História Tenente-Coronel - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~Crowley-Sama

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Konan, Matsuri, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shion, TenTen Mitsashi
Tags Itasaku, Sasusaku
Exibições 337
Palavras 3.146
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ÚLTIMO CAPÍTULO! !!

Queria agradecer a todas vocês meninas que nos acompanharam até aqui, que riram e choraram com essa história. Queria agradecer imensamente a La_Follia que me ajudou a escrever a história, enfim espero que possamos escrever juntas no futuro novamente.

Esse último capítulo está digno de um final de novela mexicana, então aproveitem.

Boa Leitura ♡

Espero que possam me acompanhar nas minhas outras histórias.

Capítulo 15 - Finally


Fanfic / Fanfiction Tenente-Coronel - Capítulo 15 - Finally

Três anos passam muito rápido, era o que eu pensava enquanto arrumava minha última mala. Eu finalmente voltaria pra minha cidade de vez, minha madrinha resolveu se aposentar e me colocou como sua substituta na diretoria do hospital. E pensar que três anos se passariam tão rápido, muita coisa havia mudado nesse meio tempo. Mamãe e Minato finalmente se casaram, assim como Kushina e Papai. Ino e Sai noivaram, Hinata e Naruto tiveram seu primeiro filho, Karin voltou a morar em Los Angeles, trabalha lá com suas amigas como pedagoga. Itachi, bem esse mudou bastante, começou um relacionamento com Izumi, foi promovido a cirurgião chefe e finalmente se mudou do nosso antigo apartamento.

A única pessoa que eu não sabia nem o rastro, era Sasuke. Ino me ligou a alguns meses atrás dizendo que Sasori tinha voltado da guerra na Síria, mas Sasuke se infurnou em outra missão do outro lado do mundo, fora isso eu não sabia de mais nada. Enfim, eu também havia mudado. Passei a viajar pelo mundo com alguns médicos do hospital em que trabalhava para ajudar as pessoas que precisavam. Cortei meu cabelo em chanel, consegui parar de ser sedentária, continuava solteira, mas estava feliz. – Sakura meu bem, já terminou com as malas? – Era Tsunade.

– Vou descer em cinco minutos madrinha. – Fechei minha mala, e coloquei junto a outras quatro. – Vou ter que pagar por excesso de bagagem de novo, merda! – Eu sempre levava mais do que o necessário em uma viagem.

Tomei um banho rápido, vesti uma calça meio folgada, uma blusinha de seda e um casaquinho de lã. – O carro já está te esperando meu bem. – Abracei minha dinda bem forte.

– Obrigada por tudo o que a senhora fez por mim. – Ela sorriu orgulhosa.

– Você é minha afilhada querida, faria tudo por você, e também vou ser compensada com a minha aposentadoria mesmo. – Sorri em negação.

– A senhora não tem jeito mesmo. – Peguei minha bolsa. – Fique bem. – Nos veríamos em sete dias mesmo.

Entrei no carro após um breve aceno a minha madrinha e partimos em direção ao aeroporto internacional de Sidney. Como já tinha feito meu Chek-in pelo celular, apenas despachei minhas malas e entrei no avião.







Olhando através da janela do avião, pensei em tudo o que eu passei para estar onde estou agora. Fui embora, após saber que Sasuke havia me usado e mentido pra mim, conheci Itachi enquanto estagiava e me apaixonei de novo, Karin ficou noiva do Sasuke e mentiram pra mim, acabei com o quase "casamento" deles, mandei Sasuke ir embora, terminei com Itachi e recomecei.

Muita coisa vivida para uma mulher só. Olho para trás e via o dilema que cada um levava consigo, no íntimo como se qualquer coisa abalasse as estruturas deles, eu acabei com aquilo e percebi que a vida era bem mais do que se apresentava para mim. Eu demorei pra recomeçar, passei meses na sofrência alternando meus pensamentos entre os irmãos Uchihas, passei noites enfurnada na clínica de Tsunade para esquecer por algumas horas.

Era tortuoso pensar no sofrimento que eu causei em cada um deles, Itachi, Karin e principalmente em Sasuke. Eu tive o meu tempo para superar, espero que ele também tenha aproveitado seu tempo. Meu suspiro era mais aliviado do que eu pensava que sairia quando eu vi que já sobrevoavamos o Condado de Minori no Kansas. – É Sakura, você finalmente voltou de vez pra casa… – Ouvimos a voz do piloto para que apertassemos o cinto de segurança para pousarmos.

Dei uma última passada no banheiro pra checar meu cabelo, maquiagem, enfim coisas de mulheres. – Preciso de um táxi. – Murmurei pegando o carrinho com minhas malas e…

– SAKURA! – Não acredito.

– Karin? – Era ela com certeza, mais madura e também muito bonita e com um homem de cabelos brancos do lado. – Uau, é você mesmo? – Ela alargou o sorriso e me abraçou fortemente, retribui o gesto com muito gosto. – Como sabia que eu chegaria hoje?

– Perguntei pra Mebuki, queria vir te buscar pessoalmente. – Ela estava tão feliz e tão leve. – Ah! Esse é meu marido Suiegtsu. – Pera.

– Marido? – Ambos sorriram evidentemente apaixonados.

– Foi uma cerimônia simples, nem houve festa nós preferimos assim. – Ela sorriu pra ele toda boba.

– É um imenso prazer finalmente conhecer a famosa Doutora Sakura Haruno. – Ele era bonito e com um ótimo bronzeado devo ressaltar.

– Só Sakura por favor. – Ele sorriu apertando minha mão. – Espera, esse o cara de quem você falava de Los Angeles?
– Em carne osso e muita gostosura né amor? – Deram um selinho rápido. – Ah Sakura, papai vem te buscar hoje a noite na casa da Mebuki, ele tem uma surpresinha pra você.

– E o que seria? – Karin me puxou em direção ao carro estacionado logo na frente do aeroporto, Suiegtsu vinha logo atrás carregando minhas malas.

– Se eu contar deixa de ser uma surpresa né maninha. – Franzi as sobrancelhas curiosa. – Nem adianta fazer essa cara, prometo que vai valer a pena esperar. – Entramos no carro e logo Suiegtsu deu partida dali.





Mal saí do carro e já fui bombardeada de abraços, amor e muito carinho. Ino carregava uma barriga deveras saliente que eu logo pude constatar que tratava do meu futuro afilhado. Sai estava ao lado dela com seu genuíno sorriso saudoso. – Eu sei que sentiram minha falta. – Coloquei ambas as mãos no peito fingindo tamanha emoção.

– Modesta você em testuda? – Lhe dei língua.

– Modéstia é meu sobrenome porquinha. – Mandei beijinho. – Esqueceu de me contar que estava grávida Yamanaka peppa pig?

– Na verdade eu queria fazer uma surpresinha. – Considerando que a mãe vai ser ela, eu com certeza estava surpresa. – Você vai ser a madrinha é claro.

– Tá de trairagem comigo dona Ino? – Hinata estava ao lado dela com um bebê de pouco mais de um ano no colo. – Quanto tempo dona Sakura. – Abracei aquela coisa fofa até na hora da anta mor me esmagar.

– Oi também Naruto. – Hinata ria do jeito extrovertido do marido. – Finalmente pro criou né rapozinha?! – Ele sorriu coçando a nuca certamente constrangido.

– Tava na hora de povoar a terra com mais Uzumaki’s. Hahaha. – Dei de ombros risonha e corri pra abraçar minha coroa, que estava mais para projeto de Juliane Moore que mesmo velha é gata pra caralho. – Mamãe! – Minato vinha logo atrás com um bebê nos braços?! – De quem é esse bebê? – Mamãe se juntou ao marido e pegou o bebê carinhosamente.

– Está aqui é sua irmãzinha Anna. – Arregalei os olhos. – Desculpe por não contar logo, mas eu quis fazer uma surpresa.

– Vocês tão tudo cheio de surpresas hoje né?! – Peguei a pequenina dos braços de mamãe e sorri emocionada. – Ela parece uma bonequinha de porcelana, tão delicada e fofa. – Mamãe sorriu doce acompanhada de Minato. – Onde estão papai e Kushina?

– Tiveram que sair pra resolver os últimos detalhes da sua surpresa. – Nem vou perguntar que surpresa é essa, pela cara que eles estão fazendo eu provavelmente não arrancarei nada agora.

Entramos todos em casa, deixei todos na sala e fui para meu antigo quarto arrumar algumas coisas. Tantas lembranças vieram na minha cabeça assim que atravessei aquela porta, Sasuke tentando me pegar e eu fingindo que não estava gostando, Itachi a conversa com Ino, enfim tantas coisas boas e ruins. – Onde será que você está Sasuke?! - Ficava me perguntando isso sempre que me pegava pensando nele.

Passei alguns longos minutos olhando para o nada pensativa. – Está pensando nele não é?! – Ino apareceu na soleira da porta de braços cruzados. – Sabe, eu gosto de pensar que um dia vocês dois vão se reencontrar como naquelas histórias clichês e serão felizes para sempre, com uma linda menininha que no futura será mulher do meu Inojin. – Gargalhei em negação.

– Tu tem uma mente tão criativa Ino. – Ela deu de ombros. – Mais tem razão, eu estava pensando nele.

– Sasori vai voltar daqui a uma semana pra outra missão, talvez você devesse tentar falar com ele ou sei lá. – Suspirei.

– Eu o mandei ir embora Ino, ele não tem porque falar comigo, e mesmo que quisesse qual seria o motivo?

– Amor. – Meu sorriso vacilou. – Ele foi embora porque você precisava daquele tempo, ele nunca voltou porque não sabe a hora de voltar. – Os hormônios estão fazendo essa mulher muito bem. – Enfim, só acho que alguém tem que dar o braço a torcer. – Levantou-se e saiu do quarto.

Talvez ela estivesse certa afinal, Sasuke não tem como saber de nada afastado da civilização, e eu bem…. – O amor é tão complicado. – Deitei na cama teatralmente bufando. – Talvez ele já tenha seguido em frente. – Tá, já chega Sakura. Levantei da cama, arrumei minhas roupas rapidamente, desci poucos minutos depois para o almoço.





Era noite, papai ainda não tinha dado as caras, nem ele nem sua mulher Kushina aliás. – Sakura?! – Essa voz...

– I-itachi?! – Puta merda!

Era ele com certeza, estava umas dez mil vezes mais gostoso, lindo, mas era ele. – O que você…? – Ele me abraçou.

– Desculpa, eu estava com saudades. – Sorriu envergonhado me soltando.

Tinha quase certeza que estava vermelha feito pimentão. – Não sabia que estaria aqui.

– Eu estou aqui em nome do diretor geral do hospital, me disseram que a doutora Tsunade Senju ia se aposentar, e como ela é sua madrinha, eu logo imaginei que fosse você a assumir aquele posto. E aproveitei pra fazer uma visitinha também. – Sorri fraco. - Aliás, você está ótima!

– Você também. – Sabe quando você não tem nada pra falar e fica aquele silêncio constrangedor? Pois é, estamos exatamente nesta situação. – Err… – Passei a mão pelo cabelo acanhada. – …isso é tão constrangedor.

– Pois é, mas e como vai sua vida? – Perguntou tentando puxar assunto.

– Vai bem, muito bem aliás. Estou em uma montanha russa que só vai pra cima, e você?

– Vou muito bem também, não sei se ficou sabendo do meu relacionamento com a Izumi….

– Ah, fiquei sabendo sim. Fico muito feliz pelos dois. – Izumi tanto fez que finalmente conseguiu laçar o boy.

– Obrigada, confesso que eu demorei um pouco pra corresponder os sentimentos dela, mas no final deu tudo certo. Nós vamos nos casar mês que vem aliás. – Esse povo realmente está cheio de surpresas.

- Olha só, eu desejo muitas congratulações ao casal. – Itachi sorriu mais animado. – E não esquece de me convidar.

– Ah sobre isso, bem eu conversei com a Izumi e ela concordou com tudo, então eu gostaria de saber se você quer ser nossa madrinha de casamento?! – Devo ter feito a maior cara de merda agora, porque Itachi ficou até meio constrangido.

– Uau! Quer dizer, eu aceito o convite com muita alegria. – Toquei seu ombro carinhosamente. – É sério, eu realmente estou muito feliz por você. – Ele me abraçou de novo.

– Obrigada!

Itachi e eu ficamos conversando banalidades por algum tempo, até Izumi sentar ao nosso lado meio ciumenta, mas vendo o olhar que ele lançava pra ela eu percebi que ela não deveria temer nada. Aquele homem estava de quatro por ela sem sombra de dúvidas.

Papai e Kushina chegaram uma hora depois, eles estavam tão sorridentes que eu fiquei até com medo. Pediram que eu fosse tomar banho e me arrumar, mesmo curiosa eu fui. Cheguei na sala e fiquei meio preocupada quando percebi que todos estavam com cara de velório. – O que houve? – Mamãe abaixou a cabeça e se encolheu no ombro do marido, papai abaixou a cabeça. Ino estava chorando, assim como Karin e Itachi que era consolado por Izumi.

Porque ela está me olhando com pena?! – Sakura. – Só agora havia notado a presença de Sasori ali isolado no canto com cara de derrotado.

– Sasori? – Ele estava evidentemente agoniado. – Mais que merda esta acontecendo? – Papai tocou meu ombro fortemente, como se quisesse me passar força.

– Tenho que te contar uma coisa querida. – Olhei para o meu pai com um bolo se formando em minha garganta. – O Sasuke, ele…. – Olhei pra Itachi.

– O que? - Já tinha lágrimas em formação no canto dos meus olhos.

– Ele estava em missão no Japão desde o mês passado Sakura, a equipe dele estava atrás de contrabandistas... – Ele respirou tentando amenizar na fala. - Era pra eles chegarem em um vôo de frete a três dias, mas infelizmente o avião caiu com falhas técnicas próximo a uma ilha perto do Japão. – Meu mundo girou.

– Mais ele está bem não é? – Sasori suspirou baixo. – Digo, ele é forte ele não…

– Achamos os corpos de três pessoas da sua equipe intactos, o resto estava carbonizado. – Eu só não caí porque papai estava bem atrás de mim, provavelmente esperando por aquela reação. – O DNA ainda não saiu, mas tudo indica que ele esteja entre os cadáveres carbonizados. – Lágrimas grossas desceram por minha face sem que eu percebesse, eu estava em uma espécie de transe, minha face se contorceu em dor que até minha mãe se compadeceu dela. – Acharam isso perto de uma das "cabines", eu achei melhor da-lo a você. – Quase gritei de dor quando Sasori colocou aquele colar meio queimado em minhas mãos. - Eu sinto muito Sakura. – Caí no chão com meu peito doendo, aquilo era insuportável.

– Sakura meu amor. – Mamãe tentou tocar em mim, mais eu fui mais rápida e corri dali.

Ninguém ousou me seguir. Tudo girava, aquela dor só aumentava, meu mundo estava destruído, minha vida estava acabada, tudo pelo que eu lutei não valia de nada ali, a única coisa que eu queria era Sasuke na minha frente, com aquele sorriso arrogante, dizendo que me amava. Mais ele não viria.

Nunca mais!


Dois dias depois…


Dois dias…

A dor só piorava, nada me fazia bem, nada me fazia sorrir, estava trancada no meu quarto a dois dias, não sentia vontade de beber, comer ou até mesmo ir ao banheiro. – Sakura? – Não respondi. – Tenho uma coisa pra dizer, o DNA saiu. – Enxuguei as lágrimas.

Abri a porta. – Veio aqui só pra confirmar o que eu já sei? – Itachi suspirou baixo.

– Nenhum dos corpos carbonizados era dele. – Minha visão ficou escura por breves segundos.

– O que?

– Nenhum era ele. – Uma esperança descomunal se apossou do meu ser, me fazendo sorrir.

– Ele está vivo Itachi. – Pulei em seus braços. – Nós vamos atrás dele e vai ser agora. – Itachi me olhou penoso.

– Não quero que você crie tanta espectativa, ele pode não... – Coloquei meus dedos sob seus lábios rosados.

– Eu sei que ele está vivo. – Sorri confiante.

– Como pode ter tanta certeza?

– Porque eu o amo, sei que ele não me abandonaria. – Itachi sorriu orgulhoso.

– Nós vamos achar meu irmão. - Beijou minhas mãos. – Eu prometo.


Três dias depois…


Itachi estava do meu lado visivelmente cansado, mais não paramos em momento algum. Fazia quase três dias que eu, ele e Naruto desembarcamos numa ilha perto do Japão chamada Konoha, foi onde acharam os corpos e o avião, mas não ele. Não meu amor. – Os andarilhos disseram que tinha outra vila próxima a queda do avião, e que os aldeões podem ter tirado ele de lá antes de ocorrer a segunda explosão. – Naruto falava calmamente, porém eufórico. Ele assim como eu acreditava fielmente que Sasuke estava vivo em algum lugar daquela ilha.

– Fica pra que lado? – Perguntei avaliando o mapa que os guias deram para nós.

– A uns dois quilômetros a leste.

– Vocês estão muito cansados pra continuar hoje? – Itachi sorriu em negação juntamente com Naruto. – Ótimo, antes de anoitecer nós chegaremos lá.

Voltamos pelas trilhas indicadas pelos guías, tomamos bastante água e voltamos a caminhar. Se estivesse em outra época eu não aguentaria andar dois metros, mas fico feliz em ter entrado na academia e ganhado mais massa muscular e resistência física. O caminho era bastante pedregoso e lamacento, mais a visão maravilhosa da floresta verde e colorida era esplêndida sem sombra de dúvidas.

Bem no meu interior eu sabia que ele estava lá, estava de alguma forma esperando por mim. Sempre fui boa em decifrar meus sentimentos, mas era extremamente ingênua quando se tratava dos outros, talvez por isso eu esteja aqui agora tendo que colocar meus sentimentos a prova só para ver até aonde eu iria por ele. – Olha tem um portão logo ali na frente. – Naruto comentou eufórico.

Eu meio que paralisei ali, estancaquei parada ali, enquanto Naruto ia na frente todo impolgado. – Você não vem? – Itachi tocou gentilmente em meu ombro me fazendo acordar.

– Eu estou com medo. – Engoli o bolo que se formava em minha garganta. – Essa é a última vila Itachi, se ele não estiver aqui eu.… – Ele me calou com um singelo beijo na face.

– Você veio até aqui, atravessou o oceano porque de alguma forma você sentia que ele estava vivo, foi nisso que eu acreditei. O amor que você sente por ele é confiável?

Sorri confiante. – É mais do que isso, ele é imortal. – Itachi segurou minha mão e seguimos a passos rápidos até onde Naruto estava.

Ele gesticulava pra caralho, mais o nativo parecia entender muito bem nossa língua. Quase senti vontade de rir dele. – Sakura, ele disse que alguns aldeões chegaram aqui com um homem branco que estava com o braço machucado. – Eu queria chorar, gritar, sorrir, mas eu só apertei mais a mão de Itachi. – Eles disseram que ele está em uma cabana com uma das anciãs da vila.

– Vamos logo por favor. – O nativo que se chamava Hidan nos levou até a tal da cabana, onde uma velhinha de aparência rígida e gentil saía.

– Chiyo-Baa-Sama estes estrangeiros estão atrás do homem branco. – A velhinha olhou para nós e parou em mim por algum motivo.

– É você a …………. dele. – Itachi sorriu e me empurrou para frente. – Venha comigo mocinha. – Depois de respirar umas dez vezes bem fundo, minhas pernas se puseram a seguir a velhinha.

A cabana era toda feita de folhas, madeira e barro, mesmo simples era bastante aconchegante. Ela parou de andar e eu olhei logo uma cama com um mosqueteiro gasto que cobria tudo. – Ele está um pouco fraco ainda, mais esta acordado. – Dito isso ela saiu da cabana e me deixou la ainda criando forças pra seguir até a cama.

– S-sasuke?! – Levantei o mosqueteiro bem devagar, meus olhos lacrimejaram assim que o vi deitado lá, com o peito a mostra com alguns arranhões superficiais e com o braço esquerdo em uma espécie de tipoia.

– S-sakura?! – Ascenti pegando sua mão que logo apertou a minha. – Eu não quero mais ficar sozinho, por favor fica aqui comigo. – Ele devia estar delirando, mas não me impediu de abraçá-lo e chorar como uma criança ferida.

– Eu nunca mais vou deixar você meu amor, eu te amo tanto Sasuke tanto…. – Beijei levemente seus lábios ressecados e com alguns cortes finos. – Você sabe o susto que você me deu?! Eu morri por dois dias quando me disseram que você estava morto.

– Me perdoe, nem eu me lembro como cheguei aqui, tinha acordado ontem e nem me lembrava do que tinha acontecido. – Ele tocou minha face delicadamente. – Você está mais bonita do que nunca. - Sorri corada. – Eu te amo!

– Eu te amo mais ainda meu Tenente-Coronel, eu prometo nunca mais te deixar sozinho.

FIM!


Notas Finais


As leitoras fantasmas, não esqueçam de comentarem pelo menos no último capítulo.



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