História Terras selvagens - Capítulo 14


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Categorias Originais
Tags Drama, Fantasia, Magia, Mundo Paralelo, Romance
Exibições 29
Palavras 1.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Josei, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Apenas um toque.

Capítulo 14 - Parte 4


Assim que os dois entram, ele pôde ver a tensão no ar. Os ombros curvados, o nariz vermelho, os punhos de Mist apertado, algo aconteceu?

Ele sentiu uma rápida fisgada no peito, uma dor e uma raiva enquanto a observava ir direto ao pai, mais uma vez, o problema deles serem tão táteis, tão apegados as pessoas, tão diretos e tão abertos entre si.

Ele nunca imaginou que iria odiar tanto essa particularidade da cultura deles.

A refeição foi tensa e desconfortável, especialmente por que Noar e Roi deveriam partir em breve.

“Mas vocês acabaram de chegar!” ela disse chocada.

“Sim, mas tenho que realizar algumas demandas para o governo, revoltas continuam acontecendo e precisamos chegar a algum acordo com os demais chefes das tribos para acabar com elas. ”

Oh, aquilo estava ficando cada vez mais sério. “Não será perigoso para o senhor? ” Mist perguntou preocupada, afinal, ele era agora um ex- preso político e de tudo o que sabia, a questão da honra era algo a ser considerado, sobretudo quando seu pai era um embaixador das questões das terras do sul.

“Nada que eu possa ficar realmente em perigo, são em torno da fronteira com a qual eu tenho contatos confiáveis” Ele explicou.

Aquilo realmente não a deixou mais calma.

“Mas as revoltas da fronteira são pequenas se comparadas as que acontecem no interior” Roi interrompeu, “o governo não quer que as novas máquinas cheguem e a produção está comprometida”. Ele disse com raiva.

Imediatamente Mist lançou um olhar para Seth, expressando dúvida, como se as respostas para o fim daquele maldito conflito estivessem com ele.

“As máquinas vão chegar quando o acordo de produção exclusiva estiver concluído. O rei não mandara esses insumos enquanto essas tribos estiverem negociando com outros países” Seth respondeu friamente.

“Quão justos de vocês então? ” Roi agora o estava encarando também, a mandíbula cerrada e um brilho perigoso no olhar.

A sua maior vontade naquele momento era socar a cara do homem, ao invés, ele segurou os talheres com mais força.

“Obrigando todas essas tribos e clãs a negociarem exclusivamente com vocês apenas por uma questão de controle de mercado.” Ele continuou.

“Justos? ” Seth questionou sério, “há alimentos em falta no norte, pessoas estão passando fome! ”

“O que podemos dizer disso então, é que os dois lados estão errados” Noar interrompeu a discussão, olhando firme para os dois homens, “somos reféns da prática egoísta dos dois lados, não vamos nos esquecer disso” ele alertou.

Mist olhou alarmada entre os dois e então de volta para o pai, “será que haverá uma solução?”

Noar sabia melhor do que mentir para sua menina, “não, infelizmente isso está indo para o pior” ele concluiu.

Ela olhou para baixo, sem realmente ver a comida na sua frente.

“Então o senhor terá que ir logo?”

“sim, infelizmente e no mais, sua mãe precisa de mim” ele respondeu.

Então Seth foi surpreendido por Mist ao tocar seu braço por debaixo da mesa. Supreso com a ação ele a olhou, foi rápido, mas Mist tinha o segurado enquanto dava um olhar valente a notícia que seu pai estava indo embora. Mas ela era transparente, sempre tão aberta e, enquanto ele estava aprendendo a deixar suas emoções mais visíveis, ele já podia ver as dela claramente, ela estava triste pela partida do pai.

Ela o tinha tocado buscando reconforto. O aperto pequeno, delicado do toque de suas mãos foram uma resposta espontânea a dor que a situação estava causando.

Enquanto os dois eram tão compatíveis a noite, quando estavam sozinhos, enquanto ele podia saboreá-la a vontade e lentamente com tudo apenas para si, ele se perguntava se ele poderia alcançar algo mais, obter aquilo que ele via entre ela e sua família, a cumplicidade, a intimidade.

Com aquele pequeno toque, aquele breve olhar, seu coração se acalmou desde que ele viu Roi abraçando ela, pela primeira vez ele viu uma pequena esperança que só talvez, ele um dia poderia ter ela daquela maneira também.

Ela o havia tocado e aquilo mexeu com ele, mas do que poderia ter imaginado.

Quando todos se levantaram, após terminarem os pratos, Mist saiu com seu pai a reboque para mais momentos sozinhos. Ela estava determinada a permancer cada momento com ele, já temendo a partida. Seth queria Mist só para si, mas nesse momento ele deixou ela gastar com seu pai.

Assim, pela primeira vez, ambos se viram sozinhos.

Seth e Roi.

Os dois se encaram momentaneamente.  Roi estreitou o olhar sobre a sua figura, eles eram da mesma altura, porém ele era mais forte, totalmente certo para alguém que trabalhou para o exército.

Seth deliberadamente prendeu ambas as mãos às costas.

Roi balançou a cabeça como a contragosto, um brilho no olhar divertido “você pensa que a tem de alguma forma? ” Disse a partir de sua distância e Seth sabia do que ele estava falando, somente assim, algo que estava preso entre eles, o “pertencer“eu estou com Mist há mais tempo do que você pode imaginar, eu a conheço de uma forma que você nunca irá fazer”

Seth prendeu a mandíbula apertada diante da ameaça implícita, aquela tentativa de intimidação “Eu não me importo realmente com que aconteceu no passado entre os dois” mentiu quando ele sempre se importou, “mas, agora, ela está aqui, comigo, ela me pertence de todas as formas” disse sério.

O outro homem pareceu considerar suas palavras, “Você acha que conseguirá isso como? A mantendo dentro dessa fortaleza? ”perguntou abrindo os braços.

Seth se viu rindo, pela primeira vez, mas não divertido, algo amargo que serviu para liberar a própria tensão ao se aproximar do homem ficando cara- a –cara com ele “eu a mantenho de uma forma que você nunca terá o prazer de fazer o mesmo e se caso você tocar um fio de cabelo dela” ele chegou próximo ao seu ouvido, vendo o prazer dele recuar alarmado “eu não vou usar a desculpa de uma guerra, ou qualquer outra coisa,  eu mesmo irei mata-lo” ele disse sério e esperou até que as palavras fizessem o seu efeito.

Ele viu o punho dele se aperta, “eu não tenho medo de você” Roi falou com raiva.

Seth o olhou dos punhos ao rosto, “Mas deveria” e então recuou, ainda sem desviar o olhar “Se você ainda está aqui é por respeito ao embaixador, não brinque com sua sorte garoto”

‘Garoto’? Seth estava usando sua posição superior contra ele.

Ele apertou seus olhos em sua direção a raiva borbulhando por debaixo de seus músculos “o que faz você ter tanta certeza? ”

“Ela é minha agora” disse por fim com toda a certeza e autoridade que suas palavras conseguissem obter, lembrando do pequeno gesto, do toque no seu braço que causou uma forte onda de esperança que ele estava determinado a segurar perto de si.

Ele deixou o silêncio que se seguiu fazer sua parte e então deixou o lugar, antes que descumprisse suas próprias palavras de não machucá-lo.


Notas Finais


Sei que vocês queriam ver sangue derramado, mas há tempo para tudo ;)


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