História Texas - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Bdsm, Frank Iero, Frerard, Gerard Way
Exibições 102
Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Achei essa belezura perdida entre minhas fics, e não poderia deixar de postá-la!
Eu espero que gostem, pois acho a trama muito interessante, e fala de um assunto que está muito em alta agora: Abuso sexual e estupro.
A estória consiste em um univeso totalmente paralelo, então não estranhe a personalidade do Gee, por exemplo.
Vou tentar att toda semana, se eu tiver tempo, okay? Então tudo bem, boa leitura e espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo 1


-Coloque as malas no carro Frank. – Linda falou em tom autoritário para o garoto.

-Claro.

-Se você for ficar com essa cara de emburrado toda hora, eu te dou uma surra aqui mesmo garoto. - O pai falou entredentes.

Frank o olhou com repulsa e fingiu que não escutou aquilo e continuou tirando as malas do carrinho e pondo no porta-malas.

-Da para vocês me comprarem uma limonada, uma água?! Esse lugar aqui parece uma estufa.

-Quando chegarmos à casa do seu tio nós vamos beber alguma coisa. São três horas daqui até a fazenda dele, então vai ter que aguentar. - O pai falou.

-Também, vestindo essas blusas de manga. Parecendo um paciente de sanatório da Geórgia, obviamente vai sentir calor. Aqui é Texas, Frank. E é verão. Então ver se colabora – Linda falou seca.

Frank abriu a porta do carro com violência e a fechou do mesmo modo.

-Eu já te disse pra se comportar direito! – O mais velho falou apontando o dedo na cara de seu filho, através da janela do carro.

-Para de fazer isso Frank! – Linda falou.

Por um momento um sorriso se formou no rosto de Frank, por ele pensar que sua mãe estava lhe defendendo

-Vai chamar a atenção das pessoas!

O inicio de sorriso desapareceu do rosto angelical do garoto.

 

 

Seguindo viagem, Frank observava as paisagens desérticas do Texas. Pensava se iria aguentar os três meses ali. Naquele inferno. Quente. Totalmente diferente de sua cidade: New Orleans. Onde as pessoas haviam de andar agasalhadas, casacos escuros, gorros e luvas. Ele adorava aquilo. Mas seus pais o obrigaram a viajar até o maldito Texas, para uma fazenda no meio do nada; para casa de um tio que nunca vira na vida. O ódio e repulsa se formava em seu peito e parecia o sufocar. Não entendia o porquê de seus pais serem tão estúpidos e mesquinhos com ele. Raramente revidava as represálias de seus pais, mas a única coisa que queria naquele momento era se esquecer da sua vida de merda. Nem que seja por alguns minutos.

Acorda com a buzina do carro. Seu pai sai do carro com um sorriso nunca antes visto por ele em seu rosto. De braços abertos o pai de Frank caminhava em direção a aquele homem de olhos verdes pálidos e calças jeans justas e botas. Um típico fazendeiro. Abraçaram-se. Linda também saiu do carro, com um sorriso forçado no rosto. Eles se cumprimentaram. O tal tio olhou para dentro do carro, onde Frank ainda se encontrava sentado, sem saber se saia ou não do carro. Então o fazendeiro veio em direção ao carro, abriu a porta e olhou para o garoto da cabeça aos pés.

-Como ele é grande. Do jeito que vocês me falaram eu pensava que era uma criançinha, mas estou vendo que ele é um baita de um homem - O tio falou com um sotaque meio enrolado (forçado) até porque ele era de New Orleans também.

-Homem que nada, Gerard. Ele só tem dezessete anos. Uma criança praticamente. – O pai falou.

-Venha garoto, saia desse carro, eu não mordo não – Gerard falou baixo para o garoto, estendendo a mão. Frank a segurou, e sentiu um arrepio. Não deu muita importância, e se deixou ser guiado pelo seu tio.

Gerard convidou os pais de Frank para entrarem na casa.

Frank observava aquela arquitetura simples, e aconchegante. A casa era feita de madeira, dois andares e varandas. Dentro, móveis antigos; janelas cobertas por cortinas beges; e empregadas fazendo seus afazeres.

-Bem, esse aqui é o meu cantinho – Gerard falou, segurando o cinto de vaqueiro grosso (Algo bem desnecessário, até porque suas calças eram justas em demasia)

-Cantinho? Isso aqui é uma mansão! – Linda falou maravilhada, sentando-se em uma poltrona.

-Noah! Leve as malas do meu irmão e da minha cunhada para o quarto deles. – O empregado apareceu rapidamente.

-E o garoto, patrão? – Noah perguntou.

Gerard fixou um ponto invisível por alguns instantes.

-Leve as coisas dele, para o quarto ao lado do meu.

O empregado fez que sim com a cabeça.

Era tantas as malas para ele carregar, que se atrapalhou e deixou algumas caírem. Frank sentiu pena do garoto o olhou.

-Quer alguma ajuda? – Frank perguntou indo em direção ao garoto.

-Não. Ele leva. Essa é a função dele. – Gerard falou seco.

Noah os olhava, com um medo visível nos olhos.

O que chamou a atenção de Iero.

-... Ham... Tio deixa, eu quero ajudar – Frank o olhou com aquela cara de anjo, e Gerard permitiu que o ajudasse.

-Vá! – Gerard falou olhando para o lado.

Subiram as escadas juntos.

Já no corredor, Frank tentava o mais rápido possível se adaptar a aquele clima e lugar. Para ele se existisse uma palavra para caracterizar Texas, o exato seria: "inferno" ou "Estufa country"

-Você trabalha aqui desde quando Noah? – Perguntou Frank colocando uma das malas no chão do terceiro quarto do enorme corredor, o de seus pais.

-Ah,desde que eu era pequeno – Noah respondeu, olhando um ponto invisível no chão, com um aspecto que remetia a tristeza.

-Você é feliz trabalhando para Gerard? –Frank fez a pergunta retórica.

Noah o olhou tentando disfarçar o nervosismo pela pergunta.

Frank estranhou, havia algo de errado naquela casa, e principalmente com aquele garoto.

-Claro que sou – Pegou as malas do chão e saiu do quarto – Esse é meu dever. Mesmo se meu pai tivesse morrido cedo ou não.

Frank o seguiu até o que seria seu quarto.

-Você ficou nervoso pela minha pergunta. Desculpa não quis invadir seus sentimentos...! –

Frank falou constrangido.

-Não, tudo bem. Devem ser normal vocês de New Orleans perguntarem essas coisas – Noah falou tocando a maçaneta para girá-la e abri-la.

-Quando eu voltar, você teria coragem de ir comigo? - Frank deixou escapar a pergunta, mesmo não querendo deixá-la sair.

O outro largou as malas no chão quando o som da pergunta tocou seus ouvidos.Virou-se e olhou Frank, tentando achar uma resposta rápida.

-É... Eu... Não sei... Bem esse aqui é o seu quarto. Passe bem - Noah falou e em seguida se direcionou a porta onde Frank estava encostado na lateral do portal. Passou por ele, e Frank o segurou pelo braço e impediu seu percurso.

-Você voltaria comigo? – Frank perguntou. Seus olhos diziam "Diga que sim, por favor!" Frank se sentia sozinho. Tinha alguns colegas sim, mas totalmente superficiais. Nada como aquelas amizades profundas, que um dar a vida pelo outro. Talvez se ele encontrasse um amigo de verdade, não seria tão inseguro e tão imaturo de certa forma. Sentia que poderia ter isso com Noah, mas estava tão sedento que acabou assustando o garoto com seu desespero.

-Não posso prever o futuro Frank. Hoje eu posso querer uma coisa, amanhã almejo outra. Não depende da minha resposta, depende SE eu fizer. Agora me solte que eu tenho o que fazer – Noah falou numa seriedade, que Frank nunca havia visto em nenhuma pessoa da idade dele.

Frank fez o que Noah imperou. Fechou a porta do quarto e "gritou" em sussurro;

-Burro!Burro!Burro!O que você acha em seu anão maldito?! Que um cara que te conheceu a uns dez minutos na sala do seu tio, vai aceitar morar com você?!Burro!

-Não gostou do seu quarto? – Uma voz rouca o interrompeu. Frank virou-se rubro como uma pimenta de tanta vergonha.

-Claro – Pigarreou – Que sim – Deu um risinho constrangido.

-Ah que bom. Seus pais vão sair hoje à noite e queria saber o que você fazia lá em New Orleans durante a noite. Sabe, quero os deixar curtirem sozinhos. Quem sabe assim eles até te tratem melhor – Gerard tocou na ferida de Frank – Oh me desculpe se eu te ofendi...

-Não, imagina. O que você falou é verdade. Eles trabalham muito, talvez seja só estresse...-Frank falou tentando convencer a si.

Estresse que dura há dezessete anos

-Mas então Iero, o que fazia durante a noite?

-As segundas eu ficava em casa tocando guitarra. Terças, quartas e quintas, ficava em casa mesmo.

-E na sexta?

-As sextas eram do Rock in roll club. – Os olhos de Frank brilharam quando falou do club.

-Rock in Roll club? - Gerard perguntou com seu sotaque aprendido do Texas.

-É. Lá eu tocava pra uma banda de uns colegas meus. Só às vezes. E outras eu só assistia.

-Tudo isso sozinho?

-Sim, nunca fui de ter amigos, tio Gerard.

Gerard estranhamente gostou de ouvir a voz de Frank entoando seu nome.

-Bem, já que a cidade fica a três horas daqui...

-Melhor ficarmos em casa mesmo. Temos três meses para "aproveitar" – Frank falou tediosamente desgostoso.

-Não queria estar aqui não é?

-Absolutamente não – Frank falou. Gerard respirou fundo o olhando.

-Eu juro que queria que meu irmão fosse uma pessoa menos, estúpida.

-Ele não é estúpido com ninguém. Exceto eu. Meus pais sentem um desprezo por mim que eu não entendo. Se eles não me queriam, por que não se livraram de mim?! – Frank desabou em lágrimas.

Gerard se aproximou dele, e deitou sua cabeça em seu peito. Passou sua mão pelos cabelos do menor.

-Não é desprezo. Talvez seja outra coisa. Olhe – Gerard ergueu a cabeça de Frank para que ele olhasse no fundo de seus olho pálidos – Eu vou conversar com seus pais.Vou tentar controverter essa situação.Você é meu único sobrinho e não quero te ver sofrer.

Frank o abraçou. Gerard respondeu ao abraço, protetoramente.

-Agora eu tenho que ir. Fique bem...

Frank fez que sim com a cabeça.

Talvez não fosse tão ruim assim. Talvez Frank tenha achado alguém que o entenda; que tente o ajudar.

 

 

Precisava tomar um banho. Sentia-se desmanchando pelo calor. Entrou no banheiro e tomou uma ducha. Assim que terminou seu banho, enrolou um das duas toalhas na sua cintura, e com a outra e enxugava seus cabelos.

Alguém batia na porta.

-Entre – Frank falou.

-Frank aqui o resto da suas malas... – Noah estava com mais duas malas.

-Mas o que?! Eu só trouxe duas. Porque quatro?

-Não sei. Chegou em outro carro. Olhe, não sei de mais nada – Noah saiu do quarto com pressa.

Frank jogou as malas sob a cama, as abriu e não entendia aquilo.

-... As roupas que eu tinha deixado lá... Não acredito que... – Frank abriu o armário pegou uma boxer, e um jeans surrado e uma camisa preta. Os vestiu com pressa e foi em direção ao quarto de seus pais. E os escutou conversar com a porta entre aberta:

-Frank, nós vamos na sexta. As coisas do garoto já estão ai. É só a gente ir embora – Linda falou.

-Mas e se ele fizer escândalo? – O pai de Frank falou com preocupação.

-Que faça! Nada que uma boa surra resolva.

Frank não aguentou e foi de supetão até o quarto de Gerard enfurecido.

-ENTÃO É ASSIM NÃO É?! VOCÊS COMBINAM AS COISAS PELAS MINHAS COSTAS, SEM NEM SABER SE ISSO VAI ME FAZER BEM OU NÃO. ATÉ POUCO TEMPO VOCÊ ME DAVA CONFORTO DIZENDO QUE IRIA ME AJUDAR, MAS VOCÊ É O SINISMO PURO!

Gerard o olhava espantado. Frank e Linda correram para o quarto pela gritaria de Frank.

-... Mas eu... Não... Eu não estou entendendo nada...! O que está acontecendo?-Gerard falou confuso.

-Ah não está entendendo?! Deixa-me refrescar sua memória: você e os meus pais fizeram um planinho ridículo, de inventarem uma viajem de férias pra se livrarem de mim. Deixando-me aqui, nesse inferno! – Frank sentia as veias de seu pescoço saltarem.

Gerard olhava para Frank pai com repulsa.

-Gerard nós podemos explicar...! – O pai de Frank falou, gesticulando com as mãos.

-Vocês me disseram que iriam passar apenas férias de verão aqui na fazenda. Mas vejam que querem me deixar o filho de vocês para eu criar não é?

-Você não sabia? – Frank perguntou para Gerard.

-Obvio que não.

-Nós vamos embora amanhã Gerard. Não tem problema. Levamos Frank conosco.

-Não. Agora eu que não quero ir com vocês – Frank falou com nojo dos dois.

-Não tem problema nenhum você ficar – Gerard respondeu.

Frank tremia. Sua cabeça estava aturdida pela raiva e pela quantidade de coisas que se passavam em uma velocidade absurda em sua cabeça. Linda e seu pai saíram do quarto, Frank se sentia enjoado, tonto...

Estava caindo... Caindo... Até o impacto no chão.

Os olhos iam escurecendo, e a única coisa que viu foram aqueles olhos desesperados.

Os olhos de Gerard.


Notas Finais


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