História Tentação sem limites - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 97
Palavras 2.467
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 16 - Capítulo 16


Flavia
Fiquei ali sentada enquanto eles subiam no carrinho a caminho do buraco seguinte. Eu devia
ter ido buscar mais bebidas. Mas o meu desejo de ver Cameron havia sido mais forte e fiz um
pequeno desvio até encontrá-lo. Agora, desejava não ter feito isso. Pela primeira vez naquela
semana, estava enjoada de novo. Ele não havia me contado que Meg havia sido a primeira
transa dele. Só me dissera que eram velhos amigos.
Saber que tipo de velhos amigos eles eram não ajudou. Eu tinha perfeita noção de que Cameron
tinha uma coleção de meninas com quem tinha ido para a cama. Era algo que eu sabia quando
fiquei com ele pela primeira vez. Mas vê-lo com aquela que fora a primeira da sua vida doeu.
Ela estava flertando e ele correspondia. Estava tentando impressioná-la com os seus
músculos, que já eram impressionantes o suficiente sem serem contraídos e exibidos. Por que
ele havia feito aquilo? Queria que ela se sentisse atraída por ele? Estava curioso sobre como
ela seria na cama agora?
Senti o estômago embrulhar, dei a partida no carrinho e me afastei das árvores atrás das
quais me escondera. Não tivera a intenção de me esconder. Tinha pegado um atalho para ver
se Cameron estava naquele buraco, mas quando o vi sorrindo para Meg e depois deixando que ela
o tocasse, parei. Não consegui ir em frente.
Ela era parte do mundo dele. Ela se encaixava naquele mundo. Em vez de dirigir um carrinho
de bebidas de um lado para outro, ela estava jogando golfe. Ele não poderia ter me convidado.
Para começar, eu não fazia ideia de como se jogava aquilo e, além disso, claro, eu trabalhava
ali. Eu não poderia jogar. O que ele estava fazendo comigo? A irmã dele me odiava. Eu não
poderia ser parte da vida dele. Não de verdade. Sempre estaria do lado de fora, olhando para
dentro. E odiava aquela sensação.
Estar com ele era incrível. Na privacidade da sua casa ou do meu apartamento, era fácil
fingir que poderíamos ter algo mais. Porém, o que acontece quando estou exposta? Quando a
gravidez for aparente e ele estiver comigo? As pessoas vão saber. Como ele vai lidar com
isso? Posso esperar que ele encare isso?
Recarreguei o carrinho e deixei a minha mente repassar todos os cenários do que poderia
acontecer conosco. Nenhum deles tinha um final feliz. Eu não era da elite. Era apenas eu. Na
última semana, havia me permitido brincar com a ideia de ficar ali, de criar o bebê ao lado de
Cameron. Por mais que vê-lo com Meg tivesse doído, fora o sinal de alerta de que eu precisava.
Ninguém vivia um conto de fadas. Muito menos eu.
Quando voltei, meu grupo já estava na reta final. Sorri, servi bebidas e até brinquei com os
jogadores. Ninguém ficaria sabendo que eu estava chateada. Aquele era o meu trabalho. E eu
seria boa profissional.
Não diria nada ao Cameron naquela noite. Não fazia sentido. Ele não estava pensando com
clareza. Eu só aumentaria um pouco a distância entre nós. Não podia me permitir acreditar que
ele era o meu “felizes para sempre”. Eu era mais inteligente do que isso.
Não consegui terminar o dia sem passar mal. O calor havia me afetado, mas Woods não
ficaria sabendo de jeito nenhum. Eu não precisava dele achando que eu não conseguia
trabalhar. Bruna segurou os meus cabelos para trás enquanto eu vomitava no banheiro atrás
dos escritórios. Eu realmente a amava.
– Você exagerou.
Ela fez uma careta quando levantei a cabeça depois da última ânsia.
Eu não queria admitir, mas ela provavelmente tinha razão. Peguei a toalhinha úmida que ela
me deu e limpei o rosto antes de me sentar no chão e encostar na parede.
– Eu sei. Mas não conte a ninguém.
Bruna se sentou ao meu lado.
– Por quê?
– Porque preciso deste emprego. A grana é legal. Se eu for embora quando a barriga
começar a aparecer, vou precisar de todo dinheiro que conseguir guardar. Não vai ser fácil
arrumar emprego quando a gravidez estiver evidente.
Bruna virou a cabeça e olhou para mim.
– Você ainda está planejando ir embora? E o Cameron?
Não queria a Bruna com raiva dele. Ela havia acabado de voltar a ser legal com ele.
– Eu o vi hoje. Ele estava se divertindo. Ele se encaixa aqui. Está no ambiente dele. Eu não
me encaixo nesse mundo.
– Ele não tem direito a uma opinião a respeito disso? Basta uma palavra sua, que ele a leva
para dentro da casa dele e passa a cuidar de tudo. Você não precisaria trabalhar aqui no clube
e estaria ao lado dele em todos os lugares. Sabe disso.
Eu não gostava da ideia de ser mais uma mulher tirando vantagem dele. A mãe e a irmã já
faziam isso. Não queria fazer também. Eu não me importava com o dinheiro dele. Só me
importava com ele.
– Eu não sou responsabilidade dele.
– Desculpe-me, mas tenho que discordar. Quando ele a engravidou, você se tornou a maior
responsabilidade dele – disse Bruna, bufando.
Eu sabia a verdade sobre a noite em que transamos sem camisinha. Eu fui para cima dele.
Praticamente o ataquei. A culpa não tinha sido dele. Em todas as outras vezes, ele foi
cuidadoso. Eu não o deixei ser cuidadoso naquela noite. O erro foi meu, não dele.
– Você precisa acreditar quando digo que a culpa foi toda minha. Você não estava lá na noite
em que fiquei grávida. Eu estava.
– Não pode ser totalmente culpa sua. Ninguém engravida sozinha.
Eu não ia discutir com ela.
– Simplesmente não conte a ninguém que passei mal. Não quero que se preocupem.
– Tudo bem. Mas não estou nada feliz. Se fizer isso de novo, vou contar.
Deitei a cabeça no ombro dela.
– Combinado – concordei.
Bruna deu um tapinha na minha cabeça.
– Você é louca.
Eu apenas ri, porque ela tinha razão.
Cameron
Assim que o torneio terminou, fui para casa tomar um banho e me arrumar. Nem fiquei para
receber o troféu de segundo lugar. Deixei Nash e Meg fazerem as honras. Eu só havia
participado do torneio porque tinha me inscrito com Sie e Nash no começo do verão. Nós
participávamos todos os anos. Era por uma boa causa.
Quando parei no escritório da administração do clube, onde os carrinhos de bebidas estava
estacionados, Darla disse que Flavia saíra com Bruna havia mais ou menos uma hora. Liguei
para Bruna, mas ela não atendeu. Imaginei que depois que eu terminasse de tomar banho e me
arrumar, elas estariam de volta de onde quer que tivessem ido.
O carro de Bruna estava no estacionamento quando cheguei ao condomínio delas. Flavia
estava em casa. Graças a Deus. Passei o dia todo pensando nela. Bati três vezes na porta e
esperei, impaciente, que ela abrisse. Bruna me deu um sorriso tenso. Não era quem eu queria
ver.
– Oi – falei, entrando no apartamento.
– Ela já está dormindo. Foi um dia longo – disse Bruna, ainda parada na porta, que segurava
semiaberta, como se quisesse que eu fosse embora.
– Ela está bem? – perguntei, olhando para a porta do quarto fechada corredor.
– Só está cansada. Deixe-a dormir – respondeu Bruna.
– Não vou acordá-la, mas não vou embora. Então, pode fechar a porta – falei, antes de seguir
na direção do quarto de Flavia.
Eram apenas seis horas da tarde. Ela não deveria estar dormindo tão cedo, a menos que
estivesse doente. A ideia de ela ter se esforçado demais naquele dia fez meu coração disparar.
Eu devia ter insistido para que ela não trabalhasse. Não era seguro nem para ela nem para o
bebê.
Abri a porta devagar e entrei. Então a fechei e tranquei atrás de mim. Flavia estava
enroscada no meio da cama. Parecia perdida ali. Seus longos cabelos louros estavam
espalhados por cima dos travesseiros. Uma das suas longas pernas estava para fora das
cobertas. Tirei a camisa e a atirei em cima da cômoda antes de abrir o zíper do jeans e tirá-lo.
Quando estava apenas de cueca samba-canção, levantei as cobertas e me deitei atrás dela.
Então a puxei para mais perto do meu corpo e ela veio de boa vontade. Um suspiro baixinho e
uma saudação murmurada foram os sons mais adoráveis que eu já ouvira na vida. Sorrindo,
afundei o rosto nos cabelos dela e fechei os olhos.
Aquele era o único lugar em que eu queria estar. Deslizei a mão para baixo e a pousei em
cima da barriga lisa dela. A ideia do que eu estava tocando naquele momento era comovente.
Um suave carinho no meu braço até o meu peito me fez sorrir ao abrir os olhos. Flavia estava
de frente para mim. Tinha os olhos abertos, fixos no meu peito. Passou o dedo pelos meus
peitorais e ombros. Levantou o olhar e entreabriu os lábios em um pequeno sorriso.
– Oi – sussurrei.
– Oi.
Estava escuro lá fora, mas eu não fazia ideia de que horas eram.
– Senti a sua falta hoje.
O sorriso desapareceu e ela desviou o olhar de mim. Foi uma reação estranha.
– Eu também senti a sua falta – respondeu ela, sem me encarar.
Estendi o braço e segurei seu queixo, fazendo com que olhasse para mim de novo.
– O que aconteceu?
– Nada.
Ela estava mentindo. Alguma coisa havia acontecido.
– Flavia, me diga a verdade. Você parece chateada. Tem alguma coisa errada.
Ela começou a se afastar de mim, mas eu a segurei.
– Por favor, me conte – implorei.
A tensão no seu corpo aliviou um pouco quando eu pedi por favor. Eu precisava me lembrar
de que essa expressão era uma fraqueza dela.
– Eu vi você hoje. Você estava se divertindo... – disse ela, baixando a voz.
Aquele era o problema? Ah... só um minuto. Ela tinha visto Meg.
– Tem a ver com a Meg. Sinto muito. Só quando ela chegou eu soube que Nash lhe pedira
que substituísse a Sie. Minha irmã deu para trás no último minuto e Nash a chamou para
entrar em seu lugar. Eu lhe teria contado se soubesse.
O corpo dela estava tenso de novo. Merda. Achei que havia explicado. Ela estava chateada
por causa disso?
– Ela foi a sua primeira... – A voz de Flavia estava tão baixinha que eu quase não ouvi.
Alguém havia contado a ela. Porra. Quem sabia disso além de Nash? Eu não era de
compartilhar a minha vida sexual com as pessoas. Quem poderia ter contado? Segurei o rosto
dela nas mãos.
– E você é a minha última.
Os olhos dela suavizaram. Eu estava ficando bom nessa fala mansa. Nunca havia me
preocupado muito em dizer as coisas certas para as mulheres. Com Flavia, era fácil. Eu só
estava sendo sincero.
– Eu... – Ela parou e se remexeu nos meus braços. – Preciso ir ao banheiro.
Eu tinha certeza de que não era isso que ela ia dizer inicialmente, mas deixei que se
levantasse.
Ela estava vestindo uma regata amarela e uma calcinha cor-de-rosa. Os quadris dela estavam
mais cheios e a ideia de trazê-la de volta para a cama me deixou duro como uma pedra. Eu
precisava me focar. Ela estava chateada com alguma coisa e não me dizia o que era. Eu
precisava consertar aquilo. Não a queria chateada.
Meu celular tocou e eu me estiquei para pegá-lo na mesa de cabeceira. Era Sie. Não queria
falar com ela naquele momento. Ignorei a chamada. Depois de desligar o som do alerta,
conferi o horário. Eram apenas 21h10.
Flavia saiu do banheiro e abriu um sorriso tímido.
– Estou com um pouco de fome.
– Então vamos alimentar você – falei, me levantando e vestindo a calça jeans.
– Preciso ir ao mercado. Pretendia ir mais cedo, mas estava com sono, então quis tirar um
cochilo antes.
– Eu levo você para jantar fora. Faremos compras amanhã. Não há mercados abertos a esta
hora aqui por perto.
Flavia pareceu confusa.
– Também não tem restaurantes abertos na cidade.
– O clube fica aberto até as onze.
Vesti a camisa e me aproximei dela. Flavia estava me examinando como se não
compreendesse.
– O que foi? – perguntei, agarrando a cintura dela e puxando o seu corpo quase nu contra o
meu.
– As pessoas vão ver você comigo no clube. Pessoas que não são os seus amigos – disse ela,
como se estivesse me dando tempo para entender.
– E daí? – perguntei.
Ela levantou a cabeça para olhar para mim.
– Eu trabalho lá. Eles sabem que eu trabalho lá.
Eu ainda não entendia aonde ela queria chegar. Flavia soltou um suspiro irritado.
– Você não se importa que outros sócios do clube vejam você jantando com uma
funcionária?
Congelei. O quê?
– Flavia – respondi devagar, para garantir que eu havia escutado direito. – Você acabou de
me perguntar se eu me importo que alguém me veja jantando com você? Por favor, diga que
não entendi direito.
Ela deu de ombros.
Soltei a cintura dela e caminhei até a porta. Ela só podia estar brincando comigo. Olhei para
ela de novo. Estava de braços cruzados sobre o peito, me observando.
– Quando foi que fiz você pensar que não queria ser visto ao seu lado? Porque, se eu fiz isso,
juro que vou consertar.
Ela deu de ombros de novo.
– Não sei. Mas nós dois nunca saímos juntos de verdade. Quero dizer, teve o bar de country
aquela vez, mas aquilo não foi exatamente um encontro. Seus compromissos sociais
normalmente não me incluem.
Senti um aperto no peito. Ela tinha razão. Eu nunca a havia levado a lugar algum além de uma
saída para comprar móveis e uma carona de ida e volta para Sumit. Puta que pariu. Eu era um
idiota.
– Você tem razão. Eu não presto. Nunca a levei a nenhum lugar especial – sussurrei,
balançando a cabeça.
Eu nunca tivera um relacionamento. Eu trepava com as garotas e depois as mandava para
casa.
– Então esse tempo todo achou que eu tivesse vergonha de você? – perguntei, sabendo que
não queria ouvir a resposta. Doeria para caralho.
– Não exatamente vergonha. Eu só... eu só achava que, bom, eu não me encaixo no seu
mundo. Sei disso. Só porque estou grávida, não quer dizer que você precise me assumir de
qualquer maneira. Você só está me dando apoio...
– Flavia, por favor... Eu não posso ouvir isso. – Diminuí a distância que havia aberto entre
nós. – Você é o meu mundo. Quero que todo mundo saiba disso. Eu não sei namorar, então
nunca pensei em levar você para sair como minha namorada. Mas posso lhe prometer agora
mesmo: vou levá-la a tantos lugares que não vai haver uma única pessoa nesta cidade que não
saiba que idolatro o chão em que você pisa. – Jurei antes de estender o braço e pegar a mão
dela. – Desculpe por eu ter sido um idiota.
Flavia piscou, afastando as lágrimas. Eu me perguntei quantas vezes mais eu iria estragar as
coisas antes de acertar tudo
 



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