História Tenente-Coronel - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~Crowley-Sama

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Konan, Matsuri, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shion, TenTen Mitsashi
Tags Itasaku, Sasusaku
Exibições 571
Palavras 1.735
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

By: Crowley-Sama >:)

Capítulo 9 - Black & Whisky


Fanfic / Fanfiction Tenente-Coronel - Capítulo 9 - Black & Whisky

(…)                   
               

   Era oito horas, quando Sakura finalmente acordou, tinha tido uma noite horrível de sono, o que não passou despercebido por ninguém na mesa pela manhã. – Querida você está bem? – Sua mãe tocou gentilmente sua testa. – Está tão pálida, mas não está quente.

       – Estou bem mãe, só tive uma péssima noite de sono. – Sentou-se sabendo que dois pares de olhos a fitavam. – Do que estavam falando? – Sua mãe serviu uma boa xícara de café para ela.

       – Sobre a festa que Sasuke receberá em homenagem a sua nova patente. – Kushina comentou sorridente.

   Até hoje se pergunta o que diabos aconteceu para ela e sua mãe se tornarem tão amigas. – Hum... – Murmurou desinteressada. – Parabéns Sasuke! – Mastigou seu croissant vagarosamente.

       – Será que pode me ajudar com uma coisa agora à tarde Sakura? – Ela levantou as vistas perplexa com tanto cinismo.

       – Como é? – Levantou as sobrancelhas encarando Karin. – Porque sua noiva não te acompanha? – Todos na mesa se calaram. – Digo, porque minha irmã não vai com você?

  Karin tomou a fala. – Preciso resolver uns assuntos em Handfore Shire, e não vou poder ir.

   Esqueci de comentar que minha ilustríssima irmã se tornou professora? Pois é, ela terminou seu mestrado ano passado, mas infelizmente o hospital não havia me liberado para participar do evento. – Tudo bem, contanto que não demore, tenho coisas pra fazer no final da tarde.

        – Não vai à festa querida? – Mamãe perguntou ao meu lado.

        – Não sei, estou muito cansada esses dias. – Mentira1. – Acho que meus plantões caíram agora nas minhas horas de sono. – Mentira2. – Acho que vou dormir o resto da noite. – Mentira3.

        – Oh querida, tudo bem então.

  Sorri forçada, recebendo um olhar questionador de Sasuke. – Bom, eu vou indo. – Karin pegou seu sobretudo azul escuro, deu um selinho rápido em Sasuke e saiu porta a fora.

   Terminei meu café rapidamente e segui de volta para meu quarto, precisava ligar de uma vez para Itachi, caso contrário eu enlouqueceria de vez.

         – Amor? – Sua voz estava sonolenta, provavelmente estava dormindo. – Aconteceu alguma coisa?

   Boa pergunta!

        – Só senti sua falta. – Não era bem uma mentira.

        – Sakura. – Ihh chamou pelo nome. – Você é uma péssima mentirosa e eu já te disse isso paixão.

        – É, eu sou né?! – Sorri fraco. – Preciso te contar uma coisa...

        – Tá agora eu estou nervoso. – Sua voz pareceu finalmente despertar do outro lado da linha. – O que aconteceu?

        – Você lembra quando a Karin me mandou aquele e-mail, me convidando para o casamento dela, mas não revelou o nome do felizardo?

        – Lembro sim, confesso que estou curioso até hoje. – Sorri amargamente.

        – Você tem uma linda cunhadinha Itachi. – Ouvi silêncio do outro lado da linha. – O noivo é o seu irmão... Sasuke! – Silêncio. – Itachi?

        – Como você está? – Sua pergunta me pegou de surpresa.

        – Não sei... – Ele conheceu toda a minha história com seu irmão, ele mais do que ninguém sabe que não foi fácil para mim. – É estranho sabe? Voltar e saber que tudo mudou...

   Ele suspirou. – Devo me preocupar?

        – Não! – Não sei se era bem verdade. – Só achei que você precisava saber, para não ser pego de surpresa como eu.

        – Eu te amo, espero que não esqueça disso. – Sorri involuntariamente.

        – Eu amo muito mais. – Desligamos juntos.

  Me joguei sobre minhas cobertas teatralmente. – Você ama Itachi, Sakura. – Aquilo seria meu mantra enquanto estivesse aqui.

                      ...

  Eram pouco mais de duas da tarde quando Sasuke bateu na porta do meu quarto. Tomei um banho rápido, vesti qualquer coisa e desci com cara de sono. Ele estava com uma carranca na face, nem ao menos falou comigo, só saiu esperando que eu fosse atrás, tive que ir né?! Coloquei o cinto de segurança rapidamente, enquanto evitava olhar para cara fechada do Uchiha ao meu lado. – Vamos passar no buffet primeiro, depois vamos a uma joalheria. – Comunicou brevemente.

  Assenti.

  Seguimos o resto da tarde sendo monossilábicos um com o outro. Ele me fez escolher várias coisas que deveriam ser função de sua noiva, ou seja, Karin. Escolhi até mesmo o sabor do bolo, mesmo que eu soubesse o gosto da minha irmã, aquilo ainda era errado. Depois que saímos do buffet, Sasuke me forçou a ajuda-lo a escolher um anel. Tipo, eu deveria escolher o anel que adornaria o lindo dedinho da minha irmã para o resto da vida.

  Aquilo sim doeu.

         – Porque está me fazendo escolher tudo isso Sasuke? – Ele deu de ombros desinteressado, enquanto avaliava alguns anéis de ouro branco e pedras de diamante. – Porque mentiu pra mim? – Ele não esperava por essa, confesso que nem eu.

          – Você sabe o inferno que eu passei todos esses anos? – Sua face transmitia raiva e rancor. – Eu não menti pra você, eu ia te contar no momento certo.

          – E o momento certo era depois de me comer? – Eu ainda sentia mágoa por mais que negasse. – Eu te amava... – Meus lábios foram tomados tão rápidos que nem tive tempo de piscar.

  As lágrimas ainda rolavam na minha face, mas não o impediu de aprofundar nosso beijo desesperado. Meus pulmões arderam por falta de ar e consequentemente o empurrando. – Eu te amo... – Foi a última coisa que ele disse antes de eu sair correndo daquele lugar.

                      ...

  Sete horas, quarenta e sete minutos e vinte segundos, era o que marcava o relógio tosco do pequeno bar em que me encontrava a mais de duas horas. Sabia que deveriam estar preocupados comigo, por isso pedi que Ino mentisse dizendo que eu estava com ela e Sai. Eu me sentia suja, eu deixei que ele me beijasse de novo, eu tinha um homem que beijaria o chão onde eu piso, que me amava, que cuidava de mim, que nunca mentiu pra mim, mas como eu sou um lixo humano, eu ainda sim me permito sentir aquilo por Sasuke.

  Tomei mais uma dose de whisky. – Deprimente Dra. Haruno. – Murmurei meio grogue.

  Eu estava bêbada, sabia disso, e talvez por isso eu tenha levantado daquela mesa sob o olhar curioso do barman, enquanto me dirigia a saída.

  Olhei pro meu carro, mas o ignorei. Chamei um táxi, até porque não curto essa coisa de suicídio, então... Paguei mais do que deveria ao taxista e saí cambaleante em direção à minha casa, que se encontrava em uma profunda escuridão.

  Perfeito.

  Tropecei na escada, me fazendo gargalhar no processo. – Silêncio maluca. – eu estava falando sozinha.

  Perfeito.

  Depois de caí inúmeras vezes na escada, eu finalmente cheguei ao meu quarto. Tirei minhas roupas rindo feito retardada e segui para o banheiro, onde eu vomitei com vontade. Minutos depois consegui distinguir sabonete de shampoo e tomei meu banho. Estava meio grogue, mas lúcida o que me permitiu ver uma linda e grande caixa de veludo sobre minha cama.

  Sei que disse que queria descansar, mas se tiver afim de se divertir vista algo sexy e nos agracie com sua presença está noite...

   Com amor mamãe.

  Sorri involuntariamente, enquanto abria a caixa.

   Preto, foi só o que meus olhos captaram. Uma roupa que certamente não ficara na caixa. Me arrumei rapidamente, fiz um rabo de cavalo alto nos cabelos, uma maquiagem pesada nos olhos e um batom nude na boca. Terminei colocando minha gargantilha de ouro branco que Itachi me deu no nosso terceiro aniversário de namoro, extravagante eu sei, mas se era pra arrasar, que seja com estilo.

  Peguei novamente um táxi e lhe dei o endereço que mamãe havia deixado sob a mesa para mim. Era perto de um dos hotéis da família Uchiha, o que não me surpreendeu em nada. Paguei outra pequena fortuna ao taxista 2 e adentrei no luxuoso salão, onde várias pessoas fardadas e bem vestidas circulavam. Muitas pessoas me olharam por tempo demais, me fazendo acelerar o passo atrás da minha família. Avistei mamãe a uns dois metros à frente conversando animadamente com Minato e Ino, que por acaso me olhou rapidamente.

      – Caralho Sakura, quer conquistar quem está noite? – Perguntou de boca aberta.

      – Ha ha gracinha, pergunte a minha mãe, ela que me deu. – Mamãe sorriu orgulhosa. – Então cadê o papai e a Kushina?

      – Estão com Sasuke e Karin lá na frente. – Minato apontou para nossa direita.

  Karin estava muito bonita naquele vestido vinho, mas meu foco permaneceu foi no belo homem fardado ao seu lado, que sorria constrangido de alguma coisa que Kushina falava. Pode até parecer magnetismo ou sei lá, mas bastou meus olhos pousarem nele para que seus olhos encontrassem os meus. Senti meu estômago esfriar. – Vou no toalete retocar a maquiagem, já volto. – Saí rapidamente em direção as banheiros do lugar. – Minha maquiagem estava ótima, mas eu me sentia horrível.

   Que porra está acontecendo comigo?!

  Respirei fundo algumas vezes, antes de sair do banheiro. Senti uma mão cobrir minha boca abafando meu grito, minhas costas bateram na parede fria e escura daquela parte de salão. – Inferno! – Falei assim que meus olhos bateram contra os dele. – Qual o seu problema Uchiha?

   Ele sorriu desgostoso. – Você. – Bufei. – Você quer fuder meu psicológico Haruno? – Enfiou a cabeça na curvatura do meu pescoço, dei um gritinho baixo, não sei se de excitação ou susto. – Tão cheirosa porra.

         – Devia ter me cheirado, enquanto eu fedia whisky barato por sua causa. – Falei estridente. – Idiota me larga.

         – Que gracinha, você ficou de porre por mim. – Sorriu baixo no meu pescoço. Lhe dei um murro na barriga, mas o que doeu foi minha mão.

  Aquilo parecia concreto de tão deliciosamente duro e quente.

   Porra!

         – Sakura?

    Puta.Que.Me.Pariu.

    Fudeu.


Notas Finais




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