História Tentação sem limites - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 109
Palavras 1.897
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nosso maravilho Cain (lindo mas pena que não vale nada)

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 5 - Capítulo 5


Flavia
Estendi a mão e cutuquei a perna de Bruna para acordá-la. Ela estava dormindo havia duas
horas. Estávamos bem perto da praia de Rosemary e eu precisava que ela assumisse o volante
para eu poder procurar a caminhonete de Cain em todos os motéis baratos.
– Chegamos? – resmungou ela, com a voz arrastada de sono, se endireitando no assento.
– Quase. Preciso que você dirija. Tenho que procurar a caminhonete do Cain.
Bruna soltou um suspiro cansado. Sabia que ela só estava fazendo aquilo na esperança de me
levar a Rosemary e me segurar lá. Mas eu precisava de uma carona. Ia levar Cain para casa.
E, depois, nós teríamos uma conversa bem séria. Por que ele tinha ido até lá para ver Cameron?
Só esperava que não tivesse contado a ele o que me viu comprando.
Não que eu quisesse guardar segredo de Cameron. Era só que eu não tinha conseguido processar
tudo ainda. Precisava fazer isso. Entender o que eu queria fazer. Depois iria procurá-lo. Cain
sair atrás dele feito um louco não estava nos meus planos. Ainda não podia acreditar que
fizera isso.
– Pare aqui. Preciso tomar um café com leite para acordar – orientou Bruna.
Fiz o que ela pediu e parei o carro na frente da Starbucks.
– Quer alguma coisa? – perguntou Bruna ao abrir a porta.
Não sabia se cafeína era bom para o... para o bebê. Balancei a cabeça e esperei até ela sair
do carro antes de soltar o soluço que surgiu no meu peito sem que eu estivesse esperando. Eu
não havia pensado no que aquelas duas listras cor-de-rosa significavam. Um bebê. Um bebê
do Cameron. Ah, meu Deus.
Saltei e dei a volta até o banco do carona. Quando terminei de apertar o cinto de segurança,
Bruna estava de volta. Já parecia um pouco mais desperta. Descartei pensamentos sobre o
bebê e me foquei em encontrar Cain. Poderia pensar sobre o meu futuro, o futuro do meu bebê,
mais tarde.
– Tudo bem. Tenho cafeína. Estou pronta para encontrar esse cara.
Não a corrigi. Tinha certeza de que ela sabia o nome dele a essa altura. Eu já o mencionara
várias vezes. Ela apenas se recusava a reconhecê-lo. Era a sua forma de rebelião. Cain
representava Sumit e ela não me queria lá. Em vez de me ofender, a atitude dela me acalmava.
Ela me queria ao seu lado e isso era legal.
– Ele saiu de Rosemary por causa dos preços dos hotéis. Então está em algum lugar barato.
Pode me dizer o nome de alguns? – pedi.
Bruna respondeu que sim com a cabeça, mas não olhou para mim. Estava mandando uma
mensagem de texto. Ótimo. Eu precisava que ela se concentrasse e ela provavelmente estava
dizendo ao Jace que estávamos quase chegando. Na realidade, não queria que Jace soubesse
de nada.
Dirigimos por quarenta minutos, enquanto eu conferia os estacionamentos de todos os motéis
baratos da cidade. Aquilo era frustrante. Ele precisava estar ali em algum lugar.
– Posso usar o seu telefone? Vou ligar de novo e dizer que estamos à sua procura. Ele vai me
dizer onde está quando souber que vim até aqui.
Bruna me passou o telefone e digitei rapidamente o número dele. O telefone tocou duas
vezes.
– Alô?
– Cain. Sou eu. Onde você está? Estou perto de Rosemary e não consigo encontrar a sua
caminhonete em lugar nenhum.
Houve um silêncio.
– Merda...
– Não fique bravo. Preciso ver como você está. Vim até aqui para levá-lo para casa. – Sabia
que ele ficaria frustrado por eu chegar tão perto de Rosemary de novo.
– Eu disse que estaria em casa depois de dormir, Flavia. Por que você não pode ficar quieta?
– A irritação na sua voz me incomodou. Dava a impressão de que não havia gostado de eu ter
ido atrás dele.
– Onde você está, Cain? – perguntei de novo.
Então ouvi uma voz feminina ao fundo. O som do outro lado da linha ficou abafado. Não
precisava ser um gênio para descobrir que Cain estava com uma mulher e tentava esconder
isso de mim. Fiquei furiosa. Não por achar que Cain e eu tivéssemos alguma chance, mas por
ele ter me levado a pensar que estava machucado e sozinho em uma cidade estranha. Cretino.
– Olhe aqui. Eu não tenho tempo para mais joguinhos idiotas, Cain. Já passei por isso, já sei
como é. Da próxima vez, por favor, não faça parecer que você precisa de mim quando é claro
que não precisa.
– Flavia, não. Deixe-me explicar. Não é o que está pensando. Eu não consegui dormir depois
que você ligou. Então entrei na caminhonete e voltei para casa. Eu queria vê-la.
Ouvi um grito furioso do outro lado da linha. Ele estava enfurecendo quem quer que
estivesse com ele. O cara era um idiota.
– Vá fazer a sua companhia se sentir melhor. Não precisa explicar. Não preciso de nada de
você. Nunca precisei.
– Flavia! NÃO! Eu amo você, gata. Amo muito. Por favor, me escute – implorou ele e a
garota que estava ao seu lado ficou mais histérica. – Cale a boca, Callie! – rugiu ele.
E então eu soube que ele estava de volta a Sumit. Com a Callie.
– Você foi ver a Callie? Voltou para casa para eu não me preocupar e foi ver a Callie? Você
é ridículo, Cain. É sério isso? Isso não me magoa. Você não consegue mais me magoar. Mas
pare e pense nos sentimentos dos outros, para variar. Você fica brincando com a Callie e isso
está errado. Pare de pensar com o seu pau e cresça.
Encerrei a ligação e devolvi o telefone a Bruna. Ela estava com os olhos arregalados.
– Ele voltou para Sumit – expliquei.
– É... eu entendi essa parte – disse Bruna, devagar.
Estava esperando mais. Ela merecia mais. Havia me levado até ali. Era também a única
amiga que eu tinha. Cain não era um amigo. Não de verdade. Um amigo verdadeiro não
continuaria fazendo coisas idiotas como ele fazia.
– Posso dormir na sua casa hoje? Acho que não vou voltar para lá. Eu ia embora em breve,
mesmo. Amanhã decido para onde vou e, quando chegar lá, ligo para a Vovó Q me enviar o
resto das minhas coisas. Não que seja muito. Minha picape já está um ferro-velho. Eu jamais
conseguiria fazer uma viagem com ela de novo.
Bruna assentiu, acelerou o carro e voltou a pegar a estrada.
– Você pode ficar comigo o tempo que quiser...
– Obrigada – falei, antes de recostar a cabeça no assento e respirar fundo.
O que eu iria fazer agora?
O cheiro de bacon fritando ficava mais e mais forte conforme eu respirava. Era como se o
bacon estivesse tomando conta dos meus sentidos. Senti a garganta se fechar. Meu estômago
revirou com o cheiro gorduroso à distância. Antes que conseguisse abrir completamente os
olhos, meus pés estavam no chão e eu estava correndo para o banheiro.
Por sorte, o apartamento de Bruna não era grande e eu não precisei correr muito.
– Flavia? – A voz de Bruna me chamou da cozinha, mas eu não podia parar.
Ajoelhada em frente ao vaso sanitário, agarrei o assento de porcelana com as duas mãos e
comecei a vomitar tudo o que tinha no estômago até não ter nada mais o que pôr para fora.
Toda vez que eu achava que tinha acabado, sentia o cheiro de gordura de bacon misturado ao
do meu vômito e as ânsias recomeçavam.
Eu estava tão fraca que meu corpo tremia quando eu tentava vomitar e nada mais saía. Senti
um pano úmido frio no rosto e vi Bruna acima de mim apertando a descarga e me apoiando
contra a parede.
Segurei o paninho no nariz para bloquear o cheiro. Bruna percebeu e fechou a porta do
banheiro atrás dela. Depois que ligou o ventilador, pôs as mãos nos quadris e me encarou. A
descrença no rosto dela me confundiu. Eu estava enjoada. O que havia de tão estranho nisso?
– Bacon? O cheiro de bacon fez você vomitar? – Ela balançou a cabeça, ainda me encarando
como se não acreditasse naquilo. – E você não ia me contar? Você simplesmente ia sentar essa
bunda maluca em algum ônibus maldito e ir embora. Sozinha. Eu não acredito nisso, Flavia. O
que aconteceu com a garota inteligente que me ensinou a não deixar um homem me usar? Hein?
Para onde ela foi? Porque o seu plano é uma droga. Muito ruim mesmo. Você não pode fugir.
Você tem amigos aqui. Você vai precisar deles... e eu espero que tenha a intenção de contar ao
Cameron sobre isso também. Conheço você o bastante para saber que esse bebê é dele.
Como ela sabia? Eu só vomitei. Um monte de gente pega viroses.
– É uma virose – resmunguei.
– Não minta para mim. Foi o bacon, Flavia. Você estava dormindo superbem no sofá e, no
instante em que comecei a preparar o bacon, você começou a fazer barulhos esquisitos e a se
revirar. Então saiu correndo feito uma bala para vomitar a alma. Não é nenhuma ciência, gata.
Pode tirar essa expressão chocada do rosto.
Eu não poderia mentir para ela. Bruna era minha amiga. Possivelmente a minha única amiga
agora. Levei os joelhos até o queixo e abracei as pernas. Era a minha forma de me segurar.
Quando tinha a sensação de que o mundo estava desmoronando e eu não conseguia controlar,
eu sempre ficava nessa posição.
– Foi por isso que Cain veio até aqui. Ele me pegou comprando testes de gravidez ontem. Sei
que foi por isso que ele veio. Para perguntar ao Cameron... para perguntar sobre o meu
relacionamento com ele. Eu me recusei a falar com Cain sobre isso. Eu não queria falar sobre
o Cameron de jeito nenhum. Aí minha menstruação atrasou. Duas semanas. Pensei que compraria
uns testes, que dariam negativo, e tudo ficaria bem. – Interrompi a minha explicação e
descansei o rosto sobre os joelhos.
– Os testes... deram positivo? – perguntou Bruna.
Assenti, mas não olhei para ela.
– Você ia contar ao Cameron? Ou ia apenas fugir?
O que o Cameron iria fazer? A irmã dele me odiava. A mãe dele me odiava. Eles odiavam a
minha mãe. E eu odiava o meu pai. Para Cameron fazer parte da vida deste bebê, ele teria que
abrir mão deles. Eu não podia pedir que ele largasse a mãe e a irmã. Não importava quão
horríveis elas fossem, ele as amava. E nunca desistiria de Nan. Eu já havia aprendido que, se
tivesse de escolher entre mim e Nan, ele a escolheria. Foi o que ele fez até o fim. Quando eu
descobri tudo. Ele a mantivera em segredo. Ele a escolhera.
– Eu não posso contar a ele – falei baixinho.
– Por quê? Tenho certeza que ele gostaria de saber. Além disso, ele precisa ser homem e lhe
dar apoio. Essa merda de fugir é uma idiotice.
Ela não sabia de tudo. Ela só sabia algumas coisas. Aos olhos de Cameron, a história era apenas
a de Nan e de mais ninguém. Mas eu não concordava com isso. A história era minha também.
Nan ainda tinha a mãe, o pai e o irmão. Eu não tinha ninguém. Minha mãe e minha irmã
estavam mortas. E meu pai bem que poderia estar morto também. Então, essa história era tanto
minha quanto dela. Talvez até mais minha.
Levantei a cabeça e olhei para Bruna. Ela era a minha única amiga no mundo. Ela merecia
saber de toda a verdade.
 



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