História Tentação sem limites - Capítulo 7


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Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 100
Palavras 1.925
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 7 - Capítulo 7


Flavia
Precisava das minhas coisas e precisava vender a minha picape. Ela jamais faria um trajeto
tão longo de novo. Depois de ela ter enguiçado na semana passada, Cain chegou a dar uma
olhada e disse que poderia consertá-la temporariamente. No entanto, o custo para consertar
tudo o que era necessário era maior do que eu poderia pagar. Ligar e pedir para a Vovó Q ou
Cain mandarem as minhas coisas e venderem a picape não me pareceu certo. Eles mereciam
uma explicação... ou pelo menos a Vovó Q merecia. Ela me dera um teto, uma cama e me
alimentara durante três semanas. Eu teria que voltar a Sumit para pegar as minhas coisas e me
despedir da Vovó Q. Woods me deu alguns dias para me estabelecer antes de voltar ao
trabalho.
Boo havia tirado o dia anterior de folga para me levar para me inscrever no Medicaid.
Estava na hora de ir ao médico, mas precisava pedir o seguro-saúde antes. Naquele dia, eu a
havia escutado dizer ao Jace que estava esperando ansiosamente pelo encontro dos dois
naquela noite. Eu estava monopolizando o tempo dela desde que tinha ido me buscar. Estava
começando a me sentir um fardo. Detestava essa sensação. Eu podia pegar um ônibus. Não
seria caro e, principalmente, eu não a incomodaria. Abri o notebook de Boo para pesquisar
os horários.
Uma batida na porta interrompeu os meus pensamentos. Parei de fazer a busca e fui abrir a
porta. Eu jamais esperaria aquilo. Lá estava Cameron, com as mãos enfiadas na frente do jeans e
vestindo uma das suas camisetas justas. Levantou os óculos estilo aviador. Gostaria que ele
não os tivesse tirado. A cor prateada dos seus olhos sob luz sol era ainda mais impressioSiete
do que eu me lembrava.
– Oi. Encontrei a Boo no clube. Ela disse que você estava aqui – explicou. Ele estava
nervoso. Eu nunca o tinha visto assim.
– É... hum... Woods me deu uns dias para trazer as minhas coisas de Sumit antes de começar
a trabalhar.
– Você precisa ir buscar as suas coisas?
– É. Deixei tudo lá. Só trouxe bagagem para um dia. Não estava planejando ficar.
Cameronfranziu a testa.
– E como você vai até lá? Não estou vendo a sua picape.
– Eu estava procurando informações na internet para saber onde fica a estação de ônibus
mais próxima.
Cameronfranziu ainda mais a testa.
– Fica a quarenta minutos daqui. Em Fort Walton Beach.
Não era tão ruim quanto eu havia imaginado.
– Não é seguro viajar de ônibus, Flavia. Não gosto da ideia de você andando de ônibus.
Deixe-me levá-la. Por favor. Você vai chegar mais rápido e é de graça. Você pode
economizar o seu dinheiro.
Uma carona com ele? Ida e volta para Sumit? Será que era uma boa ideia?
– Não sei... – hesitei, porque sinceramente não sabia o que responder. Meu coração não
estava pronto para tanto Cameron.
– Não precisamos nem conversar... ou podemos, se você quiser. Deixo você escolher a
música e não reclamo.
Se eu voltasse com Cameron, Cain iniciaria uma briga? Pior, será que contaria a Cameronsobre a
gravidez? Ele faria isso? Eu nunca confirmei a Cain que estava grávida.
– Sei que você não consegue perdoar as mentiras e a mágoa. Não estou pedindo que faça
isso. Você sabe que eu sinto muito e que, se pudesse, voltaria atrás. Por favor, Flavia, estou
pedindo isso como um amigo que quer ajudar e mantê-la a salvo de malucos que poderiam
fazer mal a você em uma viagem de ônibus.
Pensei no quanto era pouco provável que alguém me fizesse mal no ônibus. E então pensei no
fato de que eu não estava mais cuidando apenas de mim. Tinha outra vida para proteger.
– Está bem. Aceito a carona.
Jace estava atirado sobre a grande poltrona na sala de estar de Boo com os pés apoiados no
pufe e Boo enroscada no colo dele. Eu estava no sofá, me sentindo um experimento científico
com os dois me encarando com ar confuso.
– Então... você não vê problema no fato de Cameronlevar você para Sumit amanhã para pegar
suas coisas? Quero dizer, você não se sente estranha em relação a isso, ou... – Boo hesitou.
Seria estranho. Também seria difícil ficar perto dele, mas eu precisava de uma carona. Boo
tinha que trabalhar, não podia tirar mais um dia de folga para me ajudar naquela semana.
– Ele ofereceu. Eu precisava de uma carona, então aceitei.
– E foi tão fácil assim? Por que eu não estou acreditando nisso? – perguntou Boo.
– Porque ela está deixando de fora as partes em que ele implorou e se humilhou – respondeu
Jace, dando uma risada.
Pus a manta sobre os ombros. Estava com frio. Vinha sentindo muito frio ultimamente, o que
era estranho, uma vez que era verão na Flórida.
– Ele não implorou – falei, sentindo necessidade de defender Cameron. Mesmo se ele realmente
tivesse implorado, não era da conta do Jace.
– Tudo bem. Se você está dizendo. – Jace tomou um gole do chá gelado que Boo havia
preparado para ele.
– Não é da nossa conta. Deixe-a em paz, Jace. Nós precisamos decidir sobre o que vamos
fazer com o aluguel deste apartamento em uma semana.
Eu não ficaria muito tempo ali. Já dissera isso a ela. Mudar para o apartamento mais caro
não tinha sido uma boa ideia. Minha metade do aluguel não seria coberta depois que eu me
mudasse e ela ficaria com todo o custo.
Jace beijou a mão de Boo e sorriu para ela.
– Eu disse que posso cuidar de tudo. Basta você deixar.
Ele piscou para ela e eu virei a cabeça. Não queria observá-los. Camerone eu nunca havíamos
sido daquele jeito. Nosso relacionamento foi curto. Intenso e breve. Imaginei qual teria sido a
sensação de poder me enroscar nos braços de Cameronsempre que eu quisesse. Saber que estava
protegida e que ele me amava. Nunca tivera essa oportunidade.
– E eu disse que não vou deixar você pagar o meu aluguel. Sinto muito. Novo plano. Ah,
Flavia, por que não saímos para procurar apartamento amanhã?
Uma batida na porta me interrompeu antes que eu pudesse concordar. E então, Nash abriu-a
e entrou.
– Ei, você acabou de entrar no apartamento da minha garota sem permissão. Ela podia estar
nua – rosnou Jace para Nash.
Nash revirou os olhos e sorriu na minha direção.
– Vi o seu carro aqui, espertinho. Calma. Vim para ver se consigo convencer Flavia a dar
uma volta comigo.
– Você está querendo levar uma surra? – perguntou Jace.
Nash deu um sorriso irônico e balançou a cabeça antes de voltar sua atenção para mim.
– Vamos lá, Flavia. Vamos dar uma volta e botar os assuntos em dia.
Será que Nash tinha feito parte daquela mentira toda? Ele certamente sabia a respeito. Eu
não poderia dizer não. Mesmo que soubesse, ele também tinha sido a primeira pessoa legal
que eu havia encontrado ali. Abastecera meu carro. Preocupara-se comigo dormindo embaixo
da escada. Respondi que sim e me levantei.
– Esses dois precisam de algum tempo a sós mesmo – falei, olhando para Boo. Ela me
observava com atenção. Dei um sorriso tranquilizador e ela pareceu relaxar.
– Não saia por nossa causa. Precisamos decidir onde vamos morar em uma semana – disse
Boo enquanto eu me dirigia para a porta.
– Vocês podem falar sobre isso mais tarde, Bru Ann. Flavia esteve fora por quase um mês.
Você precisa ser menos egoísta – alegou Nash, abrindo a porta para eu sair.
– Cameronvai pirar – disse Jace em voz alta pouco antes de Nash fechar a porta, abafando o
que quer que Boo houvesse começado a dizer.
Descemos a escada em silêncio. Quando já estávamos na calçada, olhei para Nash.
– Você só estava com saudades ou quer me dizer alguma coisa? – perguntei.
Nash sorriu.
– Estava com saudades. Precisei aturar o humor infernal do Cameron. Então, pode acreditar.
Senti saudade pra cacete.
Percebi pelo tom de provocação que ele estava querendo fazer uma piada. Mas pensar em
Rush chateado não me fez sorrir. Só me fez lembrar de tudo.
– Desculpe – murmurei. Não sabia o que mais dizer.
– Que bom que você voltou.
Fiquei esperando. Sabia que ele queria me dizer mais alguma coisa. Podia sentir isso. Ele só
estava dando um tempo e escolhendo as palavras.
– Sinto muito pelo que aconteceu. Como aconteceu. E pela Sie. Ela pode parecer a vaca
mais mimada do mundo, mas teve uma infância horrorosa. Isso a estragou. Se você fosse filha
da Gina, compreenderia. Por ser menino, não foi tão ruim para o Cameron. Mas a Sie,
caramba, o mundo dela era todo fodido. Não estou justificando nada, é só uma explicação.
Não respondi. Não tinha nada a dizer sobre aquilo. Eu não sentia nenhum tipo de
solidariedade em relação a Sie, mas era óbvio que os homens da vida dela sentiam. Sorte
dela.
– Independentemente de tudo isso, o que ela fez foi errado. A forma como tudo foi escondido
de você foi uma merda. Sinto muito não ter falado nada, mas, para ser sincero, eu nem sabia
que você e o Cameronestavam tendo alguma coisa até aquela noite no clube em que ele pirou por
causa dos escargots. Eu percebi que ele estava atraído por você, mas a maioria dos homens da
cidade também estava. Achei que ele fosse o único cara que não daria em cima de você pela
lealdade que tem com a Sie e…bem, o que você representava para os dois.
Nash parou de caminhar e eu me virei para ele.
– Eu nunca o vi assim. Nunca. Ele parece oco. Não consigo me aproximar dele. Ele não
sorri. Nem se dá mais o trabalho de fingir que aproveita a vida. Está diferente desde que você
foi embora. Ainda que ele não tenha sido sincero e parecesse só estar protegendo a Sie...
vocês dois simplesmente não tiveram tempo suficiente. Sie foi responsabilidade de Cameron
desde que ele era um garoto. Isso era tudo o que a gente sabia. Então você entrou no mundo
dele e o virou de cabeça para baixo da noite para o dia. Se ele tivesse tido mais tempo, teria
lhe contado. Sei que teria. Mas ele não contou. Toda a situação não foi justa com ele. Cameron
estava se apaixonando pela garota que ele sempre achara que era a culpada por sua irmã não
ter pai. As crenças dele estavam mudando e foi difícil para ele avaliar tudo isso.
Apenas o encarei. Não porque não concordasse. Eu já sabia de tudo aquilo. Compreendia o
que ele estava dizendo. O problema era que... isso não mudava as coisas. Mesmo que ele
fosse me contar, não mudava quem ele e Sie eram e o que representavam para mim. Os
últimos três anos da minha mãe tinham sido um inferno, enquanto eles viviam em suas casas
chiques, indo de uma festa para outra. A crença deles nas mentiras que me contaram era a
única coisa que eu não achava que algum dia seria capaz de superar.
– Merda. Eu provavelmente estou piorando as coisas. Eu só queria conversar e garantir que
você soubesse que o Cameron... ele precisa de você. Ele está arrependido. E não acho que algum
dia ele vá esquecê-la, Flavia. Se ele tentar conversar com você sobre isso amanhã, pelo
menos tente escutá-lo.
– Eu o perdoei, Nash. Só não consigo esquecer. O que fomos ou o que estávamos prestes a
ser acabou. Nunca mais vai acontecer. Não posso deixar que aconteça. Meu coração não vai
permitir. Mas eu sempre vou escutá-lo. Eu me importo com ele.
Nash soltou um suspiro cansado.
– Acho que isso é melhor do que nada.
Era tudo o que eu tinha a oferecer.
 



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