História Tenente-Coronel - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Konan, Matsuri, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shion, TenTen Mitsashi
Tags Itasaku, Sasusaku
Exibições 838
Palavras 1.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

By: AnjoFaux >:)

Capítulo 9 - Black & Whisky


Fanfic / Fanfiction Tenente-Coronel - Capítulo 9 - Black & Whisky

(…)                   
                

Eram oito horas, quando Sakura finalmente acordou, tinha tido uma noite horrível de sono, o que não passou despercebido por ninguém na mesa pela manhã. – Querida você está bem? – Sua mãe tocou gentilmente sua testa. – Está tão pálida, mas não está quente.

– Estou bem mãe, só tive uma péssima noite de sono. – Sentou-se sabendo que dois pares de olhos a fitavam. – Do que estavam falando? – Sua mãe serviu uma boa xícara de café para ela.

– Sobre a festa que Sasuke receberá em homenagem a sua nova patente. – Kushina comentou sorridente.

Até hoje se pergunta o que diabos aconteceu para ela e sua mãe se tornarem tão amigas. – Hum... – Murmurou desinteressada. – Parabéns Sasuke! – Mastigou seu croissant vagarosamente.

– Será que pode me ajudar com uma coisa agora a tarde Sakura? – Ela levantou as vistas perplexa com tanto cinismo.

– Como é? – Levantou as sobrancelhas encarando Karin. – Porque sua noiva não te acompanha? – Todos na mesa se calaram. – Digo, porque minha irmã não vai com você?

Karin tomou a fala. – Preciso resolver uns assuntos em Handfore Shire, e não vou poder ir.

Esqueci de comentar que minha ilustríssima irmã se tornou professora? Pois é, ela terminou seu mestrado ano passado, mas infelizmente o hospital não havia me liberado para participar do evento. – Tudo bem, contanto que não demore, tenho coisas pra fazer no final da tarde.

– Não vai à festa querida? – Sua mãe perguntou ao seu lado.

– Não sei, estou muito cansada esses dias. – Mentira1. – Acho que meus plantões caíram agora nas minhas horas de sono. – Mentira 2. – Acho que vou dormir o resto da noite. – Mentira 3.

– Oh querida, tudo bem então.

Sorriu forçada, recebendo um olhar questionador de Sasuke. – Bom, eu vou indo. – Karin pegou seu sobretudo azul escuro, deu um selinho rápido em Sasuke e saiu porta a fora.

Terminou seu café rapidamente e seguiu de volta para seu quarto, precisava ligar de uma vez para Itachi, caso contrário ela enlouqueceria de vez.

Amor? – Sua voz estava sonolenta, provavelmente estava dormindo. – Aconteceu alguma coisa?

   Boa pergunta!

– Só senti sua falta. – Não era bem uma mentira.

Sakura. – Ihh chamou pelo nome. – Você é uma péssima mentirosa e eu já te disse isso paixão.

– É, eu sou né?! – Sorriu fraco. – Preciso te contar uma coisa...

Tá agora eu estou nervoso. – Sua voz pareceu finalmente despertar do outro lado da linha. – O que aconteceu?

– Você lembra quando a Karin me mandou aquele e-mail, me convidando para o casamento dela, mas não revelou o nome do felizardo?

Lembro sim, confesso que estou curioso até hoje. – Sorriu amargamente.

– Você tem uma linda cunhadinha Itachi. – Ouve silêncio do outro lado da linha. – O noivo é o seu irmão... Sasuke! – Silêncio. – Itachi?

Como você está? – Sua pergunta me pegou de surpresa.

– Não sei... – Ele conheceu toda a sua história com seu irmão, ele mais do que ninguém sabe que não foi fácil para Sakura. – É estranho sabe? Voltar e saber que tudo mudou...

Ele suspirou. – Devo me preocupar?

– Não! – Não sei se era bem verdade. – Só achei que você precisava saber, para não ser pego de surpresa como eu.

Eu te amo, espero que não esqueça disso. – Sorriu involuntariamente.

– Eu amo muito mais. – Desligaram  juntos.

Sakura se jogou sobre suas cobertas teatralmente. – Você ama Itachi, Sakura. – Aquilo seria meu mantra enquanto estivesse aqui.

                                                                ...

  Era pouco mais de duas da tarde quando Sasuke bateu na porta do seu quarto. Tomou um banho rápido, vestiu qualquer coisa e desceu com cara de sono. Ele estava com uma carranca na face, nem ao menos falou com Sakura, só saiu esperando que ela fosse atrás, teve que ir né?! Colocou o cinto de segurança rapidamente, enquanto evitava olhar para cara fechada do Uchiha ao seu lado. – Vamos passar no buffet primeiro, depois vamos a uma joalheria. – Comunicou brevemente.

Assenti.

Seguiram o resto da tarde sendo monossilábicos um com o outro. Ele a fez escolher várias coisas que deveriam ser função de sua noiva, ou seja, Karin. Escolheu até mesmo o sabor do bolo, mesmo que ela soubesse o gosto da sua irmã, aquilo ainda era errado. Depois que saíram do buffet, Sasuke a forçou a ajuda-lo a escolher um anel. Tipo, ela deveria escolher o anel que adornaria o lindo dedinho da sua irmã para o resto da vida.

  Aquilo sim doeu.

– Porque está me fazendo escolher tudo isso Sasuke? – Ele deu de ombros desinteressado, enquanto avaliava alguns anéis de ouro branco e pedras de diamante. – Porque mentiu pra mim? – Ele não esperava por essa, confesso que nem eu.

– Você sabe o inferno que eu passei todos esses anos? – Sua face transmitia raiva e rancor. – Eu não menti pra você, eu ia te contar no momento certo.

– E o momento certo era depois de me comer? – Eu ainda sentia mágoa por mais que negasse. – Eu te amava... Seus lábios foram tomados tão rápidos que ela nem teve tempo de piscar.

As lágrimas ainda rolavam na sua face, mas não o impediu de aprofundar o beijo desesperado. Seus pulmões arderam por falta de ar e consequentemente o empurrando. – Eu te amo... – Foi a última coisa que ele disse antes dela sair correndo daquele lugar.

                                                                 ...

Sete horas, quarenta e sete minutos e vinte segundos, era o que marcava o relógio tosco do pequeno bar em que Sakura encontrava a mais de duas horas. Sabia que deveriam estar preocupados consigo, por isso pediu que Ino mentisse dizendo que ela estava com ela e Sai. Sakura se sentia suja, ela deixou que ele a beijasse de novo, ela tinha um homem que beijaria o chão onde ela pisa, que a amava, que cuidava dela, que nunca mentiu pra ela, mas como ela era um lixo humano, ainda sim se permitiu sentir aquilo por Sasuke.

Tomou mais uma dose de whisky. – Deprimente Dra. Haruno. – Murmurou meio grogue.

Ela estava bêbada, sabia disso, e talvez por isso Sakura tenha levantado daquela mesa sob o olhar curioso do barman, enquanto se dirigia a saída.

Olhou pro seu carro, mas o ignorou. Chamou um táxi, até porque não curtia essa coisa de suicídio, então... Pagou mais do que deveria ao taxista e saíu cambaleante em direção à sua casa, que se encontrava em uma profunda escuridão.

Perfeito.

Tropeçou na escada, a fazendo gargalhar no processo. – Silêncio maluca. – ela estava falando sozinha.

Perfeito.

Depois de caí inúmeras vezes na escada, ela finalmente chegou ao seu quarto. Tirou suas roupas rindo feito retardada e seguiu para o banheiro, onde vomitou com vontade. Minutos depois conseguiu distinguir sabonete de shampoo e tomou seu banho. Estava meio grogue, mas lúcida o que a permitiu ver uma linda e grande caixa de veludo sobre sua cama.

Sei que disse que queria descansar, mas se tiver afim de se divertir vista algo sexy e nos agracie com sua presença está noite...

Com amor mamãe.

Sorriu involuntariamente, enquanto abria a caixa.

Preto, foi só o que seus olhos captaram. Uma roupa que certamente não ficará na caixa. Se arrumou rapidamente, fez um rabo de cavalo alto nos cabelos, uma maquiagem pesada nos olhos e um batom nude na boca. Terminou colocando sua gargantilha de ouro branco que Itachi lhe deu no seu terceiro aniversário de namoro, extravagante ela sabia, mas se era pra arrasar, que fosse com estilo.

Pegou novamente um táxi e lhe deu o endereço que sua mãe havia deixado sob a mesa para ela. Era perto de um dos hotéis da família Uchiha, o que não a surpreendeu em nada. Pagou outra pequena fortuna ao taxista 2 e adentrou no luxuoso salão, onde várias pessoas fardadas e bem vestidas circulavam. Muitas pessoas a olharam por tempo demais, a fazendo acelerar o passo atrás da sua família. Avistou sua  mãe a uns dois metros à frente conversando animadamente com Minato e Ino, que por acaso a olhou rapidamente.

– Caralho Sakura, quer conquistar quem está noite? – Perguntou de boca aberta.

– Ha, ha, gracinha, pergunte a minha mãe, ela que me deu. – Sua mãe sorriu orgulhosa. – Então cadê o papai e a Kushina?

– Estão com Sasuke e Karin lá na frente. – Minato apontou para sua direita.

Karin estava muito bonita naquele vestido vinho, mas seu foco permaneceu foi no belo homem fardado ao seu lado, que sorria constrangido de alguma coisa que Kushina falava. Pode até parecer magnetismo ou sei lá, mas bastou os olhos de Sakura pousarem nele para que os olhos do Sasuke encontrassem os seus. Sentiu seu estômago esfriar. – Vou no toalete retocar a maquiagem, já volto. – Saiu rapidamente em direção as banheiros do lugar. – Minha maquiagem estava ótima, mas eu me sentia horrível.

Que porra está acontecendo comigo?!

Respirou fundo algumas vezes, antes de sair do banheiro. Sentiu uma mão cobrir sua boca abafando seu grito, suas costas bateram na parede fria e escura daquela parte de salão. – Inferno! – Falou assim que seus olhos bateram contra os dele. – Qual o seu problema Uchiha?

   Ele sorriu desgostoso. – Você. – Bufei. – Você quer fuder meu psicológico Haruno? – Enfiou a cabeça na curvatura do seu pescoço, deu um gritinho baixo, não sei se de excitação ou susto. – Tão cheirosa porra.

– Devia ter me cheirado, enquanto eu fedia whisky barato por sua causa. – Falou estridente. – Idiota me larga.

– Que gracinha, você ficou de porre por mim. – Sorriu baixo em seu pescoço. Ela lhe deu um murro na barriga, mas o que doeu foi sua mão.

Aquilo parecia concreto de tão deliciosamente duro e quente.

Porra!

– Sakura?

Puta.Que.Me.Pariu.

Fudeu.


Notas Finais




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