História Terapeuta de Bolso - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~flowyoongi

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Hopiena Day, Hopienaweek
Visualizações 18
Palavras 1.960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ENALTECIDO SEJA YOONMIN FOFINHO

queria dizer que descobri que deveria fazer sempre roteiro pros capítulos, fica mais fácil
e que eu amei esse capítulo, e que ele acabou ficando maior do que eu imaginei, 2k+ ._.

/devidamente betado

boa leitura < 3

Capítulo 2 - Dance na chuva


Era fim do primeiro período de psicologia, e o garoto estava dando graças a Deus porque as férias estavam chegando e ele poderia, finalmente, viajar para algum lugar silencioso, onde pudesse escrever seus contos e músicas secretas que não expunha a ninguém.

Mas como ainda faltava uma semana, resolveu aproveitar as duas aulas vagas que tinha para fazer a bendita pesquisa sobre desvios de personalidades; queria deixar o primeiro trabalho do segundo período pronto, e nada como passar um bom tempo naquela gigantesca biblioteca, com 21545154 livros sob a mesa.

— Você é cara mais estranho desse planeta, Min Yoongi. – Jimin  bateu nas suas costas de leve, enquanto desvencilhava-se da bolsa cor-de-rosa, colocando-a no espaço vago que existia na mesa.

O cara de biologia, o mais velho sorriu lembrando de como ficaram próximos em seis meses, e como passou a gostar de algumas coisas de biologia – ainda não entendia porque tinha genética num curso para entender a mente humana, mas tudo bem. Jimin passou de somente o cara escandaloso e atrapalhado do bloco de biológicas, para seu quase-melhor-amigo, mais conhecido também como guarda costas.

— Por quê, Minnie? – ainda estava inerte demais nos livros e termos acadêmicos para conseguir compreender a gracinha do mais novo.

— Porque toda vez que eu quero te achar, é só vir aqui na biblioteca. – sorriu, sentando-se na cadeira de frente para o outro — Você vai acabar ficando mais empoeirado que esses livros dos caras de mil novecentos e bolinha que você lê.

Park Jimin era a famosa pulga atrás da orelha, que sempre estava ali cutucando o outro, mas de uma forma boa. Ele sempre acabava arrancando os sorrisos do mais velho – tão difíceis de serem vistos pelos demais – com suas piadas e reflexões infantis.

— Fica quieto, sucessor de Mendel. – revirou os olhos, colocando o livro de psicologia entre eles, evitando olhar para as caretas que Jimin fazia, que tiravam-lhe a total atenção, coisa essa que precisava para poder continuar seu trabalho.

Jimin pegou um livro qualquer de botânica da prateleira mais próxima, fingindo que estava lendo-o, quando, na verdade, estava encarando o cabelo de Yoongi. Será que ele pintou?, o mais novo era do tipo que tinha pensamentos aleatórios, mas não ousaria atrapalhar a leitura acadêmica do mais velho, ainda mais conhecendo bem o signo dele e o quanto odiava que alguém o interrompesse em algo.

Folheava as páginas sem propósito algum, não estava nem um pouco interessado em ler aquele livro, principalmente porque havia lido-o mil vezes, antes mesmo de entrar na faculdade de biologia.

O barulho constante de folha indo e vindo estava começando a dar nervoso no mais velho, que conseguia sentir o olhar do outro sob si.

— O que é, Park? – bufou, fechando o livro bruscamente e jogando-o sobre a mesa.

— Não me chama de Park. – cruzou os bracinhos fofos, fazendo bico — Você é só muito bonito, Suga, vou fazer o quê? Poxa vida.

Yoongi não acreditava que havia interrompido sua pesquisa para ouvir aquilo de um baixinho com bochechas que davam vontade de apertar.

— Ai, meu deus, eu não ouvi isso – agora era a vez do mais velho cruzar os braços, e fazer a sua famosa cara de “sério, Jimin?”

— O que é? – bufou — Ninguém nunca disse que sua beleza é estonteante, ainda mais quando você retoca as suas madeixas?

— Vá se ferrar, pirralho. – pegou os livros nas mãos, colocou a mochila nas costas e saiu andando em direção às prateleiras para guardar os livros que havia pego.

Jimin realmente odiava quando o mais velho fazia aquilo: virar as costas para si. E Yoongi fazia isso tão frequentemente, que o mais novo tinha vontade de dar-lhe um soco no meio daquela carinha lisa que parecia um pesseguinho.

— Só vou se você for junto, formiguinha. – pegou sua bolsa e saiu correndo atrás do mais velho — Espera, não dá pra você ser uma formiga, como assim, Min Yoongi, eu ‘tô passada!

Yoongi parou o que estava fazendo – que, no caso, era guardar o livros – para encarar o mais novo, tentando entender do que aquele ser vivo estava falando.

— Olha só, você tem alergia de formigas, como pode, então, ser uma delas? – colocou a mão no queixo, como se estivesse realmente pensativo.

Quando Yoongi ia responder Jimin, levou um belo de um susto. Um com nome, endereço e um quase diploma em psiquiatria: Hoseok. O cabelo levemente rosado, os grandes olhos negros. Sorriu. Sorriu para Yoongi, e o pequeno quase caiu para trás – certamente o faria se não estivesse recostado em uma prateleira – desmanchado.

Como poderia Jung Hoseok ser tão lindo?, ele conseguia ser o cara mais lindo de toda a faculdade, pelo menos aos olhos do enegrecido.

Estava totalmente anestesiado pela beleza do mais velho, até que sentiu um beliscão no próprio braço.

— Ai. – reclamou de dor, olhando torto para Jimin.

— Ai nada, hyung. – cruzou os braços, zangado — Você ‘tava babando ovos pelo Hoseok, tudo bem que ele deu um sorrisinho ‘pra você, mas todo mundo sabe que ele é um belo de um filho de uma bruxa, que faz todo mundo de trouxa.

O garoto já havia sumido da visão deles, e Yoongi espraguejou-se por não ter devolvido o sorriso. Isso só aconteceria de novo na sua morte, tinha certeza.

— Eu não ‘tava… – deu uma pausa assim que percebeu a cara de seu amigo com um claro “estava sim”, fazendo com que ele desse o braço a torcer.

— Tudo bem que ele é de psiquiatria, parece um cara simpático às vezes e tem um cabelo lindo, e é quase como seu tipo ideal, mas controla essa baba em nome de santo Jungkook. – bateu na testa de leve, encostando na prateleira, junto com o outro.

— Eu não posso ter crush no Hoseok, mas você tem que ficar falando desse maldito desse Jun sei lá o que toda hora, né, Jimin? – saiu andando em direção ao portão.

O Park bufou, não sabia muito lidar com o ciúmes repentino de seu amigo.

— O que foi, bicha? – saiu correndo atrás de seu hyung — A gente ainda vai namorar, você vai ser só! – protestou.

Yoongi já havia ultrapassando a porta da biblioteca, e Jimin sabia que ele ficaria de bico algumas horas, depois mandaria uma mensagem com vários pontinhos até que os dois se acertassem, era sempre assim. Era quase uma comédia romântica, tirando a parte do romance – mas a comédia compensava.

Sabia que logo o amigo diminuiria a frequência dos passos devido a sua insuficiência cardíaca, e, nem que fosse no estacionamento, ele alcançaria o Min. Portanto, diminuiu os passos, enquanto arrumava sua bolsa direito nas costas para não sentir a tão incômoda dor no ombro direito.

E, antes mesmo de chegar na metade do corredor que dava acesso a biblioteca onde estavam, percebeu Yoongi parado.

— Eu ainda não entendo como você consegue ser ariano e ter esse ciúmes maluco, Yoonie. – olhou novamente, e só então percebeu que ele estava mais do que parado, estava estático. — Suga? – chamou-o.

Só quando chegou perto o suficiente, notou que o mais velho estava olhando para o corredor, com os olhos cheios de lágrimas que pareciam lutar contra ele para cair.

— Suga, pelo amor de deus, o que aconteceu? – balançava-o, temeroso que ele estivesse em um algum estado de choque por alguma coisa, deixando-o catatônico.

— Não ‘tá ouvindo? – continuava não se mexendo, mas pelo menos disse alguma coisa.

Jimin parou na mesma posição que ele – talvez ajudasse –, e tentou se concentrar o máximo que sua mente tagarela e saltitante permitisse. Foi quando, do nada, tomou um baita susto. Um trovão surgiu do nada, no seco.

Yoongi continuava naquela mesma posição.

— Ai, não, não vai me dizer que você é astrofóbico¹? – passou a mão na nuca.

Antes de receber sua resposta – meio óbvia –, viu um pequeno garoto sair daquele estado de transe e correr o mais rápido que suas pernas e coração fraco permitiam-lhe. Foi como se o garoto virasse o próprio trovão, que só deu tempo de sentir o vento feito por seu corpo e a sombra de sua mochila adentrando a biblioteca novamente.

Entrou no lugar pensando que acharia o mais velho sentado em uma cadeira, mas não, era como se não tivesse ninguém ali e ele tivesse tido uma visão de um Min correndo desesperado. Começou a andar por entre os corredores chamando o nome dele.

— Yoongi? – começou pelo corredor de livros acadêmicos de psicologia, mas nada — Yoongi? – continuava a chamar, olhando em cada corredor, mas era como se, realmente, seu amigo tivesse tomado um chá de sumiço.

Parou de chamá-lo quando ouviu um gemido fraco vindo do último corredor, os de livros de romance, quase que como um miado de gato. Jimin foi, então, passo a passo em direção ao miado, e encontrou o melhor amigo durão encolhido no fundo do corredor, segurando os joelhos contra o corpo, tremendo e chorando baixo.

Andou vagarosamente até onde ele estava, sentando-se ao lado dele, passando um dos braços ao redor de seu corpo e encostando sua cabeça de leve em suas costas curvadas para frente.

— Por que nunca me contou, hyung? – não esperava resposta, sabia que aquele seria mais um de seus monólogos. — Sabe o que minha mãe sempre falava ‘pra mim quando eu tinha medo de alguma coisa? “Você não pode ficar sentado esperando a tempestade passar, você tem que aprender a dançar na chuva”. No meu caso, era mais figurado mesmo, mas aqui é literal; tudo bem ter medo de algumas coisas, Suga, mas a gente não pode viver ‘pra sempre com medo delas, você não pode viver ‘pra sempre com medo da tempestade.

— Você nunca fala da senhora Wilo². – enxugou as lágrimas que ainda desciam, virando sua face avermelhada para seu dongsaeng.

Era verdade, Jimin não costumava falar muito sobre sua mãe, enquanto Yoongi falava da sua falecida o tempo inteiro – e, quando não falava, estava pensando nela –, mas ele sabia que o mais novo amava muito sua omma, mesmo tendo um relacionamento um pouco complicado com a mesma.

— Ah, hyung.. – pendeu a cabeça para o outro lado, meio chateado, mas logo sua expressão foi mudando — Eu já sei! – deu um sorriso largo e, pulando, saiu do chão e puxou Yoongi com ele.

Os olhos do mais velho ainda pareciam um pouco confusos e temerosos, mas Jimin era o cara que fazia-o esquecer dos seus problemas com uma facilidade mágica; portanto, acompanhou o amigo sem precisar fazer muito esforço, já que o mesmo praticamente arrastava-o para a parte da biblioteca livre de cadeiras, livros ou prateleiras.

— Yoonie, já ouviu Macarena? – disse, arrancando os sapatos dos pés.

— Maca o quê? – olhou sério para o outro, ainda com a face vermelha — O que diabos você está fazendo, Minnie? – indagou assim que viu o mesmo descalço.

Jimin tinha uma forma engraçada de mostrar á Suga que ele poderia enfrentar seus medos, e que tudo ficaria bem, sem nem ter noção do quão eficientes eles eram para ajudar o melhor amigo.

— Macarena, bobo. – puxou-o pela sua mão — Nós vamos dançar Macarena, soy buena.

E começou a dançar, todo desengonçado, uma dança bem estranha e não costumeira para o mais velho, mas que acabou fazendo-o rir e, num momento de descontração, acompanhar seu dongsaeng.

Os dois acabaram se enroscando um no outro, caindo no chão de madeira em gargalhadas. Yoongi chorava, mas dessa vez de tanto rir; e só então percebeu que todo aquele medo havia passado, mesmo que ainda ouvisse a chuva grossa cair do lado de fora, e os trovões fizesse barulho e luzes que passavam pelos vidros da biblioteca.

— Jimin? – sorriu largo, mas dessa vez sem ser pelo mico que haviam acabado de passar juntos — Passou.

Dessa vez, era hora do mais novo sorrir. Era tão bom saber que aquelas coisas bobas ajudavam-o.

— Viu? Eu disse, é só dançar Macarena na tempestade que melhora, criança.


Notas Finais


astrofóbico¹: É quando um indivíduo tem astrofobia. Ou seja, é quem tem medo exagerado de trovões e relâmpagos. (fonte: dicionário informal)
Wilo²: é o nome da mãe da presenteada em coreano. (porque sou dessas)

se leu até aqui, deixa um comentário e faça caroline feliz <3


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