História Teoria do Caos - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 220
Palavras 3.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 8 - Vergonha


Capitulo 8 – Vergonha

É como se você está sempre lá nos cantos da minha mente

Eu vejo uma silhueta cada vez que eu fecho meus olhos

Deve ser um veneno nessas pontas dos seus dedos

Pois eu continuo voltando novamente para mais

Troublemaker – Olly Murs

A luz do sol bateu no meu rosto. Eu tentei esticar o braço, mas havia um braço sobre a minha cintura e um peito firme pressionando contra minhas costas. Levei um momento para lembrar onde eu estava e o que tinha acontecido ontem, e então endureci.

— Ótimo, você acordou. — disse Sasuke com a voz rouca de sono.

 A realidade me acertou. Sasuke. Meu marido. Eu era uma mulher casada, mas ele manteve sua promessa. Ele não havia consumado o casamento. Abri os olhos. A mão de Sasuke agarrou meu quadril e ele me virou de costas. Ele estava apoiado em um cotovelo e seus olhos viajaram pelo meu rosto.

Desejei saber o que ele estava pensando. Era estranho estar na cama com um homem. Eu podia sentir o calor de seu corpo, mesmo que nossos corpos não estivessem se tocando. Na luz do sol as cicatrizes em sua pele eram de alguma forma menos proeminentes do que na noite passada, mas seus músculos ainda eram muito impressionantes. Eu me perguntava como seria tocá-los.

 Ele estendeu a mão e pegou uma mecha do meu cabelo entre dois dedos. Prendi a respiração, mas ele liberou depois de um momento, seu rosto se tornando calculista. — Não vai demorar muito até que a minha madrasta, minhas tias e as outras mulheres casadas da minha família batam à nossa porta para recolher os lençóis e levá-los para a sala de jantar, onde, sem dúvida, todo mundo já está esperando a porra do espetáculo começar.

 O calor se propagou no meu rosto e algo nos olhos de Sasuke mudou, talvez a frieza tenha sido substituída por outra emoção. Meus olhos encontraram o pequeno corte no seu braço. Não foi profundo e já estava cicatrizado.

Ele assentiu. — Meu sangue vai dar o que eles querem. Vai ser a base da nossa história, mas vamos esperar para dar os detalhes. Eu sei que eu sou um mentiroso convincente. Mas você vai ser capaz de mentir na cara de todos, até mesmo de sua mãe, quando você lhes contar sobre a nossa noite de núpcias? Ninguém pode saber o que aconteceu. Isso poderia me fazer parecer fraco. — Seus lábios apertaram com pesar. O arrependimento de ter me poupado o deixou na posição de contar com minhas habilidades de mentir.

 — Fraco porque você não quis estuprar sua esposa? — Eu sussurrei.

 Os dedos de Sasuke apertaram o meu quadril. Eu nem tinha percebido que eles ainda estavam lá. Faça com que ele seja bom para você, as palavras ecoaram na minha cabeça. Ele era um monstro, não havia nenhuma dúvida sobre isso. Ele não podia ser diferente para sobreviver como um líder em nosso mundo, mas talvez eu pudesse fazê-lo manter o monstro trancado quando estivesse comigo. Ele já tinha feito mais do que eu esperava quando ele me levou para o quarto na noite passada.

Sasuke sorriu friamente. — Fraco por não tomar o que era meu. A tradição dos lençóis manchados de sangue na máfia é tanto uma prova de pureza da noiva como da determinação do marido. Então o que você acha que vão dizer sobre mim quando souberem que eu tive você deitada, vulnerável, seminua, na minha cama, e você ainda está tão intocada como antes do nosso casamento?

— Ninguém vai saber. Eu não vou contar a ninguém.

 — Por que eu deveria confiar em você? Eu não tenho o hábito de confiar nas pessoas, especialmente nas pessoas que me odeiam.

Eu descansei a palma da minha mão contra o corte em seu braço, sentindo seus músculos flexionarem sob o meu toque. Faça com que ele seja bom para você, faça ele te amar. — Eu não odeio você. — Ele estreitou os olhos, mas a maior parte disso era verdade. Eu teria lhe odiado se ele tivesse me forçado ontem. Eu certamente odiava o que esse casamento com ele significou para mim, mas eu não o conhecia bem o suficiente para realmente odiá-lo. Talvez isso viesse com o tempo. — E você pode confiar em mim porque eu sou sua esposa. Eu não escolhi este casamento, mas pelo menos posso escolher fazer o melhor do nosso vínculo. Eu não tenho nada a ganhar em trair sua confiança, mas mostrando minha lealdade, talvez eu ganhe alguma coisa.

Houve um lampejo de algo, talvez respeito, em sua expressão. — Os homens que esperam na sala são predadores. Eles atacam os mais fracos e estão esperando há mais de uma década por um sinal de fraqueza meu. No momento em que virem um, eles vão atacar.

 — Mas seu pai...

— Se meu pai achar que eu sou muito fraco para controlar a Família, ele vai deixá-los de bom grado me tirar do comando.

Que tipo de vida era essa que ele tinha que ser forte o tempo todo, mesmo em torno de seus familiares mais próximos? Pelo menos eu tinha as minhas irmãs e meu irmão, e até certo ponto, minha mãe e pessoas como Hinata. As mulheres eram perdoadas pela sua fraqueza, em nosso mundo.

Os olhos dele estavam duros. Talvez este foi o momento em que ele decidiu que realmente não valia a pena o risco e me tomasse, mas quando seu olhar finalmente se acomodou no meu rosto a escuridão já tinha se afastado do seu olhar. — E Itachi?

— Eu confio em nele. Mas ele é cabeça quente. Ele morreria tentando me defender.

Era estranho falar com Sasuke, meu marido, quase como se nós nos conhecêssemos. — Ninguém vai duvidar de mim — eu disse. — Eu vou dar-lhes o que eles querem ver.

Sasuke se sentou e meus olhos foram atraídos para a sua tatuagem, e depois para seus músculos do peito e abdômen. Minhas bochechas aqueceram quando me encontrei com o seu olhar.

— Você deve estar usando mais do que essa camisola quando os predadores chegarem. Eu não quero que eles vejam o seu corpo, especialmente seus quadris e coxas. É melhor, caso eles perguntem se eu deixei marcas em você — disse ele. Então, ele sorriu. — Mas não podemos esconder o seu rosto.

 Ele se inclinou sobre mim e sua mão veio em direção ao meu rosto. Eu fechei os olhos, estremecendo. — Esta é a segunda vez que você pensou que eu ia bater em você, — disse ele em voz baixa. Meus olhos se abriram.

— Eu pensei que você disse... — Eu parei.

— O Quê? Que todo mundo espera que você tenha hematomas em seu rosto após uma noite comigo? Eu não bato em mulheres.

Lembrei-me da noite anterior. Ele nunca levantou a mão contra mim. Eu sabia que muitos homens na família seguia um estranho código moral. Você não poderia esfaquear um homem pelas costas, mas poderia cortar a sua garganta, por exemplo. Eu não tinha certeza do que fazia um melhor que o outro. Ele parecia ter suas próprias regras também. Esmagar a garganta de alguém com as mãos era aceitável, bater em sua esposa não.

 — Como é que eu vou acreditar que você pode convencer a todos que nós consumamos o casamento quando você ainda vacila ao meu toque?

— Acredite em mim, o vacilar vai fazer todo mundo acreditar na mentira ainda mais, porque eu definitivamente não teria parado de fazer isso se você tivesse tomado o que é seu. Quanto mais eu vacilar, mais eles vão acreditar no monstro que você quer que eles pensem que você é.

Sasuke riu. — Eu acho que você pode saber mais sobre o jogo de poder do que eu esperava.

Eu dei de ombros. — Meu pai é o Chefe.

Ele inclinou a cabeça em reconhecimento, então ergueu a mão e segurou meu rosto. — O que eu quis dizer antes é que o seu rosto não parece que foi beijado.

 Meus olhos se arregalaram. — Eu nunca... — Mas é claro que ele já sabia disso.

Seus lábios colidiram com os meus e as palmas das minhas mãos subiram contra o peito dele, mas eu não me afastei. Sua língua brincou com os meus lábios, exigindo entrar. Eu desisti e, hesitante, toquei sua língua com a minha. Eu não tinha certeza do que fazer e olhei para Sasuke com os olhos arregalados, mas ele aproveitou a vantagem e fez sua língua e lábios forçarem a minha boca. Era estranho permitir esse tipo de intimidade, mas não foi desagradável. Perdi a noção do tempo enquanto ele me beijava, exigente e possessivo, sua mão quente no meu rosto.

 Sua barba esfregou contra os meus lábios e pele, mas o atrito me fez formigar ao invés de me incomodar. Eu podia sentir a sua força contida quando seu corpo pressionou contra o meu. Eventualmente ele se afastou, os olhos escuros de desejo. Eu tremi, não só do medo.

Insistentes batidas soaram e Sasuke balançou as pernas para fora da cama e se levantou. Eu mirei a protuberância na sua cueca. Ele sorriu. – Vá e pegue um roupão de banho.

Eu rapidamente pulei da cama e corri para o banheiro, onde peguei o longo roupão de cetim branco e coloquei sobre a minha camisola, antes de pegar os restos do meu espartilho que tinha deixado cair a noite passada. Quando voltei para o quarto, eu vi Sasuke

colocando a sua arma e a faca no coldre sobre seu peito nu, ajeitando uma outra cinta com uma faca longa e faca de caça em seu antebraço cobrindo o pequeno corte.

Minhas bochechas ficaram quentes, entrei no quarto e joguei o espartilho ao lado do meu vestido de casamento amassado. Sasuke era uma visão magnífica com toda a sua altura, os músculos e o coldre. Uma pitada de curiosidade me encheu. Como ele seria sem a cueca?

 Debrucei-me contra a parede ao lado da janela e passei um braço em volta de mim, de repente preocupa que alguém percebesse que Luca não tinha dormido comigo. Elas eram todas mulheres casadas. Será que veriam que algo não estava certo? Eu me preparei quando ele abriu a porta, e então as mulheres reuniram-se em volta de toda a sua glória seminua.

 Tive que segurar uma bufada. — Nós viemos para pegar os lençóis, — disse a madrasta de Sasuke numa alegria contida.

Ele deu um passo atrás, abrindo mais a porta. De uma só vez várias mulheres entraram em cena, os olhos correndo para a mancha na cama, então para mim. Eu sabia que meu rosto estava vermelho, mesmo que não fosse o meu sangue nos lençóis. Como essas mulheres se divertiam com a chance de ver a prova da minha virgindade tirada? Será que elas não tinham nenhuma compaixão? Talvez elas pensassem que era justo eu passar pelo mesmo que elas tinham passado.

Desviei o olhar, incapaz de suportar sua satisfação. Deixei-as fazer o que elas queriam. A maioria dos convidados já tinham ido embora, especialmente os políticos e outros que não eram da máfia; apenas a família mais próxima ficou pra testemunhar a apresentação dos lençóis, mas a partir do número de mulheres que se reuniram no corredor e no quarto, você não diria isso. Só mulheres casadas eram autorizadas a estarem presentes quando os lençóis fossem tirados - para não assustar as virgens puras, as meninas mais jovens.

 Eu podia ver minhas tias entre os espectadores, assim como minha mãe, Hinata e Matsuri, mas as mulheres da família de Sasuke estavam na frente, uma vez que era a sua tradição, não nossa.

Agora é minha também, eu me lembrei com uma pontada. Sasuke encontrou meus olhos por um instante do outro lado da sala. Nós compartilhamos um segredo agora. Eu não podia vacilar, porque me sentia grata ao meu marido, mesmo que eu não quisesse ser grata por algo assim. Mas em nosso mundo você tinha que ser agradecido a cada menor bondade, especialmente partindo de um homem como ele, especialmente quando ele não tem que ser bom.

 A madrasta de Sasuke, Nina, começaram a tirar os lençóis da cama. — Sasuke — ela disse com indignação fingida. — Será que ninguém lhe disse para ser gentil com sua noiva virgem?

 Isso, na verdade, provocou algumas risadinhas constrangidas e eu baixei os olhos, mesmo que quisesse fazer uma careta para ela. Sasuke fez um ótimo trabalho nesse sentido, lhe dando um sorriso de lobo que levantou os cabelos no meu pescoço. — Você está casada com meu pai. Será que ele parece com um homem que ensinou seus filhos a serem gentis com qualquer pessoa?

 Seus lábios se apertaram, mas ela não parou de sorrir. Eu podia sentir os olhos de todos em mim e me contorci sob a atenção. Quando arrisquei uma olhada em direção à minha família, pude ver choque e piedade em muitos de seus rostos.

— Deixem-me passar! — Ouvi a voz em pânico de Ino. Minha cabeça disparou. Ela estava lutando pra passar através das mulheres e mamãe tentou impedi-la. Ela nem sequer deveria estar aqui. Mas quando Ino fazia o que ela deveria fazer?

 Ela empurrou uma mulher muito magra para fora do seu caminho e cambaleou para o quarto. Seu rosto brilhou com desgosto quando viu os lençóis que a madrasta de Sasuke estava segurando. Seus olhos se encontraram com meu rosto, demorando em meus lábios inchados, cabelos desgrenhados e em meus braços, que ainda estavam em volta de mim. Eu gostaria que houvesse uma maneira de deixá-la saber que eu estava bem, que não era como parecia, mas não havia como com todas aquelas mulheres nos rodeando.

Ela se virou para Sasuke. O olhar em seus olhos teria feito a maioria das pessoas correr.  Ele ergueu as sobrancelhas com um sorriso. Ela deu um passo em sua direção.

— Ino — eu disse em voz baixa. — Você vai me ajudar a me vestir? — Deixei meus braços caírem aos meus lados e caminhei em direção ao banheiro, tentando estremecer, como se sentisse dor, e esperando que eu não estivesse exagerando. Eu nunca tinha visto uma noiva, ou qualquer outra pessoa, depois de terem supostamente perdido a virgindade.

No momento em que a porta se fechou atrás de nós duas, ela jogou os braços em volta de mim. — Eu o odeio. Eu odeio todos eles. Eu quero matá-lo.

— Ele não fez nada, — eu murmurei. Ino se esticou para trás e eu coloquei meu dedo em meus lábios.

 A confusão encheu seu rosto. — O que você quer dizer?

— Ele não me forçou.

— Só porque você não lutou com ele não significa que não foi estupro. Eu cobri a sua boca com a mão. — Eu ainda sou virgem.

Ino deu um passo para trás e minha mão caiu de seus lábios. — Mas o sangue... — ela sussurrou.

— Ele cortou a si mesmo.

Ela olhou para mim, incrédula. — Você tem síndrome de Estocolmo?

 Revirei os olhos. — Shhh. Eu estou dizendo a verdade.

— Então por que o show?

— Porque ninguém pode saber. Ninguém. Nem mesmo mamãe ou você. Você não pode dizer a ninguém, Ino.

 Ela franziu a testa. — Por que ele faria isso?

— Eu não sei. Talvez ele não quisesse me machucar.

— Aquele homem iria matar uma corça bebê se ele o visse de maneira errada.

— Você não o conhece.

— Nem você. — Ela balançou a cabeça. — Não me diga que você confia nele agora. Só porque ele não te fodeu na noite passada não significa que ele não vai fazer isso em breve. Talvez ele preferisse estar no seu apartamento de cobertura com vista para Nova York. Você é mulher e um homem com um pau gostaria de entrar em suas calças.

 — Papai realmente gastou todos os seus genes femininos com você — eu disse com um sorriso. — Ino, eu sabia quando me casei com Sasuke que eu teria que dormir com ele, eventualmente, e eu aceito isso. Mas estou feliz que tenho a chance de pelo menos conhecê-lo um pouco melhor antes. — Ainda que eu não tivesse certeza de que partes eu gostaria de conhecer. Mas seus beijos não tinham sido desagradáveis.

Minha pele ainda se aquecia quando eu pensava nisso. E ele definitivamente era bom de ver. Não que a boa aparência pudesse anular as crueldades, mas até agora ele não tinha sido cruel comigo, e de alguma forma eu pensava que ele não seria, pelo menos não intencionalmente.

 Ino suspirou. — Sim, acho que você está certa. — Ela se sentou em cima da tampa do vaso sanitário. — Eu não dormi a noite toda, se você quer saber. Você não podia ter me enviado uma mensagem dizendo que ele não comeu a cereja do bolo?

Comecei a tirar a roupa. — Claro. E então papai verificaria o seu celular e me condenariam.

Os olhos dela me varreram da cabeça aos pés enquanto eu entrava no chuveiro, provavelmente ainda à procura de algum sinal de que ele tinha me maltratado. — Você ainda tem que agir como se odiasse Sasuke quando o ver mais tarde, ou as pessoas vão ficar desconfiadas — eu disse a ela.

— Não se preocupe. Isso não será um problema, porque eu ainda o odeio por levá-la para longe de mim, e por ser ele. Eu não acredito nem por um segundo que ele é capaz de ser bom.

— Sasuke não pode saber que eu contei isso a você também. — Eu girei a torneira do chuveiro e deixei a água quente lavar os últimos traços de cansaço. Precisava estar totalmente alerta para o show na sala de estar mais tarde. Meus músculos tensos começaram a relaxar quando o fluxo de água massageou minhas costas.

— Você não pode entrar — disse Ino com raiva, me assustando. — Eu não me importo que você seja o seu marido. — Eu abri meus olhos para ver Sasuke abrindo caminho para o banheiro.

Ino deu um passo em seu caminho. Eu rapidamente virei de costas para eles. — Eu preciso me arrumar — ele rosnou. — E não há nada aqui que eu já não tenha visto – Mentiroso — Agora saia, ou você vai ver o primeiro pau da sua vida, menina, porque eu vou me despir agora.

 — Você imbecil arrogante, seu...

— Saia! — Eu gritei.

Ino saiu, mas não sem antes chamar Sasuke por algumas palavras bem escolhidas. A porta bateu e ficamos sozinhos. Eu não tinha certeza do que ele estava fazendo e eu não ia me virar pra verificar.

Eu não podia ouvi-lo com o barulho da água. Eu sabia que não podia ficar no chuveiro para sempre, então desliguei a água e o enfrentei. Sasuke estava espalhando creme de barbear no seu queixo com um pincel, mas seus olhos estavam me olhando pelo espelho. Eu resisti à vontade de me cobrir, mesmo que sentisse um rubor se espalhando pelo meu corpo.

Ele colocou o pincel para baixo e pegou uma das toalhas de banho que estava sobre o aquecedor de toalhas, e depois se aproximou de mim, ainda de cueca. Abri a porta do box e peguei a toalha dele com um rápido agradecimento. Ele não se moveu. Enrolei a toalha em volta de mim e saí. Sem salto o topo da minha cabeça atingia o peito dele.

— Eu aposto que você já está lamentando a sua decisão— eu disse em voz baixa.

Eu não precisava explicar, ele sabia o que eu quis dizer. Sem dizer uma palavra, ele voltou para a pia, pegou o pincel e retomou o que estava fazendo antes. Eu estava a caminho do quarto quando sua voz me assustou.

 — Não. — Eu olhei para trás e encontrei seus olhos. — Quando eu reclamar o seu corpo, quero você se contorcendo de prazer embaixo de mim, não de medo.


Notas Finais


Desculpem a demora.
Kissus de morango


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