História Terras selvagens - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Fantasia, Magia, Mundo Paralelo, Romance
Exibições 23
Palavras 1.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Josei, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Atenção para todos os avisos para a história.

Capítulo 15 - Parte 5


Os dois estavam deitados, quietos no silêncio do quarto, cada um imerso em seus próprios pensamentos. Mist, que era agitada por natureza, segurava os botões de sua camisola abrindo e os fechando num movimento repetitivo, enquanto olhava diretamente para o teto branco, murmurando coisas desconexas a fim de se acalmar e tentar dormir.

Mas não conseguia. Seu pai e Roi tinham partido mais cedo e um grande buraco tinha se estabelecido em seu coração, além do mais, todos esses problemas envolvendo o conflito na produção entre os dois lados, estava mexendo com os nervos dela. Seu pai havia dito que muito provavelmente isso só iria piorar. E agora, ela só queria se virar e descansar a cabeça no ombro de Seth, mas por algum motivo ele estava distante e frio ao seu lado.

Qual era o problema dele? Há dias que ele estava daquela forma ranzinza e fechado, o que a fazia lembrar de uma criança, cuja sobremesa havia sido negada.

“Qual o problema? ” Ela ouviu sua boca perguntar, aparentemente ela não conseguia guardar as coisas para si mesma. Inferno!

“Nenhum” ele deu de ombros, sem ainda encará-la.

Ele estava naquele humor terrível. Realmente, Mist não tinha dado dois pensamentos para Seth enquanto seu pai e amigo estavam em causa. De uma forma estranha, os últimos dias tinham sido uma verdadeira prova: Seu pai melancólico com os problemas que ia enfrentar quando chegasse em casa e ela mesma tentando entender os conflitos que estavam surgindo. Mas o pior era a forma com que os homens mais novos se comportavam, ou melhor, a forma com que Roi e Seth pareciam prontos para se matarem a cada troca de olhares.

Era enervante.

Ela entendia perfeitamente o comportamento do amigo: Roi sempre se indispôs contra o norte, contra as leis que o regiam e como eles ficavam com o melhor da produção interna. Em outras palavras, Roi odiava Seth.

Mas o contrário? Mist não via nenhuma razão para essa indisposição gratuita de Seth. Sem perder seu precioso tempo restante com o pai, ela não tinha ido atrás disso, mas agora era incomodo ter um corpo frio e distante ao seu lado que mal notava sua presença, era irritante.

“Não, você está irritado” ela se virou para ele.

Seth finalmente a encarou, o cenho franzido, os lábios apertados. “Você está se preocupando comigo agora?” Ele disse sarcástico.

Oh.

Agora que eles foram embora, Mist finalmente se relegou a olhar para ele. Seth não queria soar amargo ou magoado, mas lá estava o sentimento.

Ela piscou em confusão. Ele estava chateado com ela? Mas por que? Ela, até onde se lembrava não tinha feito nada de errada. Concedido, apesar dos pesares, Mist estava tentando o seu melhor em adaptar-se ao lugar e até mesmo a ele.

“Bem, eu tinha que cuidar do meu pai, você está chateado com isso? ” Perguntou ofendida.

Seth comprimiu os lábios. Certo, não era isso então.

“Por que se não foi, você está passando uma ideia totalmente errada. A forma com que você tratou Roi foi apenas agre...”

“Apenas pare de falar o nome desse homem! ” Ele a interrompeu sério.

Mist piscou assustada. “Por que você está agindo...”

Mas então uma coisa pequena e ínfima instalou na sua mente.

Será? Quer dizer, a própria ideia é tão absurda que a faz rir e então Seth a olhou intrigado.

o que foi?”

“eu não acho que... não, você está com  ciúmes? De mim e de Roi?”  Perguntou perplexa, mas com um comichão curioso no seu coração. Nunca na sua vida Mist tinha dado ciúmes para outra pessoa, era algo tão novo para ela, quanto ver neve!

“Claro que não! ” Ele respondeu mais rápido do que gostaria.

Mist não riu, nem expressou nada até que Seth se virou para ela.

Ela balançou a cabeça “Eu não posso acreditar, ciúmes? De mim? Quer dizer, eu nunca imaginaria isso” ela disse surpresa.

“Eu não estou com ciúmes” ele repetiu dessa vez mais calmamente, porém sua voz denunciava um outro estado.

Mist tentou ver pelo seu lado, “Espero que sim, por quer nós somos apenas amigos” ela disse para ele.

Mas Seth apenas franziu os lábios em desgosto.

Certo, aquilo não era o suficiente.

“Somos apenas amigos e Roi me ver apenas com uma irmãzinha... é sério!” Ela disse quando ele  revirou os olhos.

“Quer dizer... quando eu era mais nova, eu tive uma quedazinha por ele, sabe uma paixonite de criança” e Mist se viu pega pelas lembranças de anos atrás. Deus, ela era tão boba.

Esse tempo tinha sido o mais constrangedor de sua vida.

“Sabe, quando ele era apenas o garoto mais incrível que eu conhecia e ele tinha me ensinado tanta coisa e passávamos praticamente o dia juntos, então era normal eu confundir nossa amizade com algo a mais” ela suspirou fundo.

Seth encarou atônito, ela realmente achava que contar essas coisas do passado estava ajudando?

“Mas realmente, nunca aconteceu nada demais com a gente, e Roi apenas se preocupa comigo, como uma irmã” repetiu, com se voltando à realidade e o olhando nos olhos, "e eu o vejo como um irmão mais velho, apenas isso."

Oh, ela não sabia.

Seth podia ver que ela realmente acreditava nisso. Que a forma de agir do outro homem era apenas alguma coisa normal, mas Seth sabia melhor e não era ele que iria dizer a verdade para Mist. A ignorância era a melhor solução agora.

Ao invés ele a beijou duro e difícil. Realmente, falar daquele homem em sua frente não tinha sido a melhor solução para seu humor e ele ainda estava com raiva, afinal, mesmo que ela tivesse dito que não aconteceu nada entre os dois, e ele acreditava, por outro ele tinha sido seu primeiro amor.

E ele queria ser seu primeiro em tudo.

Bom, ele iria tratar de apagar isso de sua mente.

Ele a soltou depois que ambos estavam sem folego. E ela a olhou com seus profundos olhos castanhos dilatados, surpresos e expectativos.

Então, realmente era o que ele precisava. Seth abaixou sua cabeça e muito lentamente começou a beijar sua garganta refinada, saboreando, sobretudo a forma com que ela colocou suas mãos por sobre seus ombros e se inclinou para dá lhe espaço suficiente. Sim, o beijo em sua boca, suas línguas entrelaçadas. Ela tinha um sabor doce, requintado e, como sempre, o beijo que começava lento, começava a ser mais ardente, ousado e insistente, revelando o espírito apaixonado de Mist.

Oh, sim, naquele momento, ela era toda dele. E não havia pensamento mais prazeroso que esse.

Vagarosamente moveu-se mais para baixo, sustentando o próprio peso com os braços e se colocou por cima, seu membro rígido contra o tecido que cobria suas coxas (por que ela tinha que sentir tanto frio?), então arrastou suas mãos por sobre seu corpo, até pegar a barra da camisola e o levantou lentamente, admirando cada parcela que surgia. Ela era perfeita. As coxas firmes, os quadris redondos, a cintura e os seios, sim, eles eram a parte que mais gostava, não eram pequenos e nem grandes, apenas perfeitos.

E quando a deitou novamente e passou os lábios pelos mamilos escuros e ouvia sua respiração retarda, minha, foi o único pensamento que conseguia formular. Devia se sentir envergonhado pela forma primitiva que se comportava, mas não conseguia, pois ela o tocava também, primeiro nas costas e então descendo, numa onda de prazer imensurável que culminou quando ela o segurou rígido.

Sabia que estava sendo cruel quando lentamente tocava em seus pontos sensíveis sem realmente consumar o ato, mas ele queria que ela o chamasse pelo nome. Queria que ela chamasse por ele.

Seth arfou e sentiu o corpo estremecer e sem mais aguentar se posicionou entre suas pernas, sentindo ela levantar se para ele, já húmida, já pronta e então Mist pediu, puxando o pelos ombros, a cabeça enterrada no travesseiro, os olhos fechados e a boca machucada pelos dentes que afundavam no lábio inferior.

O alívio que sentiu ao penetra-la, ao mesmo tempo que beijava seu rosto, não tinha nome e então Mist o envolveu com os pés e ele começou a empurrar mais duro, mais difícil. Ele queria gritar e o fez. Seth podia sentir suas costas serem rasgadas pelas unhas delas.

Então segurou nas nádegas delas com as duas mãos e projetou os quadris para frente, penetrando a mais fundo que conseguia, adorando-a enquanto ela gritava o nome dele, apenas o nome dele, por prazer.

E em um vai e vem em frenesi, Seth se abandonou a paixão que sentia, até ambos os corpos tremerem e convulsionarem. Quando ele se afastou e desabou ao seu lado, ele podia ouvir os arquejos dos dois, alto e cansado. Puxou então para junto de si, onde ela se dobrou ao seu lado, as pernas entrelaçadas e corpos suados.

“Eu não quero mais ouvir o nome dele Mist” ele disse encarando os penetrantes olhos dela “nunca mais”.

Ela o fitou ainda respirando pesadamente, “ele é meu amigo” ela disse em um sussurro após um momento, mal abrindo os lábios.

Ele balançou a cabeça, pronto para protestar, mas ela o interrompeu se levantando e quando ele pensou que Mist iria sair do seu lado, ela se posicionou em cima dele, inteiramente nua e o montou.

Com seus cabelos soltos, selvagens sobre seus seios, um brilho no olhar, o rosto vermelho, ela parecia uma selvagem, alguma criatura mítica das lendas que lia sobre o sul.

Seu próprio sexo protestou com a nova onda de prazer o dominando. E quando ela o beijou e começou a se mover, foi Seth que não conseguiu pensar em mais nada.


Notas Finais


Aviso dado? Ok então....
E vamos encarar, Mist e Roi eram amigos antes de qualquer coisa e não é só porque Seth sente ciúmes (com todo o fundamente para isso, mas ainda assim) que ela não deve se preocupa com o amigo ;D.


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