História Tentação sem limites - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 148
Palavras 1.389
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 2 - Capítulo 2


Flavia
O túmulo da minha mãe foi o único lugar para onde consegui pensar em ir. Não tinha casa.
Não podia voltar para a Vovó Q. Ela era avó de Cain. Ele provavelmente estaria lá esperando
por mim. Ou talvez não. Talvez eu o tivesse afastado também. Sentei ao pé do túmulo da
minha mãe, apoiei o queixo nos joelhos e abracei as pernas dobradas.
Eu tinha voltado para Sumit porque era o único lugar para onde eu sabia ir. Agora precisava
partir. Não podia ficar ali. Mais uma vez, minha vida estava prestes a sofrer uma súbita
reviravolta. Uma para a qual eu não estava preparada. Quando eu era pequena, minha mãe nos
levava à escola dominical na igreja batista. Naquele momento, recordava-me de uma
passagem da Bíblia sobre Deus não nos fazer enfrentar mais do que podíamos suportar. Estava
começando a me perguntar se isso valia apenas para quem ia à igreja todos os domingos e
rezava à noite antes de dormir. Porque ele não estava pegando leve comigo.
A autopiedade não estava me ajudando. Eu não podia fazer isso. Precisava dar um jeito nas
coisas. Ficar com a Vovó Q e deixar Cain me ajudar tinha sido apenas temporário. Quando me
mudei para o quarto de hóspedes dela, eu sabia que não poderia ficar por muito tempo. Havia
muita coisa entre mim e Cain. Uma história que eu não pretendia repetir. Era o momento de ir
embora, mas eu ainda não sabia para onde, como quando chegara lá, três semanas antes.
– Queria que você estivesse aqui, mamãe. Não sei o que fazer e não tenho a quem perguntar –
sussurrei, sentada no cemitério silencioso.
Queria acreditar que ela podia me ouvir. Não gostava da ideia de ela estar debaixo da terra,
mas depois que a minha irmã gêmea morrera, eu ficava sentada naquele mesmo lugar com a
minha mãe e nós conversávamos com Valerie. Minha mãe dizia que o espírito dela estava
cuidando de nós e que ela podia nos ouvir. Como eu queria acreditar nisso agora.
– O problema sou eu. Estou sentindo muita saudade de vocês. Não quero estar sozinha... mas
estou. E tenho medo. – O único som ao redor era o das folhas das árvores balançando ao
vento. – Uma vez você me disse que, se eu prestasse bastante atenção, encontraria a resposta
no meu coração. Eu estou prestando atenção, mamãe, mas estou muito confusa. Quem sabe
você pode me ajudar apontando a direção certa de alguma maneira?
Repousei o queixo nos joelhos e fechei os olhos, recusando-me a chorar.
– Lembra quando você falou que eu precisava dizer ao Cain exatamente como eu me sentia?
Que eu não ficaria melhor enquanto não botasse tudo para fora? Bom, fiz isso hoje. Mesmo
que ele me perdoe, nunca mais vai ser como antes. Não posso continuar contando com ele para
tudo. Está na hora de eu me virar sozinha. Só não sei como.
O simples fato de conversar com ela já fazia com que eu me sentisse melhor. Não importava
se eu receberia ou não uma resposta.
Uma porta de carro batendo interrompeu a tranquilidade e me fez soltar as pernas e me virar
para o estacionamento, onde vi um automóvel caro demais para aquela cidadezinha. Ao voltar
os olhos para checar quem havia saltado, fiquei sem fôlego e levantei de um pulo. Era Bruna .
Ela estava ali. Em Sumit. No cemitério... dirigindo um carro que devia ser muito, muito caro.
Estava com os longos cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo. Um sorriso começou
a se formar em seus lábios quando nossos olhos se encontraram. Eu não conseguia me mexer.
Fiquei com medo de estar imaginando coisas. O que Bruna  estava fazendo ali?
– Que coisa chata isso de você estar sem celular. Como é que vou telefonar para dizer que
estou vindo buscá-la se não tenho um número para ligar?
O que ela dizia não fazia sentido, mas o simples fato de ouvir a sua voz fez com que eu
vencesse correndo a curta distância que havia entre nós.
Bruna  riu e abriu os braços para mim.
– Não acredito que você está aqui – falei, depois de abraçá-la.
– Nem eu. Foi uma viagem e tanto. Mas você vale a pena e, considerando que deixou o
celular em Santa monica, eu não tinha outra forma de falar com você.
Queria contar tudo a ela, mas não podia. Ainda não. Precisava de tempo. Ela já sabia a
respeito do meu pai. Sabia de Nan. Mas o resto... ela não tinha como saber.
– Que bom que você está aqui, mas como me encontrou?
Bruna  sorriu.
– Andei pela cidade procurando a sua picape. Não foi tão difícil. Este lugar só tem um sinal
de trânsito. Se eu tivesse piscado duas vezes, não o teria visto.
– Seu carro deve ter chamado atenção – falei, olhando para ele.
– É do Jace. Não é lindo?
Ela ainda estava com Jace. Que bom. Mas senti um aperto no peito. Jace me lembrava
Santa monica. E Santa monica me lembrava Cameron.
– Eu ia perguntar como você está, mas, menina, você está parecendo um esqueleto ambulante.
Comeu alguma coisa desde que saiu de Santa monica?
Minhas roupas estavam começando a ficar um pouco largas. Era difícil comer com aquele nó
que eu sentia no peito o tempo todo.
– Foram semanas difíceis, mas acho que estou melhorando. Seguindo em frente. Lidando com
as coisas.
Bruna  voltou o olhar para o túmulo atrás de mim. Para os dois túmulos. Pude ver a tristeza
nos seus olhos ao ler as lápides.
– Ninguém pode lhe tirar suas lembranças. Você tem isso – disse ela, apertando a minha
mão.
– Eu sei. Eu não acredito neles. Meu pai é um mentiroso. Eu não acredito em nada. Ela, a
minha mãe, não teria feito o que eles disseram. Se alguém é culpado de alguma coisa, é meu
pai. Ele provocou esse sofrimento. Não a minha mãe. Nunca a minha mãe.
Bruna  assentiu e segurou minha mão com força. O simples fato de ter alguém para me escutar
e acreditar em mim, acreditar na inocência da minha mãe, já ajudava.
– A sua irmã era muito parecida com você?
A última lembrança que eu tinha de Valerie era ela sorrindo. Aquele sorriso alegre que era
tão mais bonito do que o meu. Tinha os dentes perfeitos. Tinha os olhos muito mais alegres do
que os meus. Mas todo mundo dizia que éramos idênticas. As pessoas não viam a diferença.
Eu sempre me perguntei por quê. Eu via muito claramente.
– Nós éramos idênticas – respondi. Bruna  não compreenderia a verdade.
– Não consigo imaginar duas Flavia Pavanelli . Vocês devem ter partido muitos corações nesta
cidadezinha.
Ela estava tentando aliviar o clima depois de ter perguntado sobre a minha irmã morta.
Fiquei grata por isso.
– Só a Valerie. Eu fiquei com Cain desde muito cedo. Não parti nenhum coração.
Bruna  arregalou um pouco os olhos e desviou-os. Então pigarreou. Esperei que se virasse
novamente para mim.
– Embora ver você seja incrível e eu imagine que poderíamos agitar esta cidade, para ser
sincera, eu estou aqui com um objetivo.
Imaginei que estivesse, só não conseguia adivinhar qual era.
– Está bem – falei, esperando uma explicação.
– Podemos tomar um café? – Ela franziu a testa e olhou para a rua. – Ou talvez passar no
Dairy K, já que foi o único lugar que vi atravessando a cidade.
Ela não estava se sentindo confortável em meio aos túmulos como eu me sentia. Isso era
normal. Eu não era normal.
– Tudo bem – respondi, indo buscar a minha bolsa.
– Aí está a sua resposta – sussurrou uma voz suave, tão baixa que quase achei que fosse
imaginação minha.
Eu me virei para olhar para Bruna  e ela estava sorrindo com as mãos enfiadas nos bolsos da
frente.
– Você disse alguma coisa? – perguntei, confusa.
– Depois que sugeri que fôssemos ao Dairy K?
Assenti.
– Sim. Você sussurrou alguma coisa?
Ela mexeu no nariz, olhou ao redor com nervosismo e balançou a cabeça.
– Não... hum... por que não saímos daqui? – sugeriu, pegando o meu braço e me puxando
atrás dela na direção do carro de Jace.
Olhei para o túmulo da minha mãe e fui tomada por um sentimento de paz. Teria aquilo
sido...? Não. Certamente não. Balançando a cabeça, virei-me para a frente de novo e entrei do
lado do carona antes que Bruna  me empurrasse para dentro do carro
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...