História That's my girl - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Nerd, Adolescente, Bts, Camrem, Cry Baby, Melanie Martinez, O Popular, Romance, Skins
Exibições 10
Palavras 933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Astrid


   Ela olhou para o relógio: Sete em ponto. Sorriu,  conseguiu acordar antes que começassem os berros de sua mãe. 

-Astrid! -Sua mãe gritava da cozinha. 

-Já vou! - ela se levanta e encosta na cabeceira da cama- Quase que escapo hoje- ela balbucia enquanto pula das cobertas. 

Na cômoda ao lado de sua cama,  ela pega seu celular. Desbloqueando a tela,  ela vê as mesmas postagens de sempre em seu feed: As mesmas marcações de sempre,  de Peter,  seu melhor,  e,  aliás,  único amigo. 

-Bom dia Louis- ela se apoia sobre o criado-mudo onde o aquário oval está. Olha para o peixe com um sorriso no rosto, e então coloca sua comida- acho que até você seria mais popular que eu,  hahaha. 

Depois de terminar sua conversa matinal com Louis, ela ouve batidas na porta. Sabe que não é sua mãe,  pois as batidas são sutis,  e se fosse ela,  nem sequer haveriam batidas,  já entraria de uma vez. 

-Quem é? - Astrid grita sem resposta,  e ouve mais batidas pacientes.

Sem pensar duas vezes,  ela abre a porta de seu quarto e só depois de ver quem era,  lembra que ainda está apenas de lingerie. 

-CHAD!? O QUE VOCÊ QUER AQUI?? - Rapidamente,  ela pega uma camiseta que estava sobre a cadeira de sua escrivaninha,  e trata de se cobrir. 

-Uou! Mas o que é isso que você esconde debaixo daquelas saias xadrez que você usa? -Ele ri,  e de certa forma também sente-se envergonhado,  mas não tira os olhos das mãos desesperadas de Astrid,  que tentavam segurar a camiseta. 

-Olha pra lá AGORA!

-... 

-Vira pra lá antes que eu dê um tapa na sua cara!

-Ok- ele tenta segurar o riso enquanto se vira de costas para a garota- foi sem querer,  hahaha. 

-Sem querer!? Mas que droga,  por que você não respondeu quando eu perguntei quem era? 

-Eu não ouvi- ele se vira novamente,  e Astrid já está com a camiseta desta vez. 

-Eu gritei. 

-... Ta bom,  me desculpa,  foi sem querer,  ta legal? Eu bati na porta e não gritei,  quem pensou que poderia ser? 

 -Não sei, talvez alguém com uma leve noção de que não se deve bater na porta de uma menina sem dizer que é um menino. 

-A culpa não é minha se você abre a porta do seu quarto de calcinha e sutiã. 

Os dois ficam em silêncio. O sorriso e o olhar fixo de Chad em Astrid fazem a garota pálida logo corar,  e então ela começa a sentir uma extrema vergonha. Lentamente,  ele se aproxima,  sutilmente sem que ela note. Mas antes que estejam realmente próximos,  a mãe da garota sobe as escadas. 

-Astrid, você vai se... Atrasar... Chad!? -ela lança um olhar reto para as pernas descobertas de sua filha. A menina revira os olhos,  e entra para o quarto enquanto fecha a porta. 

-Foi mal senhorita Benson, é que o banheiro estava ocupado,  e eu ia perguntar se eu podia usar o da Astrid. 

-Oh... Michelle ainda não saiu do banho? 

-Na verdade,  eu acho que ela acabou de sair. Eu vou... Usar o banheiro- um tanto sem graça,  mas sempre confiante,  ele vai para o fim do corredor,  e entra no banheiro apertado de hóspedes. 

Helena entra no quarto de sua filha - sem bater- e senta em sua cama. Observa a garota prender seu cabelo em um coque super puxado,  e com todos os fios imobilizados pelo gel. Seus óculos com lentes grossas não ajudam muito a melhorar sua aparência,  mas ela nunca ligou muito para isso mesmo. 

-O Chad é bonito, não? -ela se inclina para a frente,  e abaixa seu tom de voz- Loiro,  alto,  de olhos claros... 

-Mãe,  nem vem- ela prende uma presilha em cada lado de sua cabeça, e finaliza colocando um colete xadrez por cima da roupa- Mãe,  quando foi que essa casa virou um hotel? A Michelle é sua prima,  mas o Chad foi nosso vizinho por três meses,  e tá aqui porque foi expulso da casa.  A gente nem sabe se ele é confiável. 

-Astrid,  eu já falei isso milhares de vezes,  e não está em discussão. 

-Ta,  por mim você pode trazer quem quiser o pra casa,  ano que vem eu vou pra faculdade mesmo. 


Na escola,  o dia de Astrid sempre foi igual. Peter nunca vai na primeira semana,  porque passa as férias na casa de seu pai,  e ele sempre preferiu a Inglaterra. 

-Astridiota,  como foram suas férias? - Astrid logo reconhece a voz de Zoe,  e ainda sentada na mesa do refeitório,  não move um músculo. Seu desconforto é explícito. Todos os dias letivos eram assim,  na hora do almoço, as brincadeiras sem graça com Astrid já viraram um evento público. 

-Será que ela estudou as férias inteiras?

- Acho que sim,  Charlie,  olha só,  acho até que o grau dela aumentou- todos em volta de Astrid riem,  e Zoe gosta da atenção- Bela roupa,  freira. 

Todos saem rindo,  e o grupinho dos populares se afasta de Astrid,  levando a atenção consigo. Ela sabia o motivo de todo aquelw bullyng: Sua aparência. Ela sempre usava saias xadrez,  com uma camisa branca e um colete. Uma sapatilha vermelha,  e um par de meias também vermelhas. Além de seus óculos,  sua cara limpa,  e seu coque sempre puxado firmemente para trás. Ela nunca ligou muito para isso,  mas as piadas de Zoe e seu grupinho fechado a deixavam magoada consigo mesma.

Suas notas eram excelentes,  mas ao olhar a sua volta e perceber todas as mesas afastadas,  ela percebia o quão sozinha e desajustada era. Mal sabia Astrid que tudo isso mudaria. 



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