História Tentação sem limites - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 103
Palavras 3.529
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 10 - Capítulo 10


Cameron
– Você se lembra do que lhe pedi no outro dia, Sie? – resmunguei quando o carrinho de
Flavia já estava longe.
– Você estava sendo patético. Só queria ajudá-lo a não parecer um idiota apaixonado.
Eu me aproximei dela. Sie estava me provocando. Eu nunca senti aquela raiva absoluta que
a maioria dos irmãos têm a ponto de machucar as irmãs fisicamente quando crianças. Mas,
naquele momento, estava sentindo.
Nash entrou no meio de nós dois, formando uma barreira.
– Opa. Você precisa relaxar, amigo.
Desviei o meu olhar furioso de Sie para Nash. Que porra ele estava fazendo? Ele odiava
Sie.
– Saia. Isso é entre mim e a minha irmã – lembrei a ele.
Nash nunca a havia defendido antes. Mesmo quando o pai dele era casado com a nossa mãe,
fazia questão que todos entendêssemos quanto odiava Sie. Nunca houve qualquer ligação
remotamente fraternal entre os dois.
– E você vai ter que passar por cima de mim para chegar nela – respondeu Nash, dando um
passo na minha direção. – Porque neste momento você está pensando apenas nos sentimentos
da Flavia. Lembre-se de como a presença dela afeta Sie. Você costumava se importar com
isso.
Mas que porra! Eu estava tendo alucinações? Quando foi que Nash começou a defender
Sie?
– Eu sei exatamente como isso afeta Sie. Mas o que eu estou tentando fazê-la entender é que
nada do que aconteceu foi culpa da Flavia. Sie odeia a pessoa errada há tanto tempo que não
consegue se livrar dessa história. Qual é o problema com você, afinal? Você já sabia disso!
Foi você quem defendeu a Flavia quando ela apareceu por aqui da primeira vez. Você nunca
acreditou que fosse culpa dela. Você soube que ela era inocente desde o começo.
Nash se remexeu desconfortavelmente e olhou de volta para Sie, cujos olhos estavam
completamente arregalados.
– Você a deixou frágil, Cameron. Durante toda a vida dela, você a protegeu. Ela contava com
você. E então você simplesmente a deixa de lado, volta toda a sua atenção a Flavia e espera
que Sie fique bem. Ela pode ser adulta, mas foi dependente de você a vida inteira. Ela não
sabe ser de qualquer outra maneira. Se você não estivesse tão absurdamente focado em
reconquistar a Flavia, enxergaria isso.
Empurrei Nash para fora do meu caminho e olhei para a minha irmã. Eu não precisava
daquele sermão dele, mesmo que fosse verdade. No fundo, eu estava feliz que os dois
houvessem enfim encontrado algo em comum. Talvez Nash gostasse dela, afinal. Nós
moramos na mesma casa durante anos. Juntos, sofremos a mesma negligência.
– Eu amo você, Sie. Você sabe disso. Mas não pode me pedir para escolher. Não é justo.
Sie pôs as mãos nos quadris. Era a sua posição desafiadora.
– Você não pode amar nós duas. Eu nunca vou aceitá-la. Ela apontou uma arma para mim,
Cameron! Você viu. Ela é louca. Ela ia atirar em mim. Como você pode amar a ela e a mim? Isso
não faz sentido.
– Ela jamais teria atirado em você. Ela apontou uma arma para o Nash também. Ele superou.
E, sim, amo vocês duas. Amo as duas de jeitos diferentes.
Sie olhou para Nash e deu um sorriso triste. Isso foi ainda mais estranho.
– Ele não me escuta, Nash. Desisto. Ele está escolhendo o amor dela em vez de mim e dos
meus sentimentos.
– Sie, apenas ouça o que ele tem a dizer. Qual é? O que ele está falando faz sentido – disse
Nash em um tom gentil que eu jamais o ouvi usando com ela. Eu só podia estar em um
episódio de Além da imaginação.
Sie bateu o pé.
– Não. Eu a odeio. Não suporto olhar para ela. Ela o está magoando agora e eu a odeio ainda
mais por isso – gritou Sie.
Olhei ao redor para ver se alguém a escutava e vi Woods vindo na nossa direção. Merda.
Nash se virou e acompanhou o meu olhar.
– Ah, merda – resmungou ele.
Woods parou na nossa frente e olhou de Sie para Nash e depois para mim.
– Ouvi o suficiente para saber sobre o que é esta conversa – disse ele, mantendo o foco
totalmente em mim. – Deixe-me ser bem claro. Nós todos somos amigos desde sempre. Eu
conheço a dinâmica da família de vocês. – Ele olhou para Sie com cara de nojo e então se
voltou para mim. – Se alguém tem algum problema com a Flavia, é melhor tratar disso comigo.
Ela tem um emprego aqui pelo tempo que quiser. Os três podem não gostar disso, mas,
pessoalmente, estou cagando para vocês. Então, superem essa história. Ela não precisa dessa
merda toda agora. Deem um tempo, estamos entendidos?
Eu o examinei. O que ele estava querendo dizer e por que estava agindo como protetor da
Flavia? Não gostei disso. Meu sangue começou a ferver e cerrei os punhos. Ele queria
conquistá-la? Aparecer quando ela estava indefesa e bancar o herói? De jeito nenhum. Isso
não ia acontecer. Flavia era minha.
Woods não esperou uma resposta. Simplesmente se afastou.
– Parece que você tem concorrência – disse Sie com a voz arrastada.
Nash se aproximou e ficou na frente dela novamente.
– Já chega, Sie – sussurrou e olhou para mim.
Eu estava cansado daquilo. Não podia mais lidar com aqueles dois. Atirei o taco no chão e
saí atrás de Woods.
Ou ele me ouviu ou sentiu a raiva que eu estava emaSiedo, porque parou pouco antes de
chegar à sede do clube e virou-se para mim. Levantou uma das sobrancelhas, como se
estivesse achando divertido. Isso só me enfureceu ainda mais.
– Nós dois queremos a mesma coisa. Por que você não respira fundo algumas vezes e se
acalma? – perguntou Woods cruzando os braços em cima do peito.
– Fique longe dela, está me ouvindo? Desista. A Flavia me ama. Ela só está confusa e
magoada. Também está muito vulnerável. Que Deus me ajude se você sequer pensar em tirar
vantagem da situação dela. Encho você de porrada.
Woods inclinou um pouco a cabeça e franziu o cenho. Não se afetou com a minha ameaça.
Talvez eu precisasse afetá-lo.
– Eu sei que você a ama. Nunca o vi agindo de um jeito tão louco na vida. Entendo isso. Mas
Sie a odeia. Se você ama mesmo a Flavia, precisa protegê-la do veneno que está pingando
dos caninos da sua irmã. Se não, eu farei isso.
Senti como se ele tivesse me dado um tapa na cara. Antes que eu pudesse responder, Woods
abriu a porta e entrou. Fiquei olhando fixamente para a porta fechada durante vários minutos
antes de me mexer. Eu ia perder uma delas. Amava a minha irmã, mas, com o tempo, ela me
perdoaria. Poderia perder Flavia para sempre. Não permitiria que isso acontecesse.
Flavia
Bruna estendeu o braço e apertou a minha mão. Estava parada de pé ao meu lado, enquanto
eu esperava pelo médico na mesa de exame. Havia feito xixi num copinho e agora estávamos
esperando o resultado oficial. Meu coração estava acelerado. Existia uma remota
possibilidade de eu não estar grávida. Procurando no Google na noite anterior, descobri que
os testes de gravidez de farmácia podiam dar errado e eu poderia estar enjoando porque a
minha cabeça achava que eu estava grávida. A porta se abriu e uma enfermeira entrou na sala.
Ela estava sorrindo ao olhar para Bruna e para mim.
– Parabéns. O resultado é positivo. Você está grávida.
A mão de Bruna apertou a minha com mais força. Eu sabia disso no fundo, mas o simples fato
de ouvir a enfermeira falando tornou a situação mais real. Eu não iria chorar. Meu bebê não
precisava saber que eu havia chorado quando descobri que estava grávida. Queria que ele se
sentisse sempre amado.
Não era uma coisa ruim. Não poderia ser ruim. Eu precisava de uma família. Logo teria uma
de novo. Alguém que me amaria incondicionalmente.
– O médico virá conferir algumas coisas em poucos minutos. Precisamos de amostras de
sangue também. Você tem tido cólicas ou sangramento?
– Não. Só sinto muito enjoo. Cheiros acabam comigo – expliquei.
A enfermeira fez algumas anotações na prancheta.
– Pode não parecer, mas isso é uma coisa boa. Ficar enjoada é bom.
Bruna riu.
– Você não a viu tendo ânsia de vômito. Não tem nada de bom naquilo.
A enfermeira sorriu.
– É, eu me lembro desses dias. Isso é engraçado. – Ela então olhou para mim. – O pai vai
participar?
Vai? Eu poderia contar a ele? Balancei a cabeça.
– Não, acho que não.
O sorriso triste que a enfermeira abriu enquanto assentia e fazia mais uma anotação na
prancheta deixou claro que aquela situação era bem frequente.
– Você estava usando algum anticoncepcional quando engravidou? Pílula? – perguntou a
enfermeira.
Não olhei para Bruna. Talvez eu não a quisesse ali, afinal. Balancei a cabeça. A enfermeira
levantou as sobrancelhas.
– Nada? – perguntou ela.
– Não, nada. Quer dizer, nós usamos camisinha umas duas vezes, mas houve outras vezes em
que não usamos. Ele tirou antes uma vez... mas uma vez, não.
Bruna ficou tensa ao meu lado. Sabia o que ela estava pensando. Como eu podia ter sido tão
burra? Esse era um fato que eu havia deixado de fora da história.
– Está bem. O médico vai falar com você em breve – disse ela, saindo da sala.
Bruna sacudiu o meu braço, obrigando-me a olhar para ela.
– Ele não usou camisinha? Ele é louco? Caramba! Ele devia ter pensado em perguntar se
você estava grávida. Que idiota. Eu estava aqui sentindo pena dele por não saber que vai ser
pai, mas ele não usou uma droga de uma camisinha. Ele devia ter procurado você quatro
semanas depois, para ter certeza de que você não estava grávida. Que idiota.
Bruna estava andando de um lado para outro na minha frente. Eu só a observava. O que eu
podia dizer em relação a tudo aquilo? Eu estava tão errada quanto ele. Tinha sido eu que tirara
a roupa, subira em cima dele e trepara feito louca naquela noite. Ele era homem e a última
coisa que passou pela sua cabeça naquele momento foi parar e botar uma camisinha. Eu não
lhe dera muito tempo para pensar. Mas eu não iria dividir os detalhes da minha vida sexual
com a Bruna. Então fiquei de boca fechada.
– Ele merece isso. Ele devia ter procurado você. Não conte àquele idiota. Se ele acha que
pode fazer sexo sem proteção, por mim, pode viver na ignorância. Vou estar ao seu lado. Você
e eu. Nós vamos dar conta disso.
Bruna parecia pronta para dominar o mundo naquele momento. Isso me fez sorrir. Eu não
estaria em Rosemary quando o bebê nascesse. Gostaria de poder estar. Queria que o meu bebê
tivesse mais alguém para amá-lo. Bruna daria uma excelente tia. Essa ideia me deixou triste.
Meu sorriso desapareceu.
– Desculpe. Eu não queria chatear você – disse Bruna, soltando as mãos da cintura com um
olhar preocupado no rosto.
– Não. Você não me deixou chateada. Eu só gostaria... gostaria de não precisar ir embora.
Quero que o meu bebê conheça você.
Bruna se aproximou, passou os braços pelos meus ombros e me abraçou.
– Você vai me dizer o seu endereço e vou visitar vocês o tempo todo. Ou então você poderia
ficar morando comigo. Quando o bebê nascer, Cameron provavelmente não vai estar mais aqui.
Ele não fica em Rosemary depois do verão. Teremos tempo de instalar vocês dois antes de ele
voltar. Pense nisso. Não se preocupe com qualquer decisão definitiva agora.
Cameron iria embora? Ele desistiria de mim e iria embora de Rosemary? Ou ficaria? Meu
coração doía de pensar nele me deixando. Por mais que eu soubesse que não daria certo,
queria que ele brigasse por mim. Queria que ele encontrasse alguma forma de ficarmos juntos,
mesmo sabendo que era impossível.
Duas horas mais tarde, estávamos de volta ao apartamento de Bruna e eu estava com
vitaminas pré-natais e diversos panfletos sobre como ter uma gravidez saudável. Guardei tudo
na minha mala. Precisava de um banho quente e um cochilo.
Bruna bateu uma vez na porta do banheiro e entrou. Ela estava segurando o telefone na mão e
sorrindo feito uma idiota.
– Você não vai acreditar nisso. – Ela fez uma pausa e balançou a cabeça, como se ainda não
estivesse acreditando. – Woods acabou de me ligar. Ele disse que o apartamento no
condomínio é nosso pelo mesmo preço que estou pagando por este apartamento aqui. Ele disse
que é como um benefício, já que ter duas funcionárias morando no clube vai ser útil. E pediu
para avisar que nós duas ficaremos sem emprego se não aceitarmos a oferta dele.
Sentei sobre a tampa fechada da privada e olhei fixamente para ela. Ele estava fazendo isso
porque eu estava grávida. Era seu jeito de ajudar. Queria gritar com ele e abraçá-lo ao mesmo
tempo. Senti os meus olhos se enchendo de lágrimas.
– Ele ainda está no telefone? – perguntei, quando percebi que Bruna ainda segurava o
aparelho perto da orelha.
– Não, é o Jace. Ele disse que tem a ver com você. Você não está... saindo com ele ou coisa
parecida, está? – perguntou ela lentamente. Jace deve ter perguntado isso. Ela fez a pergunta
como se não acreditasse no que estava dizendo.
– Pode colocar o telefone no mudo? – pedi, falando baixinho.
Ela arregalou os olhos e concordou. Depois de passar o telefone para o mudo, ela me
encarou como se não estivesse me reconhecendo. O que ela achava? Que estava dando em
cima do Woods grávida de Cameron? Claro que não.
– Bruna, ele sabe. Woods sabe.
Ela se deu conta do que estava acontecendo e ficou de queixo caído.
– Como? – perguntou.
– Ele me escalou para o turno do café da manhã no restaurante. A cozinha... estava com
cheiro de bacon.
– Ahhh! – exclamou Bruna e assentiu.
Havia entendido. Tirou o telefone do mudo.
– Não tem nada acontecendo com o Woods e a Flavia. Ele só ficou amigo dela e quer ajudar.
Só isso.
Bruna revirou os olhos para alguma coisa que Jace disse, chamou-o de louco e desligou.
– Certo, então ele sabe que você está grávida e vai nos entregar um apartamento no
condomínio por quase nada? Tipo, é a melhor coisa do mundo. Espere até ver esse lugar. Se
ele nos deixar ficar lá depois que o bebê nascer, o seu quarto vai ter espaço suficiente para um
berço! É perfeito.
Eu não podia pensar tão adiante. Naquele momento, só precisava ir atrás de Woods para
conversar com ele. Se eu fosse embora em quatro meses, não queria que Bruna perdesse esse
negócio.
Precisava garantir isso antes que ela ficasse empolgada demais.
Cameron
Jace me ligou para contar que as meninas estavam se mudando para o clube hoje. Eu não
tinha visto Flavia desde o incidente no campo de golfe. Não por falta de tentativa. Tentei
cruzar com ela no clube várias vezes, mas nunca consegui. Eu tinha, inclusive, passado lá
ontem, mas Darla dissera que Bruna e ela estavam de folga e eu supus que as duas tivessem
ido fazer alguma coisa juntas.
Parei no apartamento de Bruna e, logo de cara, notei o carro de Woods. Que merda ele
estava fazendo ali? Abri a porta do carro com força e andei até a porta do apartamento,
quando ouvi a voz de Flavia. Virei na direção do carro de Woods até que o vi encostado no
muro ao lado do qual ele havia estacionado, prestando atenção em Flavia com um sorriso nos
lábios.
Um sorriso que eu estava prestes a arrancar dele.
– Se você tem certeza disso, então eu agradeço – disse Flavia baixinho, como se não
quisesse que ninguém a escutasse.
– Absoluta – respondeu Woods erguendo os olhos para mim. O sorriso no rosto dele
desapareceu.
Flavia virou a cabeça para olhar por cima do ombro. A surpresa no rosto dela quando o seu
olhar cruzou com o meu foi dolorosa. Talvez eu não devesse estar ali naquele momento. Não
queria pirar e assustá-la, mas eu estava bem perto de ter um ataque de fúria. Por que os dois
estavam conversando a sós? Do que ele tinha certeza absoluta?
– Cameron? – disse Flavia, afastando-se de Woods e vindo na minha direção. – O que você está
fazendo aqui?
Woods riu, balançou a cabeça e abriu a porta do carro.
– Tenho certeza de que ele veio ajudar. Vou embora antes que ele desconte essa raiva toda
em mim.
Ele estava indo embora. Ótimo.
– Você veio nos ajudar com a mudança? – perguntou ela, observando-me cuidadosamente.
– É, vim – respondi.
A tensão se dissipou assim que a BMW de Woods foi embora.
– Como ficou sabendo que estávamos nos mudando?
– Jace me ligou – respondi.
Ela se mexeu com nervosismo. Detestava deixá-la nervosa.
– Eu queria ajudar, Flavia. Sinto muito pela Sie no outro dia. Conversei com ela. Ela não
vai mais...
– Não se preocupe com isso. Você não precisa se desculpar por ela. Não o responsabilizo
por isso. Eu entendo.
Não, ela não entendia. Eu podia ver nos olhos dela que não. Estendi o braço e segurei a mão
dela. Só precisava tocá-la de alguma maneira. Ela estremeceu quando os meus dedos roçaram
na palma da sua mão. E mordeu o lábio inferior do jeito que eu queria morder.
– Flavia – falei e parei porque não sabia ao certo o que mais dizer. A verdade era demais
agora.
Ela levantou o olhar das nossas mãos e vi o seu desejo ali. Mesmo? Eu estava sonhando ou
ela estava... estava mesmo? Deslizei um dedo pela palma da mão dela e acariciei a parte
interna de seu pulso. Ela estremeceu de novo. Puta merda. Meu toque havia mexido com ela.
Continuei me aproximando e deslizei a mão lentamente pelo seu braço. Estava prevendo o
instante em que ela me afastaria e aumentaria a distância entre nós, como eu esperava que
fizesse.
Quando havia subido o bastante, meu polegar roçou na lateral do seio dela, e ela agarrou o
meu outro braço ao estremecer. Que porra era aquela?
– Flavia – sussurrei, empurrando-a para trás até ela estar encostada no muro de tijolos do
prédio com o meu peito a poucos centímetros do seu.
Ela não me afastou e as suas pálpebras pareciam pesadas enquanto ela olhava fixamente para
o meu peito. Estava com a respiração pesada. O decote do vestidinho cor-de-rosa estava bem
embaixo do meu nariz. Subindo e descendo como se fizesse um convite. Um convite
impossível. Alguma coisa estava errada ali.
Pus a outra mão na cintura dela e a deslizei lentamente pelo seu corpo até ficar com o outro
polegar embaixo do seio dela. Ela não estava usando sutiã. Estava com os mamilos duros e
rígidos, aparecendo por trás do tecido fino do vestido. Não consegui me conter. Pus a mão
sobre o seio direito dela e o apertei gentilmente. Flavia deu um pequeno gemido e os seus
joelhos estremeceram. Ela havia apoiado a cabeça no muro e fechado os olhos. Eu a segurei
firme e passei a perna entre as suas, para evitar que ela caísse no chão.
Com a outra mão, cobri o seio esquerdo dela e acariciei o seu mamilos com o meu polegar.
– Ah, meu Deus, Cameron – gemeu ela, abrindo os olhos e me encarando através dos cílios
abaixados.
Puta que pariu. Eu estava em uma mistura de tortura e paraíso. Se fosse outro sonho, eu
ficaria furioso, mas parecia real demais.
– Isso tá gostoso, gata? – perguntei, abaixando a cabeça para sussurrar no seu ouvido.
– Sim... – suspirou ela, jogando ainda mais peso sobre o meu joelho. Quando senti o calor
dela fazendo pressão na minha perna, ela arfou e agarrou os meus braços com mais força. –
Ahhhh.
Eu ia gozar nas calças. Nunca havia sentido tanto tesão na vida.
Alguma coisa estava diferente. Aquilo não era como antes. Ela estava quase desesperada.
Podia sentir o medo dela, mas a sua necessidade era mais forte.
– Flavia, me diga o que você quer que eu faça. Eu faço qualquer coisa que você quiser –
prometi, beijando a pele macia embaixo da sua orelha.
O cheiro dela era tão bom! Apertei os seus seios e ela soltou um gemido suplicante. Minha
doce Flavia estava incrivelmente excitada. E era real. Não era uma porra de um sonho. Puta
que pariu.
– Flavia!
O chamado agudo da voz de Bruna foi como um balde de água gelada atirado sobre ela.
Flavia se endireitou e afastou-se de mim. Não conseguia me encarar.
– Eu… hum… eu sinto muito. Eu não sei...
Ela balançou a cabeça e saiu correndo. Fiquei olhando até ela chegar à porta, onde Bruna
falou com ela com firmeza. Flavia assentiu. Depois que as duas entraram, bati com as duas
mãos no muro de tijolos e resmunguei um monte de palavrões enquanto tentava controlar a
minha ereção.
Depois de alguns minutos, a porta se abriu de novo e eu me virei para ver Jace saindo. Ele
olhou para mim e soltou um assovio baixo.
– Caramba, cara, você é rápido.
Nem respondi. Ele não sabia o que estava falando. Flavia queria o meu toque. Ela não tinha
me repelido. Estava quase implorando por mim em silêncio. Não fazia sentido, mas ela me
queria. E Deus sabe quanto eu a queria. Sempre a quis.
– Vamos lá. Temos um sofá para carregar. Preciso da sua ajuda – chamou Jace, enquanto
segurava a porta aberta.
 



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