História Tentação sem limites - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 107
Palavras 3.338
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 12 - Capítulo 12


Flavia
Era o segundo dia que eu não enjoava. Até pedi a Boo que preparasse bacon para me testar
antes de eu me apresentar para o turno do almoço. Imaginei que, se eu conseguisse sobreviver
ao bacon, conseguiria trabalhar no restaurante. Senti o estômago embrulhar e fiquei nauseada,
mas não vomitei. Eu estava melhorando.
Liguei para Woods e lhe garanti que ficaria bem. Ele aceitou minha oferta, porque estava
com pouca gente e precisava de mim. Jimmy estava parado na cozinha sorrindo quando
cheguei trinta minutos antes do meu turno.
– Aí está a minha garota. Que bom que aquele mal-estar diminuiu. Você parece ter perdido
cinco quilos. Por quanto tempo ficou doente?
Woods explicara a Jimmy e a quem mais perguntasse que eu havia pegado uma virose e
estava me recuperando. Tinha trabalhado apenas dois turnos no salão e nunca encontrava
funcionários da cozinha quando estava no carrinho de bebidas.
– Devo ter perdido peso, sim. Mas tenho certeza de que vou recuperar logo, logo – respondi,
dando um abraço nele.
– É melhor mesmo, senão vou encher você de rosquinhas até conseguir passar as mãos ao
redor da sua cintura sem meus dedos se tocarem.
Isso aconteceria mais cedo do que ele imaginava.
– Eu comeria uma rosquinha agora mesmo.
– Combinado. Depois do trabalho. Você, eu e uma caixa com doze. Metade coberta de
chocolate – disse Jimmy e me passou o avental.
– Parece bom. Você pode vir conhecer a minha nova casa. Vou ficar com a Boo em um
apartamento dentro do clube.
Jimmy arqueou as sobrancelhas.
– Não me diga. Ora, ora, ora, como vocês estão chiques.
Amarrei o avental e enfiei a caneta e o bloco no bolso da frente.
– Farei a primeira ronda se você preparar as saladas e o chá gelado.
Jimmy piscou.
– Combinado.
Segui para o salão do restaurante e, por sorte, os únicos clientes eram dois senhores que eu
tinha visto outras vezes, mas cujos nomes não sabia. Anotei os seus pedidos e servi uma
xícara de café para cada um antes de voltar para conferir as saladas.
Jimmy já tinha duas preparadas para mim e as estava segurando quando voltei para a
cozinha.
– Aqui estão, gostosa.
– Obrigada, lindo – respondi, levando-as para o salão.
Entreguei as saladas e anotei os pedidos de duas novas clientes. Então fui buscar a água com
gás e a água aromatizada com limão que elas pediram. Ninguém nunca pedia simplesmente
água ali.
Jimmy estava saindo da cozinha quando cheguei.
– Acabei de atender as duas mulheres que parecem ter saído das quadras de tênis. Vi a
Hillary... ela não é a anfitriã de hoje? Enfim, ela estava conversando com mais clientes, então,
acho que deve haver uma mesa esperando para ser atendida.
Ele me cumprimentou e seguiu para o salão.
Terminei de pegar as águas, pus as duas sopas de caranguejo que os homens haviam me
pedido na bandeja e voltei para o salão, quando a expressão de pânico de Jimmy chamou
minha atenção.
– Deixe isso comigo – disse ele, pegando a bandeja da minha mão.
– Você nem sabe para quem é. Eu consigo carregar uma bandeja, Jimmy – retruquei
revirando os olhos.
Ele nem sabia que eu estava grávida e estava sendo bobo...
Então eu o vi... na verdade, eu os vi. Jimmy não estava sendo bobo. Estava me protegendo.
Cameron estava com a cabeça abaixada enquanto conversava, com uma expressão muito séria. A
mulher tinha longos cabelos escuros. Ela era maravilhosa. Tinha as maçãs do rosto altas e
perfeitas. Cílios compridos e pesados contornavam os seus olhos escuros. Eu ia vomitar.
Minha bandeja oscilou e Jimmy a estava tirando de mim. Entreguei para ele. Estava quase
deixando cair.
Ele não era meu. Mas eu estava carregando o bebê dele. Ele não sabia, certo. Mas tinha feito
amor comigo… não, ele havia trepado comigo no banheiro da Boo três dias antes. Isso me
magoou. Muito. Engoli em seco, sentindo a garganta quase fechada. Jimmy estava me dizendo
alguma coisa, mas eu não conseguia entender. Não conseguia fazer nada além de olhar para
eles. Ele estava inclinado muito para perto dela, como se não quisesse que ninguém ouvisse o
que diziam.
Os olhos dela desviaram de Cameron e cruzaram com os meus. Eu a odiei. Ela era linda,
refinada e tudo o que eu jamais seria. Era uma mulher. Eu, uma garota. Uma garota patética
que precisava dar o fora dali e parar de fazer cena. Mesmo que fosse uma cena silenciosa, eu
ainda estava apenas parada, imóvel, olhando para eles. Ela me estudou e franziu a testa de
leve. Não queria que perguntasse a Cameron e apontasse para mim. Dei meia-volta e saí
rapidamente do salão.
Assim que estava fora da vista dos clientes, disparei a correr e dei um encontrão no peito de
Woods.
– Opa, calma aí, querida. Para onde está correndo? Ainda é demais para você? – perguntou
ele segurando o meu queixo com o dedo e levantando a minha cabeça para ver o meu rosto.
Assenti e uma lágrima escapou. Eu não ia chorar por causa disso, droga. Eu havia pedido
que acontecesse. Eu o tinha afastado e dado as costas a ele depois do sexo maravilhoso. O que
eu esperava? Que ele ficasse esperando por mim? Pouco provável.
– Sinto muito, Woods. Só me dê um minuto e vou ficar bem. Prometo. Só preciso de um
momento para me recompor.
Ele passou a mão pelo meu braço, de um jeito reconfortante.
– Cameron está lá dentro? – perguntou quase com hesitação.
– Está – engasguei, obrigando as lágrimas que enchiam os meus olhos a irem embora.
Respirei fundo e pisquei com força. Eu não ia fazer isso. Controlaria as minhas emoções
malucas.
– Ele está com alguém? – perguntou Woods.
Só fiz que sim com a cabeça. Não queria dizer em voz alta.
– Quer ir para a minha sala esfriar a cabeça? Esperar até eles irem embora?
Sim. Eu queria me esconder daquilo, mas não podia. Precisava aprender a conviver com a
situação. Cameron ficaria em Rosemary por mais um mês. Eu precisava aprender a lidar com
essas situações.
– Eu consigo fazer isso. Foi uma surpresa. Só isso.
Woods desviou o olhar do meu e o rosto dele foi tomado por uma expressão fria.
– Vá embora. Ela não precisa disso agora – falou Woods com raiva.
– Tira a porra das mãos de cima dela – respondeu Cameron.
Eu me afastei do abraço de Woods e mantive os olhos abaixados. Não queria vê-lo, mas
também não queria que ele e Woods brigassem. Woods parecia pronto para lutar pela minha
honra. Eu não fazia ideia de como Cameron estava porque não olhava para ele.
– Eu estou bem, Woods. Obrigada. Vou voltar ao trabalho – murmurei e comecei a seguir em
direção à cozinha.
– Flavia, não. Fale comigo – pediu Cameron.
– Você já fez o bastante. Deixe-a em paz, Cameron. Ela não precisa passar por isso. Não agora –
rugiu Woods.
– Você não sabe de nada – grunhiu Cameron e Woods deu um passo na sua direção.
Ou ele ia contar que eu estava grávida e deixar muito claro que sabia de alguma coisa ou ia
começar a trocar socos com Cameron. Mais uma vez eu precisava acabar com aquilo e consertar a
situação.
Eu me virei e fui para a frente de Cameron. Olhei para Woods.
– Está tudo bem. Só me dê um minuto com ele. Vai ficar tudo certo. Ele não fez nada de
errado. Eu fui irracional. Só isso.
O maxilar de Woods se movia enquanto ele rangia os dentes. Provavelmente estava sendo
difícil para ele ficar de boca fechada. Por fim, assentiu e se afastou.
Eu precisava encarar Cameron.
– Flavia – disse Cameron gentilmente ao estender a mão e segurar a minha. – Por favor, olhe
para mim.
Eu conseguiria fazer isso. Precisava fazer isso. Eu me virei, deixando que ele segurasse a
minha mão. Eu deveria me afastar, mas não conseguiria ainda. Eu o vira com uma mulher que
provavelmente estava mantendo a sua cama quente à noite enquanto eu continuava afastando-o
de mim. Eu o estava perdendo. E o nosso bebê também. Mas... será que algum dia ele
realmente tinha sido nosso?
Levantei os olhos e encontrei o olhar preocupado dele. Cameron não gostava de me deixar
chateada. Eu adorava isso nele.
– Está tudo bem. Tive uma reação exagerada. Eu só, hum, fiquei surpresa, só isso. Deveria
imaginar que você havia seguido em frente a essa altura. Eu só...
– Pare com isso – Cameron me interrompeu e me puxou para perto dele. – Eu não segui para
lugar nenhum. Você não viu o que pensa que viu. Meg é uma velha amiga. Só isso. Ela não
significa nada para mim. Eu vim procurar você. Precisava vê-la e fui jogar golfe. Você não
estava no campo. Eu cruzei com a Meg e ela sugeriu que almoçássemos juntos. Só isso. Eu não
fazia ideia de que você estava trabalhando aqui. Jamais teria feito isso. Embora eu não
estivesse fazendo nada. Amo você, Flavia. Só você. Eu não estou com mais ninguém. Nunca
estarei.
Eu queria acreditar nele. Por mais egoísta e errado que fosse, eu queria acreditar que ele me
amava o bastante para não precisar de mais ninguém. Mesmo que eu o estivesse afastando de
mim. Eu estava mentindo para ele. E odiava mentirosos. Ele me odiaria também se eu não
contasse logo. Eu não queria que ele me odiasse. Mas não podia confiar nele. Mentir resolvia
isso? Mentir alguma vez resolve alguma coisa? Como ele poderia confiar em mim um dia?
– Eu estou grávida.
As palavras saíram antes que eu me desse conta do que estava fazendo. Cobri a boca
horrorizada enquanto Cameron arregalava os olhos. Então me virei e saí correndo como uma
louca.
Cameron
Meus pés pareciam presos ao chão. Mesmo vendo Flavia se afastar correndo de mim, não
consegui me mover. Aquilo era um sonho? Uma alucinação? Eu estava ficando tão mal assim?
– Se você não for atrás dela, eu vou.
A voz de Woods interrompeu os meus pensamentos e eu despertei do choque.
– O quê? – perguntei, olhando furioso para ele.
Eu o odiava. De repente, tive vontade de dar um soco na cara dele.
– Eu disse que, se você não for atrás dela, eu vou. Ela precisa de alguém neste momento. E
tem que ser você, por mais que eu não queira que seja, porque não acho que você a mereça.
Ele sabia que ela estava grávida? Meu sangue começou a ferver. Ela havia contado a Woods
que estava grávida, mas não a mim?
– Eu estava aqui na primeira manhã que ela tentou trabalhar e o cheiro de bacon a fez sair
correndo para o banheiro para vomitar. Então, sim, eu já sabia. Tire essa expressão maluca de
ciúme do rosto e vá atrás dela. – O tom de Woods estava repleto de desprezo.
– Ela estava passando mal?
Eu não sabia que ela estava passando mal. Senti uma dor no peito. Ela estava passando mal
sozinha. Eu havia deixado Flavia sozinha e ela estava sofrendo. De repente, não conseguia
mais respirar. O ar não chegava aos meus pulmões.
– É, seu idiota de merda, ela estava passando mal. Isso acontece nessas situações. Mas está
melhorando. Agora já estou prestes a ir atrás dela. Mexa-se – avisou Woods.
Saí em disparada.
Só depois que deixei o prédio pelos fundos e olhei acima da colina que a encontrei. Ela
ainda estava correndo. Seguia na direção dos apartamentos. Estava indo para casa. Fui atrás
dela. Ela estava grávida. Poderia estar correndo daquele jeito? E se fizesse mal para o bebê?
Ela precisava ir mais devagar.
– Flavia, espere – chamei, quando cheguei perto o bastante.
Ela diminuiu o ritmo e finalmente eu a alcancei.
– Desculpe. – Ela soluçava e levava as mãos ao rosto.
– Desculpar pelo quê? – perguntei, diminuindo a distância entre nós e a puxando para perto
de mim.
Eu não estava mais preocupado em assustá-la. Não a deixaria ir a lugar nenhum.
– Por isso. Por tudo. Por estar grávida – sussurrou ela, tensa nos meus braços.
Ela estava se desculpando. Não. Ela não ia pedir desculpas por aquilo.
– Você não tem nada do que se desculpar. Nunca mais me peça desculpas de novo. Está me
ouvindo?
Um pouco da tensão diminuiu e ela se apoiou em mim.
– Mas eu não contei para você.
Não, ela não tinha me contado, mas eu entendia. Era uma droga, mas eu entendia.
– Queria que tivesse contado. Eu jamais deixaria você passando mal sozinha. Teria cuidado
de você. Vou cuidar de você agora. Vou compensar você por tudo. Juro.
Flavia balançou a cabeça e se afastou de mim.
– Não, eu não posso. Nós não podemos fazer isso. Não lhe contei por um motivo. A gente... a
gente precisa conversar.
Não importava. Eu ia cuidar dela e ela não me deixaria. Mas, se ela precisava conversar
sobre isso, nós conversaríamos.
– Tudo bem. Vamos para a sua casa, já que estamos tão perto.
Flavia concordou com a cabeça e virou-se para seguir na direção do apartamento. Jace
dissera que Woods estava deixando as duas morarem ali pelo mesmo valor do antigo
apartamento de Boo. Eu achara que Woods estava pensando em usar isso para obter algum
desconto fiscal. Agora entendia tudo. Ele estava fazendo isso pela Flavia. Estava cuidando
dela. Mas não ia mais cuidar. Eu cuidaria do que era meu. Não precisava que Woods fizesse
isso. Ia conversar com Woods mais tarde, mas iria pagar a maior parte do aluguel daquele
apartamento. Woods não ia tomar conta de Flavia. Ela era minha.
Observei-a se abaixar para pegar a chave debaixo do capacho. Aquele devia ser o pior lugar
para esconder uma chave. Trataria disso mais tarde também. Não conseguiria dormir à noite
sabendo que ela tinha uma chave escondida embaixo do capacho da porta da frente para
qualquer um entrar na casa dela.
Flavia abriu a porta e deu um passo para trás.
– Entre.
Entrei e peguei sua mão. Ela podia querer me dizer todos os motivos pelos quais não
deveríamos ficar juntos, mas eu a estaria tocando o tempo inteiro enquanto ela falasse.
Precisava saber que ela estava bem. Tocar nela me acalmava.
Ela fechou a porta e me deixou levá-la até o sofá. Sentei e a puxei para o meu lado. Queria
colocá-la no colo, mas a expressão preocupada e nervosa no seu rosto me impediu de fazer
isso. Ela precisava falar e eu a deixaria fazer isso.
– Eu devia ter contado. Desculpe. Eu ia contar, talvez não do jeito que fiz hoje, mas ia. Eu só
precisava de tempo para decidir para onde iria depois daqui e o que faria da minha vida.
Queria economizar dinheiro para recomeçar em algum outro lugar. Pelo bebê. Mas eu ia
contar a você.
Ela ia me contar e depois ir embora? Fui tomado pelo pânico. Ela não poderia fazer isso.
– Você não pode me deixar – falei, bem direto.
Ela precisava entender isso.
Flavia desviou o olhar do meu e examinou as nossas mãos. Entrelacei os meus dedos nos
dela. Era tudo o que estava me mantendo calmo no momento.
– Cameron – disse ela baixinho. – Eu não quero que o meu bebê se sinta indesejado algum dia.
Sua família... – Ela parou de falar e ficou pálida.
– Minha família vai aceitar o que eu disser. Se não, pego você e o meu bebê e os deixo
pagando suas próprias contas. Você vem em primeiro lugar, Flavia.
Ela balançou a cabeça, soltou a mão da minha e se levantou.
– Não. Você diz isso agora, mas não é verdade. Não era verdade um mês atrás e não é agora.
Você sempre vai escolher a eles em vez de mim. Ou pelo menos a Sie. E tudo bem. Eu
compreendo. Só não consigo viver com isso. Não posso ficar aqui.
Não ter contado sobre o pai dela era algo que iria me assombrar pelo resto da vida. Minha
necessidade de proteger Sie havia ferrado com a única coisa importante para mim. Eu me
levantei e fui até ela, que recuou até estar contra a parede.
– Ninguém. Vem. Antes. De. Você.
Os olhos dela brilharam com lágrimas contidas. Eu odiava o fato de que ela não conseguia
acreditar em mim.
– Eu amo você. Quando você entrou na minha vida, eu não a conhecia. Sie era minha
prioridade. Mas você mudou isso. Você mudou tudo. Eu ia lhe contar, mas a minha mãe
chegou em casa antes do previsto. Eu morria de medo de perder você, mas perdi de qualquer
jeito. Nada vai tirar você de mim de novo. Vou passar o resto da vida provando que a amo.
Você e o bebê. – Toquei a barriga dela e ela estremeceu. – Vocês vêm em primeiro lugar.
– Quero acreditar em você – disse ela com um soluço.
– Por favor, me deixe provar isso. Ir embora não me deixa provar nada. Você precisa ficar
comigo, Flavia. Precisa me dar uma chance.
Uma lágrima se soltou e rolou pelo rosto dela.
– Eu vou ficar enorme de gorda. Bebês choram a noite toda e custam caro. Não vou ser a
mesma. Nós não vamos ser os mesmos. Você vai se arrepender.
Ela não fazia ideia do que viria. Não importava quantas vezes eu dissesse, ela não
acreditava em mim. Ela havia perdido todo mundo que amara e em quem confiara na vida. Por
que acreditaria em mim? Os únicos homens da sua vida a abandonaram. Traíram sua
confiança. Ela não esperava nada além disso.
– Este bebê trouxe você de volta para mim. Ele é parte de nós. Eu nunca vou me arrepender
disto. E você pode ficar do tamanho de uma baleia, que vou amá-la de qualquer jeito.
Seus lábios se abriram em um pequeno sorriso.
– É melhor eu não ficar do tamanho de uma baleia.
Dei de ombros.
– Não tem importância.
O sorriso dela desapareceu rapidamente.
– Sua irmã... ela vai odiar isso. Vai nos odiar.
Eu lidaria com a Sie. Se ela não conseguisse aceitar a situação, eu pegaria Flavia e nós dois
iríamos para algum lugar longe dela. Flavia já havia se ferido o bastante. Eu não deixaria mais
ninguém magoá-la.
– Confie em mim para protegê-la.
Flavia fechou os olhos e assentiu.
Senti o peito inchar e tive vontade de gritar para o mundo que aquela mulher era minha. Em
vez disso, eu a peguei no colo.
– Onde fica o seu quarto? – perguntei.
– É o último à esquerda.
Fui até lá. Não iria fazer amor com ela, mas precisava abraçá-la por um tempo. Empurrei a
porta e congelei. O quarto tinha um bom tamanho para um apartamento, mas o cobertor no chão
com um único travesseiro foi mais um golpe para mim. Quando ajudei com a mudança, notei
que Flavia não tinha cama. Ela estava dormindo no sofá. Estava tão envolvido em reconquistá-
la que não tinha pensado que ela precisava de uma cama.
– Não comprei uma cama ainda. Eu poderia dormir no sofá, mas queria dormir no meu
próprio quarto – murmurou Flavia, tentando descer do meu colo.
Eu não iria soltá-la. Segurei-a com mais força contra o meu corpo. Ela havia dormido no
chão duro na noite anterior enquanto eu estava dormindo na minha imensa cama king size.
Porra.
– Você está tremendo, Cameron. Por favor, me ponha no chão – disse Flavia, cutucando o meu
braço.
Sem soltá-la, dei meia-volta, passando de novo pela sala, e saí. Bati a porta atrás de mim,
tranquei e enfiei a chave no bolso. Eu não a botaria de novo embaixo daquele capacho.
– O que você está fazendo? – perguntou Flavia.
Meu carro não estava lá. Então eu a levaria no colo colina abaixo até a minha picape.
– Estou levando você para comprar uma cama. Uma cama enorme. Uma cama que custe uma
porra de uma fortuna – resmunguei.
Estava furioso por ter deixado passar esse problemão. Não era de admirar que Woods
estivesse cuidando dela. Eu havia falhado. Não faria isso de novo. Iria garantir que ela tivesse
tudo.
– Eu não preciso de uma cama cara. Vou comprar uma em breve.
– É, logo mesmo. Esta noite. – Abaixei a cabeça e beijei o seu nariz. – Eu preciso fazer isso.
Preciso de você deitada na melhor cama que o dinheiro possa comprar. Está bem?
Um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela.
– Está bem.
 



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