História Tente não se apaixonar - Capítulo 13


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Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Amor Não Correspondido, Apaixonar, Desejo, Não, Paixão, Romance, Tente
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Palavras 1.826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bom...VOLTEI!

Capítulo 13 - Chapter 11


A química presente no beijo é o segredo para a tendência que temos para repetir a experiência. Isso explicaria, talvez, a grande incidência de trocas de salivas durantes as festas colegiais.

Os lábios estão repletos de terminações nervosas muito sensíveis, por isso, a resposta que o cérebro dá perante um beijo é tão prazerosa.  Os neurónios enviam respostas químicas para todo o corpo, provocando a aceleração do coração, rubor na pele e aumento da temperatura corporal... Excitação!

Suspiro, derrotada. Estava a mais de uma hora sentada em minha cama pensando em alguma explicação plausível do beijo entre mim e Thomas. Eu queria uma prova, de preferência cientifica, para saber o porquê de ter gostado tanto.

Haveria algum curso de Beijo?

– Ah, agora você realmente exagerou Anabelly. – Falo comigo mesma.

Talvez seja o fato dele ser muito mais experiente que eu. Ele é confiante e simpático ao extremo, tem os olhos mais lindos que já vi na vida, ele é tão fisicamente bonito que chega a doer os olhos. Com certeza, durante toda a vida ele sempre teve muitas opções à disposição. Provavelmente, já deve ter pedido as contas de quantas mulheres beijou na vida.

E claro que comigo as coisas não eram assim. Eu não era pura e ingênua como podia parecer, e já havia tido meu primeiro beijo também. Mas, em toda minha vida, eu havia ficado apenas com um garoto. Aconteceu durante minha festa de 16, e,naquela noite, a sensação parecia um tanto quanto... Nojenta!

Às vezes nem eu mesmo acreditava, mas depois de horas de festa, mais destinadas aos adultos do que a mim mesma, nós subimos até meu quarto para conversar e então aconteceu. Meu primeiro beijo foi com Daniel Doyle. Se foi perfeito? Pode-se dizer que sim, se contar a opinião de uma garota apaixonada. Ou pode-se dizer que não, se contar que ele não se lembra de nada. Enquanto eu soprava velinhas e tentava me enturmar, sem o menor sucesso, Dani descobriu, pela primeira vez, o que eram Margaritas. E assim como a primeira, se foram pelo menos quatro ou cinco doses da tal bebida.

A lembrança ainda era vivida em minha mente. Se eu me concentrasse bem, até conseguia sentir todo o medo e a forma como meu coração bombeava tanto sangue para meu corpo que meu peito doía, como se algo estivesse esmagando minha caixa torácica.

[...]

– Você devia provar uma dessas, Belly. Eu não fazia ideia de como isso era bom. – Daniel comentou risonho, devido ao álcool. Já era sua terceira tacinha seguida.

– Não acha que já bebeu demais, Dani?

– Relaxa.  Se solta uma vez na vida, Belly. Você é sempre assim, não me surpreende que não tenha dado seu primeiro beijo ainda.

Aquilo doeu. É claro que eu ainda não havia dado meu primeiro beijo, apaixonada platonicamente pelo loiro bem na minha frente, eu não conseguia sequer ver outras pessoas. Não que eu tivesse muita opção.

– Isso não é verdade. – Menti. Minhas bochechas já estavam rubras.

– Não é? – Ele arqueia uma sobrancelha em provocação, levantando novamente a dúvida. – Então vamos lá, me fale, com quem foi?

– Hum... foi... é... um garoto...  foi com um garoto que você não conhece.

Eu realmente não era nada boa nisso. Eu já me tornava uma patinha feia desengonçada quando ele estava por perto, agora que estávamos sozinhos e meu coração já cavalgava no peito, meu raciocino de nerd colegial não servia para nada. Eu ainda era capaz de resolver uma equação logarítmica avançada, mas não conseguia manter um dialogo sem gaguejar.

– Aposto que meu beijo é muito melhor. – Daniel ri. O encaro confusa por alguns segundos e de repente ele se aproxima. Sinto o cheiro forte de álcool, juntamente com limão ou laranja. Seu perfume quase mascarado pelo coquetel embriagador.

– O-o que você es-está fazendo?

– Te provando, Belly. – Eu já não sabia amis respirar. – Você está uma graça hoje, com esse vestido rosa. Pensa bem, nós estamos sozinhos e não há nada de mal nisso, você já ficou com outros garotos, eu com outras garotas... Que mal tem? Vai ser só um beijo.

Em meio a um conflito interno assinto levemente. As palmas da minha mão suavam, sentia meu coração martelar cada vez mais freneticamente em meu peito e minha boca de repente ficou seca. Mas eu sou completamente apaixonada por ele. Seu jeito, seu sorriso... Seria meu primeiro beijo, tinha tudo para ser mágico, não é? Ainda mais com Daniel.

Nós estávamos sentados lado a lado no piso de taco abaixo de minha cama. Daniel facilmente se inclinou, perto o suficiente para me deixar sentir sua respiração. Então, ele me beijou. Sinceramente, era meio nojento. Mas ao decorrer do tempo à sensação mudava, se tornando – quase – agradável. O beijo não durou muito, Dani se afastou sorrindo enquanto minha face cor escarlate instaurava um sorriso maior ainda. Sentia-me boba, infantil, mas feliz.

Daniel deixou de lado as taças de bebida e me puxou para perto. Ele me abraçando meio de lado, de um jeito completamente desajeitado. Mas minha cabeça conseguiu pousar em seu ombro enquanto eu tentava fazer mim mesma parar de sorrir.

[...]

Lembro-me como bobamente me arrumei no dia seguinte, achando que algo iria mudar. Mas não. No entanto, a coisa que mais me magoou naquela época não foi o fato dele optar por ser só meu amigo, ou de vir conversar comigo sobre o ocorrido, mas sim por não se lembrar de nada. Absolutamente nada. Quando cheguei a sua casa o mesmo – além de reclamar de uma dor de cabeça horrível – disse que a noite passada foi um borrão, só se lembrava da festa antes das malditas Margaritas.

Mas para mim, independente se as coisas se acertassem e se as aulas de Thomas dessem mesmo certo, eu sabia que essa lembrança, pelo menos para mim, continuaria clara como água pra sempre.

Thomas... Argh! E lá estava eu pensando nele de novo.

Depois do beijo, não ficamos muito tempo na festa. Saímos cedo, e acompanhados por olhares mais que curiosos. Ele me deixou em casa e se despediu normalmente como se o beijo entre nós fosse a coisa mais normal do mudo. Claro, pra Thomas, poderia ser sim a coisa mais normal do mundo. Para ele foi só mais um beijo insignificante e talvez parte da aula. Mas para mim não foi comum e insignificante, e eu estou nervosa em como as coisas entre nós podem ficar.

Até agora sequer tirei o vestido ou me desfiz da produção da maquiagem e cabelo, apenas tirei o salto e deixei meu corpo cair na cama enquanto eu fito meu teto branco, de repente tão interessante.

O silencio era aterrorizante. Eu odiava ficar sozinha, mas já que Oliver previu que eu chegaria tarde e como estava muito bem acompanhada por um “amigo confiável da família”, e só voltaria com Judith na manhã seguinte. Por falar nela, já era seu terceiro dia seguido dormindo aqui.

Sinto meu celular vibrar ao som de uma música pop, em despertando dos meus pensamentos ruins.  É uma mensagem de Thomas. Sei que se trata dele sem sequer verificar tela do aparelho. Essa música em especial é dele. Mas aquele presunçoso de olhos azuis e sorriso charmoso jamais poderia saber disso.  

“ Oi baixinha... Espero que tenha gostado da aula e que não tenha se sentido constrangida ou algo do tipo. Olhe pelo lado bom, agora sei que não precisa de aulas de como beijar um cara *Sorriso*.”  T.

Fala sério, ele não disse isso. Disse?

 “ Sinceramente Thomas, não fiquei nem um pouco feliz com o: “Olhe pelo lado bom, agora sei que não precisa de aulas de como beijar um cara.” – A.

Alguns minutos depois e logo surge outra mensagem.

“ Certo. Desculpe, linda. Isso foi bem... babaca da minha parte. Eu não sou acostumado a lidar com esse tipo de situação.

P.S: Aproveite esse momento, não sou de ser sentimentalista e muito menos de deixar minha tão bem construída arrogância de lado.” – T.

Suspiro. Não que eu não acreditasse nas suas palavras, mas é justamente esse jeito arrogante e presunçoso dele que ás vezes me dá vontade de gritar com ele e dar uma bofetada em seu rosto bonito. Talvez essa seja a consequência dessa autoconfiança recém-recebida.

Não respondo sua mensagem. Não por estar brava ou algo do gênero, mas sim, por não saber o que dizer. Eu só havia beijado Daniel durante toda vida, fora isso apenas um selinho durante o colegial, que não conta nada. Mas com Thomas... Nossa! Aquilo sim foi um beijo de verdade. Eu senti cada parte do meu corpo, e, por Deus, conseguia sentir cada parte do seu.

Alguns minutos depois e mais uma nova mensagem.

“ Ah, e se quer saber, aquele loiro aguado ficou bem interessado em nós dois.” – T.

Entendi a brecha para mudarmos de assunto e esquecermos o acontecido juntamente com a primeira mensagem nada cortês. Mas agora, eu surpreendentemente não queria falar sobre Doyle.

“Meus Parabéns então, Sr. Crawford! Já estamos vendo algum um progresso em nossas aulas.” – A.

Mais alguns minutos e nada de uma nova mensagem. Resolvo então retirar toda a maquiagem e tomar um banho quente. Demores longos minutos no banho antes de sair e vestir um pijama confortável. Apenas meus cabelos continuavam cacheados devido ao efeito longo do Babyliss.

Enquanto me preparava para deitar no delicioso emaranhado de cobertas e almofadas quentinhas, ouço meu celular apitar novamente.

“ Ainda está acordada, linda?” – T.

“ Me preparando pra dormir. Aconteceu alguma coisa?” – A.

Mais alguns minutos se passaram antes de outra mensagem.

“ O que você acha de vir aqui pra casa? Eu passo aí e pego você. Meus pais estão viajando e sei que seu tio não volta hoje, achei que a gente podia fazer companhia um para o outro.  uma maratona de filmes, talvez. O que você acha?” – T.

“– Ah, eu não sei, Thomas. Acha mesmo uma boa ideia?” –A.

Eu não queria mesmo ficar sozinha, sempre que isso acontecia além de ficar amedrontada, acabava pensando bobagens. Mas em contraponto, ficava receosa de como Oliver ou os pais de Thomas se sentiriam quando soubessem. Talvez fosse apenas bobagem da minha cabeça confusa, mas ainda sim me mantinha preocupada.

“ Pensa bem, baixinha.

P.S: Prometo muita pipoca com brigadeiro.”  – T.

Não consigo resistir em dar um sorriso ao me recordar da lembrança. Mesmo antes da confirmação aposto que ele já sabia que iria aceitar o convite, mas obviamente, não iria deixar que ficasse ainda mais convencido sobre sua boa companhia.

“ O. K. Você venceu!

P.S: Estou indo somente pela ÓTIMA culinária.” – A.

Bufo só de pensar no sorriso pretencioso que deve ter brotado assim que ele leu a mensagem, mas essa sensação não dura muito, logo mais uma mensagem chega.

“ Engraçadinha! Desse jeito, você quase fere meu lindo coração.” – T.

E mais outra.

“ Passo aí em vinte minutos, baixinha. Até mais!” – T.

Eu sorri. Baixinha... Ainda continuo achando que ele é que é alto demais.

 

 


Notas Finais


Gostou? Não se esqueça de me dizer o que estar achando. É muito importante, e vou ficar muito feliz em saber.
~Meri♥


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