História Tentação sem limites - Capítulo 4


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Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 152
Palavras 2.143
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 4 - Capítulo 4


Flavia
As pranchas de madeira estalaram sob os meus pés quando voltei para a varanda da casa da
Vovó Q. Deixei a porta de tela bater atrás de mim antes de lembrar que ela era velha e as
molas estavam enferrujadas havia muito tempo. Passei muitos dias da infância naquela
varanda descascando ervilhas com Cain e a Vovó Q. Não queria que ela ficasse chateada
comigo. Meu estômago estava se revirando.
– Sente-se, menina, e pare de fazer essa carinha de quem está prestes a cair no choro. Deus
sabe que amo você como se fosse minha neta. Achei que um dia seria. – Ela balançou a
cabeça. – Aquele burro não fez a coisa certa. Eu esperava que ele acordasse antes que fosse
tarde demais. Mas ele não acordou, não é? Você foi embora e encontrou outra pessoa.
Aquilo não era o que eu estava esperando. Sentei na frente dela e comecei a descascar
ervilhas para não precisar encará-la.
– Cain e eu terminamos há três anos. Nada do que está acontecendo agora vai mudar isso.
Ele é só meu amigo.
Vovó Q bufou e se remexeu na cadeira de balanço.
– Eu não acredito nisso. Vocês dois eram inseparáveis quando crianças. Mesmo quando era
menino, ele não conseguia tirar os olhos de você. Era engraçado ver o quanto ele a adorava e
nem se dava conta disso. Mas quando chegam à adolescência, os meninos perdem a
mentalidade carinhosa. Eu detesto que isso tenha acontecido com ele. Detesto que ele tenha
perdido você, menina. Porque não vai haver outra Flavia para o Cain. Você era a pessoa certa
para ele.
Ela não mencionou o meu teste de gravidez. Será que nem sabia que eu o tinha comprado? Eu
não queria relembrar o meu passado com Cain. Claro que nós tínhamos uma história, mas
havia tanta tristeza e arrependimento que eu não queria pensar naquilo. Eu vinha vivendo uma
mentira que meu pai construíra na época. Lembrar doía.
– Cain passou por aqui hoje? – perguntei.
– Sim. Ele passou aqui hoje de manhã procurando por você. Falei que você havia saído cedo
e ainda não tinha voltado. Ele pareceu preocupado, deu meia-volta e foi embora sem me dizer
mais nada. Mas ele estava chorando. Acho que nunca o vi chorar antes. Pelo menos não desde
que ele era criança.
Ele estava chorando? Fechei os olhos e larguei as ervilhas dentro do balde de plástico
grande que a Vovó Q estava usando. Cain não deveria estar chateado. Ele não deveria chorar.
Ele me deixara muito tempo atrás. Por que isso era tão difícil para ele?
– Há quanto tempo foi isso? – perguntei, pensando em quantas horas haviam se passado
desde que abri o coração para ele no estacionamento da farmácia.
– Era cedo, umas nove horas, eu acho. Ele estava arrasado, menina. Pelo menos procure-o e
converse com ele. Não importa como você se sente agora em relação a ele, Cain precisa ouvir
que está tudo bem.
Assenti.
– Posso usar seu telefone? – perguntei, me levantando.
– Claro que pode. Coma uma das tortinhas enquanto estiver lá dentro. Fiz o bastante para um
batalhão depois que ele saiu correndo daqui esta manhã. São as favoritas dele.
– Cereja – respondi e ela sorriu para mim.
Pude ver muitas coisas nos olhos dela. Eu conhecia Cain. Nada a respeito dele me
surpreendia. Eu o compreendia. Nós tínhamos um passado. Eu amava a família dele e eles
também me amavam. Aquilo era seguro.
Bruna estava parada do outro lado da porta, bebendo o seu chá gelado e estendendo o
telefone para mim. Ela tinha ouvido. Não fiquei surpresa com isso.
– Ligue para ele. Acabe logo com isso – disse ela.
Peguei o telefone e fui até a sala de estar para ter um pouco de privacidade antes de digitar o
número de Cain, que eu sabia de cor. Ele tinha o mesmo número desde que comprara o
primeiro celular, quando tínhamos 16 anos.
– Alô – atendeu ele. Pude ouvir a hesitação na sua voz. Havia alguma coisa errada. Ele
parecia estar falando pelo nariz.
– Cain? Você está bem? – perguntei, preocupada.
Houve uma pausa e então um longo suspiro.
– Flavia. É... estou bem.
– Onde você está?
Ele pigarreou.
– Eu, hum... estou na praia de Santa monica.
Ele estava em Santa monica? O quê? Afundei no sofá atrás de mim e segurei o telefone com
mais força. Ele estava contando para o Cameron? Meu coração bateu forte no peito e fechei os
olhos antes de perguntar:
– Por que você está em Santa monica? Por favor, me diga que você não... – Não consegui falar.
Não com Bruna na sala ao lado, muito provavelmente me ouvindo.
– Eu precisava ver a cara dele. Precisava ver se ele amava você. Eu precisava saber...
Aquilo não fazia sentido.
– O que você disse a ele? Como você o encontrou? Você o encontrou?
Talvez ele não o tivesse encontrado. Talvez eu pudesse parar com aquilo.
Houve uma risada dura do outro lado da linha.
– É, encontrei, sim. Não é muito difícil. Esta cidade é pequena e todo mundo sabe onde mora
o filho do astro do rock.
Ai, meu deus, ai, meu deus, ai, meu deus...
– O que você disse a ele? – perguntei devagar, sendo dominada pelo pânico.
– Eu não contei a ele. Não faria isso com você. Confie um pouco em mim, por favor. Eu a
traí porque era um adolescente cheio de hormônios, mas, caramba, Flavia, quando é que vai
me perdoar, porra? Eu vou pagar por aquele erro pelo resto da vida? Eu sinto muito! MEU
DEUS, eu sinto muito, porra! Eu voltaria e faria tudo diferente se pudesse. – Ele parou e
soltou um grunhido, como se estivesse com dor.
– Cain? Qual é o problema com você? Você está bem? – perguntei.
Eu não queria reconhecer, mas sabia que ele sentia muito. Eu também sentia muito. Mas, não,
eu nunca iria superar aquilo. Perdoar era uma coisa. Esquecer, outra.
– Estou bem. Só um pouco detonado. Vamos dizer apenas que o cara não me adora, está
bem?
O cara. Cameron? Cameron o machucou? Isso não parecia nem um pouco com Cameron.
– Que cara?
Cain suspirou.
– Cameron.
Fiquei boquiaberta, olhando fixamente para a frente. Cameron tinha brigado com Cain?
– Não estou entendendo.
– Está tudo bem. Peguei um quarto para passar a noite e vou dormir para melhorar. Estarei
em casa amanhã. Precisamos conversar sobre algumas coisas.
– Cain. Por que Cameron machucou você?
Mais uma pausa e um suspiro cansado.
– Porque fiz perguntas que ele achou que não eram da minha conta. Estarei em casa amanhã.
Ele fez perguntas. Que tipo de perguntas?
– Flavia, você não precisa contar para ele. Eu vou cuidar de você. Só... precisamos
conversar.
Ele ia cuidar de mim? Do que ele estava falando? Eu não ia deixar que ele cuidasse de mim.
– Onde você está, exatamente? – perguntei.
– Em um hotel logo depois de Santa monica. Eles devem cagar dinheiro naquela cidade. Tudo
custa cinco vezes o preço normal.
– Está bem. Fique na cama e nos vemos amanhã – falei, desligando em seguida.
Bruna entrou na sala. Levantou uma das sobrancelhas escuras enquanto me encarava,
esperando que eu falasse. Estava me ouvindo. Eu sabia que estava.
– Preciso de uma carona até Santa monica – declarei, me levantando.
Não podia deixar Cain com dor em uma cama de hotel, principalmente correndo o risco de
ele voltar e tentar falar com Cameron mais uma vez. Se Bruna pudesse me levar até lá, eu poderia
conferir como ele estava e depois trazê-lo para casa.
Bruna concordou e deu um sorrisinho. Percebi que ela não queria que eu visse quanto ficou
feliz por ouvir isso. Eu não ia ficar. Ela não precisava se encher de esperanças.
– Isso é só por causa do Cain. Eu não vou... não posso ficar lá.
Ela não pareceu acreditar em mim.
– Claro. Eu sei.
Eu não estava com disposição para convencê-la. Devolvi o telefone a ela e fui até o meu
quarto temporário pegar algumas coisas.
Cameron
Nash finalmente desistiu de mim e foi dançar com uma das meninas que estavam nos
olhando desde que entramos na casa noturna. Afinal, ele estava ali para se divertir. Eu
precisava da distração, mas tudo o que queria era ir embora. Tomei um gole de cerveja e
tentei não fazer contato visual com ninguém. Mantive a cabeça baixa e a cara fechada. Não foi
nada difícil.
As palavras de Jace não saíam da minha cabeça. Eu estava com medo. Não, estava em
pânico com a possibilidade de ela voltar. Eu ainda me lembrava do seu rosto naquela noite no
quarto do hotel. Ela estava vazia. Não havia emoção em seus olhos. Ela tinha terminado
comigo, com o pai dela, com tudo. O amor era cruel. Muito cruel.
O banco alto do bar ao meu lado arranhou o piso ao ser empurrado para trás. Não olhei. Não
queria ninguém conversando comigo.
– Por favor, me diga que essa careta no seu rosto bonito não é por causa de uma garota. Você
vai partir meu coração. – A suave voz feminina era familiar.
Virei a cabeça para o lado apenas o bastante para ver o rosto dela. Embora estivesse mais
velha, eu a reconheci na hora. Há algumas coisas de que um cara não se esquece e a garota que
tirou a virgindade dele é uma delas. Meg Carter. Ela era três anos mais velha que eu e estava
visitando a avó no verão em que completei 14 anos. Não foi uma relação amorosa. Foi mais
uma lição de vida.
– Meg – respondi, aliviado por não ser mais uma desconhecida se atirando em cima de mim.
– E ele se lembra do meu nome. Estou impressionada – disse ela. Então olhou para o barman
e sorriu. – Jack Daniels com Coca, por favor.
– Um cara nunca esquece sua primeira mulher.
Ela se remexeu no banquinho, cruzando as pernas e virando a cabeça para olhar para mim,
fazendo com que os seus cabelos escuros e compridos caíssem por cima do ombro. Ainda
eram compridos. Eu era fascinado pelos cabelos dela naquela época.
– A maioria dos caras não lembra, mas você teve uma vida diferente, comparada com a dos
outros. A fama deve ter mudado você ao longo dos anos.
– Meu pai é famoso, não eu – reagi.
Detestava quando as mulheres tentavam falar sobre algo de que não sabiam. Meg e eu
transamos algumas vezes, mas ela não sabia muito a meu respeito naquele tempo.
– Hum, que seja. E então, por que está de cara feia?
Eu não estava de cara feia. Eu estava acabado, mas não tinha a intenção de me abrir com ela.
– Eu estou bem – respondi, olhando para a pista de dança, na esperança de chamar a atenção
de Nash. Estava pronto para ir embora.
– Você parece estar morrendo de dor de cotovelo e sem saber o que fazer – disse ela,
pegando a bebida em cima do balcão.
– Eu não vou conversar com você sobre a minha vida pessoal, Meg. – Fiz questão de deixar
claro o tom irritado na minha voz.
– Opa. Calma aí, bonitão. Eu não estava tentando aborrecê-lo. Só estava batendo um papo.
Minha vida pessoal não era assunto de bate-papo.
– Então me pergunte sobre a porra do tempo – resmunguei.
Ela não respondeu e gostei disso. Talvez ela seguisse em frente e me deixasse em paz.
– Estou na cidade cuidando da minha avó. Ela está doente e eu precisava fazer alguma coisa
diferente da vida. Acabei de passar por um divórcio muito chato. Estava precisando de uma
mudança de cenário, sair de Chicago. Vou ficar aqui por pelo menos seis meses. Você acha
que vai ficar mal-humorado durante todo esse tempo ou vai melhorar um pouco em um futuro
próximo?
Ela queria sair comigo. Não. Eu não estava pronto para isso. Ia começar a responder quando
o alerta de mensagem de texto do meu celular tocou. Aliviado por ter uma interrupção para
poder pensar em como iria responder, tirei o aparelho do bolso.
Não reconheci o número, mas o “Oi, é a Bruna” chamou minha atenção. Parei de respirar ao
abrir a mensagem para ler tudo.
Oi, é a Bruna. Se você não for um idiota completo, vai acordar, descobrir o que está
acontecendo e tentar resolver as coisas.
Que merda aquilo queria dizer? O que eu estava deixando passar? Flavia estava em
Santa monica? Era isso que ela queria dizer? Levantei e deixei dinheiro suficiente no bar para
pagar a minha cerveja e o drinque de Meg.
– Preciso ir. Foi bom ver você. Cuide-se – falei e comecei a procurar Nash no meio da
multidão. Eu o encontrei bolinando uma ruiva na pista de dança.
O olhar dele cruzou com o meu e fiz um sinal com a cabeça em direção à porta.
– Agora – falei, me virando para sair.
Iria deixá-lo lá se ele não me alcançasse antes de eu chegar à minha picape. Ela podia estar
ali. Eu ia descobrir. Perguntar a Bruna o que ela queria dizer com aquela mensagem maluca
não ia adiantar.
 



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