História Tentativas Frustradas - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Xiumin
Tags Chen, Comedia, Escolar, Frustração, Romance, Sexo, Slice Of Life, Xiuchen, Xiumin
Visualizações 119
Palavras 1.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA SÓ QUEM VOLTOU NESSA BAGAÇA
GENTE DO CEU ME PERDOA EU ATRASEI COM ESSA FANFIC MUITO MAIS DO QUE EU GOSTARIA
E EU NEM SEI SE O CAPITULO TA BOM EU LITERALMENTE ACABEI DE ESCREVER EU TAVA TAO DESESPERADA PRA ATUALIZAR ESSA HISTORIA
BOM É ISSO BOA LEITURA <3

Capítulo 4 - Aquela vez do matinho atrás do vestiário


Era o primeiro dia de aula depois das férias de verão. Minseok estava atrasado, como sempre; passou a noite assistindo a vídeos engraçados no YouTube por falta de sono, não se importando em ter de acordar extremamente cedo no dia seguinte. O despertador tinha tocado várias vezes e o garoto apertou o botão de soneca em todas elas. Só acordou realmente quando sua mãe adentrou o quarto de forma violenta, ameaçando-o com um chinelo de borracha.

 

Levantou-se rapidamente, vestindo o uniforme num movimento só. A camiseta estava abotoada de forma errada, a gravata com o nó mal feito e tinha vestido pés de meia diferentes. Apanhou a mochila e correu para a cozinha, alcançando a primeira coisa que seus olhos avistaram na mesa: uma fatia de pão. Seria uma clássica cena de anime shoujo, quando a protagonista acorda atrasada para a escola e corre desatenta pela rua mordendo uma torrada até esbarrar no seu futuro par romântico.

 

Minseok enfiou a massa do pão inteira na boca, aumentando suas bochechas ao triplo. Grunhiu alguma coisa para os pais – que entenderam como uma despedida – e partiu. Ao abrir o portão, avistou Jongdae o esperando na esquina, com os cabelos pretensiosamente bagunçados, a gravata frouxa e o primeiro botão da camisa aberto, além da maleta escolar jogada para trás com uma das mãos. Engoliu o pão praticamente por inteiro, caminhando até o encontro do moreno, que lhe exibiu um dos seus mais belos sorrisos.

 

- Bom dia, bebezinho. - Jongdae o cumprimentou, limpando uma migalha tímida que descansava no cantinho da boca do namorado.

 

- Bom dia… - o loiro sorriu pequeno, indo de encontro aos lábios de Jongdae, agarrando sua mão em seguida. - Vamos?

 

Não era sempre que Jongdae e Minseok iam juntos para o colégio, mas sentiam-se infinitamente bem quando acontecia. Isso porque o loiro costumava acordar muito tarde e o namorado meio que se cansou de esperá-lo todas as vezes. Além disso, se ambos chegassem atrasados para a primeira aula, acumulariam faltas e nenhum dos dois gostaria de tomar uma advertência ou até repetir a matéria por causa disso. Só que, de vez em quando, não havia mal nenhum em presentear Minseok com esses agradinhos.

 

Fora que a companhia um do outro nunca era demais.

 

Já estavam perto do portão principal quando ambos avistaram Baekhyun acenando alegremente junto de outro amigo em comum, Chanyeol. Assim como o casalzinho, os dois não se desgrudavam, apesar de afirmarem sempre que não passava de amizade. Chanyeol era grandalhão, fazia parte do time de vôlei da escola junto de Jongdae, onde o moreno servia a posição de líbero. Com a volta das aulas, aproveitando os últimos dias de verão que antecediam os jogos interescolares, os treinos começariam logo.

 

Por não pertencerem a mesma classe, Jongdae e Minseok se despediram rapidamente quando ouviram o sinal tocar. O loirinho seguiria com Baekhyun até a sala indicada, assim como o namorado fizera com Chanyeol. Por esse tempo todo em que estão juntos, o casal estudava separado pela primeira vez. E era até, de certa forma, algo bom. Mais concentração, mais notas altas, mais saudade gostosa batendo depois do período.

 

E podiam fofocar um sobre o outro, também.

 

- Min, como vai a relação com Jongdae? - Baekhyun perguntou assim que avistou seu lugar e sentou-se confortavelmente na carteira.

 

- Vai bem… - o loiro respondeu com um falso sorriso.

 

A relação dos dois ia bem? Claro que sim, como sempre fora. Estavam num nível tão avançado de compromisso que podiam jurar que conseguiriam adivinhar o que o outro pensava – testaram algumas vezes; de dez tentativas, acertaram oito, até brincaram que poderiam abandonar os estudos e sair pelo mundo afora arrancando dinheiro das pessoas. Mas era verdade, tal química jamais havia sido vista por nenhum outro casal.

 

O que não ia bem, na verdade, eram as tentativas frustradas de alavancar os amassos – outra vez, como sempre fora. As férias inteiras se resumiram em programas inusitados para disfarçarem uma ereção, uma boca mais inchada, um chupão indiscreto no pescoço. E, quanto mais se frustravam, mais quentes e intensos eram as preliminares.

 

Era inevitável. Jongdae necessitava de Minseok, assim como Minseok necessitava de Jongdae.

 

Um dentro do outro, de preferência.

 

- Meu celular tá vibrando… - o Kim anunciou, fuçando os bolsos do uniforme para encontrar o aparelho.

 

 

Dae <3: Nossa primeira aula é treino.

 

Dae <3: To aqui no vestiário.

 

Dae <3: Sozinho.

 

 

Minseok não pode evitar de engolir a seco, como se um grande tijolo estivesse emperrado em sua garganta. Não haveria necessidade de Jongdae mencionar o fato de estar sozinho se não tivesse infinitas outras intenções – já estavam num estágio muito além do desespero para jogarem indiretas um para o outro ou utilizarem joguinhos sexuais para atiçar qualquer sentimento. Apenas a existência daqueles dois corpos dentro de um mesmo espaço era o suficiente para que desejassem se engolir.

 

Ou seja, não existia mais distância segura para aquele casal não pensar besteira. Não até que concretizassem algo.

 

- B-Baek. - o loiro chamou o amigo com a voz vacilante, fazendo-o engolir a seco novamente, dessa vez com uma careta. - Vou no banheiro.

 

- Mas o professor vai entrar daqui a pouco…

 

- Diz que eu to na enfermaria, sei lá! - exclamou mais ansioso do que gostaria, saindo em disparada logo depois.

 

O colégio onde estudavam era relativamente grande. Não um local de renome ou altamente recomendado de nove a cada dez pais; tomava apenas grande parte do terreno de vários metros quadrados, composto pelo prédio principal e outro adjacente, além das quadras de esportes, teatro e o pátio. Além disso, era cercado de vegetação nativa, principalmente nos fundos, onde também estava localizado o vestiário masculino.

 

Minseok podia sentir o coração saltar pela boca, tropeçando nos próprios pés conforme corria pelos corredores do colégio – que pareciam incrivelmente longos naquele momento. A possibilidade de ultrapassar aquela barreira tão requisitada desde o dia que firmaram o namoro era tão tentadora e surpreendente que levar uma falta logo no primeiro dia era quase que insignificante.

 

Quer dizer, Minseok estava prestes a perder o bico do bule, afrouxar as pregas, esquentar o courinho, botar o pão no forno. O professor podia esperar.

 

Quando se viu diante da casinha do vestiário, as pernas tremeram como duas bandeirinhas vibrando num dia de vento. Deu um passo a frente, vagaroso, quase que pisando em ovos, com medo de que algum inspetor pudesse o pegar naquela situação e o mandasse de volta para a sala. Minseok não teria forças para argumentar e não porque odiava lidar com as autoridades da escola, mas sim porque o aviso entre as pernas não o deixava raciocinar de forma coerente.

 

O loiro assustou-se ao notar seu celular vibrando no bolso.

 

Era Jongdae pedindo para que contornasse o vestiário.

 

Minseok o fez, tão devagar quanto antes. Sabia exatamente o que poderia encontrar na parte de trás do local; esse era o seu medo. Jongdae com aquele olhar ridiculamente sensual, mas não de uma forma pornográfica – quase –, era como se o moreno o examinasse por inteiro e matasse suas células uma a uma. Talvez estivesse com uma perna flexionada, um dos braços apoiados nela enquanto mirava aquele matagal o mais longínquo que conseguia.

 

Enquanto pensava, Minseok chegou ao local e teve aquela visão abençoada.

 

Ver Jongdae vestido de forma desarrumada com o uniforme de educação física era tentador demais para o seu coraçãozinho tão jovem, mas tão fraco. Os shorts vermelhos tinham encolhido – lembrava-se do namorado reclamando da mãe por tê-lo lavado da maneira errada – e marcavam as coxas não tão fartas assim, mas que ainda faziam sentir uma fisgada violenta no baixo ventre. A camiseta branca tinha seu nome bordado do lado esquerdo e era feita de um tecido demasiadamente transparente.

 

Merda, era melhor do que tinha imaginado.

 

- Senta aqui. - Jongdae pronunciou-se, batendo a palma da mão de leve no espaço ao seu lado.

 

O outro obedeceu com receio, sentando-se vagarosamente. Tentou imaginar o que viria a seguir, mas falhou miseravelmente; o moreno era uma incógnita, daquelas que o professor de matemática enfia nas provas e nunca conseguia resolver, mas talvez, naquele momento, se aparecesse com um enunciado de Cálculo Avançado, Minseok conseguisse chegar ao resultado com mais facilidade que o esperado.

 

Ou melhor, sentia que, subitamente, sabia as respostas para todas as questões do universo, menos o que Jongdae faria consigo a seguir.

 

Qualquer tentativa inútil de perguntar o que estava acontecido se esvaiu quando a mão do namorado pousou na sua perna.

 

- J-Jongdae… - chamou e, a cada letra do seu nome, o rosto do loiro queimava.

 

Jongdae sorriu pequeno, trilhando um caminho imaginário com os dedos. Seus dígitos marcavam a pele de Minseok por baixo do uniforme, o fazendo ofegar baixinho enquanto observava onde o moreno queria chegar com aquilo. Quando os olhares se cruzaram, estavam tortos e nublados. A mão, que antes encontrava-se aparentemente perdida, pulou para dentro da calça de Minseok e este teve de controlar um pequeno grito que ousou sair da garganta.

 

Queria dizer algo, mas não conseguiu. Não tinha de onde arrancar forças dentro daquele corpo para resistir, não quando esteve esperando por uma oportunidade daquelas há tanto tempo. Mesmo que fosse errado ter esse tipo de contato dentro do colégio, ainda mais em horário de aula, mas como dizer para Jongdae parar quando todos seus sentidos o traíram de uma vez?

 

Parecia mais fácil se render.

 

Seus olhos insistiam em fechar-se, entrando de vez naquela onda fulminante de prazer. Jogou a cabeça para trás, com a boca entreaberta que, em vez de impedir Jongdae, acabou suplicando por seu nome – entre outros sons desconexos que propagaram-se perdidos pela extensão da escola. O moreno sorriu mais, envolvendo a intimidade de Minseok com um pouco mais de pressão, pronto para iniciar os típicos movimentos de vai e vem que tanto viu nos filmes pornôs.

 

Foi quando o loiro sentiu algo que não deveria sentir no momento.

 

- D-Dae… - disse com um pouco mais de angústia. - E-Eu me sinto esquisito…

 

- É porque é a nossa primeira vez fazendo isso.

 

- N-Não, eu- - sentiu-se interrompido por um barulho estranho que veio de dentro do seu corpo. - A-Acho que eu to com dor de barriga.

 

Jongdae arregalou os olhos, tirando rapidamente a mão de dentro da calça do namorado. - Não dá pra segurar?

 

Antes que pudesse responder, Minseok percebeu um pequeno ar saindo de dentro de si. - E-Eu acho que to cagando na calça! - choramingou.

 

- Vai ali! - o moreno apontou para os vários arbustos no limite do colégio. - Corre!

 

Com a calça ainda aberta, Minseok correu até o matinho e agachou-se, deixando todos os dejetos saírem. Suava frio, sentindo um calafrio percorrer-lhe a espinha, era como se estivesse prestes a desmaiar. Não poderia culpar o que tinha comido, já que sua última refeição não passou de uma fatia de pão, então quando foi a última vez que tinha ficado nervoso a esse ponto?

 

- Dae… - chamou o namorado com a voz molinha. - Me leva pra enfermaria...?

 

Jongdae assentiu, vestindo o namorado de volta e o apoiando em seus ombros até o local desejado. Não deu muitas explicações à enfermeira, somente deixou Minseok ali para que pudesse ser examinado e partiu para a aula de educação física. O loiro não escutou direito quando a moça disse que era apenas uma dor de barriga causada por estresse e que poderia passar o resto da manhã ali, apenas concordou antes de ajeitar-se na cama e olhar a paisagem lá fora.

 

Começou a balancear aquela situação. Evacuou no mato, na frente do namorado, estava com a bunda ainda um pouco suja, perdeu a aula, teria que explicar tudo para sua mãe exageradamente preocupada o que tinha acontecido e, ainda por cima, acrescentou mais uma tentativa frustrada na sua coleção.

 

Pelo menos não precisava mais fingir para Baekhyun; realmente estava na enfermaria.


Notas Finais


não sei quando eu volto
me desculpa por esse capitulo meio meh e até a próxima <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...