História Terras selvagens - Capítulo 23


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Categorias Originais
Tags Drama, Fantasia, Magia, Mundo Paralelo, Romance
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Palavras 3.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Josei, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bem, tem sido uma semana triste.
Gostaria de oferecer, se houver alguém aqui da região de Santa Catarina, arredores ou mesmo torcedores do chapecoense, meus pêsames.
Tinha assistido pela televisão o último jogo contra o Palmeiras e já me sinto profundamente triste pelas vidas que se perderam, nem posso imaginar a dor das pessoas de perto.
Então, força e conforto!

Capítulo 23 - O som do lamento


“Eu imagino que deveríamos ter tido  essa conversa mais cedo. Mais me perdoe, eu simplesmente não conseguia” ela parecia firme, implacável como uma rocha.

Mist continuou calada.

“No entanto, observo que nos últimos dias seu comportamento tem andando um pouco mais vacilante, no limite do decoro na verdade. O que é um pouco decepcionante, pois estava certa que você sabia o que era unir-se a esta família e o que ela representa” e então, sua boca se contraiu, um flash de raiva atravessando seu rosto solene, “expor suas opiniões em momentos inadequados, invadir os espaços exclusivos dos funcionários, sair do castelo e pôr se em perigo. Ir as fontes termais...de quem foi a ideia de irem a tal lugar?

Não, por favor não responda” ela ergueu as mãos antes que Mist pudesse se justificar, “já não adianta.

A questão é que me encontro em uma terrível encruzilhada. Você deve certamente saber de nossas tradições, nossa cultura... vocês têm escolas comunitárias não é isso?! Onde as crianças são ensinadas em grupo?! Bom, mesmo que estranho, tenho certeza que você teve a oportunidade de aprender como se dá a nossa educação e nossos costumes”

Ela se inclinou para a frente como se explicasse para uma criança lenta,

“Aqui, cabe à própria família educar sua criança, desenvolve-la, ensinar-lhe aquilo que é mais precioso. O governo não intercede nesse ponto, é uma questão extremamente privada, assim nós temos um controle muito forte sobre a vida dos nossos filhos, inclusive no que diz respeito a quem se unirá a ele”

Mist sabia tudo isso era claro, mas quanto mais tempo ela passava sentada de frente para a mulher, mais convencida estava que o objetivo daquela reunião era apunhala-la de alguma forma. Ela não se atrevia falar, Eleonor não dava amostra alguma de que isso lhe era permitido, então permanecia imóvel, escutando e escutando tudo o que ela lhe falava.

“Veja, conheço Elessar, esposa de Sinclaff desde quando ela era uma menininha e, antes dela, também conheço seus pais e seus avós” continuou, consciente do poder que exercia sobre Mist, “eu a conheço, essa é a grande diferença. Eu sei tudo sobre Elessar: seus medos, suas falhas, o que ela deseja. Sei as doenças da infância que ela teve, se por acaso ela carregaria alguma aos dias de adulta. Conheço o que a motiva, sei onde precisa ser corrigida. Eu a escolhi por que sabia que ela seria perfeita ou a mais adequada mulher para meu filho. É um direito que eu tenho, uma honra para cada mãe do norte em participar da vida do filho, mesmo quando ele não o pertence mais.

Havia outrora escolhido uma menina para Sethendreck de uma boa família, excelente educação, mas quando fui informada que ele iria casar com você... tive que deixar meu orgulho de lado, abaixar minha cabeça... eu uma senhora companheira do Fair”.

Ela então fez uma pausa, deixando as palavras criarem o efeito necessário. A calma, a finalidade daquelas sentenças fazendo Mist retrair-se. Sentia-se como se sendo atacada com uma agulha fina, invisível, aguda, porém que deixava sua marca.

“eu....eu sinto muito” murmurou, tentando manter a voz neutra, mas falhando ao sentir a garganta seca e a súbita culpa dentro de si.

Mas Eleonor apenas balançou a cabeça, a boca em linha fina, num falso sorriso.

“não...você não consegue entender o que estou falando” repreendeu, “eu vejo nos seus olhos a camuflagem de um orgulho de uma alma rebelde” continuou no mesmo tom,” você não consegue compreender de fato? Esse direito foi negado a mim! A mim, aquela que deu à luz a ele, que o carregou na barriga e sofreu todas as dores do parto. Em algum tipo de jogo político mesquinho me foi obrigado a abdicar de meu direito a uma pessoa que eu nunca tinha visto em minha vida, de uma outra e totalmente diferente cultura, de um ambiente que não compartilham dos nossos ideais” pontou cada palavra com veneno, quase a cuspindo, o rosto até então frio de uma amargura contida, se transformando em algo carregado de ódio e nojo. “E agora sou obrigada, do mesmo modo, a manter as aparências, mesmo quando estou contigo, quando a apresento para os demais e faço meu papel de anfitriã. Lembrando a todos, constantemente que tu és a dobra do meu orgulho. Uma criatura que não conheço, uma estrangeira nessas terras”

E então voltou-se a recosta em sua cadeira, observando-a ao mesmo tempo em que a máscara da frieza retornava e a vermelhidão que até então tinha destacado em suas faces alvas, esvaindo, permanecendo apenas o olhar implacável.

Mist já não tinha palavras, descobriu que a melhor opção para esconder as lágrimas que estavam se formando, juntamente com a dor latente em seu peito era a de permanecer calada. Estava concentrada apenas em não desmoronar diante dela. As unhas da mão perfurando a palma uma da outra, cada vez mais forte, afim de manter-se a si mesmo. Mas era difícil, sua respiração, percebeu, estava cada vez mais rápida e ofegante. Mas ela não queria chorar, estava dando tudo de si para isso.

 “Não mereces meu filho” sentenciou após sua pausa, “não te conheço e a mim vem um repúdio tão natural que tu mesmo podes sentir. Tu não és nada para mim, ou para esta família” deixou claro, “e o meu desejo é que tu sigas a tua natureza e o abandone. Volte de onde veio e que possamos esquecer que tal tragédia se abateu sobre nós”

Ela então parou de falar e Mist ainda fixou-se naquelas pedras azuis, um embolo subindo pela sua garganta. Ela sentiu os olhos arderem e a garganta fechar com a sugestão, ou melhor, diretiva para que Mist deixasse o seu filho.

“Me fiz entendida? ” Seu olhar era gelo puro.

Mist ergueu a cabeça, sua boca estava travada, a garganta seca e os olhos ardendo pelo esforço de segurar as lágrimas. Ela acenou que não. Não tinha nada para falar com ela.

Saiu segurando firme a respiração. Precisava se afastar, queria correr. Sentia os soluços presos na garganta e nos olhos, lágrimas queimavam para desceram. Ela caminhou pelos corredores. Estava como se perdida.

 

Tentou encontrar Seth, mas fora impedida à porta da onde os líderes estavam reunidos.

“A senhora está bem? ” um dos servos perguntou ao  ver seu estado.

Ela não conseguiu responder, apenas acenou e saiu desorientada. Sua respiração era cada vez mais difícil e Mist utilizava todas as forças que tinha para não chorar, mas quando se viu sozinha em seu quarto, tudo o que segurava saiu.

Chorou como a muito tempo não fazia. Enrolou-se a si mesmo e arfou diante da respiração cortada e dos soluços. Gordas lágrimas faziam caminho pelo seu rosto. Se sentia sozinha e desamparada, numa terra estranha e longe dos seus.

Chorou por que queria sua mãe. Queria sentir seu abraço forte a dizer para ela que tudo iria ficar bem. Queria estar em casa e longe dali.

Com as mãos fechadas em torno dos lenções da cama, a voz de Eleonor ressoava em seus ouvidos, uma dor tingindo o seu peito.

Ela chorou até que adormeceu, sentindo-se não mais a mulher forte e independente que achou que fosse. Sentia-se novamente como uma menina carente, deixada sozinha e longe de casa.

Sentia-se lamentável.

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Ainda estava com raiva e agitado, havia deixado Mist o atingir e ele sabia que havia falado o que não deveria. Perdera a razão quando sempre tinha sido guiado por ela.

Seu dia tinha sido como um turbilhão de atividade, e aproveitou a ocupação para aliviar a mente e permitir que a raiva que o havia invadido mais cedo, esfriasse.

A questão é que tinha que fazer Mist entender como funcionava a sua família. Havia explicado que eram pessoas difíceis, duras, objetivas e diretas e, caso não se atendesse aos seus objetivos, eles seriam descartados.

Esse era seu medo.

Não queria que nada de ruim acontecesse com ela.

Ali, diante do seu pai, voltou a se perguntar quais eram a estratégias dele, talvez seu pai o havia chamado justamente para discutir isso, não que fosse esclarecedor de alguma forma.

Eoghan sentou- se, em linha reta, apoiando-se na cabeceira da mesa, como de costume, comendo pouco e olhando os documentos que os servos colocavam em sua frente. Os semblantes preocupados a mesa apenas indicavam os temores mais crescentes.

“Temos que deslocar o carregamento de alimentos para as cidades que ficam próximo a costa, o que nos chega é que cerca de dez crianças e sete mulheres morreram esses últimos dias. As autoridades acabaram de entrar na capital afim de reivindicar assistência” um dos representantes apontou de forma séria.

“Nós não podemos, já tínhamos decidido que a próxima saída seria para as minas. Doze cidades estão dependendo desse carregamento, caso contrário a produção de minério será interrompida de vez” um outro falou.

O caso aqui seria a de tomar a difícil decisão de onde distribuir alimentos. Se para as pessoas que moravam na região costeira ou se para as cidades cuja função primordial era a de explorar as minas de ferro que se encontravam ali.

Obviamente, por uma ordem real e seguidos pelos administrados ali presentes, o já escasso carregamento de suprimentos destinados à algumas cidades do interior iriam para os mineiros. Eram eles que forneciam o subsídios para a produção de armas e máquinas afinal de contas. Assim, as pessoas do sul, continuariam a morrer de fome.

Seth baixou sua cabeça enojado.

Não iria interromper, tinha aprendido sua lição. Via que sua opinião era de pouca importância, então apenas se resignou em ficar calado. Era egoísta da sua parte, mas não podia fazer mais nada. Ele não era ninguém, portanto, melhor manter seus pensamentos na baia, e então, quando isso terminar, ele podia ir embora.

No entanto, ao invés de ser dispensado, fora convocado em particular.

E não importa quantas vezes Seth foi chamado a presença do seu pai, sempre se fazia sentir como se tivesse oito anos novamente, sendo questionado a respeito de sua educação e sua saúde. E havia sempre aquele temor de como o pai iria reagir quando soubesse que continuava a tossir, ou quando tinha sido informado que havia caído do cavalo.... Parecia que, com o passar dos anos, pouca coisa havia mudado, dado que Eoghan sempre tinha documentos ao redor dele, documentos que eram mais dignos do seu tempo do que seu filho mais novo.

“Você me chamou senhor”

Houve um longo silêncio, quebrado apenas pela raspagem da pena de seu pai, que quer seja a missiva que estava escrevendo.

"Você sabe que o rei irá retornar em breve", Eoghan disse finalmente, olhando para cima " sabe muito bem que o conselho já aprovou sua retirada do poder"

Os papéis foram embaralhados no lugar e colocados de lado. Parecia que Seth estaria recebendo toda a atenção de seu pai para o momento, que nunca foi um bom presságio.

Eoghan se inclinou para a frente, os olhos fixos em seu filho, que é como ele falou,

"O conselho já definiu o próximo a assumir Celaborn"

Seth esperou.

"O conselho escolheu a mim...."

Sentiu sua respiração engatar. Ele não deveria estar surpreso realmente, pois no fundo, sabia que todas as últimas ações do pai, apontavam apenas para uma perigosa direção. No entanto, saber da notícia do próprio homem não facilitou o processo de aceitação. Desde o momento que havia feito a primeira convocação da qual não fora, até o momento em que mandou seu irmão para além da fronteira, pareciam atos estreitamente selecionados para consolidar a imagem forte do homem que era seu pai.

"Não será uma transição demasiadamente perigosa? ” Questionou temeroso, “afinal, apesar do conflito se estender principalmente nas tribos do sul, há bastante insegurança entre a casta servil”

“Não será perigosa quando temos o apoio dos líderes, com a investida no sul, o exército já comunicou o apoio, não há muito o que os demais possam fazer” ele continuou com segurança, “há instabilidade econômica e a possibilidade real dessas tribos unirem-se com apoio estrangeiro, a população está com medo, a troca de poder é uma necessidade”

Seth acenou, considerando todas as possibilidades. Avaliando a si mesmo diante da ambição do pai, qual seria seu papel nessa formação? Seu pensamento foi logo respondido.

“Dito isto, preciso que você se estabeleça o mais rápido possível aqui na capital, enquanto seu irmão assumirá a frente do reestabelecimento das ligações com os produtores, juntamente com o exército, quero que você permaneça ao meu lado para que assuma os cargos que lhe convém após assumirmos o governo”.

A palavra pressionou à mente. Estabelecer.

Ele fechou os olhos por um momento. Seth não se via aqui, não com Mist. O que seria dela em um ambiente como esse? Só em pensar na possibilidade de contar para ela, fazia seu coração acelerar. A discussão de mais cedo ainda borbulhava em sua mente, a forma com que perdera o controle e falará o que não devia.

“Se me permitir, creio que serei de mais ajuda na fronteira, também nas negociações” ele permitiu a esperança de tentar.

Ele olhou para Seth com os olhos apertados por um longo tempo. Em seguida, ele pegou seus papéis de novo, deslizando-os de volta na frente dele.

"Então, me diga sobre essa garota. Diga-me o que é tão fascinante que você preferiria ir meter-se para sempre no campo, a assumir suas responsabilidades sobre sua família? ”

O fato de seu pai saber que seu pedido fora baseado nela realmente não deveria ter vindo como uma surpresa.

Eoghan sabia de tudo.

"Não há nada a dizer" falou, sua voz baixa em respeito ao homem, mas como ele poderia dizer a seu pai qualquer coisa, qualquer coisa sobre Mist? Era como se eles existiam em dois mundos separados.

Ele viu quando seu pai tirou os papéis de volta para ele, arrastando-os para uma nova ordem.

"Eu conheci o pai dela, quando este veio preso tempos atrás”

Pegando sua pena, ele mergulhou na tinta começou a escrever novamente, o som arranhado enchendo a sala.

"Ele era um homem tolo. A prisão e toda a extravagancia do casamento que se seguiu foram coisas tolas" disse sem o encarar.

Seth esperou estoicamente, a mandíbula cerrada, os punhos presos.

“ a cada vez que penso nisso, acho a justificação necessária para o que estamos a fazer, foi uma ação injustificada e ainda perda de tempo para que o ...”

“Meu casamento não foi uma perda de tempo” ele o interrompeu, a raiva na voz se sobressaindo na maneira com que Eoghan olhou para ele, colocando sua pena em pausa.

Seu pai observou-o cuidadosamente, olhando para ele um pouco longo demais para facilidade. Era como se o olhar de seu pai foi cavando seu caminho em sua cabeça, colocando todos os seus pensamentos em aberto.

"Foi uma perda de tempo e uma forma de tentar nos manipular "

A resposta de Seth foi rápida e segura, "Independentemente das razões, já está feito e consumado, não podes mais mudar isso”

Ele encontrou o olhar fresco, medido de seu pai e segurou-o.

"Na verdade, não"

Era como se o tempo houvesse parado. “O que significa isso?” ele não precisava perguntar, ainda assim ouviu sua voz rouca em resposta a sentença.

“Significa Setendreck, que seu enlace com essa menina não nos é de nenhum proveito, e em breve, você como meu filho, se tornará um príncipe, razão pela qual poderemos aproveitar e arranjar-te algo que beneficiária muito mais a nós conforme as circunstâncias a definir”

“Não podes fazer isso!” desafiou não acreditando no que estava ouvindo, “Não pode  anular o meu casamento com Mist!” Vaiou, cada palavra saindo seca de sua garganta conforme perdia a compostura, a raiva queimada em seu intestino, permitindo-se inflamar.

“Não cabe a você decidir isso” respondeu seu pai, igualmente irado, “se eu acreditar que esse casamento está a prejudicar meus planos, não duvide Sethendreck, você não terá uma mão sobre minha decisão” sentenciou, desafio não era algo que seu pai valorizava.

“Ela é minha mulher, não ouse senhor interferir nisso” jurou ao bater o punho na mesa, “Mist e eu somos casados e nada vai mudar isso!” Rosnou enfurecido e então, pela primeira vez na sua vida, deu as costas ao pai.

Apenas pensar na mera possibilidade do que seu pai estava falando o perturbou a alma. Havia uma ameaça explícita lá que ia contra ele, seu próprio filho. Seria capaz de desfazer uma união criada pelo próprio rei para que ele fizesse o que o mandavam.

Não, não, não!

Ele não ia deixar que isso acontecesse, Mist era dele, não ia separar dela, jamais.

Seth saiu pisando forte do gabinete do pai, em seu estado, ninguém ousava pará-lo ou mesmo direcionar o olhar.

Ele estava enfurecido, pois toda a sua vida tinha sido dirigida pelo pai. Sob a ameaça constante que não era digno de ser filho de quem era, sempre o menor, o menos capaz, a criança debilitada, aquele que tinha sido mandado para o sul desde cedo apenas para ficar fora da vista de sua imponente família.

E então passou se dedicando a cumprir tais expectativas, estudando, evoluindo, aprendendo, se dedicando. Nunca o havia questionado, nunca havia negado nada que o pedissem e então, a única coisa que queria, a única coisa que mais desejava era ela. Desde a primeira vez que a viu, aquela criatura inalcançável, selvagem, livre, ele a quis.

Mist.

Ele fechou os olhos com força. Não a tirariam dele!

Socou com força a parede. A dor que passou pela sua mão foi intensa e aguda, mas serviu para abrandar sua ira.

Respirando fundo para tentar se acalmar e tomar de volta sua compostura, recostou sua cabeça contra a parede fria, ele queria vê-la, imediatamente, em uma urgência tal que que garantisse que ela ainda estava ali com ele, no entanto, obrigou-se a limpar a cabeça por um momento, recuperar a compostura.

Seth levou seu tempo para encontrar Mist na câmara privada deles.

Ela estava recostada contra o assento junto à janela. Os braços envolvendo os joelhos, a cabeça pendendo contra a parede, ela não se virou quando ele fez saber sua presença.

De alguma forma ela parecia menor, enrolada em torno de si, em seu próprio casulo.  Dou-lhe lembrar das palavras de mais cedo, da discussão que tiveram e saber que ele era a causa do seu estado.

Sem realmente pensar mais em alguma coisa, ele sentou-se ao seu lado, uma distância respeitável entre eles.

 “por favor, me perdoe” ele acabou dizendo. E esperou.

Só depois que estava quase desistindo de uma reposta, ele sentiu Mist relaxar de costas para ele.

“tudo bem” ela murmurou tão baixo que quase não a ouviu. E mais silêncio.

Mas não era isso que ele queria, em um momento de desespero, estendeu a mão e tomou-lhe a sua.

Mist então começou a tremer. Quando olhou para ela, percebeu que estava chorando, reflexivamente a abraçou, colocando as mãos envolta do seu corpo recolhido e afundando sua cabeça em seus cabelos.

Mesmo que ela ainda estivesse fria ao seu toque, ele não ia desistir, sentindo seu perfume natural, a lembrança olfativa poderosa do que é estar com ela, foi tudo tão claro para ele.

A amava, sempre. Desde que pôs seus olhos sobre ela.

E então vê-la chorando.... era como enterrar pedras em sua mente, pois era sua culpa. Estupido que era, tinha feito ela chorar.

Um momento depois, ela tinha se acalmado, mas ambos continuavam abraçados.

“Seth....me leva para casa,.... por favor” ela pediu, ainda seu rosto enterrado contra ele.

“sim, nós vamos” ele garantiu, beijando o topo de sua cabeça.

Ele sabia o que tinha que fazer. Tinha de leva-la o mais longe de quem quer que quisesse separá-la dele. Havia a ameaça pungente de seu pai e Seth estava disposto mesmo a desafia-lo se houvesse o mínimo risco de tirarem Mist dele. Ele não iria permitir.

A questão agora, ele pensou tristemente ainda segurando ela em seus braços, era saber a qual casa Mist estava se referindo.


Notas Finais


Wow, tem sido algum tempo!

Bem, lembra-se que havia comentando que essa história era dividida em três partes? Pois bem, essa é o fim da segunda parte, creio que a última parte será mesmo bem pequena.

Espero que estejam gostando e mais uma vez, só posso agradecer o feedback de cada um!
Abraços, beijos e já adianto um bom final de semana para todos nós!


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