emily avisou, terminando de contornar seus lábios com um batom vermelho.

Corro meus dedos por cima do meu vestido preto e rodado, desfazendo qualquer amassado que encontrasse. Ele era aberto nas costas e possuía várias ondulações.Checando novamente se ainda chuviscava lá fora, ás meninas e eu, atravessamos o estacionamento e nos dirigimos para dentro.

Ficamos na fila, esperando passar pelas cordas. Enquanto o grupo à nossa frente pagava, Martha conversava com um dos seguranças, que balançou a cabeça e concordou com algo que ela falou. Em seguida, nós cinco estavamos nos espremendo para passar, andando na direção do labirinto de sirenes estrondeantes e das luzes piscantes. Muitos murmúrios de desaprovação foram emitidos das pessoas na fila, mas quanto mais alcançavamos o final do labirinto, os sons se tornavam distantes, e o único som perceptível, era da música eletrônica que o DJ tocava. Levou um momento para os meus olhos se ajustarem aos flashes de luz pulsando minha visão entre o preto e o branco. A ventilação era pobre, e eu fui imediatamente atingida por uma onda de odor corporal misturado com perfume, fumaça de cigarro e vomito. A pista de dança praticamente abrigava o nível principal inteiro, dividindo espaço com o bar e o DJ. Havia um lance de escadas no fundo que levava ao segundo andar — onde deveria ser a área vip —, e outro que guiava para o porão. Passamos por entre os corpos que dançavam, descendo escada baixo, seguindo as indicações até o salão de sinuca do Barry. Ao fim da escada, uma trilha de iluminação turva iluminava diversas mesas de pôquer, todas em uso. Grossas fumaças de charutos envolviam o ar, escurecendo o teto baixo. Aninhada entre as mesas de pôquer e o bar estava uma fileira de mesas de sinuca. Justin estava esticado na que ficava transversalmente à mim, tentando uma difícil tacada de mestre.

Agarro o corrimão da escada, engulindo à seco.

O que ele faz aqui?

Martha sorria de orelha a orelha, concentrada em um ponto fixo mais interessante do que os olhares nada gentis de Alison, que parecia a beira de um colapso nervoso de tanto que apertava seus dedos sob o tecido azul-turquesa do seu vestido. Grace e Emily trocam olhares comigo, partilhando a mesma confusão que sentiam. Apenas dou de ombros e desço o último degrau, me colocando no meio delas.

Eu posso lidar com isso.

Bem quando eu pensei, ele atirou seu taco de sinuca, impulsionando-o no topo da mesa. Sua cabeça levantou-se rapidamente. Ele me encarou com uma mistura de surpresa e curiosidade. A boca de Justin se deslocou em um quase sorriso. Difícil dizer se era zombador, amigável ou sádico.

— Ei, você veio! - uma voz conhecida e masculina falou. Olhei para o dono dela e quase não acreditei. Scott passou por nós e circulou seus braços em volta da cintura de Martha, aproximando-a para lhe dar um beijo.

O silêncio predominou entre nós. Todos tinham respostas na ponta da língua. Alison apenas riu pelo nariz e revirou os olhos observando um grupo de pôquer à alguns metros. Estava nítido que elas desaprovavam, e o quanto queriam dizer em alto e bom som o quanto aquilo era errado, porém elas decidiram se manter quietas. Mas os olhares e as reações delas não afetaram a posição de Martha.

Essa noite conseguia se tornar mais bizarra?

— Oi, garotas - falou Scott, abaixou a cabeça e passou a língua pelos lábios, em um ato nervoso. — Como estão?

— Tirando à parte em que fugimos do acampamento e que você está tendo um caso com uma recruta, acho que estamos bem. - Alison disse, olhando-os com uma expressão indecifrável. — E agora se me der licença, eu preciso de uma bebida.

Ela anda apressadamente até o bar, ocupa um dos bancos e pede uma garrafa da bebida mais forte.

— Se ela se embebedar, não vai ser problema meu. - Emily anuncia, cruzando os braços e erguendo a cabeça.

— Discutimos sobre o assunto depois. Viemos aqui para nos divertir, então vamos lá.

Me contorci entre as mesas atrás do grupo, na direção da mesa de sinuca que Justin estava. Andei os primeiros diversos passos a passaos largos, mas descobrindo minha confiança escorregando quanto mais perto eu chegava dele. Fiquei imediatamente consciente de algo diferente nele. Eu não conseguia afirmar exatamente o que, mas eu podia sentir isso como eletricidade. Mais hostilidade?

Mais confiança.

Mais liberdade de ser ele mesmo. E aqueles olhos castanhos claros estavam me incomodando. Eles eram como imãs, unindo-se a cada movimento meu. Engoli em seco discretamente e tentei ignorar o enjoativo sapateado no meu estômago. Algo nele não era normal. Algo nele não era… seguro. Embora não fosse uma novidade para mim, afinal, já havia provado o quão anormal ele poderia ser. Mas duvidava de que fosse o bastante. Algo me dizia que ele era capaz de coisa muito pior.

— Pronto pra tomar uma surra, amigão? - ele perguntou à Scott, seu sorriso se alargou. Dessa vez eu estava bem certa de que ele estava zombando.

— Veremos, amigo. Veremos. - o moreno agarrou um taco e se colocou no outro lado da mesa. Com uma inclinação de sua cabeça, Justin gesticulou algo que eu descreveria como um "E aí", para nós. Seu olhar não demorou muito em mim.

O incômodo no meu estômago se intensificou.

Me encostei em uma mesa de sinuca vazia que tinha ao lado, com Grace imitando meus passos.

— Em quanto estão às apostas? - Emily perguntou, andando para frente e ficando ao lado de Justin.

— Não jogamos por dinheiro.

— Que pena. Eu ia gostar de transformar a derrota de vocês mais humilhante pra mim.

— Espera. Você joga?

— Desde meus dezesseis anos. Meu ex namorado adorava me ensinar à jogar. Fazíamos um bom time.

Justin e Scott se entreolharam.

— Acho que podemos abrir uma exceção, quanto você sugere? - indagou Scott, inclinando-se sobre seu taco de sinuca.

— Vamos começar com uma quantia pequena, que tal… cinquenta dólares? - ela sorriu de orelha a orelha, aceitando o taco que Justin estendeu.

— Fechado. - respondeu, alinhando as bolas sob a mesa. — Querem jogar meninas?

— Nunca cheguei perto de uma mesa de sinuca antes. - falei.

Captei seu olhar e não pude evitar igualar seu sorriso. Eu me empurrei para o lado da mesa, tentando parecer apática enquanto fazia isso. Ele ainda sorria, e ele claramente soletrava encrenca; como uma promessa.

— Passo. Eles servem comida nesse lugar? - Grace perguntou, ele assentiu.

— Eu recomendo os nichos, são incríveis.

— Faz tempo que eu não como, parece uma boa ideia. Vai querer, Lucy?

— Sim. E me traga uma bebida, de preferência uma que não tenha álcool.

— Estou dentro. - Martha se posiciona ao lado do moreno, deixando uma nota de cinquenta dólares sob as outras que já haviam sido postas sob à mesa.

— Ótimo. Então que tal fazermos duplas? - sugeriu, puxando a loira para mais perto. — Eu fico com essa.

Ela riu, beijando-o na boca.

— Emily, vamos detonar esses caras. - a morena sorriu e fez um toque com Justin.

Eu já não tinha tantas esperanças de que hoje seria uma noite de diversão. Não para mim.

       [...]

Eu tinha me esquecido da noção da realidade fazia algum tempo, estava no meio da pista de dança me movimentando conforme o ritmo da música eletrônica que tocava o dj, Alison e Grace me faziam companhia. Depois de comer duas tigelas de nichos, meu estômago se acalmou, e eu sentia que precisava de uma bebida forte. Talvez eu tenha exagerado na quantidade de álcool, sinceramente não faço ideia. O jogo de sinuca ficou interessante no começo, mas após dez minutos de observação, meu cérebro sr distraiu e o tédio foi inevitável. Agora aqui estavamos, dançando como se não fosse haver amanhã.

Lancei meus braços para o alto da minha cabeça, balançando eles de um lado para o outro, enquanto girava sobre meus calcanhares e mexia meus quadris acompanhando a batida. Suor caía de minha testa e meus cabelos estavam encharcados. Desci até o chão e subi novamente, rebolando de um jeito sensual; hoje à noite eu vou dançar por tudo o que eu passei. Vou esquecer cada lágrima. Vou enterrar cada pessoa que passou pela minha vida e me machucou. A vida é muito mais do que sobrevivência.

Um par de braços infestado por tatuagens, contornou minha cintura me puxando em direção ao seu tronco. Sua caixa torácica subia e descia, suas pupilas dilatadas me encaravam em uma intensidade assustadora.

    ( Nós nos apaixonamos um pelo outro na hora errada

     Apenas por um momento, mas eu não me importo

    Acho que eu não sei onde traçar a linha, a linha, a linha

   Nós estamos jogando o mesmo jogo toda noite )

 Olhei à minha volta, procurando vestígios de Alison e Grace, mas ambas haviam se camuflado no meio da multidão. Minhas bochechas ganharam cor sob seu olhar inundado de desejo e paixão. Inspirei e expirei, resgatando forças de algum lugar para proferir as palavras certas que se encontravam entaladas em minha garganta.

— O que você quer? - engoli em seco, olhando no fundo de seus olhos.

— O que sempre almejo desde que te vi pela primeira vez. Você. - seu hálito quente cheirava à álcool e menta. Ele estava bêbado. — Não deveria mexer no meu silêncio se não puder lidar com meu barulho, Lucy. Mas Deus sabe, o que quanto eu desejo você!

      ( Você não sabe como me amar quando você está sóbrio

     Quando a garrafa acaba, você me puxa pra perto

     E você fica dizendo todas aquelas coisas que deveria dizer

     Mas você não sabe como me amar quando você está sóbrio )

Nossos lábios se esbarram, e não tarda para que nossas línguas se encontrem. É o sentimento mais estranho me sentir dessa forma por ele, com Justin eu nunca estou curando... É mágoa por completo. Eu não sei o que é que ele faz, nenhum osso em seu corpo é bom para mim, mas este coração está aberto, e quando nossos olhos se encontram, só posso ver o fim. E apesar de eu saber que amanhã ele encontra uma nova forma de me quebrar, hoje eu estou aqui, sua novamente.

                    ( Nas nuvens

  Sim, você sabe como me fazer querer você

           Quando nós descermos

   Oh, eu sei, sim eu sei, vai estar tudo terminado ) - Sober, Selena Gomez.


Notas Finais


É, estou ciente da demora pra atualizar, mas não vou pedir desculpas por uma coisa que vai acontecer novamente. Ando muito ocupada e minha mente nem sempre está disposta à ser criativa. Espero que tenham gostado. O capítulo ficou bem grandinho, então aproveitem mais não se acostumem.

A história sobre o laboratório não interfere na fanfic, foi só uma ideia que me surgiu. Eu amo um mistério por trás de alguma casa ou edifício, é bem excitante.

Leiam minha outra fanfic: https://spiritfanfics.com/historia/meu-bombeiro-6109453

Até o próximo, beijos!


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