História Tenente Bieber - Capítulo 21


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Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Jensen Ackless, Justin Bieber, Lucy Hale, Romance, Tenente Bieber
Exibições 440
Palavras 1.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá Babys, obrigado pelos comentários e favoritos... Vocês são maravilhosos!

BOA LEITURA 📖😁

Capítulo 21 - Memories In the Dark


Fanfic / Fanfiction Tenente Bieber - Capítulo 21 - Memories In the Dark

"O amor ficou só que você se foi" - Autora.


            POV's Justin Bieber


 — Tem certeza que quer fazer isso? - perguntou Elliot após parar o carro em frente ao estabelecimento dominado “The Green Door Tavern”, nas extremidades da cidade. — Talvez seja melhor que ele continue aqui.

 — Não é como se eu tivesse uma escolha - falo, correndo meus dedos por entre meus fios de cabelo. — Scott está sobrecarregado com o treino de todos os recrutas, ele não pode fazer tudo sozinho, Jensen tem que deixar de palhaçada e voltar logo ao trabalho.

 — Eu sei, mas… - eu o interrompo, cansado daquele assunto.

 — Pare de defende-lo. - resmungo. — Jensen precisa começar a encarar as coisas como um homem, ele não pode ficar fugindo para sempre.

Com um maneio de cabeça, ele concordou, embora eu tenha notado a contrariedade explícita no olhar que foi lançado à mim. É uma perspectiva que não posso mudar. Salto para fora do carro e ordeno para que Elliot me espere dentro dele, não pretendo demorar mais do que o necessário.

Austin era uma das cidades que eu menos gostava nos Estados Unidos, e me senti curioso em descobrir o motivo de Jensen ter se acomodado aqui. O centro da cidade fica em volta da prefeitura, o Capitol. É um prédio antigo muito charmoso, aberto para visitação. Dentro do Capitol há um museu e lá você pode ver quadros e mais quadros de todos os prefeitos de Austin e os governadores de Houston, como se Lincoln fosse sair dali de trás com a constituição assinada. O museu em si é meio chato, mas o edifício é bonito. É uma cidade pacata, sem muito o que fazer. Bastaria um minuto ou dois para que toda a atenção fosse atraída para nós, os visitantes incomum, e então seríamos o assunto da cidade.

Segui para dentro do estabelecimento submetido aos olhares avaliativos de homens e mulheres presentes, o cheiro de especiarias misturava-se com o odor de bebidas, que encontravam-se enfileiradas sobre uma prateleira pregada a parede preenchida por cartazes de anúncios e quadros logo atrás de um velho balcão. Rolo meus olhos pelo lugar à procura do bastardo que me obrigou a se deslocar até este lugar; o encontro sob nuvens de maconha sentado numa mesa em um canto sozinho, caminho em sua direção.

— E eu achava você o mais sóbrio do grupo. - um sorriso sarcástico ameaçou ganhar forma em meus lábios.

Ele ergue seus olhos e as sobrancelhas se levantam com o espanto.

— Bieber! - ele empalideceu debaixo da pele bronzeada. — O que faz aqui?

Eu ocupo uma cadeira vazia de frente para Jensen e estalo minha língua no céu da boca.

Eu o estudo com atenção.

Sua barba parecia não ser apresentada a um barbeador há dias, sombras escuras circulavam abaixo de seus olhos e o forte fedor de bebida que emanava do corpo constava que ele precisava desesperadamente de um encontro com água e sabão.

Ele está acabado, pensei.

— Vim leva-lo de volta para a base, Scott anda muito atarefado com o trabalho extra que você deveria estar fazendo. - eu o repreendo e destaco a palavra “você”, observando o lugar pequeno e bem organizado.

Ele sorri.

— Que gentileza à sua. Mas desde quando você se importa? - perguntou, sustentando o olhar junto ao meu.

— Tem razão, não me importo. Não ligo para nada e nem para ninguém. É o que todo mundo diz. Sou um babaca insensível que só importa consigo mesmo, - esbravejei, atraindo atenção dos presentes no bar. — mas essa merda começou a intervir no meu trabalho, então agora me importa.

— Ah, claro. - ele riu amargamente. — O seu trabalho. É tudo sobre você, não é? - uma estranha expressão cruzou o seu rosto, uma emoção que não consegui identificar antes que desaparecesse.

Inspirei fundo, tentando me acalmar.

Ele está querendo que eu perca o controle, posso ver o desejo dançando em seus olhos esverdeados quase como uma promessa, ainda assim, mesmo que fosse contra a minha vontade, me recusei a lhe dar essa satisfação.

Os olhos deles se estreitaram.

— Achei que já tivéssemos atravessado essa fase, - roubo a garrafa de whisky de suas mãos reprovando sua atitude. — o que passou passou.

— Errado. Você e eu nunca superamos o que aconteceu a Melanie, pelo contrário, enterramos e fingimos que estava tudo bem, quando — na verdade —, existia um grande buraco vazio dentro de nós. Admita Justin, vamos lá, sabe que não pode esconder isto de mim.

O silêncio tomou conta entre nós. Às malditas lembranças que tanto lutei para esquecer invadiram minha cabeça fazendo-me reviver cada momento de raiva, ódio, angústia e dor daquele dia. Lembro-me dos seus soluços, dos punhos atingindo a carne, dos gritos de agonia e temor berrados por Melanie enquanto Jensen e eu rolavamos pelo chão revestido de estilhaços, completamente perdidos em sentimentos sombrios que nos viraram um contra o outro, lutando furiosamente em busca de algum resultado para toda aquela dor que corroía os nossos corações. Percebi pela primeira vez que minha busca pela satisfação própria tinha um custo para aqueles que usava. Usava o que precisava, o que queria, sem consequências. Mas quando se está dominado por sentimentos escuros, você é cego; o mundo é apenas uma cortina densa de fumaça impedindo que você encontre um caminho ou lugar suave para cair. Porém, eis que surge uma oportunidade, uma chance para duas pessoas com motivos incomum, encerrarem aquelas últimas páginas e decretarem um veredicto, mas com pensamentos e desejos de benefícios próprios.

Sacudi a cabeça.

Não vou deixa-lo me manipular.

— Eu já desisti de esquecer, Justin, por que sempre vou sentir um elevador de gelo seco em todos os meus andares quando algo me lembrar dela.

— Infernos… Juro que vou socar a sua cara se continuar com esse drama. - apanho a garrafa de whisky e dou um grande gole.

— Achei que não quisesse a bebida.

— Eu sempre anseio por uma garrafa de bebida, Jensen. É uma das coisas me fazem levantar da cama pela manhã e não me atirar de uma ponte.

— Eu também. Agora devolva a garrafa.

— Nem sob tortura.  Você é um homem sentimental, Ackless, o álcool te faz parece um merda patético e idiota.

Ele ficou imóvel.

— É? - assenti, dando mais um gole. — Bem… deve ser por isso que sou o mais sóbrio do grupo.

Meu peito se expandiu em um profundo suspiro.

É claro que não seria tão fácil. Desde quando as coisas em minha vida eram fáceis?

— Eu sei como se sente. O fantasma dela está sempre perto de mim - minha voz saiu mais fria do que pretendia. —, acha que foi fácil fingir que ela nunca existiu?

— Você faz parecer que foi.

— Talvez. Mas vai chegar um instante em que a dor não será tão ruim, se modificará em um sentimento que você irá aprender a conviver, pode se tornar um fato, um caminho ou um resultado. Mas para acontecer, você precisa se libertar, se permitir romper os laços e viver um dia de cada vez. O que você e eu causamos a Melanie vai nos perseguir para sempre, não há como mudar, é o nosso fardo. Aceite ou viva com isto.

Ele me encarou por um longo instante. Apenas o som do bater de copos no balcão, um blue antigo soando de uma caixa de som no fundo do bar e o coro de vozes alegres vindas de homens e mulheres presentes ecoavam pelo bar. Jensen descansou um de seus braços em cima da mesa aproximando-se para obter um ângulo melhor do meu rosto, acompanhei sua sobrancelha se erguer, sarcasticamente.

— Uau. - comentou atordoado pelo impacto de minhas palavras. — Aí está uma coisa que não se vê todo dia… Estou impressionado.

— Foda-se. Podemos dar o fora daqui agora?

— Vá se quiser, vou continuar aqui.

— Este lugar é um saco, qual é?

— Não vejo da mesma forma. - dar de ombros, abrindo um sorriso de escárnio. Vou mata-lo. — Gosto do lugar.

Antes que pudesse responde-lo, meu celular vibrou no bolso do jeans com a chegada de uma nova mensagem. Apanho o aparelho e desbloqueio, o nome de Elliot brilhava no visor:

"Está quente demais aqui, por favor, diga-me que já conseguiu convencê-lo?

Reviro os olhos e guardo novamente o celular no bolso do jeans, fixo meu olhar em Jensen.

Não tem jeito. Vai ter que ser por mal.

— Esteve no enterro de Melanie?

Molhei os lábios e observei atentamente cada traço de sua expressão dar adeus a tranquilidade para se tornar dúbia e infeliz.

Maldição… Eu vou queimar no inferno!

— Jogo baixo, Bieber. - ele rosnou.

— Você sabe que nunca jogo pelas regras, não sei porque o espanto. Agora, o que acha de fazermos um acordo?

Ele inclinou a cabeça para trás e me encarou atentamente, interessado no que eu tinha a oferecer.

— Se você se comprometer à voltar e não fugir quando lhe for conveniente, digo onde ela foi enterrada.

Ele ponderou, mas logo assentiu e nos colocamos de pé.

— Promete? - murmurou, engolindo a seco.

— Sim. Eu prometo.

Mas tarde, naquele dia, enquanto Elliot dirigia o carro pela estrada que nos levaria embora daquela cidade pacata e entediante, observei os últimos rastros da paisagem de Austin através da janela, revivendo a expressão de terror que Melanie tinha quando viu o que iríamos fazer, a forma como ela tentou nos acalmar e como se empenhou para tentar fazer com que mudássemos de ideia. Deus… Ela estava tão perto. Eu podia sentir todos os meus sentidos virando para sua figura magra e bonita, com seus cabelos escuros caindo sob seus ombros e o rosto esculpido manchado de lágrimas sorrindo trêmula em nossa direção. Meus dedos automaticamente abandonavam o objeto que segurava até um estrondo romper à noite e conquistar o silêncio absoluto, mudando bruscamente a expressão da garota que quase conseguiu persuadir o frio para fora de mim e me enrolar no seu calor, eu ouvi ela proferir um grito estridente que assombraria meus sonhos continuamente, desabar sobre meus pés.

Quantos anos são necessários para esquecer um minuto?


Notas Finais


Eu havia informado no capítulo anterior que haveria um salto no tempo de três meses nesse capítulo, mas as circunstâncias me levaram à adiar para o próximo, eu tive crises terríveis de bloqueio e não conseguia escrever de jeito nenhum. Me senti culpada por demorar para atualizar, então espero que se contentem com esse, por enquanto.

No dia 9 desse mês, Tenente Bieber completou um ano! 😍 Muito obrigada por tudo galera, já somos quase 500!!!

Beijos e até o próximo que sai essa semana! 😘


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