História That's My Girl - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 244
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi Bolinhos, tudo bem com vocês?
Desculpa demorar pra atualizar, não estou em casa, mas jamais vou abandoná-los ou abandonar o shipper mais lindo do mundo hahahaha
Espero que gostem do capítulo, queria que ele ficasse maior, mas confesso que estou com um pouquinho de preguiça, mas continuo muito em breve!
Obrigada a todos que dedicam um tempinho do dia para ler a minha fanfic, vocês comentando ou não, moram no meu coração, mesmo sendo em poucos kkk são os meus Bolinhos *-*

Capítulo 14 - Morrer de Amor e Continuar Vivendo


Fanfic / Fanfiction That's My Girl - Capítulo 14 - Morrer de Amor e Continuar Vivendo

POV Camila

Whatsapp ON

Eu: Vista uma roupa confortável, passo na sua casa às 16:30.

Whatsapp OFF

Antes que Lauren pudesse me responder, coloquei meu celular no modo avião, queria fazer mistério como ela tinha feito. Não a vi na hora da saída, então nem nos despedimos. Melhor desse jeito, assim a saudade nos acertaria em cheio e nos entregaríamos mais facilmente.
Na noite passada tinha refletido muito no que estava sentindo, estar com Lauren fazia com que eu me sentisse bem, nunca estive tão livre e presa a alguém ao mesmo tempo. Claro que ela tinha seus defeitos, mas quem não tem? Estava disposta a curar seu coração de todas as feridas, preencher cada vazio da sua alma e a ajudar nos seus problemas, queria estar presente na vida de Lauren, assim como Ally estava. Nunca quis que ninguém me amasse tanto quanto queria que Lauren cedesse espaço pra esse sentimento tão bonito. É claro que o medo de me machucar ainda estava vagando pelo meu coração, mas se não doer um pouco, como vou saber que é amor?
Com esses pensamentos decidi ouvir minha emoção, eu queria me entregar mais que tudo, morrer de amor e continuar vivendo.
Cheguei em casa, pensava em muitas coisas ainda. Bolei algo que acho que Lauren gostará, ela me apresentou o seu céu e estava na hora de retribuir. Queria que tudo fosse perfeito para que depois entrássemos em assuntos mais sérios, ainda não tinha achado tempo e nem coragem para dizer a Lauren sobre a coincidência do novo sócio de meu pai ter o mesmo nome que o seu pai, estava com medo disso se tornar um problema, mas precisava ser sincera. E aliás, por que isso atrapalharia nosso “relacionamento”?
Perto das 15 horas, pedi a Edith que fosse comprar algumas guloseimas no mercado. Tomei um banho demorado, me distraí repassando os pequenos detalhes do nosso passeio.

POV Lauren
Não tive tempo para me despedir de Camila e pedi pra Ally pisar fundo no acelerador, minha mãe e meus irmãos tinham chegado de viagem e eu estava ansiosa por notícias da minha vó. Entrei em casa correndo e a encontrei no seu quarto, ela desfazia as malas, sua feição era de cansaço, talvez a viagem tivesse sido longa demais.
- Como ela está? - perguntei quando ela me viu entrando no quarto.
- Não sei se consigo te responder essa pergunta de forma sincera – respondeu virando-se para o guarda-roupa.
- Por quê? O que aconteceu? - Não tinha gostado do tom que minha mãe tinha usado, algo me dizia que havia alguma coisa errada, alguma coisa que ela não quis me contar por telefone. Cruzei os braços – Diz? O que aconteceu?
Em momento algum minha mãe me encarou, ela permaneceu estática e por um momento pareceu que chorava.
- O médico disse que a situação é complicada, que a doença pode se agravar e ela pode não resistir.
As palavras da minha mãe me acertaram em cheio, senti meus olhos enchendo de lágrima e um silêncio perturbante tomou conta do recinto.
A morte é silenciosa, chega devagar em algumas situações, e se instala dentro da nossa alma, morrer é tão natural como viver, mas ela ainda nos tira o sono. Não queria que minha vó morresse, ela era parte de mim tanto quanto minha mãe, sua casa era o meu lugar favorito no mundo depois do seu abraço.
- O tratamento público não faz todos os exames que sua vó precisa e os remédios são uma fortuna, nem mesmo a aposentadoria dela cobre – continuou minha mãe. Minha família não tinha muito dinheiro e os irmãos da minha mãe não pareciam se importar com a própria mãe, estavam ocupados demais com suas vidas e com seus problemas.
- E o que vamos fazer? - Consegui pronunciar.
- Eu não sei Lauren, me sinto tão perdida quanto ela...
- É assim que ela se sente? Perdida? - perguntei sentando na cama.
- É o que seu olhar distante diz... ela quer estar bem, quer que vejamos que tudo está no seu devido lugar – disse ela sentando-se a cama e me encarando finalmente – ela quer que pensemos que não há nada de errado.
- Vovó sendo vovó, não é? - Perguntei sorrindo de lado. Fazia muitos anos que não visitava minha vó, mas lembro-me muito bem do seu jeito de enxergar a vida, acreditava fielmente que nada acontece sem uma razão, nenhum problema era suficientemente grande para vovó. Sorri ao me recordar disso e me senti culpada por não a visitá-la.
- É... - respondeu minha mãe sorrindo também, ela pegou na minha mão e me olhou de forma carinhosa. Ela nunca fazia isso, dava para contar nos dedos as vezes que minha mãe tinha sido “mãe” de verdade comigo, para agir assim algo precisava estar bem errado ou ela precisava estar completamente sem chão.
- Vamos conseguir, mãe, eu prometo! Vou arrumar um emprego, ajudar nas despesas dela...
- Fico orgulhosa de ouvir isso, Lauren, isso mostra que mesmo te criando num péssimo ambiente familiar, você ainda conseguiu ter um bom coração – disse ainda segurando minha mão – acho que aprendeu muito com os Hernandez, não é?
- É – respondi sem jeito. Realmente, tinha aprendido tanto com a família de Ally que dinheiro nenhum do mundo poderia recompensá-los.
- Ela perguntou de você, disse que queria que tivesse ido para lá – ela continuou.
- Queria ter ido – disse desvencilhando nossas mãos, já estava me sentindo culpada e minha mãe dizer aquilo só piorou a situação. - Eu preciso tomar um banho, vou sair mais tarde. - falei me levantando da cama.
- Tudo bem, só queria te dizer que provavelmente semana que vem estarei voltando para a casa da sua vó, talvez fique uma semana por lá, pedirei férias adiantada do trabalho... se quiser me acompanhar, posso ligar para a escola e explicar a situação.
- Claro, faça isso.

POV Camila
Pedalei na minha bicicleta até a casa de Lauren, estava ansiosa e animada para vê-la. Estava vestida numa calça simples com uma camiseta branca, fiz um coque no cabelo e calcei um tênis confortável. Quando cheguei, ela já me esperava na pequena varanda, vestia um macacão no estilo jardineira jeans, um top preto por baixo e uma jaqueta também jeans amarrada na cintura, seus cabelos estavam meio presos e meio soltos, estava linda, como sempre estivera.
Nos cumprimentamos nos abraçando, ela parecia um pouco abatida, quis perguntar se algo tinha acontecido, mas quando fiz meneação para falar ela me interrompeu dizendo que queria logo que seguíssemos nosso caminho.
Fui pedalando na frente para que ela me seguisse, tentaria perguntar se tinha algo de errado acontecendo quando chegássemos no nosso destino. Eu carregava uma mochila nas costas com as coisas que Edith tinha comprado. Passamos por algumas ruas e avenidas, e adentramos na parte mais afastada da bagunça de Miami. Parei perto de um portão de madeira e tentava o abrir, Lauren me olhava confusa, mas me ajudou a forçar o portão, ainda pedalamos por 10 minutos por uma estrada de terra até chegarmos num chalé abandonado.
- Está com uma cara engraçada – falei sorrindo – nunca veio para essa parte da cidade senhorita Jauregui?
- Para ser sincera, não – disse rindo.
- Ainda bem, isso torna as coisas mais... instigantes – disse de forma misteriosa.
- Instigantes? - perguntou curiosa.
- Não posso dizer mais nada além disso, foi misteriosa comigo também, só estou dando o troco.
- Ah, com você as coisas funcionam assim, senhorita Cabello? - disse se aproximando de mim, pegou na minha cintura e olhou dentro dos meus olhos sorrindo – E se eu te beijar agora, como vai me dar o troco?
- Porque não experimenta? - perguntei provocando – Me beije e aí você saberá.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Lauren aproximou seus lábios dos meus, fechei meus olhos e abri minha boca, queria que ela me beijasse logo, mas ela permaneceu um instante com a boca aberta também, acho que queria sentir o calor que meu corpo exalava. Encostei meus lábios nos seus, os selando. Não queria joguinhos, queria atitudes. Pedi passagem com a minha língua e ela cedeu, nossas línguas dançavam e mordiscávamos uma a outra. Lauren apertava minha cintura contra seu corpo e eu acariciava sua nuca, permiti que minha outra mão passeasse no seu corpo. A cada toque, o corpo de Lauren se retraia, interrompi nosso beijo e desci meus lábios para seu pescoço subindo até a sua orelha, ela se arrepiava e gemia baixo.
- Gostou da forma como eu retribui? - perguntei no seu ouvido.
Lauren nada respondeu, apenas sorriu, aposto que tinha deixado Lauren Jauregui sem jeito pela primeira vez na vida.
Deixamos nossas bicicletas atrás do chalé e seguimos por uma trilha, caminhávamos de mãos dadas em silêncio.
O local era cercado por árvores gigantescas, estávamos próximas da natureza, aquilo me deixava feliz, me transmitia paz, acho que Lauren também estava em sintonia com o universo, já não parecia mais que estava triste, mas mesmo assim a questionaria mais tarde, queria ajudá-la com seus problemas, ser o seu aconchego e porto seguro, assim como ela me fazia sentir quando a abraçava ou quando estava perto dela.
- O que é isso? - perguntou Lauren ainda mais curiosa quando chegamos próximas ao nosso destino final.
- Calma, já estamos chegando, você vai ver.
Adentramos numa parte onde não tinha árvore nenhuma, apenas uma pequena campina, e lá estava o antigo observatório de Miami.
- Achei o lugar no google, ninguém mais vem aqui... - comecei dizendo – mas soube que os telescópios ainda estão aqui e funcionam perfeitamente.
Lauren sorria e sua felicidade fazia com que meu coração sorrisse também. Entramos no observatório, estava um pouco empoeirado, mas ainda tinha água e energia elétrica no local.
- Antes de qualquer coisa, preciso te contar uma coisa Lauren, não contei antes por falta de coragem e tempo, mas não quero mentir e nem esconder nada de você – disse da forma mais sincera que pude, Lauren me olhou com um pouco de decepção nos olhos, ou seria medo? Não soube interpretar direito.
- Pode dizer... - ela disse me dando passagem para começar.
Contei a ela sobre o jantar com meu pai, o seu entusiasmo e interesse pelo meu fim de semana, citei seu sócio e minha sensação já ter escutado seu nome sem o revelar ainda para ela, contaria tudo antes de chegar ao ponto crucial, falei sobre o banco de dados dos alunos que Normani tinha encaminhado para toda a escola e minha curiosidade na ficha de Lauren. Finalizei dizendo:
- Entrei na sua ficha, li o nome do seu pai...
- E o que tem isso Camila? - Perguntou Lauren séria.
- Ele e o novo sócio do meu pai tem o mesmo nome.
Lauren respirou fundo e cruzou os braços, ficamos em silêncio por um bom tempo, esse assunto tinha acabado com toda a sua felicidade de instantes atrás, me senti culpada, mas não podia guardar isso pra mim e não queria tocar no assunto perto de ninguém, queria falar sobre isso com Lauren e apenas com Lauren.
- Tudo bem, você não tem culpa de nada, aliás, ninguém tem... e também não sabemos se é apenas uma coincidência ou se é mesmo meu pai – disse Lauren por fim, respirei aliviada. Ela tinha razão, não dava para ter certeza e se fosse mesmo o pai de Lauren... Bom, a gente pensa sobre isso quando chegar a hora.
- Está tudo bem mesmo? - perguntei chegando perto dela.
- Claro que está e se não estiver, vai ficar. Não se preocupa comigo.
- Não diga isso, sempre vou me preocupar com você, Laurenzinha – disse a abraçando. Ela retribuiu o abraço sem hesitar, me apertava forte de encontro ao meu peito, escondeu seu rosto no meu pescoço e senti que algumas lágrimas caíam.
- Ei, está tudo bem – disse no seu ouvido, alisando seus cabelos – não sou a Ally, mas também estou aqui!
- Sei disso – falou desvencilhando-se dos meus braços e secando as lágrimas.
- Melhor?
- Melhor! - respondeu sorrindo.
- Vem, quero que veja o sol antes que ele se ponha. - disse pegando na sua mão, andamos até o grande telescópio.

POV Lauren
Deixei que Camila observasse o sol primeiro, ela falava coisas sobre ele que aula nenhuma jamais tinha me dito, acho que astronomia era sua grande paixão. Olhei pelo grande telescópio quando ela cedeu espaço para mim, realmente era algo extraordinário e Camila tinha razão, era lindo, mesmo com todas as suas bolas de fogo, mesmo com todos os seus defeitos e riscos, o sol estava lá, sempre iluminando todos nós, todas as formas de vidas do planeta e todos os planetas do nosso sistema solar.
- Lauren?! - disse Camila chamando a minha atenção.
- Oi... - disse parando de olhar pelo telescópio.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ela me beijou. Nosso beijo tinha desejo e paixão, ela me abraçava e distribuía beijos no meu pescoço e nas minhas bochechas.
- Preciso te dizer algo – disse ela entre um beijo e outro.
- Mais uma notícia ruim? - perguntei com um tom de ironia.
- Vai depender do que você espera de mim e do que nós temos.
Parei nosso beijo ao ouvir essas palavras. Já tive péssimas notícias para um dia só, mas correr o risco de ouvir de Camila que não queria mais ficar comigo, seria a parte mais ruim daquele dia.
- Pode falar – disse a encarando.
- Primeiro queria que soubesse que é muito complicado dizer o que vou dizer, e que pensei muito no que estamos vivendo, no que estou sentido... não consigo parar de pensar em você e no seus beijos, Lauren. Eu nunca senti nada parecido com ninguém e ficar perto de você... tem me deixado numa situação embaraçosa.
- O que está querendo dizer, Camila? - perguntei já dando indícios de que estava ficando sem paciência. Ela respirou fundo e virou-se de costas para mim.
- Não consigo dizer isso olhando nos seus olhos, corro um risco muito grande te de perder e não quero ver rejeição no seu olhar. Eu juro que tentei procurar mil jeitos e mil palavras para dizer isso...
- Rejeição nos meus olhos? Do que você tá falando? - perguntei irritada a interrompendo, toda aquela enrolação estava me deixando ansiosa, queria que ela dissesse logo o que estava acontecendo, o que ela queria de mim...
- Mesmo que eu não consiga te ver, Lauren, mesmo no escuro, estou certa que seu coração está aqui comigo. Se um dia você descobrir que sente minha falta, que sente falta de mim ao seu lado, quero que sempre olhe para o sol que nasce toda manhã e para a lua que sobe todas as noites. Seja qual for o tempo, eu juro que estarei refletida no sol e na lua. E na nossa próxima vida, juro que nos encontraremos na terra, Lauren.

Notas Finais


E aí, o que acharam?
Lauren vai se abrir com Camila e falar sobre a situação com sua avó?
O pai de Lauren é mesmo o sócio de Alejandro?
Gostaram do momento do nosso casal?
O que Lauren vai responder para Camila?


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