História Texas - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Bdsm, Frank Iero, Frerard, Gerard Way
Visualizações 74
Palavras 909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 17


Gerard

Eu decidi que tinha que esfriar a cabeça. E juntando o útil ao agradável, passaria o final do verão em Houston.

Não sei exatamente a razão, mas há tempos que eu sinto um peso enorme dentro de mim, e isso me leva a refletir.

Não faz sentido eu tê-lo, se tenho tudo o que quero.

Tenho poder, influência, subordinados e dinheiro. E tenho também uma das peças mais valiosas de minha coleção: Frank.

Uma vez, um pastor me disse que meus métodos iriam me jogar no inferno, e que eu nunca me livraria das manchas dos meus pecados.

Talvez seja esse meu peso... Meus métodos...

Mas todos eles são incríveis, eu confesso. Incríveis até serem aplicados em Frank, que parece uma criatura imune a qualquer ordem que for.

Mas desta vez, eu estava com a mente limpa.

-Frank. -Falei alto e grosso, demonstrando minha superioridade.-... Nós vamos passar o final do verão em Houston. Então, arrume suas malas antes de dormir, vamos amanhã bem cedo.

Desliguei a luz de propósito, já que ele estava lendo uma revista em quadrinhos.

A maldade de sempre... A maldade que me consumia...


O sol mal tinha nascido quando vi Frank tomando um leite na cozinha.

Eu não sentia vontade de dirigir a palavra a ele, e isso se dava aos meus medicamentos.

Eles me tornavam um cara legal, durante as horas antes da segunda dose diária.

Geralmente, quando eu não estava nem aí, esquecia na gaveta, e nem chegava perto.

-Vamos, são muitas horas de viagem. -O puxei pela gola da jaqueta, e ele quase cuspiu o leite na mesa, assustado.

Foi engraçado.

Frank em pânico sempre é engraçado.

-Nós vamos poder tomar banho na praia? -Ele perguntou, fechando a porta do carro.

-Nosso hotel tem piscina.

-Mas, se não é para ir à praia, porque estamos indo então?

Ele estava tirando minha paz com suas perguntas, e eu queria economizar paciência.

Então, já preparado, tirei o pano e enfiei na sua cara para que ele calasse a boca de vez.

Ele praticamente se desmontou no banco e desmaiou.

Sorri satisfeito, afinal, apreciava o silêncio.

Ele era tão bonito quando dormia... Tão... Angelical...!

Eu deveria me sentir mau por causa do que faço? Eu deveria me sentir culpado?

Eu deveria... Eu poderia... Mas... Mas eu opto por não ser um cara legal...

Frank provoca algo em mim, eu admito. Algo que sequer Dolores pôde provocar.

Toda vez que aquela coisa se remexia, eu cegava meus olhos e meu peito...

Oras! Eu não tenho um coração!

Eu tenho que agir por maldade e impulso, tenho que alimentar meu lado mau.

Não existe bons sentimentos no meu mundo.

Não existe paixão, nem amor no meu mundo.

No meu mundo, só existo eu e o meu prazer.

***

Frank

Era um grande prédio esmurado por uma parede branca e bem pintada. Um letreiro indicando o nome e o nível social do lugar.

Havia, visivelmente, pessoas de todos os lugares. Desde sulistas, à asiáticos.

Eu me sentia perdido.

Me sentia pequeno e desengonçado.

Gerard parecia acostumado, um estado aparentemente inalcançável para mim.

Tanto luxo...

Seus óculos escuros e sua jaqueta de couro preta, chamavam a atenção das turistas...

Ah Gerard...!

Quanto desgosto...!

Eu realmente não sei como devo me sentir, tendo em vista que não tenho saída, e apenas devo aceitar.

Entrando, fomos direto à recepção.

-Olá, uma reserva no nome de Gerard way. -Ele soou gentil demais.

Revirei os olhos por sua hipocrisia.

-Suíte Master, com duas camas...

Eu não escutei mais nada a não ser "duas camas"

Isso significava que ele não me usaria em Houston? Eu estava pelo menos ali, livre?

-Vamos Frank.

Eu o segui sem mais delongas. Eu até estava sorrindo por aquela situação. Era algo novo.

Eu finalmente poderia curtir Texas, da forma como deve ser aproveitada.

-Por que está rindo? -Ele falou, entrando no elevador, e apertando o botão correspondente ao nosso andar.

-Não posso mais rir?! -Falei sarcástico.

Ele tirou os óculos e fez cara de bravo.

-Fala assim comigo de novo, que eu te quebro inteiro no quarto. -Ele falou calmo e entre dentes.

Eu sabia o porquê.

Ele era sempre muito cuidadoso, e paradoxalmente descontrolado.

Havia câmeras no elevador, qualquer movimento suspeito, e ele seria um homem preso.

-O que houve com seus olhos? -Perguntei, mudando o assunto.

Ele se virou, e olhou no espelho.

-O quê? -Ele não enxergou nada diferente.

-Seus olhos... -O olhei nos olhos. -Estão mais claros. Vivos.

Não sei a razão, mas ele pareceu ficar tenso.

O elevador deu o sinal, e logo aquele clima estranho se dissipou.

Entramos e nossas malas já estavam no quarto.

Era tudo branco, contrastado por pequenos toques de ouro, orquídeas e algumas rosas.

-Aqui é muito bonito...-Falei admirado.

-É... -Ele falou dando de ombros.

Talvez por já estar acostumado com esse tipo de ambiente, ele não se surpreendia.

Mas eu estava animado, a vista era linda e estava tudo correndo nos conformes do "normal".

-Bem, vou trocar de roupa... -Ele falou esfregando as têmporas.

-Onde vamos? -Falei animado.

Ele se virou e sorriu maligno...

Merda... Claro que iria acabar em merda...

Estava bom demais para parecer verdade...

Ele caminhou calmamente até uma de suas malas...

Enquanto eu começava a tremer...

O que ele tinha em mente?!

O zíper fora aberto...

Por Deus, eu estava com medo...!

-Frank...-Ele girava algo, algo metálico...- Enquanto eu tiver alguns compromissos, você ficará aqui, quietinho...

Ele se aproximou, e me sentou ao lado da cama com violência.

Aquilo doeu...

Ele me algemou ao pé da cama.

Levantou-se. Ficou me olhando.

Agachou-se novamente...

E...

Deu-me um selo nos lábios.

...

...

Naquele instante, por motivo desconhecido, eu paralisei. Esqueci da prisão, das algemas, e até mesmo seu ódio sem razão por mim.

Eu não sabia quem ele era.

E a cada dia que se passava, ele se mostrava mais imprevisível.

E eu não acredito que falei isso mas, ele se tornava cada vez mais... Atraente para mim...

E eu odiava sentir isso...


Notas Finais


Eu sei que os caps estão pequenos, mas amanhã posto mais. Eu queria postar cinco de uma vez, mas to sem tempo e decidi postar dois antes por consideração a vcs leitores, pelo tempo em off.
Esse retorno tera alguns caps pequenos, mas vou tomar o ritmo de mil e pouco, duas mil palavras, okay?
Planejei muitas coisas! Aguardem...!
Bjs e desculpas, de coraçao :(


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