História Terapeuta de Bolso - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~dandelyoon

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Hopiena Day, Hopienaweek
Visualizações 71
Palavras 1.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ, CRIANÇAS DA TERRA DO NUNCA!

Não, eu não voltei a postar nesse perfil (por isso a co-autoria com meu outro perfil), mas eu tinha que postar alguma coisa do hopiena day/week aqui no hopefull, porque foi onde a coisa, propriamente dita, começou, então decidi postar essa fanfic que ainda não sei quantos capítulos vão ter, mas vão.

E boa leiturinha <3

Capítulo 1 - Conte até quatro


Capítulo Um (terapia de bolso)

Conte até quatro

 

1/365

 

Era o maldito primeiro dia da faculdade. O tempo estava um inferno, segundo Yoongi, mesmo que ele definisse quase todos os dias como um pseudo-inferno; era o tipo de cara adepto a ideia de alguns filósofos de que a terra, a vida, o respirar era o verdadeiro inferno, e não um segundo a Bíblia, debaixo da Terra e tudo mais – não era lá muito religioso.

A chuva parecia não ter fim, irritando um pouco mais o seu sol em áries, sempre tão presente nos seus dias; já não bastava ter de ir no primeiro dia cheio daqueles quase-biólogos chatos falando sobre natureza só porque valia nota no quadrimestre, ainda por cima em um dia chuvoso, onde tudo o que queria era estar na sua cama cheirosa, tomando um bom vinho e ouvindo seus k-indies.

Ele já sabia como funcionava tudo lá dentro, pois sua mãe havia sido professora ali. Assim sendo, direcionou-se para o salão principal da faculdade onde aconteceria a reunião com todos os alunos – fossem estes novos, ou antigos – e todos os professores. A famosa reunião-de-sermão-idiota-que-ninguém-presta-atenção, pensou Yoongi assim que entrou pela porta.

O garoto de cabelos pretos estava indo para cursar psicologia, não para uma turnê com um monte de louco de biologia explicando cada porra de coisa da natureza. Ele nem se importava com ecologia, nem nada do tipo, só queria ter sua aulinha sobre Freud.

–– Bom dia, queridos alunos. – o reitor disse no microfone, chamando a atenção de todos os que ali estavam.

Mas que porra de microfone alto, deixou escapar, constrangendo o garoto ao seu lado. Um idiota de biologia, jura, Hanamim?, pensou, assim que viu a logo do bloco de biologia no uniforme do outro, que carregava uma flor azul nas mãos.

O seu nariz começou a coçar e tudo o que pensou foi “merda de alergia”. O Min sempre fora o garotinho que tinha alergia até de respirar, quanto mais do restante. Sua visão foi direto para a mão do garoto que parecia espremido entre as pessoas, tornando-se menor do que era.

Atchim. Atchim. Um espirro em cima do outro.

–– Saúde. – o tal garoto de biologia não disse, berrou, alto o suficiente para todos da sala virarem para trás, já que os mesmos estavam na última fileira.

Yoongi olhou-o com uma expressão de “que porra você está fazendo, moleque?”.

–– Tudo bem aí atrás, senhor Min? – para má sorte do garoto, o reitor sabia exatamente quem ele era por já ter “namorado” sua mãe por algum tempo. Mais um motivo para Yoongi odiar ele, e mais ainda o garoto-de-biologia-sem-nome por ter feito ele passar vergonha.

Sem sequer responder o reitor – o que todos esperavam, por o velhote ser uma autoridade –, saiu resmungando e olhando para os próprios pés.

Jimin, o garoto de biologia escandaloso, sentiu-se mal. Poxa, Jimin sentia-se mal até mesmo por matar uma formiga, como não ficaria por ter deixado o rapaz – que parecia bem mais velho – constrangido?, sendo assim, correu com seus pés atrapalhados atrás de Yoongi, enquanto tentava colocar a bolsa nas costas.

— Ei, espera! – tentou chamar a atenção do outro, que andava ainda mais rápido quando ouviu alguém correndo atrás dele.

Que não seja o garoto de biologia, que não seja o garoto de biologia, que não seja o garoto de biologia. Repetia em sua mente seguidamente, como um mantra.

— Espera, por favor, eu vou colocar os bofes pra fora! – parou no meio do pátio, ofegante, curvando seu corpo para a frente, tentando voltar a respirar normalmente.

Por favor. Foi quase um soco na cara de Yoongi, ou como se tivesse um poste na frente dele impedindo-o de continuar andando, fazendo-o parar. A voz do mais novo parecia de uma criança indefesa. Os olhos pequenos de Jimin ficaram ainda menores com seu eye-smile, que surgiu logo que viu o mais velho virando-se para ele.

— O que você quer? – o mais velho pareceu tão grosso quanto pretendia.

Mal da família Min – exceto de sua mãe – querer parecer grosso, mesmo sendo uma manteiga derretida por dentro. Aí juntava essa natureza que estava no DNA do garoto, com seu signo e vontade de sumir, e deu numa voz ríspida e uma expressão facial de “some daqui, porra”.

Antes que Jimin pudesse responder, viu a expressão do outro mudar repentinamente, assim que viu, juntamente com todas as outras flores em sua mão, uma orquídea branca. Min Yoongi que já era branco, conseguiu ficar ainda mais pálido e cair de joelhos no chão.

— Você está bem? – Jimin sem nem pensar duas vezes envolveu o corpo do mais velho com os pequenos e gordinhos braços, tentando fazê-lo parar de tremer.

Onde que eu fui me enfiar?, passou pela cabeça do Park, que não sabia exatamente o que fazer.

— Sai daqui! – ordenou, mesmo com a voz oscilante, mas o outro nem sequer mexeu um músculo, preferia levar uma surra depois do garoto estar melhor do que abandoná-lo ali tendo um piripaque — Por favor, sai daqui… – dessa vez, parecia mais um choramingo dolorido.

— Não. – disse, convicto — Me diz o que está acontecendo com você.. – deu uma pausa para ler o nome dele no crachá — Me diz o que está acontecendo com você, Min Yoongi.

— Crise de pânico, crise de pânico. – foi assim que Jimin lembrou-se de ter assistido uma aula sobre isso na internet, somente por curiosidade.

Yoongi já parecia não conseguir respirar, o que acabou desesperando ainda mais o outro. Foi aí que ele teve um momento Eureca, sentindo-se o próprio Arquimedes da vida de Yoongi.

— Que foi, porra? – o mais velho indagou, ainda puxando o ar pela boca e quase não conseguindo falar.

— Shh, não fala. – sentou-se como índio na frente do Min — Eu já sei, é só contar até quatro.

A cara de “cala a boca, cara, e vai embora, por favor” de Yoongi, mesmo passando tão mal, era clara.

— Não contar um, dois, três, quatro. – cruzou os braços, fazendo bico. — Você sabe os quatro passos de psicologia.

Yoongi sorriu, mesmo estando a beira de uma pseudo morte, não é que o garoto não era tão estranho assim. Ele sabia exatamente do que o outro estava falando, havia ajudado tantas pessoas com aqueles simples quatro passos, mas não conseguia fazer – e Jimin percebeu isso.

— Vamos lá, senhor futuro psicólogo que sabe as paradas, mas não consegue aplicar. – sorriu, e o mais velho já não conseguia sentir raiva dele — 1. Inspire devagar contando até quatro.

O Min estava totalmente hesitante, sabia como fazer, mas parecia desesperado demais para isso.

— Ok, senhor Min. – fez a mesma voz do reitor, o que acabou por criar um sorriso de canto nos lábios do outro, que parecia ainda mais sem ar — Assim, ó! – fez a primeira vez, e na segunda Yoongi fez-o com ele — Isso! Agora qual é o segundo?

— 2. Prenda a respiração contando até quatro. – refez o primeiro passo, pois já havia soltado o ar, e, em seguida, fez o segundo juntamente com Jimin.

— 3. Solte o ar lentamente com os lábios franzidos contando até quatro. – pegou na mão de Yoongi que já fazia o exercício de olhos fechados, sentindo a respiração voltar ao normal.

Algumas pessoas passavam por ali e estranhavam dois garotos sentados no meio do pátio da faculdade fazendo exercício de respiração, mas ambos fecharam os olhos e não pensavam mais em nada. Dois meros estranhos.

— 4. Descanse contando até quatro sem respirar. – o mais velho disse, enfim, terminando a sessão de quatro exercícios.

Dessa vez, o garoto tagarela só ficou quieto ao lado de Yoongi, repetindo os quatro passos em silêncio em conjunto com o outro. Repetindo sempre a voz um do outro na mente.

— Muito prazer, Min Yoongi, o cara mais alérgico que você conhece e respeita. – abriu os olhos, assustando ao outro com sua voz, dessa vez branda e calma.

— Prazer, Park Jimin, seu novo terapeuta de bolso gritão e atrapalhado. – se cumprimentaram.

Nem imaginavam, mas ali nascia uma sucessão de dias engraçados e que ajudariam mais do que horas num terapeuta, criando um laço que jamais romperiam.


Notas Finais


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Se quiser conversar, tt é @yoonhopeness.


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