História Teriyaki - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Bulimia, Jikook, Kookmin, Vmin, Yoonseok
Exibições 66
Palavras 2.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Seinen, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A todos que desejam me assassinar pelos FUCKING cinco meses em hiatus, peço que, por favor, leiam as notas finais.
Qualquer erro, por favor, ignorem que eu vou corrigir amanhã.

Capítulo 3 - I met my prince upon a popcorn ball


 

No domingo eu havia planejado simplesmente ficar deitado em minha cama, assistindo qualquer coisa que a TV decidisse exibir e ignorar o fato de que amanhã eu seria obrigado a ir para a escola e teria que, consequentemente, ver Taehyung – cujo ultimamente apelidei em minha mente de “meu carma”. No sábado e até o inicio do domingo, eu havia aproveitado todo aquele meu estado de sozinho com o meu próprio demônio, apesar de estar um pouco aflito, ao cogitar que meus Hyungs poderiam aparecer do nada, para o nada e acabar com o meu nada.

Ontem havia sido um dia bastante inquieto, eu realmente estava esperando que meus Hyungs aparecessem ou alguma coisa desse tipo e, bom, eu apenas não estava e ainda não estou a fim de lidar com pessoas tentando me dar lição de moral (o que basicamente era o que os Hyungs faziam quando vinham me visitar). Então, eu estava me sentido aliviado. Afinal, é o que eu mais gosto de fazer, como um covarde nato: não lidar com as coisas. E isso se aplica a tudo.

Principalmente a Jeongguk.

 

Minha compulsão estava um pouco mais abafada para os outros do que antes, então eu estava tranquilo. Tudo havia se dificultado pelos acontecimentos antagônicos a minha saída da minha antiga escola. Só voltei a ir para escola quando mamãe me transferiu para a que estou agora e foi no meio disso que descobriram o que eu fazia, digo, induzir o vômito; meus amigos sabiam, meus parentes sabiam, infelizmente, até, meu pai e meu irmão sabiam e é claro que mamãe seria intrometida o suficiente para informar aos meus professores atuais, para que ficassem de olho em mim.

Agora que havia se separado de papai, ela quase nunca estava em casa, provavelmente estava prestes a monopolizar seu escritório. No entanto, seu lado maternal batia e ela sempre se lembrava de colocar algum enxerido no meu pé.

Mamãe às vezes insistia em manter-me sobre sua vigia: colocava o prato na minha frente e me forçava a comer sobre seu olhar – mal sabia ela o quão difícil era engolir os comprimidos do laxante após o jantar, enquanto me lembrava de seu olhar suplicante, quase a verbalizar seu pedido para que eu parasse. De todo ou qualquer jeito, eu terminava engolindo o comprimido.

Consegui confiança dela desse jeito, agora só algumas vezes ela me obrigava a suas sessões de tortura emocional-visual e eu estava livre para continuar com a minha meta sem ninguém para me julgar.

 

Pode parecer infantilidade – dos tempos não me importo em ser visto como um infantil, para ser sincero –, mas eu detesto quando me dão algum tipo de sermão ou qualquer outra coisa, como se eu não soubesse que o que eu faço é errado, como se murmurar algumas simples palavras hipócritas para mim fossem resolver algo. “Você tem que ter amor próprio!” ”Isso não faz bem para você.”

Coisas que eu já sabia e estava cansado de ouvir. 

 

Eu estava com fome, mas já eram três dias sem comer, seria humilhante sucumbir agora e me daria agonia se eu me prendesse em um numero impar. Eu havia recusado o jantar e mamãe me fez prometer que comeria algo depois, vindo até o meu quarto e me dando uma fatia de bolo. Joguei na descarga antes que perdesse o autocontrole e  atolasse a fatia na minha garganta. Caminhei até a pia, girei a torneira e enfiei meu rosto embaixo, molhando-me. Fechei, levantei e então respirei fundo. Eu estava sendo mais forte que qualquer um e isso ninguém poderia me negar. Ninguém nunca chegou a compreender-me direito e já chegam se intrometendo, para eles, eu não tenho controle e isso me irrita. Eu vou parar quando estiver satisfeito. Não teria como eu estar mentindo para mim mesmo.

Sequei meu rosto e me olhei no espelho. Engraçado. Sempre que eu olho, eu pareço cada vez mais distante do que eu quero. Chega a ser ridículo. Subi na balança, tinha perdido um quilo e meio.

Muito pouco.

A campainha soou alta e eu pude escutar minha mãe correndo até a mesma lá embaixo. Deveria de ser alguma amiga, pensei. Sai do banheiro e voltei ao meu quarto. Estava muito bagunçado, admito, só minha cama se salvava daquele lixão. A luz estava apagada, a televisão ligada em algum programa escandaloso e forçado e, embaixo da minha cama, tinha mais roupas do que no próprio armário. Mesmo assim, eu ainda não tinha motivação de arrumar nada, então que ficasse assim.

Joguei-me na cama, me enrolei em meu cobertor e mutei a televisão. Peguei meu celular, já passava das sete da noite e eu gostaria de congelar o tempo para não poder ir para a escola amanhã. Fechei meus olhos por um momento, me sentindo em paz. Eram esses poucos momentos que eu apreciava, quando podia ficar apenas em minha própria presença. Sem ninguém para me julgar ou me regular. Sem Taehyung para cuspir verdades que eu não gosto de ouvir. Sem mamãe para cima de mim com seus amigos psicólogos que fariam um desconto. Sem papai me mandando dinheiro pelo correio, achando que isso preenche a lacuna que ele deixou para mim. Sem meu irmão para mandar mensagem todos os dias, perguntando se comi alguma coisa. Gosto do meu silêncio. Gosto de quando ninguém se intromete na minha confusão.

Até um estrondo ridículo me fazer pular da cama. Assustado, olhei para a porta e, quando me deparei com Yoongi-Hyung, com aquele jeito de baixinho marreto (vestido com uma jaqueta muito maior que si próprio, a proposito), me encarando com um olhar que se traduzia como: “Vou quebrar sua cara até ela ficar deformada e passar a ser considerada uma bunda”, pensei seriamente em bater minha cabeça na televisão até morrer e ser poupado do sofrimento que estava por vir.

 

"PARK. JI.MIN." Ele balbuciou de forma dura, estralando os dedos. PUTA QUE PARIU, socorro.

 

Começou a marchar em minha direção e eu me sentei na cama, droga, é claro que havia sido ingênuo o suficiente de acreditar que eu, logo EU, poderia ter um momento de paz, pelo menos.

 

"Hyung..." agarrando na abertura do pescoço da minha camiseta do Homer Simpson, ele me ergueu a sua altura e me encarou bufando quase como um touro de desenho animado. “ME SOLTA.”

 

"Fique quieto antes que o SR. Punho gentilmente aterrisse na sua cara, seu animal.”

 

"Yoong-"

 

E ele começou a me dar um chacoalhão bruto que quase fez minha cabeça soltar do corpo.  Antes mesmo que eu tentasse, novamente,  pedir inutilmente para que se acalmasse, Hoseok-Hyung surgiu na porta tranquilamente, como se fosse o próprio Buda, carregando umas duas ou três sacolas. Entrou no quarto e ligou a luz.

 

"Hoseok-Hyung!" chamei.  Ele acenou e puxou a cadeira da minha escrivaninha e sentou. "Mande Yoongi parar!"

 

Ele deu um sorriso e falou sem levantar da cadeira:

 

"Pare, Yoongi."

 

Desgraçado.

 

"Não se intrometa, Hobi." Yoongi falou calmo, para depois me dar um ultimo chacoalhão e me soltar, fazendo eu cair na cama, minha cabeça doendo como se um caminhão tivesse passado por cima e dado ré. Ele caminhou até onde Hoseok estava e pegou uma das sacolas, depois voltando para perto de mim.

 

"Como você tá, Jiminnie? Tudo tá indo bem na escola nova?" Hoseok, desgraçado, perguntou de forma calma enquanto mexia em uma das sacolas. Reprimi o desejo de jogar a televisão em cima dele. Yoongi retirou sua jaqueta e jogou no chão, sentando ao meu lado na cama enquanto retirava os sapatos.

Olhei para Yoongi e depois para Hoseok.

 

“Vocês são abusados demais.”

Não dando muito bola, ambos viraram os olhos e Hoseok prosseguiu.

"De acordo com Yoongi, você precisa de um sacode para deixar de ser otário." Comeu um salgadinho que provavelmente havia pegado da sacola. Pois mais um na boca e me olhou, novamente, com um olhar largado e despreocupado. "Só que não achei que ele se referia a literalmente um sacode."

Estalando a língua, Yoongi chamou minha atenção.

 

"Hoseok é um bocó e queria só conversar."

Disse e esticou os braços. Hoseok, indignado, jogou um salgadinho na direção do mesmo e o mais velho entre nós dois desviou com maestria, dando um sorrisinho irônico em direção a Hoseok-Hyung que simplesmente lhe mostrou a língua. Reprimi uma risada. Depois ele me encarou. "Hoseok ainda não entendeu que você é do tipo prefere se lamentar a se resolver."

Foi só que escutá-lo e já percebi que iria começar novamente com as lições de moral desnecessárias. Baguncei meu cabelo e o olhei.

 

“Já que entende isso, apenas me deixe em paz.”

Ele me olhou de volta e sorriu.

 

“Infelizmente, não quero.” Enfiou a mão na sacola e jogou em mim um mochi. “Coma, Hobi comprou para você.”

Peguei e olhei a embalagem. 164 kcal. Olhei para Hoseok e ele estava me encarando sério. O mesmo com Yoongi.

 

“Eu vou comer depois.” Falei, meu pé batendo no chão rapidamente, demostrando a minha ansiedade.

 

Yoongi bufou irritando. “Ou seja, nunca.”

“Yoongi!”

“Tudo bem, Hoseok.” Me levantei e caminhei até a minha escrivaninha, abri a gaveta e coloquei lá o mochi. “Já estou acostumado com Yoongi sendo Yoongi.”

 

“Você realmente acha que tem controle sobre isso. É o que mais me irrita.” Disse o mais velho, sem alterar seu olhar sério. Engoli a seco e me joguei na cama de novo.

 

“Eu tenho controle.” Suspirei. “Não é como se você me entendesse.”

 

“Nem você se entende, Jimin.” Foi a vez de Hoseok.

Abri a boca para responder, pensei bem e percebi: não tinha nada a ser dito. Aquela constatação me irritou, bufei e abaixei a cabeça.

 

“Nós só queremos o seu bem.”

 

“Eu estou bem.”

 

“Não, não está.” Yoongi franziu a sobrancelha. “Você é o único que não entende o quanto está se destruindo.”

 

“Deveria ter mais amor próprio, Jiminnie.”

Eu estava cansado de pessoas se intrometendo. Queria ficar sozinho. Até mesmo Yoongi e Hoseok-Hyung me remetiam ao que havia acontecido no passado. Sem pensar duas vezes, disse baixo.

 

“Vão embora.” Ambos me olharam surpresos.

Eu estava com raiva, meu controle havia se esvaído e nem mesmo se eu quisesse, conseguiria frear as palavras que se dirigiam para fora de mim. “VÃO EMBORA AGORA! Vocês acham que é simples assim?! Que é só eu me amar e tudo vai se resolver?! Vocês gostam tanto de falar isso, não é?! Mas me digam: quando é que foi que alguém me ensinou a fazer isso?! Como eu vou me amar se eu nem sei o que isso significa? Vocês sabem de nada. E depois querem me colocar como o errado. Eu não quero ouvir nada do que vocês tem para falar, por favor, vão embora.”

Ergui meu olhar para Yoongi-Hyung e ele estava com as sobrancelhas franzidas e uma feição atônita. Levantou bruto e pegou sua jaqueta, pegou as sacolas e ignorou Hoseok o pedindo para esperar e foi embora. Escutei seus passos descendo as escadas e olhei para Hoseok que ainda estava parado na entrada.

 

“Jiminnie.”

“Vá embora você também, Hoseok-Hyung. Por favor.”

Ele parou por um momento e recolheu as sacolas. Caminhou em minha direção e parou na minha frente.

“Tenho que falar com você. É sobre Jeongguk.”

 

Estremeci. Se pode dizer que sou um idiota. Um pseudo masoquista em minha essência, de sempre perseguir aquilo que me machuca, mesmo que minha consciência gritasse para que eu não ouvisse minha essência. Eu era fardado a sofrer por isso, por coisas que eu amo, mas que me odeiam. Eu deveria ter apreendido e ter me esquecido, mas sou um tolo.

Era como um piromaníaco: mesmo após de ser queimado, eu ainda me interessava pelo fogo.   

 

“... Fale.”

 

Ele coçou a nuca e raspou a garganta. Enfiou a mão no bolso de sua jaqueta azul e prosseguiu.

“Aquele filho da puta ultimamente andou procurando Yoongi, dizendo que queria conversar com você. Yoongi decidiu dizer nada, mas eu acho que você merece saber. Ele está te procurando, Jimin. Por favor, não vá falar com ele. Se o vir, vá embora, não deixe ele se aproximar de você, seja lá o que ele quiser falar.”

Fiquei estupefato. Ele estava me procurando. Por quê?

 

“Faz quanto tempo isso?”

 

“Uma semana.” Hoseok pegou a embalagem de salgadinhos de novo e comeu mais um. “Tenho que ir alcançar Yoongi.” Passou a mão no topete e suspirou. “Por favor, não vá encontrar Jeongguk, não importa o que for.”

 

“Eu entendi.”

“Eu sei que você ainda sente algo por ele.” Jogou a embalagem no lixo do meu quarto e esfregou a mão esfarelada. Abaixei o olhar, me sentindo desconfortável. Ele colocou as mãos em meus ombros e me apertou e, por um instante, me arrepiei ao lembrar que Taehyung havia feito a mesma coisa antes. “Espero que tenha mesmo entendido. Ele não é bom. Esse sentimento não é saudável. Esqueça sobre ele e nunca mais vá procura-lo. Capiche?”

 

Suspirei. Tudo aquilo em um único domingo, uma ótima maneira de começar a semana.

“Eu ainda o amo...” esfreguei minha nuca. “Mas não vou procura-lo. Seria o mesmo que voltar no tempo e eu odeio isso. Olhar para ele me lembra daquele dia e é o que eu menos quero.”

 

Ele assentiu e deixou o quarto, correndo pelas escadas e bateu a porta tão forte que eu pude ouvir em alto bom som. Alguns minutos depois mamãe subiu e bateu na porta do meu quarto, perguntando o que havia acontecido. Menti e lhe desejei uma boa noite. Dei meia volta e me joguei em minha cama.

Voltei a remoer meu demônio: Jeongguk. Aquele que me apresentou à insegurança a qual nunca mais abandonei.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eram quase oito horas da noite e ainda estava trancado no banheiro da escola. Não queria sair de lá nunca mais. As lágrimas em seu rosto já haviam secado fazia tempo, mas sempre escorriam mais umas para umedecer seu queixo. Jimin aproximou-se do vaso e, novamente, enfiou seu indicador na boca. Ao lado, as embalagens de doces que havia comprado se amontoavam. Sentiu a ânsia e quando veio, se sentiu liberto – mas não do pânico.

As vozes voltaram em sua cabeça naquele momento. Nunca esqueceria o que aconteceu. Nunca.

 

 

“Você é simplesmente nojento.”

 

 

 

Se afastou do sanitário e encostou-se no azulejo do banheiro. Chorou baixo e deslizou os pés no chão frio. Queria morrer.

 

“JIMINNIE?!” Era a voz de Hoseok. Ouviu passos e fechou os olhos, desejando que fosse embora.

 

A porta abriu e Yoongi lhe olhou surpreso. Quando ele e Hoseok lhe ergueram e ligaram para sua mãe, só queria desaparecer.

 

Jeongguk havia lhe humilhado na frente de todos. Justo Jeon. Ele. Por quem era apaixonado e havia confiado.

 

 

E ele nem se importou com as consequências de seus atos. Nem se importou com os três meses que Jimin se trancou em casa, se recusando a ir a escola. Nem com o chip, que Jimin teve que trocar, pois as mensagens nunca paravam de chegar. Nem com sua transferência para outra escola.

 

 

 

Em seu íntimo, gostaria de nunca ter o conhecido.


Notas Finais


Como diz Kim Taehyung em seu hino: I'M SORRY I'M SORRY I'M SORRY MY SISTERS, POR DEMORAR FUCKING CINCO MESES PARA ATUALIZAR :(

gente é sério, perdão mesmo, desculpa pelo vacilo, mianhae, pardon. Teriyaki é meu bebezinho e eu só o abandonei porque eu entrei num bloqueio ridículo, desculpe por eu ser uma péssima mãe :(

se tiver alguém ai que ainda não desistiu de mim, obrigada por ler a fic
e, por favor, tenham paciência comigo, minha maior característica é ser lesada.


gogo power rangers


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