História Tentação sem limites - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 132
Palavras 1.379
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


o Jace é o Spencer Boldman u.u pq eu amo ele.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 3 - Capítulo 3


Flavia
Boo parou o carro de Jace no estacionamento do Dairy K. Vi o fusquinha azul de Callie e
decidi que era melhor não saltar. Só tinha visto Callie duas vezes desde que voltara e ela
parecia querer arrancar os meus olhos. Ela sempre foi a fim do Cain, desde a escola. Eu voltei
e acabei com qualquer tipo de relacionamento que os dois finalmente haviam começado a ter.
Não era a minha intenção. Ela podia ficar com ele.
Boo começou a sair do carro e segurei o braço dela.
– Vamos ficar conversando no carro – pedi, fazendo-a parar.
– Mas eu quero sorvete com biscoito recheado – reclamou ela.
– Não posso conversar lá dentro. Conheço muita gente – expliquei.
Boo suspirou e recostou-se no banco do motorista.
– Tudo bem. Todo esse sorvete ia parar na minha bunda mesmo...
Sorri e relaxei, grata pelas janelas escurecidas. Sabia que não era vista pelas pessoas que se
detinham para olhar o carro de Jace. Ninguém na cidade dirigia alguma coisa que chegasse
aos pés dele.
– Não vou enrolar, Flavia. Estou com saudade de você. Eu nunca tive uma amiga tão
próxima. Nunca. E aí você foi embora. Eu odeio que não esteja mais por perto. O trabalho é
um saco sem você lá. Não tenho ninguém para quem contar sobre a minha vida sexual com o
Jace e como ele está sendo gentil, algo que eu nunca teria se não tivesse escutado você. Eu
simplesmente sinto a sua falta.
Meus olhos se encheram de lágrimas. O simples fato de alguém ter saudade de mim dava uma
sensação boa. Eu também sentia falta dela. E de muita coisa.
– Eu também sinto a sua falta – respondi, esperando não ficar toda emocionada.
Boo assentiu e sorriu.
– Está bem, que ótimo. Porque preciso que você volte e vá morar comigo. Jace conseguiu um
apartamento no clube, de frente para o mar. Mas eu me recuso a deixá-lo pagar para mim.
Então preciso de alguém para dividir o aluguel. Por favor, volte. Preciso de você. E o Woods
disse que você pode ter o seu emprego de volta imediatamente.
Voltar para Santa Monica? Para onde estavam Cameron, Sie... e o meu pai. Eu não poderia voltar.
Não poderia vê-los. Todos estariam no clube. Será que meu pai levaria Sie para jogar golfe?
Será que eu conseguiria assistir a isso? Não. Eu não conseguiria. Seria demais.
– Eu não posso – falei, com a voz engasgada.
Queria poder. Não sabia para onde eu iria agora que descobrira que estava grávida, mas não
podia nem ficar ali nem ir para Santa Monica.
– Por favor, Flavia. Ele também sente a sua falta. Não sai de casa. O Jace disse que ele está
péssimo.
A ferida de raiva no meu peito voltou a arder. Saber que Cameron estava sofrendo também foi
difícil demais. Eu o imaginava fazendo festas em casa e seguindo em frente. Não queria que
ele ainda estivesse triste. Só precisava que nós dois seguíssemos em frente. Mas talvez eu
nunca fosse conseguir. Eu sempre teria uma lembrança de Cameron.
– Não posso vê-los. Nenhum deles. Seria difícil demais – parei.
Não podia contar a Boo sobre a minha gravidez. Eu mal tivera tempo para assimilá-la. Não
estava pronta para contar a quem quer que fosse. Talvez nunca fosse contar a mais alguém
além de Cain. Em breve, eu iria embora para um lugar onde ninguém me conhecesse. Eu
recomeçaria.
– O seu... hum... pai e a Georgianna não estão lá. Foram embora. A Sie está, só que mais
calma. Acho que está preocupada com Cameron. Seria difícil no começo, mas depois que arrancar
o curativo, você vai superá-los. Vai superar tudo. Além disso, pela forma como os olhos do
Woods se iluminaram quando falei em você voltar, poderia muito bem se distrair com ele. Ele
está mais do que interessado.
Eu não queria o Woods. E nada iria me distrair. Boo não sabia de tudo. Eu também não
podia contar a ela. Não hoje.
– Por mais que eu queira... não posso.
Eu realmente sentia muito. Mudar para a casa da Boo e ter o meu emprego no clube de
volta seria quase a resposta perfeita para todos os meus problemas.
Boo soltou um suspiro frustrado, recostou a cabeça no banco do carro e fechou os olhos.
– Está bem. Eu entendo. Não gosto, mas entendo.
Estendi a mão e apertei a dela com força. Queria que as coisas fossem diferentes. Se Cameron
fosse apenas um cara qualquer com quem eu tivesse rompido, seria mais fácil. Mas não era.
Nunca seria. Ele era mais. Muito mais do que ela poderia compreender.
Boo apertou a minha mão de volta.
– Vou deixar as coisas assim por hoje. Mas não vou procurar outra pessoa para dividir o
apartamento imediatamente. Você tem uma semana para pensar nisso. Depois preciso
encontrar alguém que me ajude a pagar as contas. Vai pensar com carinho na minha proposta?
Respondi que sim, porque sabia que era o que ela precisava, mesmo sabendo que a espera
dela seria inútil.
– Que bom. Eu vou para casa rezar. Se é que Deus ainda se lembra de quem eu sou. – Ela
piscou para mim e se aproximou para me abraçar.
– Coma um pouco por mim, está bem? Está ficando magrinha demais.
– Está bem – respondi, imaginando se isso seria possível.
Boo se recostou no assento.
– Bom, se você não vai arrumar as malas e voltar comigo para Santa Monica, pelo menos vamos
sair. Eu preciso passar a noite antes de fazer o caminho de volta. Podemos nos divertir em
algum lugar e depois dormir em um hotel.
– Isso. Parece uma boa. Mas nada de bar country.
Eu não conseguiria entrar em outro daqueles. Pelo menos não tão cedo.
Boo franziu a testa.
– Está bem... mas existe alguma outra coisa neste estado?
Ela tinha razão.
– É... podemos ir a Birmingham. É a cidade grande mais próxima.
– Perfeito. Vamos nos divertir.
Quando paramos na entrada de carros da Vovó Q, ela estava sentada na varanda,
descascando ervilhas. Eu não queria encará-la, mas ela me dera um teto nas últimas três
semanas sem fazer cobranças. Merecia uma explicação, se quisesse. Eu não sabia se Cain
tinha dito alguma coisa. A caminhonete dele não estava ali e eu fiquei imensamente grata por
isso.
– Quer que eu fique no carro? – perguntou Boo.
Seria mais fácil se ela ficasse, mas a Vovó Q a veria e me repreenderia por ser rude e não
convidar minha amiga a entrar.
– Pode vir comigo – respondi, abrindo a porta do carro.
Boo deu a volta pela frente do veículo e se postou ao meu lado. A Vovó Q ainda não tinha
erguido os olhos das ervilhas, mas eu sabia que ela nos escutara. Estava pensando no que iria
dizer. Cain devia ter contado a ela. Droga.
Olhei para ela, que continuava descascando ervilhas em silêncio. Tudo o que eu via eram
seus cabelos brancos curtos. Nenhum contato visual. Seria muito mais fácil simplesmente
entrar e tirar vantagem do fato de ela não falar comigo, mas aquela era a casa dela. Se ela não
me queria ali, eu precisava arrumar minhas coisas e ir embora.
– Oi, Vovó Q – falei e parei, esperando que ela levantasse a cabeça para olhar para mim.
Silêncio. Eu a estava perturbando. Não sabia se era decepção ou irritação. Naquele
momento, odiei Cain por contar a ela. Ele não podia ter ficado de bico fechado?
– Esta é minha amiga Boo. Ela veio me visitar – continuei.
Vovó Q finalmente levantou a cabeça, sorriu para Boo e então voltou o olhar para mim.
– Leve-a lá para dentro e lhe dê um grande copo de chá gelado e uma daquelas tortinhas que
estão esfriando em cima da mesa. Depois venha até aqui para conversar comigo um instante,
sim? – Não era um pedido. Era uma ordem sutil. Assenti, e levei Boo para dentro.
– Você fez alguma coisa para deixar a velhinha brava? – sussurrou Boo quando já
estávamos no interior da casa.
Dei de ombros. Eu não tinha certeza.
– Ainda não sei – respondi.
Fui até o armário, peguei um copo alto e servi um chá gelado para Boo. Nem perguntei se
ela queria. Só estava tentando fazer o que a Vovó Q tinha mandado.
– Aqui. Beba isto e coma uma tortinha. Volto em alguns minutos – falei, saindo apressada.
Precisava acabar logo com aquilo.
 



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