História Terry Bogard: Lobo Solitário - Capítulo 1


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Categorias The King of Fighters
Personagens Personagens Originais
Tags Fatal Fury, Snk, Terry Bogard
Exibições 3
Palavras 1.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E lá vamos nós! Terry Bogard (junto com Ryu) é meu personagem favorito dos games. Cresci jogando Fatal Fury e King of Fighters e posso dizer que a filosofia do "Lobo Solitário" sempre mexeu com a minha cabeça. Quem nunca pensou uma vez na vida em deixar tudo de lado, pegar uma mochila e meter o pé na estrada? Pois essa fic tem a finalidade de celebrar meu grande herói dos games! Espero que curtam, essa é de coração!

Capítulo 1 - 1. Aí vem o forasteiro


 

- Estou te avisando, rapaz. Por essas bandas não confiamos em forasteiros! É melhor ficar longe de encrenca por aqui!

 

    A espingarda de cano duplo nas mãos de Wilbur completava silenciosamente a ameaça. Ele e se filho Trevor estavam dentro do bar da cidade de Aston, em algum lugar no interior dos Estados Unidos. A figura sentada na mesa usava uma jaqueta vermelha e calças jeans. Tinha cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo e exibia um sorriso no rosto enquanto ouvia o “aviso”. Seu nome era Terry Bogard. E procurava emprego na pacata cidade.

 

- Senhor, não se preocupe. Estou aqui apenas para encontrar um emprego. Estou farto de trabalhar no agito das cidades grandes, sabe?

- Ha! E veio pedir emprego em um bar, não é mesmo? Esta garrafa de cerveja vai te ajudar a arrumar um trabalho, rapaz?

- O senhor me pegou… É que desembarquei do trem não faz muito tempo e aqui faz um calor dos infernos! Só estou refrescando a garganta. A propósito, meu nome é Terry Bogard.

- Vá embora da minha cidade, Terry!

 

    O velho fazendeiro virou e partiu em direção à porta de saída, acompanhado de seu filho, deixando o jovem com a mão estendida. O barman comentou:

 

- Fique tranquilo, amigo. O velho Wilbur nunca é amigável com forasteiros. Por Deus, ele não é amigável com ninguém, na verdade! mas acredite, o velho é turrão mas ama o povo desta cidadezinha como nenhuma outra pessoa o faria.

- Eu entendo. Agora, sério, precisa de alguém trabalhando aqui no seu bar?

- Hahahaha! Você não vale nada, irmão!

- É sério, cara… - Sorriu Terry.

- Olha, camarada, procure Timoty no Rancho das Acácias. Ele precisa de alguém para cuidar do gado.

- Muito obrigado, irmão. Qual o seu nome?

- Me chamo Harry.

- Obrigado, Harry. Vou entornar o que resta aqui e partirei para conversar com o senhor Timoty o quanto antes!

 

    Após terminar de beber sua garrafa de cerveja, Terry pagou a conta e começou sua caminhada em direção ao Rancho das Acácias. Era a primeira vez que caminhava naquela pequena cidade. O solitário lutador estava cansado das constantes batalhas, apesar da pouca idade (tinha 27 anos). Após derrotar Geese e Krauser uma vida tranquila era tudo o que ele gostaria de ter. Eram três horas da tarde. Sua bolsa tinha apenas mudas de roupas. Estava intrigado com o velho Wilbur. Ele pensou: “As notícias correm rápido por aqui. Como aquele senhor sabia que eu havia chegado na cidade? Deve ter algum informante na estação, eu acho.”

    O herói desconhecido passou por três propriedades grandes. Foi observado por um cão enorme em uma delas, e ficou com medo do bicho se soltar e correr atrás dele. Ao passar pela quarta grande propriedade, depois de mais de uma hora caminhando, ouviu uma confusão dentro de uma casa. Diminuiu o ritmo dos passos para ouvir melhor o que estava acontecendo. Ouviu um diálogo acalorado:

 

- Sua atrevida! Eu te proibi de ler essas besteiras, não foi? Você me desobedeceu pela última vez, Esmeralda!

- Eu tenho direito de estudar o que eu quiser, pai! Ai! Pára!!!

 

    Aquilo era barulho de surra com cinto? Parecia bastante… Terry refletiu por um momento. Eram pai e filha. Ele não podia se meter. Era seu primeiro dia na cidade e estava decidido a não arranjar confusão. Continuou caminhando lentamente. A mulher gemia de dor. Implorava para que seu pai parasse.

 

- Ah, quer saber? Foda-se! - Disse para sua consciência.

 

    Terry pegou uma pedra no chão e arremessou na vidraça da sala da casa de onde se ouvia a confusão. O vidro estilhaçou e a gritaria cessou. Logo um homem barbudo surgiu na porta, com uma correia de couro nas mãos. Terry acenou e disse:

 

- Desculpe, senhor. Tentei acertar um pombo e acabei fazendo besteira! Eu pago o vidro.

- Seu idiota! Quem é você?!

- Sou novo na cidade, senhor. Estou com muita fome e preciso de emprego. Posso trabalhar com qualquer coisa que precisar em troca do conserto da vidraça. Por favor, não chame a polícia.

 

    O homem olhou bem para o rosto do forasteiro, analisou por um instante a situação e, por fim, disse:

 

- Suma daqui ou eu vou pegar meu trabuco, seu desgraçado!

- Desculpe, senhor, tenha um bom dia…

- Saia de uma vez!!!

 

    Terry continuou andando. Percebeu que estava sendo observado por mais alguém, provavelmente pela menina que estava apanhando, mas resolveu não olhar para trás. Parou quando percebeu que o homem havia entrado novamente na casa. Esperou um pouco para tentar ouvir algo. Mas o silêncio foi era a única coisa que havia. A surra não ia continuar.

 

- Bingo! Foi melhor do que imaginei.

 

    O lobo solitário ajeitou o boné e continuou andando. Mais vinte minutos de caminhada com uma temperatura de 35°C e, finalmente, o jovem havia chegado no Rancho das Acácias. “Será que pelo menos alguém nesta cidade vai me tratar bem?”, pensou. Bateu palmas e gritou “Ô, de casa!”. Dez segundos depois surgiu um homem, barba ruiva, calvo, olhos claros. Ele disse:

 

- Boa tarde, meu amigo, o que deseja?

- Senhor, sou um recém chegado nesta região, me chamo Terry Bogard e vim até aqui por indicação do Harry, o senhor o conhece?

- Todos os homens da cidade conhecem o Harry, filho. Ele serve cachaça! - Disse com um sorriso no rosto.

 

    Terry sorriu aliviado e pensou: “Um parceiro para encher a cara de vez em quando. Finalmente!”

 

- Procuro pelo senhor Timoty. Preciso de um trabalho. Qualquer coisa serve!

- Sou Timoty. E se precisa de trabalho veio ao lugar certo, meu rapaz. Estou desesperado aqui… perdi meu filho e minha esposa ano passado…

- Sinto muito, senhor…

- Bom, entre aqui e vamos conversar. Fui com sua cara, filho. Reconheço uma boa pessoa só de olhar nos olhos dela. Eu nunca me engano!

- Muito obrigado mesmo, senhor Timoty! Não vou trair sua confiança, eu prometo!

- Não me agradeça antes de saber tudo o que pretendo que faça para mim. Temos muito o que fazer aqui no Rancho, sabe? Vamos conversar aqui dentro.


    A hospitalidade do velho fazendeiro impressionou Terry. A recíproca foi verdadeira, o lutador identificou naquele senhor uma boa pessoa. Eles tinham muito em comum, ele veria em breve.

Continua...



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