História Thanks for making me smile (Samuca) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Tags Juca, Mvad, Samantha, Samuca
Visualizações 35
Palavras 1.372
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Experimentando escrever uma oneshot, pra quem sempre escreve muuuuuuiiitoooooo, isso foi um desafio e tanto.
Boa leitura, galerinha, espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu não posso acreditar que isso está acontecendo de novo. 

Pela segunda vez eu me abri para alguém. Pela segunda vez, eu me permiti imaginar como seria viver e sentir tudo aquilo que as outras meninas sentem. Andar de mãos dadas pelas ruas, ir ao cinema para não ver um filme, ficar acordada até tarde pensando em alguém especial, ou ficar falando no celular por horas com essa pessoa e não cansar de ouvir a voz dela, dizer aquelas três palavrinhas... 

Um suspiro me escapa e eu balanço a cabeça. 

Talvez eu não seja esse tipo de menina, afinal de contas. Talvez eu nunca vá descobrir como é fazer todas essas coisas, ou me sentir dessa forma. Talvez eu não tenha sido feita para me apaixonar.

Pego o celular, pensando em mandar uma mensagem para Guto, mas desisto ao ver a hora. São 19:34. Ele deve estar com Clara, ou mesmo com Benê, sua estranha aluna de piano, que eu sei muito bem que é mais que isso.

Tento me lembrar de outra pessoa para quem eu possa ligar, mas não me vem ninguém à cabeça. Eu sempre me esforcei para não deixar ninguém se aproximar muito, porque nunca quis que ninguém soubesse quem eu sou de verdade, uma menina que se esconde atrás de uma parede de  alegria e liberdade eternas pra não mostrar que na verdade, está apenas procurando alguém capaz de fazer seu coração bater mais forte. E eu encontrei. Anderson é capaz de fazer isso. Por ele, eu abriria mão de todos os outros. Mas ele me dispensou. Duas vezes. Por causa de Tina. Eu não fui o bastante. E não ter ninguém com quem eu possa falar sobre isso, me faz sentir mais sozinha, do que eu já me senti em toda a minha vida.

– Chega! Essa não sou eu! Eu me recuso a ser a garota que fica na foça por um cara. – Digo para mim mesma, levantando da cama.

 Me troco rapidamente, pondo uma roupa mais “Samantha” – um top e uma calça justa com botas – e saio de casa. Uma mensagem no grupo da turma, e descubro que a maior parte da galera está na lanchonete do Romano, e é pra lá que eu vou.

Ao chegar, sou cumprimentada por todos, e devolvo as saudações com um sorriso gigante que eu costurei no rosto enquanto estava no caminho, até que vejo uma cena que ainda não estava pronta pra ver. Anderson e Tina juntos, sorrindo e se beijando, provavelmente matando a saudade depois de todo o tempo que a five passou no Japão. Ver isso,  me faz perder a compostura. Um aperto idiota surge na minha garganta e eu sinto vontade de chorar. 

Isso é tão ridículo!

Inventando desculpas sobre uma mensagem de um cara novo que conheci, saio correndo, e fujo para o lado de fora, finalmente me permitindo chorar. Eu não tenho muita certeza, se de tristeza, de ciúmes, de frustração ou de inveja, mas não importa agora. Eu preciso colocar isso pra fora. 

Então, de repente, a coisa mais bizarra, aparece na frente do meu rosto: um lenço.

Olho para Juca que ainda está com o braço estendido, me oferecendo o pequeno tecido quadrado, e uma risada me escapa.

É óbvio, que se alguém teria um lenço guardado para uma situação como essas, seria ele.

Aceito o lenço e seco as minhas lágrimas.

– Valeu. – Digo, fungando. 

Juca coloca as mãos nos bolsos da frente da calça jeans e olha para baixo, sem saber o que dizer. Ele parece nervoso, como geralmente fica perto de mim, e eu tenho que admitir que isso é meio fofo. É difícil encontrar um cara que fique nervoso simplesmente por estar perto de uma garota hoje em dia, mesmo que essa garota seja linda e gostosa como eu.

– É… você precisa de alguma coisa? Quer que eu chame alguém? Que eu te compre um sorvete? De um ombro pra chorar? Droga, esquece essa parte, se você veio aqui fora, é porque você não quer que ninguém veja que você tá chorando, né? Se você quiser ficar sozinha, eu posso ir lá pra dentro, e você pode continuar aí choran… quer dizer, não chorando, só sendo linda, e sendo você aqui sozinha. Droga! – Ele dá um tapa na própria testa, frustrado, e então pergunta: – Isso soou tão estranho pra você quanto pra mim?

É impossível não rir. Essa é uma das coisas mais legais em conversar com Juca, ele sempre me faz rir, mesmo quando eu estou me sentindo a garota mais estúpida do mundo.

– Um ombro pra chorar seria ótimo. – Confesso, pegando-o de surpresa. Juca se aproxima devagar e eu deito a cabeça na curva de seu pescoço.

– Você quer conversar? 

Eu quero?

Há uma hora, eu queria, mas não tinha ninguém que pudesse  me ouvir. Meu único amigo, estava se desenrolando com uma de suas meninas, e não teria nada a ver conversar com qualquer outra pessoa, mas Juca… ele me ajudou da outra vez que isso aconteceu, até me fez rir… acho que posso confiar nele de novo.

– Eu tava tendo um lance com o Anderson, mas ele não pensou duas vezes antes de me dar o fora, quando viu a Tina. Isso é tão patético. Ficar chorando por um cara que não tá nem aí pra mim, mas eu não consigo parar. Meus olhos estão parecendo duas cachoeiras estúpidas. – Desabafo, limpando o rosto com o lenço.

– Não é patético. Você tava gostando dele.

Eu tava? Eu sei que eu coloquei na minha cabeça que o Anderson era o cara que eu estava procurando, mas eu nem sei direito o que eu senti, quando o vi com Tina. E se fosse só despeito? E se eu tivesse tão obcecada por ele, simplesmente porque o produtor foi o primeiro cara que me dispensou? Mas se foi só isso, não devia doer menos?

– Eu nem sei se eu gostava mesmo dele ou se eu tô só com dor de cotovelo.

Seu braço envolve o meu corpo e sua mão sobe e desce pelo meu braço, me passando algum conforto.

– Isso me lembra um vídeo game que eu zerei uma vez. Eu passei tanto tempo tentando vencer a última fase que quando eu consegui, eu comecei a chorar, e eu não sabia se era de felicidade ou de tristeza porque eu nunca mais ia ver nada novo do game.

Levanto a cabeça rindo pra olhar pra ele.

– Só você mesmo pra comparar um possível coração partido com um jogo de vídeo game.

– Mandei mal?

– Mandou bem. Pelo menos você me fez rir.

– Eu faço isso inconscientemente, sabia? É que eu gosto tanto do som da sua risada e acho o seu sorriso tão lindo, que eu acabo falando um monte de besteira só pra te ver feliz. 

Isso me desarma. Eu esperava uma cantada barata ou mais uma piada, não uma espécie de declaração nervosa.

– Você é um fofo, Juca. – Digo, sorrindo.

Ele arruma os óculos no nariz, hábito que sempre usa quando está tentando desviar a atenção de si mesmo.

– Samantha, não liga pro Anderson. Ele é louco pela Tina e você merece alguém que seja louco por você, o que não deve ser tão difícil de encontrar. Você é a maior gata.

A sinceridade das suas palavras me dá vontade de chorar de novo, mas dessa vez por um motivo mais bonito. Ninguém nunca me disse algo assim, sem segundas, terceiras e quartas intenções.

Dou um beijo em sua bochecha, o pegando de surpresa e me viro pra ir embora, mas quando dou dois passos tenho uma ideia melhor.

Por que não?

Volto pra onde Juca ainda está e o puxo pela camisa, unindo nossos lábios. Ele congela, surpreso, mas não faz qualquer movimento pra se afastar. O garoto parece meio inseguro quando põe os braços ao redor da minha cintura. Toco a língua dele com a minha e o ouço gemer baixinho. Aprofundo o beijo, explorando sua boca com a língua, e ao me afastar, trago seu lábio inferior junto, mordiscando-o de leve. Juca respira com dificuldade, e isso me faz sorrir.

Ele não esperava por isso. Somos dois, Juca, somos dois.

– Obrigada. – Digo. E dou meia volta de novo, dessa vez, indo mesmo embora.


Notas Finais


Não sei se alguém aqui shippa, mas acho eles tão fofíneos, e depois do último resumo que a Samanta vai se aproximar do Anderson de novo, já tô prevendo ela saindo ferrada outra vez. Então resolvi escrever o que eu acho que seria um jeito pra inserir Samuca na história novamente (e aproveitar pra tirar o Juca de perto do meu Gunê) e fazer o que seria um primeiro beijo legal e um começo super bonitinho para os dois. Espero que o Cao escute e transforme os dois em OTP, porque eu tô shippando horrores.


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