História Tenta Me Reconhecer - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Henry Mills, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Ouat, Outlaw Queen, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Exibições 41
Palavras 1.719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, (NOTAS FINAIS)

Obrigada Ju por betar o cap <3
Queria agradecer também a vocês que acompanham a fic, favoritam, comentam, me marcam nas coisas, e até os leitores fantasmas (eu sou dessas). Muito, muito obrigada mesmo!

Lembra que vocês pediram cena fofa entre a família do R??? Espero que gostem <3

*Desculpem qualquer erro

Capítulo 7 - Falta Você


“Um dia pode fazer sua vida. Um dia pode arruinar sua vida. A vida é feita de quatro ou cinco grandes dias que mudam tudo”

Boston, 20 de agosto de 2006

-Estou exausta – Regina caiu sentada no sofá bege da sala recém decorada.

-Eu também – Robin se juntou a ela, a trazendo para mais perto de si.

-Terminamos? – Ela o olhou. Ela nunca cansava de admirar aqueles oceanos tão límpidos.

-Ainda falta o resto da casa, mas acho que estamos quase terminando – O loiro abre um sorriso contagiante, e se inclina para beija-la.

-Ei ei – Zelena entra na nova casa do casal, carregando uma caixa que parecia um pouco pesada, interrompendo o clima – Eu aqui carregando coisas e vocês se beijando? Quero os dois me ajudando, andem logo – A mulher deixou a caixa no chão e encarou o casal – E não me olhem com essa cara, a casa é de vocês meus amores.

“Você me fez acreditar em manhãs melhores, e em noites mais bonitas”

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"No final de tudo, o que me resta é a saudade. Apenas a saudade. Nada mais"

Boston, 20 de maio de 2016

“Parte de mim sabia que você iria ser meu para sempre, porém, parte de mim sabia que não. Uma vez me disseram que somos fadados ao sofrimento, mas no meu ponto de vista, o sofrimento é uma consequência de coisas que não podemos controlar. Você não o merece, mas ele vem, e essas são as regras da vida.

Devem fazer alguns dias, quantos não sei lhe dizer... você deve estar se perguntando: Qual o objetivo dessas cartas? Eu não tenho... e peço que me perdoe – mais uma vez- se estou te fazendo sofrer com toda essa situação, mas eu não poderia dizer adeus, não agora.

Lembra quando começamos a decorar nossa casa? Você me disse que moraríamos lá para sempre, que teríamos uns cinco filhos e eu apenas dava risada e negava com a cabeça como se dissesse: Não, não teremos cinco filhos. Na época eu me negava a aceitar tal fato, mas hoje, eu daria qualquer coisa para ter quantos filhos você quisesse...

Aquele dia em especifico, me vi feliz porque tinha todos ao meu lado, e depois do trabalho feito, fomos até a confeitaria, encontramos meu pai lá, e então fizemos bolos, tomamos muito café e ouvimos suas poesias e versos sobre amor.

Falando em amor... nunca imaginei que o cara que me questionava sobre amor, poderia se tornar o meu... Robin, você me mostrou esse mundo da paixão da melhor forma possível, e você nunca falhou, não pense isso. Se hoje eu não estou mais aí, se deve a um motivo desconhecido, e provavelmente triste, mas nós vivemos a melhor das histórias, não acha? Você fez o seu melhor por mim, e ele sempre foi suficiente.

Eu me preocupo porque não posso estar aí fisicamente e cuidar de você, mas amor, você pode ser feliz, eu estarei ao seu lado, onde quer que você vá...

A minha missão para você hoje é a seguinte: Lembra aquela coleção de filmes que nós temos? Sempre combinamos mostrar todos para Roland, não é? Assista um deles, seja qual for, eu estarei com vocês... não esqueça de dizer a ele que o amo, e que sempre irei amar.

Seu amor sempre estará guardado comigo...

Regina. ”

"Falta você. Falta você em tudo, todos os dias"

-Sinto sua falta... – Como quase todas as vezes, ele sussurrou, achando ser para o nada. Ele queria chorar, mas a dor era tanta, e ele estava tão triste, que o mero ato de chorar era um grande esforço. Seu corpo estava jogado de qualquer jeito sobre uma poltrona do quarto, ela ficava próxima a janela, e lá de dentro ele poderia admirar a paisagem a sua frente; um lindo jardim atrás da sua casa, o verão estava chegando, uma das estações que Regina não gostava tanto, mas que apreciava devido a beleza das cores. Ela amava preto, mas tinha uma alma tão colorida, e isso transparecia em coisas pequenas... – Teríamos cinco filhos, e todos eles teriam seus olhos, assim como Roland... – O loiro sorriu, aquilo era insano, mas o reconfortava como nada conseguia durante aquelas semanas.

Robin levantou, dobrou a carta com carinho, e guardou junto com as outras em uma caixa que continha fotos e objetos que significava algo para os dois. Seguiu ao quarto do seu filho, hoje seria um domingo diferente dos outros.

-Roland – O escritor abriu a porta, e a cena que presenciou o fez sorrir; seu filho estava segurando um álbum de fotos, e sorria enquanto encarava o objeto – O que você está vendo? – Se aproximou.

-Olha, sou eu e a mamãe, e aqui sou eu e você, e depois nós três – O garoto mostrou para o pai a três fotos – Eu gosto dessas fotos.

-É, eu também... – Fazia dias que não olhava uma foto da esposa, depois da sua morte, ele retirou todas a fotos espalhadas pela casa, apesar da essência de Regina estar presente em cada canto daquele lugar.

-Posso colocar essa no meu quarto? – Roland apontou para a fotografia que Regina o segurava no colo, os dois estavam sorrindo verdadeiramente em direção a quem batia a foto; Robin lembrava-se desse dia, ele mesmo havia tirado a fotografia, e nem fazia tanto tempo...

-Pode sim, filho – O loiro pegou o álbum das mãos do filho – E vou colocar essa de nós três na sala, o que acha da ideia?

-Siiiiimm – O garoto disse animado.

-Certo, agora levante. Nós vamos tomar café, e depois tenho uma surpresa para você.

-Panquecas? – O pequeno desceu da cama, e encarou o pai com um sorriso travesso.

-Panquecas.

"Eu só queria que ela ficasse. Era pedir muito?"

****

-Senta aqui – Robin instruiu o filho, que no segundo seguinte se encontrava sentado no sofá, ao lado do pai – Sua mãe me pediu uma coisa – Os olhos da criança brilharam. Robin pegou uma caixa de madeira preta e colocou entre os dois, abrindo-a em seguida – Nós amávamos ver filmes, e essa era parte da nossa coleção... sempre planejamos assistir juntos, mas... – Um nó se formou em sua garganta.

-Mas a mamãe foi para o céu – Roland completou.

-É – Robin o encarou – Mas ela te ama muito, e ela sempre está com você.

-Eu sei, eu sinto – O garotinho abriu um enorme sorriso.

-Certo, então pode escolher o filme que quiser.

-Qual desses ela mais gostava? – Roland olhou a caixa, retirando alguns lá de dentro – Todos são de desenho....

-Nós gostávamos de desenhos também – Robin sorriu – Ela amava “O Rei Leão”. É um clássico, você vai gostar também.

-Então vamos ver esse – Disse animado.

"Espero que o vento do pacífico chegue até você, que lhe diga que eu sinto saudade e que eu queria que você estivesse aqui."

***

“Sinto falta da sua voz. Sinto falta de conversar com você”

Mais tarde naquela mesma noite, depois de fazer Roland dormiu, Robin estrou no seu quarto e foi direto para a escrivaninha que ficava próxima a poltrona que estava mais cedo; aquele era o canto onde ele e Regina sempre ficavam. O loiro queria ter colocado a máquina de escrever em outro lugar, ter feito um escritório quem sabe, não queria atrapalha-la, mas ela negou. Disse a ele que a máquina seria bem-vinda no quarto dos dois, e que ela amava o olhar escrevendo, e também amava o barulho dos dedos dele contra as teclas.

Robin sentou-se na cadeira confortável de rodinhas, e ajeitou seu equipamento para começar mais uma de suas histórias; essa seria especial, e ele não precisa sair à caça, tudo o que precisava saber estava em sua memória, aquela que ele não pôde compartilhar com Regina, mas que pode compartilhar com o mundo.

“Há muito tempo, conheci alguém, para ser mais exato uma mulher, que não conhecia o amor. A surpresa foi quase imediata, afinal, não é todo dia que esbarramos com pessoas assim por nossos caminhos; mal sabia eu que ela seria minha maior alegria, e a minha maior tristeza também...”

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Flashback

O loiro acordou, já passava das nove da manhã, e ele não sentiu o calor da esposa ao seu lado, quando virou, confirmou que ela já havia levantado, e ao que parece a algum tempo. Ele foi ao banheiro rapidamente, e em seguida desceu as escadas, ouvindo risadas ao longe. Quando parou na soleira da cozinha, viu uma cena que encheu seu coração de alegria; Regina e Roland faziam panquecas. O garoto estava sobre uma cadeira enquanto “ajudava” a mãe a bater a massa. Como ele sabia que era panquecas? Simplesmente porque era domingo de manhã, e aquela era um rito ao qual nenhum deles abria mão.

-O que os amores da minha vida estão fazendo? – Robin se pronunciou depois de um tempo observando.

-Papa – Roland disse alto, e estendeu os braços ao pai, que prontamente o pegou no colo e lhe deu um beijo na testa.

-Estamos fazendo panquecas, não é filho? – O pequeno fez que sim com a cabeça – E que bom que acordou, porque precisamos de alguém para vira-las, e esse alguém é você – Regina sorriu. Aquele sorriso que Robin sempre se lembrava quando fechava os olhos.

-Eu não ganho nem um beijo de bom dia primeiro? – A morena mordeu os lábios, e fez uma cara de pensativa.

-Acho que você já ganhou beijos demais por esses dias.

-Isso é injusto – Robin olhou para o filho, que apenas observava o desenrolar da conversa, o pequeno viu a cadeira e apontou para lá, como se quisesse voltar ao que estava fazendo antes. O loiro o colocou por ali, e antes que Regina pudesse se virar para terminar de mexer a massa, Robin a abraçou pela cintura, lhe roubando um beijo.

-Seu ladrão – Disse sobre os lábios dele, mas antes que Robin pudesse responde-la, eles ouviram o som de algo quebrando no chão, e quando olharam, Roland havia pegado os ovos que estavam sobre a bancada, e um a um ele ia derrubando-os no chão. Robin riu da cara que Regina fez ao ver a cena – Roland, filho. Não pode fazer isso – Ela tentou ficar séria, mas quando olhou seu filho e seu marido rindo, ela não resistiu e riu também.

"Eles pareciam crianças quando ficavam juntos"

 

 

 

 

“Criei então um universo onde tudo era perfeito e feito para nós dois”


Notas Finais


E é isso...
Espero de verdade que tenham gostado, e se estiver confuso, ou algo assim, me digam, ok?
Fazia tempo que não tinham as cartas da Regina né?

GENTE, vem ca um pouco hehehehe
Uma leitora, muito legal (Oi Bruna) deu a sugestão de fazer um grupo da fic no whats, eu disse que não iria fazer, mas decidi vim aqui perguntar pra vocês. Caso queiram, me passem o número de vocês por mensagem direta (Pq nos comentários o número é removido)e eu coloco caso venha a fazer mesmo o grupo, ok? (Só vou fazer dependendo da quantidade de pessoas que mandarem os números, ta)

Até o próximo;

Twitter da Fic > @TentaReconhecer
Meu Twitter > @Bertolin_AC


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