História Tentação sem limites - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Flavia Pavanelli, Magcon, Taylor Lautner
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 106
Palavras 2.682
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Tentação sem limites - Capítulo 9 - Capítulo 9


Cameron
Flavia parecia estar prestes a chorar e fiquei com medo de perguntar se ela estava bem. Tive
medo de que ela mudasse de ideia e ficasse em Sumit. Por isso, fiquei em silêncio até
estarmos seguramente fora dos limites da cidade. Ver as suas mãos tensas no colo estava me
incomodando. Queria que ela dissesse alguma coisa.
– Está tudo bem? – perguntei, sem conseguir me conter. Minha necessidade de protegê-la
assumiu o controle.
– Está. É só um pouco assustador, acho. Desta vez, sei que não vou voltar. Também sei que
não tenho um pai esperando para me ajudar. É mais difícil ir embora dessa maneira.
– Você tem a mim.
Ela inclinou ligeiramente a cabeça e me olhou.
– Obrigada. Eu precisava ouvir isso agora.
Caramba, eu gravaria aquilo para que ela pudesse ouvir quantas vezes quisesse, se fosse
ajudar.
– Nunca pense que você está sozinha.
Ela me deu um sorriso débil e voltou a atenção de novo para a estrada.
– Se quiser dormir, você sabe que eu posso dirigir...
A ideia de ficar livre para contemplá-la quanto eu quisesse era tentadora. Mas ela ficaria
esperando que eu dormisse e eu não ia desperdiçar qualquer tempo que eu tivesse com ela
dormindo.
– Estou bem, mas obrigado.
Eu tinha passado por um drive-thru e comprado algumas coisas para comer no caminho. Mas
Flavia estava dormindo naquela hora, logo devia estar com fome.
– Quer comer alguma coisa? – perguntei, entrando na estrada interestadual que nos levaria de
volta à Flórida.
– Hum... eu não sei. Que tal sopa?
Sopa? Que pedido estranho. Mas, caramba, se era isso que ela queria, eu daria um jeito.
– Então vai ser sopa. Vou ficar de olho e encontrar algum lugar bom...
– Se você está morrendo de fome, pare onde quiser. Posso comer em qualquer lugar. – Ela
pareceu nervosa de novo.
– Flavia, eu vou achar sopa para você – falei, olhando para ela. Ainda sorri, para deixar bem
claro que era aquilo que eu queria.
– Obrigada – disse ela, olhando para as próprias mãos no colo.
Ficamos em silêncio por um tempo, mas foi bom simplesmente tê-la no carro comigo. Eu não
queria que ela se sentisse pressionada a conversar.
Na primeira saída com restaurantes, apontei para a placa:
– Aqui parece bom. Escolha um lugar – pedi.
Ela deu de ombros.
– Não tem importância. Sabe, se você não quiser descer e continuar na estrada, posso comer
alguma coisa dentro do carro mesmo.
Eu queria prolongar aquele dia o máximo possível.
– Nós vamos tomar sopa – respondi.
Uma risadinha me chamou a atenção. Flavia estava sorrindo.
Eu tinha uma nova meta agora: fazê-la sorrir mais.
Flavia estava dormindo de novo quando paramos no estacionamento do condomínio de Boo
naquela noite. Eu havia cuidado para manter a nossa conversa tranquila. Depois de um tempo,
nós nos acostumamos a um silêncio confortável e ela caiu no sono.
Parei a picape e fiquei sentado contemplando-a. Tinha olhado rapidamente para ela um
milhão de vezes no caminho para casa. Por apenas alguns minutos, queria a liberdade de vê-la
dormindo. Suas olheiras profundas me preocupavam. Ela não estava dormindo o suficiente?
Boo devia saber. Eu poderia conversar com ela sobre isso, mas fazer perguntas como esta a
Flavia não era uma atitude sábia.
Uma batida de leve na janela me trouxe de volta à realidade. Jace estava parado do lado de
fora do carro com uma expressão divertida no rosto. Abri a porta e saí do carro antes que ele
a acordasse. Não queria plateia.
– Você vai deixá-la dormindo para sempre? Está pensando em sequestrá-la? – perguntou
Jace.
– Cale a boca, seu idiota.
Jace riu.
– Boo está ansiosa. Quer saber como foi a viagem. Eu ajudo você com as coisas dela se
você a acordar e a levar para dentro.
– Ela está cansada. Boo pode esperar até amanhã.
Eu não queria que Flavia tivesse que acordar para enfrentar a enxerida da Boo. Ela
obviamente precisava de mais sono e mais comida. Mal havia tomado a sopa mais cedo. Eu
tentei alimentá-la de novo, mas ela não estava com fome. Isso precisava mudar. Estávamos
voltando para a história dos malditos sanduíches de manteiga de amendoim.
– Então você diz isso para a Boo – respondeu Jace quando eu enfiei a caixa nas mãos dele
e tirei a mala do banco de trás do carro.
– Eu levo a mala. Você leva a caixa. Pode deixar que eu a acordo.
– Momento particular? – Jace sorriu e eu empurrei a caixa para ele com um pouco mais de
força. Ele tropeçou para trás, o que só o fez rir ainda mais.
Ignorando-o, passei para o lado do passageiro. Acordá-la e permitir que ela me deixasse não
era exatamente o que eu queria fazer. Isso me assustava demais. E se fosse o fim? E se Flavia
nunca mais deixasse eu me aproximar dela assim novamente? Não. Eu não poderia permitir
que isso acontecesse. Eu trabalharia devagar, mas cuidaria para que isso não acontecesse. Ter
passado o dia com ela já tornaria a minha rotina solitária muito mais difícil.
Abri o cinto de segurança, mas ela mal se mexeu. Uma mecha de cabelo havia caído sobre o
seu rosto e eu cedi à vontade de tocá-la. Prendi os seus cabelos atrás da orelha. Ela era tão
linda! Eu nunca iria esquecê-la. Não era possível. Precisava encontrar uma forma de
reconquistá-la. De ajudá-la a se curar.
As pálpebras dela se abriram e ela fixou seu olhar no meu.
– Chegamos – sussurrei, sem querer assustá-la.
Ela se sentou e me deu um sorriso tímido.
– Desculpe. Dormi e deixei você sozinho de novo.
– Você precisava desse descanso. Não me importei.
Queria ficar ali e mantê-la no meu carro, mas não podia fazer isso. Recuei para que ela
pudesse sair. Quase perguntei se podia vê-la no dia seguinte, mas me contive. Ela não estava
pronta para isso. Eu precisava dar espaço para ela.
– A gente se vê por aí, então – falei.
Seu sorriso, no entanto, estremeceu.
– Está bem... A gente se vê. E obrigada de novo por me ajudar hoje. Vou pagar a gasolina.
De jeito nenhum.
– Não, não vai. Não quero o seu dinheiro. Fiquei feliz de poder ajudar.
Ela começou a dizer mais alguma coisa, mas fechou a boca. Assentindo de maneira contida,
seguiu para o apartamento.
Flavia
No meu primeiro dia de volta ao trabalho, Woods me designou para os turnos do café da
manhã e do almoço no salão. Nada bom. Fiquei parada do lado de fora da cozinha me
preparando mentalmente para não pensar no cheiro. Eu tinha acordado enjoada e me obrigara
a comer dois biscoitos de água e sal e a tomar um pouco de refrigerante, mas foi tudo o que
consegui.
No instante em que entrasse na cozinha, o cheiro ia me pegar. O bacon... ah, meu deus, o
bacon...
– Sabe, querida, você precisa entrar lá para trabalhar – disse Jimmy atrás de mim. Eu me
virei, assustada e voltando à realidade, e o vi sorrindo. – Os cozinheiros não são tão ruins
assim. Você vai superar o berreiro rapidinho. Além disso, da última vez, você tinha todos eles
sob o seu lindo comando.
Forcei um sorriso.
– Você tem razão. Posso fazer isso. Acho que só não estou pronta para as pessoas me
fazendo perguntas. – Isso não era necessariamente verdade, mas também não era uma mentira.
Jimmy abriu a porta e eu fui atingida pelo cheiro. Ovos, bacon, salsichas, gordura. Ah, não.
Comecei a suar frio e senti meu estômago embrulhar.
– Eu, hum, preciso ir ao banheiro primeiro – expliquei, seguindo para o banheiro dos
funcionários o mais rápido possível sem correr. Isso pareceria ainda mais suspeito.
Fechei a porta atrás de mim e a tranquei antes de me ajoelhar no piso frio. Agarrei a privada
e botei para fora tudo o que eu havia comido na noite anterior e naquela manhã.
Depois de várias ânsias de vômito, eu me levantei, ainda me sentindo fraca. Umedeci uma
toalha de papel para limpar o rosto. A camisa polo estava colada ao corpo por causa do suor.
Eu precisava me trocar.
Lavei a boca com o enxaguante bucal em cima da pia e arrumei a camisa da melhor maneira
possível. Talvez ninguém fosse perceber. Eu ia conseguir. Apenas prenderia a respiração
quando estivesse na cozinha. Isso iria funcionar. Respiraria fundo antes de entrar todas as
vezes. Precisava dar um jeito.
Quando abri a porta, meus olhos se fixaram nos de Woods. Ele estava encostado na parede,
parado de frente para a porta do banheiro, com os braços cruzados sobre o peito. Eu estava
atrasada.
– Desculpe. Sei que estou atrasada. Só precisava de um tempinho antes de começar. Prometo
que não vai acontecer de novo. Vou compensar ficando até mais tarde...
– Na minha sala. Agora – disse ele de repente e se virou para seguir pelo corredor.
Meu coração disparou e fui atrás dele rapidamente. Eu não queria que Woods ficasse bravo
comigo. Aquele emprego era a minha solução pelos próximos meses. Agora que eu havia me
convencido a ficar aqui para decidir o que fazer, não queria ir embora. Ainda não.
Woods abriu a porta para mim e entrei na sala.
– Sinto muito. Por favor, não me demita ainda. Eu só...
– Não vou demitir você. – Woods me interrompeu.
Ah...
– Você já foi a um médico? Imagino que seja do Cameron. Ele sabe? Porque vou quebrar o
pescoço dele se ele souber que você está trabalhando aqui nessa condição.
Ele sabia. Ah, não... Balancei a cabeça freneticamente. Eu precisava interromper aquilo.
Woods não podia saber. Ninguém além da Boo devia saber.
– Não sei do que você está falando.
Woods arqueou uma sobrancelha.
– É mesmo? – A descrença na voz dele me intimidou.
Ele não engoliria uma mentira. Mas eu tinha um bebê para proteger.
– Ele não sabe. – A verdade saiu da minha boca antes que eu pudesse evitar. – Não quero
que ele saiba ainda. Preciso descobrir uma forma de fazer isso sozinha. Nós dois sabemos que
o Cameron não quer isso. A família dele iria odiar. Não posso aceitar que o meu bebê seja
odiado. Por favor, entenda...
Woods resmungou um palavrão e passou as mãos pelos cabelos.
– Ele merece saber, Flavia.
Sim, ele merecia. Mas eu não sabia quanto os nossos mundos estavam maculados quando
este bebê foi concebido. O quanto seria impossível nós dois termos um relacionamento.
– Eles me odeiam. Odeiam a minha mãe. Eu não posso. Por favor, me dê um tempo para
provar que eu posso fazer isso sem ajuda. Vou acabar contando a ele, mas preciso me
estabilizar e estar pronta para ir embora depois de contar. Desta vez, o que eu quero e o que
ele quer não vêm primeiro lugar. Estou fazendo o que é melhor para este bebê.
Woods franziu ainda mais o cenho. Ficamos parados em silêncio durante vários minutos.
– Não gosto disso, mas essa história não é minha. Vá se trocar e procure a Darla. Você pode
ficar no carrinho de bebidas hoje. E me diga quando o cheiro da cozinha não for mais um
problema.
Tive vontade de abraçá-lo. Ele não ia me obrigar a contar a ninguém e estava me liberando
de servir o café da manhã. Antes eu adorava bacon, mas agora... simplesmente não conseguia
suportar.
– Obrigada. O jantar não tem problema. É só de manhã e, às vezes, à tarde.
– Entendi. Vou escalar você para os turnos da noite no restaurante. E tome cuidado com o
calor quando estiver no carrinho de bebidas. Tenha sempre gelo ou alguma outra coisa para se
refrescar. Posso contar para a Darla?
– Não – respondi antes que ele pudesse terminar. – Ela não pode saber. Ninguém pode saber,
por favor.
Woods suspirou, mas concordou.
– Está bem. Vou guardar seu segredo. Se precisar de alguma coisa, é melhor me dizer...
senão vou deixar o Cameron saber.
– Está bem. Obrigada.
Woods me deu um sorriso tenso.
– Nos vemos mais tarde, então.
Eu estava dispensada.
Minha escala no resto da semana foi trabalhando no carrinho de bebidas. Haveria um torneio
na semana seguinte e eu deveria trabalhar o dia inteiro. Não podia estar mais feliz com isso. O
dinheiro seria ótimo. E embora o calor fosse intenso no campo durante todo o dia, era melhor
do que ficar no ar-condicionado sentindo cheiro de bacon ou qualquer outra carne gordurosa e
saindo correndo para vomitar.
Desde que eu fora embora, o clube estava mais movimentado. Segundo Darla, os membros
que iam apenas durante as férias de verão agora estavam todos residentes. Boo e eu
percorríamos o campo com dois carrinhos diferentes para manter a todos hidratados. Como
Woods raramente estava no campo, eu não precisava me preocupar com os seus olhos
curiosos. Ele estava ocupado trabalhando.
Jace havia contado a Boo que Woods vinha tentando provar ao pai que estava pronto para
uma promoção.
Depois de reabastecer o meu carrinho pela terceira vez no dia, voltei para o primeiro buraco
para recomeçar o percurso. Reconheci a parte de trás da cabeça de Nash imediatamente. Ele
estava jogando com... Sie. Eu sabia que esse dia chegaria, mas não havia me preparado para
ele.
Eu poderia muito bem pular aquele buraco e deixar que Boo os atendesse na próxima volta,
mas isso seria apenas adiar o inevitável.
Parei o carrinho e Nash virou-se para mim. Ele parecia estar tendo uma conversa séria com
Sie. A expressão tensa e frustrada no rosto dele não foi nada reconfortante.
Ele sorriu, mas pude ver que foi um sorriso forçado.
– Estamos bem, Flavia. Você pode seguir para o próximo buraco – disse Nash. Sie virou a
cabeça ao ouvir o meu nome e a careta detestável no rosto dela me fez engatar a marcha a ré.
Talvez o meu primeiro instinto estivesse certo. Eu não deveria ter parado.
– Espere. Eu quero uma coisa.
Ao ouvir a voz de Cameron, meu coração bateu de um jeito que só ele conseguia fazer bater.
Virei a cabeça e o vi correndo na minha direção usando short azul-claro e camisa polo branca.
Nunca deixava de ficar impressionada com o quanto ele conseguia ficar tão ridiculamente
lindo em uma roupa tão careta. Os garotos do Alabama não se vestiam assim para nada.
Jogavam golfe de jeans, bonés e qualquer camiseta ou camisa de flanela que estivesse limpa
no dia. Mas Cameron fazia aquele visual parecer irresistível.
– Preciso de uma bebida – falou, com um sorriso fácil ao se aproximar do meu carrinho.
Parou bem na minha frente. Eu não o via fazia uns dois dias. Desde a nossa viagem.
– O de sempre? – perguntei, descendo só para ficar ainda mais perto dele. Ele não recuou e
os nossos peitos estavam quase se tocando. Olhei para ele.
– Isso mesmo – respondeu, sem se mexer. Também manteve os olhos fixos nos meus.
Um de nós precisaria se mexer e interromper aquele jogo. Eu sabia que devia ser eu. Não
podia levá-lo a acreditar que alguma coisa havia mudado.
Passei por ele e fui até a parte de trás do carrinho para pegar uma Corona. Ao me abaixar
para tirar uma do gelo, senti Cameron se aproximando de mim por trás. Caramba. Ele não estava
facilitando a minha vida.
Eu me endireitei e não olhei para trás nem me virei. Ele estava perto demais.
– O que você está fazendo? – perguntei baixinho.
Não queria que Sie ou Nash nos ouvissem.
– Eu sinto a sua falta – respondeu ele.
Fechando os olhos, respirei fundo e tentei acalmar o frenesi que ele estava provocando no
meu coração. Eu também sentia falta dele. Mas isso não fazia a verdade desaparecer.
Dizer que eu sentia falta dele não seria inteligente. Eu não precisava deixá-lo acreditando
que as coisas poderiam voltar a ser como antes.
– Pegue a sua bebida e vamos logo – gritou Sie atrás dele.
Isso bastou para eu me mexer. Não estava a fim de um ataque verbal de Sie. Não hoje.
– Fique na sua, Sie – resmungou Cameron enquanto eu empurrava a Corona para ele e voltava
rapidamente para o assento do motorista do carrinho. – Flavia, espere – pediu ele, me
seguindo.
– Não faça isso – implorei. – Eu não posso com ela.
Ele recuou e assentiu antes de se afastar. Desviei o olhar dele e dei a partida no carrinho.
Sem olhar para trás, segui para o buraco seguinte.
 



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