História Tentação - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias NCT 127
Personagens Personagens Originais, Taeyong
Tags Marylim, Nct, Taeyong
Exibições 120
Palavras 3.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoas
Como estão? Espero que bem apesar de tanta coisa ruim acontecendo essa semana com o acidente do avião e tals.
Demorei um pouco pra postar me desculpem, mas agora está aqui
Acho que podem prever um pouco pelo titulo o assunto então...

~Boa leitura~

Capítulo 10 - Adeus irmãzinha


Fanfic / Fanfiction Tentação - Capítulo 10 - Adeus irmãzinha

“Ele saiu há pouco tempo. Não encontrou com ele na rua?”. A frase de minha mãe me vem à cabeça e me coloco de pé com um pulo.

-Mãe precisa me levar lá.

-Onde? – ela parecia confusa.

-Disse que ele tinha acabado de sair. – agarro seu braço a puxando em direção a garagem – Pode me levar no aeroporto?

Depois de um breve momento de hesitação minha mãe parece ter entendido que eu não desistiria. Então pegou as chaves na cozinha e entramos no carro. O tempo todo do caminho eu pedia que ela fosse mais rápido até que estivéssemos em uma velocidade realmente alta para aquelas ruas. Mas mesmo assim eu continuava tamborilando às unhas no painel do carro.

Rápido.

Mais rápido.

Por favor, que dê tempo.

Mal espero ela parar com o carro para saltar e correr em direção ao saguão. Podia ouvir a voz de minha mão me gritando um pouco atrás. Me pedindo pra esperar, mas ignorei. Corria entre as pessoas, batia nelas quando meus olhos embaçavam tanto com lágrimas que não conseguia enxergar direito. Ouvi algumas xingando, mas nem dei atenção pra isso. Só precisava encontra-lo e procurava em cada rosto pelo dele.

-Taeyong... – comecei baixo – Taeyong.

Continuo chamando seu nome enquanto o procurava seu rosto entre as pessoas. Por azar parecia que aquele era o dia que todos decidiram sair da cidade. Estava lotado. Por que logo hoje tinha tanta gente?

E então eu o vi.

Estava falando com uma comissária de bordo que lhe sorria animada. Por que todas as mulheres pareciam fazer aquilo quando estavam perto dele? Até mesmo as mais velhas?

Corri naquela direção como pude no meio de tanta gente, percebendo que ele terminara de falar com a mulher e seguia para o embarque. Gritei. Pude ver seu corpo ficando tenso no mesmo instante e parando. Chamei de novo agora mais perto e a comissária me olhou apreensiva procurando em volta como se avaliasse se eu era ou não uma terrorista e precisasse da segurança.

-Taeyong! – chamo de novo quando ela segura meu braço dizendo que eu não podia passar dali – Por favor... Não vai não. Ou me leva junto. Ou... Fala comigo. Eu sei lá. Só não faça isso, desse jeito.

Ele olha por cima dos ombros e por um instante vejo tristeza em seus olhos, o que logo desaparece dando lugar à sua arrogância natural de quando queria esconder algo.

-Irmãzinha. Não seja idiota. Por que eu te levaria comigo? Por que eu ficaria? E por que eu falaria com você, esqueça minhas mensagens, foi um erro pensar que devia te pedir algo do tipo. Espero que tenha se divertido com aquele cara e que o príncipe não volte a ser um sapo como os outros. – ri se virando de vez pra mim e cruzando os braços – Foi divertido nossa pequena brincadeira, mas... Acabou. Não acredito que gosta de mim de verdade. É por isso que nunca tivemos muito. Sabia que você é do tipo que se apega e não tenho tempo pra isso. – pisco sem entender por que estava falando daquela forma – Só siga sua vida. E... Me deixe em paz.

Com isso continua seu caminho e desaparece de vez da minha visão.

Da minha vida.

Paro de tentar me soltar das mãos da mulher que me segura. Fico apenas encarando o lugar vazio por onde ele desaparecera.

Aquelas palavras não podiam ser reais. Não tinha como. Ele... Ele não era assim. Não comigo. Ou melhor, ele era assim, mas já tinha percebido que era só quando queria me afastar por algum motivo e não havia motivo. Havia? Eu estava confusa, triste e magoada por aquelas poucas e duras palavras. Depois daquelas mensagens todas me pedindo pra voltar por que ele me tratava daquela forma? Isso doía mais do que eu podia expressar. Dou um passo pra trás quando um último passageiro passa correndo e ganha um “tenha um bom voo senhor” da comissária. Sinto uma mão em meu ombro e em seguida os braços de alguém. Só quando escondo o rosto em seu pescoço que percebo ser minha mãe. Fico daquele jeito a abraçando sem qualquer lágrima ou nada do tipo por um tempo, só fico parada pensando em como perdi tempo com Lee Taeyong.

Quando paramos na garagem eu voltei a chorar e minha mãe ficou comigo dentro do carro por alguns minutos antes de me levar pra dentro. Eu já nem sabia por que estava chorando acho que por ter sido uma idiota. Se eu gostava de Taeyong? Claro, acho que me apaixonei por ele no momento em que pisou na minha casa. Mas não era como se minha paixonite pelo proibido fosse grande coisa. Não é? Quem nunca quis que um professor a notasse, por exemplo? Só que no meu caso era o filho do marido da minha mãe e ela de alguma forma parecia entender o que acontecia, e o que mais me surpreendeu, não parecia me julgar nem nada do tipo. Apenas entendia e ficou comigo em meu quarto. Finalmente parei de chorar e ela me deixou ali. Sentada na cama com as costas contra os travesseiros percebi que havia uma carta e uma caixinha sobre minha escrivaninha. Saio de debaixo das cobertas e corro até lá vendo meu nome escrito no envelope.

Sentei na cama abraçando a caixinha e o envelope por um tempo antes de abrir a carta.

 

 

 

“Querida irmãzinha

 

Eu queria que estivesse aqui pra te contar tudo pessoalmente, mas eu realmente não podia esperar. Na verdade fiquei um tanto magoado por não ver minhas mensagens isso me fez pensar que esse cara com quem está é realmente mais importante que eu. Mas então eu li sua carta sobre minhas letras de musica. Ninguém nunca disse coisas daquele tipo pra mim, Mina. Eu não mereço aquelas palavras, eu não mereço você, eu não mereço que goste de mim, não mereço sua bondade. As palavras naquela carta eu vou levar sempre comigo. Eu nunca poderia pagar a você por elas. Eu queria muito te beijar depois que li aquilo, te abraçar e agradecer da forma que me pedisse.

E por isso resolvi deixar uma carta também tentando me explicar.”

 

 

 

Pisco e passo as costas da mão pelo rosto pra que as lágrimas não caíssem na carta e borrasse as letras que me esforçava pra ler. Eu gostaria de estar em casa pra que ele me dissesse o que achou da minha carta. Queria olhar em seu rosto enquanto parecia tão lisonjeado e feliz por minhas palavras.

Eu queria ter ganhado aquele beijo e tudo mais que ele queria me dar.

Eu queria que ele não tivesse me dito aquelas palavras no aeroporto. Queria que tivesse corrido até mim e me beijado. Como nos filmes e nos livros de romance. E mesmo que fosse mentira queria que prometesse que voltaria um dia.

 

 

 

“Depois que você saiu eu voltei pra casa e então recebi uma ligação do hospital. Era sobre minha mãe.

Eu espero que não deixe ninguém ler essa carta por que ninguém mais pode saber do que vou contar, muito menos meu pai.

Minha mãe não estava trabalhando na Europa. Estava em uma clínica depois de ter tentando se matar duas vezes.”

 

 

 

Nessa parte da carta eu tenho que parar e respirar. Uma, duas vezes. Não podia acreditar. A mãe dele... Meu Deus! Por quanta coisa ruim ele havia passado na vida e guardava tudo isso pra si mesmo? Seu pai o odiava, sua mãe queria se matar. De certa forma eu começava a entender por que ele queria afastar a todos de sua vida? Tinha medo que algo ruim acontecesse de novo e de novo eternamente como era até aquele momento. Como eu tinha medo dos relacionamentos, ele tinha medo dos sentimentos.

 

 

 

“A gente mentiu quando disse que ela estava indo para a Europa por que não queríamos que ninguém soubesse do que aconteceu. Na verdade, só eu e os médicos dela sabe. Minha mãe é uma artista e os problemas dela atrapalhariam sua carreira. Ela realmente recebeu uma oferta de trabalho na Europa, mas recusou já que não está em condições pra isso e se internou depois da segunda tentativa. Eu estava tentando que ela fizesse isso há um bom tempo, desde que a encontrei quase morta no chão de casa depois de tomar vários remédios de uma vez.

Minha mãe se tornou uma pessoa frágil desde que meu pai nos deixou. Ela nunca mais foi a mesma. Aquela mulher brilhante e alegre da minha infância está morrendo aos poucos e eu amo minha mãe. Amo demais. Não posso perder a única pessoa que me amou incondicionalmente desde que eu era pequeno.

Ela é tudo que eu tenho, Mina.

E mesmo assim se esforça pra me deixar.

Eu sei que a sua também é importante pra você então não deixe que Jaejoong faça com ela o mesmo que fez com a minha. Ele é mal, irmãzinha. Não acredite nos sorrisos dele. Hackeei seu computar quando deixou minha mãe e descobri que ele se encontrava com sua mãe antes mesmo de divorciar da minha.

Eu acho que esse foi o motivo pra eu realmente te odiar no começo. Pra odiar sua mãe e tudo mais relacionado a vocês duas.

Você era filha da mulher que fez minha família ser destruída. E por isso eu odiava sua mãe também. Mas esse tempo na casa de vocês me fez perceber que além de tudo que eu já sabia, meu pai ainda é um tremendo mentiroso. Ele deve ter inventado uma coisa bem diferente pra sua mãe. Ela não parece ser o tipo de mulher que destrói lares. Era só uma viúva querendo recomeçar e teve o azar de ter o caminho cruzado pelo do meu pai. Ele dizia que estava viajando a trabalho quando estava indo encontrar com sua mãe e eu não podia contar pra minha com medo de ela ficar ainda pior.

Sabia que meu pai foi o verdadeiro amor da minha mãe?

Apesar de que ele não parecia gostar dela da mesma forma.

Ele era cantor naquele tempo. Acredita nisso? Cantor. Uma das coisas que ele mais odeia em mim é o que ele era. A gravidez da minha mãe meio que atrapalhou a carreira dele. Teve que deixar tudo quando meu avô o obrigou a se casar.

É por isso que me odeia tanto, provavelmente, não sei bem.

Pelo menos é o que eu acho. Não há mais motivos. Acredite ou não, mas eu era um bom menino quando era criança.”

 

 

 

Não acreditava que o pai podia o culpar tanto por ter pedido um sonho. Ele não devia ajudar o filho a realizar um sonho em comum em vez de atrapalhar? Não podia acreditar que existiam pessoas tão egoístas na vida e isso me deixava com mais raiva ainda do meu padrasto. Ler aquela carta estava me deixando com muita vontade de pegar uma vassoura e ir expulsar Jaejoong a vassouradas da minha casa. O obrigar a deixar minha mãe em paz. Eu não tinha quaisquer garantias que ele não faria com minha mãe o mesmo que fez com a de Taeyong.

Volto à carta ansiosa pra entender o restante dos motivos dele.

 

 

 

“Quanto a você, irmãzinha.

Você era minha maior tentação.

O fruto proibido.

Era minha irmã e ainda a filha da mulher que fez minha mãe pirar de vez. Eu sei que Juliana não tem culpa. Agora eu sei. E sei também que ela nem sabe nada sobre minha mãe. Mas mesmo assim eu sentia que estava traindo minha mãe por me sentir atraído por você.

Você se parece com sua mãe. Um pouco, apesar da cor dos cabelos serem diferentes.

Eu sei que meus pais se separariam de qualquer jeito, bem no fundo eu sempre soube disso e minha mãe também sabia. Mas ela nunca aceitaria que eu tenho algo com a filha da mulher do meu pai. Ficaria arrasada com nós dois juntos.

Apesar de tudo vou guardar nossos momentos juntos com carinho. Mesmo as brigas. Eu sinto muito ter escolhido minha mãe em vez de você. Ela me ligou no dia do encontro duplo pra dizer que saiu da clinica por que estava melhor e por isso fui embora naquele dia. Mas eu senti em sua voz que isso não é verdade. E agora hoje recebi outra ligação. Do hospital dessa vez. Parece que a empregada encontrou ela caída no banheiro com os pulsos cortados. Minha mãe parece uma adolescente querendo provar o valor da vida. Não posso mais deixa-lo sozinha e por isso tive que voltar.

Quando engoli meu orgulho e vim morar com meu pai foi um inferno no começo. Só fiz isso pra que minha mãe se tratasse sem se preocupar comigo, ela confia que eu estou bem se estiver com meu pai, o que não é bem verdade. Mas nisso tudo você foi meu pedaço de paraíso. Nunca pensei que ir embora seria tão difícil como está sendo.

Eu queria ficar na sua casa.

Queria ficar com você.

Queria proteger você.

E não é proteger como irmão e isso é horrível não é? Acho que sou uma pessoa horrível por sentir isso.

Não devia olhar pra você dessa forma. E você também não devia olhar pra mim como me olha. Somos dois pecadores com um erro em comum.

Você conseguiu me ver de uma forma que ninguém consegue e não estou falando de pelado no banheiro.”

 

 

 

Eu tive que sorrir na parte do banheiro. Mesmo com tudo ele ainda fazia piadas pra que eu sorrisse. Mais algumas lágrimas escorreram pela minha bochecha, mesmo que meus lábios sorrissem.

 

 

 

“Eu tentei te fazer me odiar. Era mais fácil se não se mostrasse tão legal comigo, mas não deu certo. Você tem um coração bom demais, puro demais pra isso. Simplesmente não deu certo, acho que você sabia que eu estava encenando tudo quando era mal com você não é? Obrigado por ver através de tudo.

Obrigado por ver o que eu sou atrás da minha armadura.

Não queria ter que usar essa proteção. Mas entenda que sem ela eu não posso sobreviver. Dizem que as provações da vida fazem a gente ficar mais forte, mas isso não é verdade. Isso faz a armadura ficar mais forte e a gente mais fraco, com o tempo ela fica tão grande e espessa que cria uma distancia enorme que nos separa dos outros.

Fiquei chateado que saiu com aquele cara. Eu até tendei sabotar, mas parece que ele era mais teimoso que eu previ. Pensando bem agora acho que ele é uma boa pessoa pra você. Pareceu um bom cara quando o vi na sala. Ele seria o tipo que te faria feliz. Te trataria como uma princesa e lhe daria rosas. Eu nem sabia que você gostava dessas frescuras. Ah claro. Você é a pessoa que esta sempre lendo livros. É uma romântica. Então minha raiva por ter saído com ele passou agora que sei que vou embora. Não posso dizer como viver sua vida. Até por que trouxe garotas aqui depois do que houve entre a gente.

Me desculpe.

Mais uma vez eu só queria te afastar por não me achar bom o bastante pra você.

Você estava linda naquele vestido azul quando saiu.

Pensando bem foi bom que não estivesse aqui quando saí. Já não tenho mais controle sobre meus atos quando o assunto é você e com você certeza iria chorar. Eu não aguentaria te ver chorar, teria que te beijar até que parasse e sabe-se lá onde esses beijos parariam. Não podia arriscar.

Sobre aquela garota no meu quarto, não aconteceu nada. Só queria que soubesse. Eu até tentei, mas acho que perdi o interesse pelas outras uma vez que percebi o quanto é melhor que elas.

Estou te devolvendo o restante das calcinhas. A última coisa que nos mantinha presos um ao outro.

Preciso ir agora. O tempo está passando e meu voo é às dez da noite.

 

Não tente falar comigo.

Tente me esquecer.

Você merece ser feliz, minha querida irmã.

Sei que são só palavras escritas, mas... Eu acho que me senti atraído desde o momento em que te olhei tão nervosa ao me cumprimentar e amei você desde o momento que disse que eu iria morrer se continuasse fumando. Foi bom saber que se preocupava. Foi bom saber que alguém queria que eu vivesse.

 

Adeus, Mina.

 

Ps. Sua mãe me pediu desculpas por não fazer nada quando meu pai brigou comigo. Eu tive que dar um abraço nela. Foi mais forte que eu. O que tem de errado com as mulheres dessa família que me deixa sentimental?”

 

 

 

Abri a caixinha e vi todas as peças que faltavam lá dentro. Abracei a carta e me deitei na cama pensando naquelas palavras.

-Eu também te amo Taeyong... – murmuro para os moveis do meu quarto querendo que ele estivesse ali pra ouvir.

 

Naquela noite sonhei com ele. Se é que podia chamar aquelas alucinação de sonho. Não dormi bem na verdade, a noite toda rolando de um lado pra outro na cama sem conseguir realmente pegar no sono, mas de certa forma por trás de minhas pálpebras fechadas eu podia ver Taeyong. Ali ele sorria pra mim. Pedia desculpas por ter ido embora e dizia que estava de volta que nunca mais faria aquilo.

No meu “sonho” perfeito, no aeroporto, ele não havia me dito que eu fora só mais uma das garotas com quem ele saía, ali ele corria até mim e me apertava entre os braços, murmurando palavras bonitas e então me beijava. As pessoas a nossa volta paravam para aplaudir e então eu ficava envergonhada escondendo o rosto em seu peito. Provavelmente eu havia visto essa cena em algum filme de romance ou lido em algum dos meus livros, mas o fato era que eu queria muito que essa fosse a realidade. Mesmo que parecesse clichê e idiota. Era a realidade que eu queria pra mim. Que eu precisava.

Sobressaltei quando ouvi um barulho, mas era apenas minha mãe. Havia um olhar preocupado em seu rosto quando sentou ao meu lado passando o braço por meus ombros. Eu devia estar péssima. Uma mistura de choro e insônia.

-Querida... Não chore... – minha mãe me deu um beijo nos cabelos – Pode ficar mais na cama.

-Eu... – eu estava perdida - Preciso ir pra escola.

-Não. Hoje é domingo. – se deita e me puxa pra cama com ela cobrindo nós duas, eu já havia perdido a noção dos dias – Vamos dormir mais um pouco.

Nos braços de minha mãe eu voltei a chorar. Os soluços faziam minhas costelas doerem e meus pulmões queimarem enquanto pela milésima vez repassava mentalmente as palavras da carta. Mas finalmente quando consegui me acalmar o sono veio. Minha mãe continuou me abraçando e acariciando meus cabelos e de alguma forma aquilo pareceu me trazer para a realidade.

Taeyong havia ido embora e me pedido pra não tentar falar com ele. Além de praticamente ter me dito pra ficar com Jaehyun. Essa seria minha vida agora. Ele não voltaria.

Eu precisava continuar vivendo.

Agora, infelizmente, sem meu irmão.


Notas Finais


Quem chorou levanta a mãããão!!!
Eu tenho que admitir que chorei escrevendo e agora de novo revisando.
Não sei se é o que esperavam, mas é isso aí que pensei pra historia. Contei mais um pouco da historia da família de Taeyong e mais um pouco sobre ele.
Primeiramente eu tinha pensado em fazer desse o ultimo capitulo, seria uma historia com um final bem trágico, mas como percebi que minha morte seria pior ainda eu resolvi fazer mais dois capítulos.
Então vamos ter mais dois capítulos ok?
Acho que tenho mania com 12
Amo escrever historia com 12 capítulos (será que é um tipo de T.O.C? kkkk)
Bom acho que vou terminar por aqui
Mais uma vez agradeço pelo apoio de todos vocês a minha Fic e a mim também. Cada palavra bonita de incentivo que me dão e as ameaças de morte, tudo isso me faz querer escrever cada dia melhor pra vocês.
Me desculpem caso alguém como eu tenha chorado e até o próximo, e penúltimo, capitulo.

Beijos da Mary <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...