História Terapia em Grupo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Changkyun, Jooheon, Monsta X, Romance, Texting
Exibições 20
Palavras 1.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sabia que havia cometido um enorme erro.
Perdão aos envolvidos.
Apesar de tudo, boa leitura.

Capítulo 2 - Então veio o choque.



Quatro fortes batidas na porta o fizeram acordar, de olhos arregalados. Piscou os olhos várias vezes até se acostumar com a luz que entrava pela janela. Olhou ao relógio de ponteiros branco com azul na parede. Eram quase dez horas, e se ele não estivesse errado já era Domingo.

Coçou os olhos e os fechou novamente, se virou para o outro lado de modo que a luz da janela não o atrapalhasse. Então as batidas na porta vieram novamente. Changkyun murmurou algum xingamento enquanto ele puxava o cobertor mais para cima, ele sabia exatamente o que viria a seguir.

— Changkyunie! — alguém berrava da porta do quarto. — Aigoo, já passou da hora de você levantar essa bunda branca da cama, sabia? — Sentiu alguém te cutucando.

Jooheon.

— Todo domingo vocês vem mais cedo, quem diabos deixa vocês entrarem aqui? — reclamou debaixo da coberta protetora.

— É assim que você recebe seus amigos? — disse outro rapaz.

E dessa vez ele havia trago Minhyuk com ele.

Destampou-se lentamente e encarou os amigos com certa dificuldade, eles estavam contra a luz e era difícil olhar para eles. Principalmente agora que o cabelo de Minhyuk estava louro e parecia cegá-lo.

— Quem diabos deixou você descolorir seu cabelo? — Changkyun disse indignado, com os olhos semicerrados.

— Você se refere ao inferno com frequência, — Minhyuk se sentou ao seu lado — tem certeza que já está melhor para voltar ao mundo real?

Voltar. Sorriu só de pensar que sairia daquele lugar em apenas umas semanas.

— Eu não sei nem o que eu estou fazendo aqui, pra falar a verdade. — respondeu. — Vocês trouxeram o quê dessa vez?

— AH — Jooheon pareceu se lembrar de algo — Já volto.

Changkyun observou o menino ir até a porta a abrir, se abaixou e pegou duas caixas conhecidas. Isso estava interessante. Sorriu ao sentir o cheiro de calabresa... queijo bem derretido... ah, pelo menos pra alguma coisa eles serviam no Domingo de manhã.

Não que ele estivesse em condições para reclamar. Seus amigos haviam feito mais por ele do que seus pais. Mas não que pudesse reclamar dos seus pais também, já que estes estavam sempre ocupados com o trabalho e... Ele resolveu simplesmente não reclamar de nada.

Resolveu começar outro assunto.

— Onde você arruma pizzas de manhã? E assim tão quentinhas? — Changkyun perguntou desconfiado, enquanto pegava uma fatia dentro da caixa.

— Nem queira saber — Minhyuk disse, meio estranho, olhando para o amigo.

— Tá. — Kyun disse apenas, franzindo as sobrancelhas.

— Você vai embora quando? — Jooheon perguntava enquanto mastigava um pedaço da pizza.

— Semana que vem se Deus quiser. — respondeu o castanho, também comendo.

— Até que enfim uma associação à seres de plena luz. — Minhyuk retrucou.

— Ei... — Jooheon começou — sua mãe esteve lá em casa ontem, ficou até tarde com a minha no escritório, disseram que estavam resolvendo umas coisas da igreja.

— Da igreja? — Kyun se mostrou meio desconfiado. — Acha que minha mãe falou de mim...

— Ela não faria isso, — Minhyuk o cortou — sabemos como a mãe do Jooheon é, ela nunca mais deixaria vocês se verem, até o mudaria de escola.

— Repreendido — Jooheon fez um ‘X’ com os dedos. — Ei cara, onde fica o banheiro?

Changkyun deu uma ajeitada nos cabelos e se levantou, para levar o amigo pelo corredor até o local. Quando os três estavam na porta escutaram três batidas.

— Estou concorrido hoje. — brincou.

Abriu a porta e olhou... para baixo. Havia uma garota agachada, segurando um envelope. Ela olhou para cima devagar, se levantando. Seus olhos pareciam um pouco assustados. Changkyun franziu a testa.

Quê?

Jooheon limpou a garganta.

A garota engoliu em seco, e esticou o envelope até que o castanho pudesse pegá-lo. Minhyuk, que estava lá atrás, deu um sorriso malicioso, enquanto batia irritantemente nos ombros do menor. Jooheon sorriu de canto.

— A enfermeira Jung pediu que eu lhe entregasse isso — ela dizia baixinho, os cabelos caíam sobre o rosto... ele tinha certeza que era a garota que vivia assustada por aí nos corredores sempre que o encontrava. — É o seu atestado. — Ela viu que o menino ainda não havia pegado o envelope.

Houve um silêncio.

— Ah! — Changkyun pareceu acordar do transe — Obrigado.

A menina se curvou exageradamente e saiu andando depressa pelo corredor. Os garotos seguiram para o lado oposto.

— Quem é ela? — Minhyuk perguntou curioso.

— Sei lá — Changkyun abria o envelope, continha duas folhas, seu diagnóstico, e a outra assinada pelo médico chefe da equipe psiquiatra. Ele sairia na Quarta-feira. — Ela vive assustada por aí. Se eu me lembro bem ela disse uma vez na terapia que tinha medo de... gente.

— Realmente — Jooheon começou — nesses lugares se vê de tudo.

— Acho que ela está afim de você — Minhyuk cutucou o menino irritantemente.

Ambos riram. 

Chegaram no banheiro e Jooheon entrou, Minhyuk e Changkyun ficaram na porta, escorados na parede.

— Esse é o último ano — o louro começou — acha que vai se sair bem?

— Claro, ou eu morro — deu uma risadinha — E ainda tem o vestibular...

— Eu vou ficar louco de tanto estudar — Jooheon saiu do banheiro.

— Ei garoto! — era o Biruta, seus olhos estavam mais arregalados que o normal. — Não brinque com isso... Coisas terríveis podem acontecer! Terríveis! — E então fez uma expressão de choro — Por que as coisas são tão terríveis?

Jooheon – que tem naturalmente olhos miúdos – estava com os olhos bem abertos, assustados.

— É só o Biruta, ele não vai fazer nada  — Changkyun acalmou os amigos. Saíram da porta do banheiro e caminharam de volta ao quarto.

— Tchau, Biruta! — Minhyuk disse acenando para o senhorzinho no final do corredor. Este que deu um sorriso, ainda de olhos arregalados, acenando alegremente para o rapaz.


+++++++

 

Estavam, mais uma vez, reunidos na grande sala de terapia. Era terça-feira. Pela primeira vez Changkyun parecia interessado no que os outros tinham a dizer... Ele sairia dali no próximo dia, às duas da tarde, mas teria de continuar fazendo as terapias e... porquê não?Queria saber sobre o que os outros sentiam, pelo que passaram, o que faziam, e seus problemas atuais. E, porque não, deixá-los saberem um pouco sobre si?

Chegou na vez da garota estranha. Ela havia dito uma vez que tinha medo de gente. Se Changkyun se lembrava bem, ela entrou ali no mesmo dia que ele, porém um pouco mais tarde, mas foi muito pior, ela tinha cortes no braço e gritava muito.

Ele havia parado ali “só” por causa de uma “simples” crise de pânico. Haviam pessoas que realmente precisavam de tratamento ali, ele não fazia ideia do porque teve de ficar quase dois meses internado ali.

— ... Eu melhorei bastante. — ela deu um sorriso. E era impossível para cada pessoa sentada em círculo naquele lugar não ter sorrido com ela. Era um sorriso bonito, inocente. — Talvez eu ainda não consiga conversar direito com algumas pessoas, então peço desculpa se eu apenas ignorei vocês. Olhar nos olhos dos outros ainda é muito difícil — Ah... algo se acendeu o cérebro do castanho. — Mas ainda tenho muito medo da chuva... — ela apertava muito as mãos, as pontas dos dedos perdendo a cor. Os pés estavam se juntando. Ela respirou fundo antes de falar — É só o seu cérebro, só o seu cérebro — repetia baixinho.

— Bem... — o psicólogo viu o desconforto da garota — Estamos aqui por você. — Deu um aperto consolador no ombro da garota, que agora secava o rosto. Ela estava chorando? — Vamos... continuar. Que tal você conversar um pouco com a gente hoje, Changkyun?

De início ele se sentiu meio desconfortável, exceto pela garota que havia falado antes e por uma mulher que sempre ficava analisando o nada, todos olhavam para ele. Ele resolveu dar um meio sorriso.

— É... — começou — Hum... — Mas o que exatamente ele falaria? Ele realmente não tinha nada para contar além de que seus amigos o visitavam todo Domingo de manhã após a igreja e trouxeram pizza da última vez, o que era proibido sem uma autorização da nutricionista. — Ham... — Tentou começar de novo.

Então veio o choque. 


Notas Finais


Eu não sei de nada, apenas sigo meus instintos.


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