História The 7th sense - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Death Fic, Jin, Namjin, Namjoon, Taejin, Yoonseok
Visualizações 28
Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não está revisando, prometo revisar depois então me perdoem os erros!!!!
aaaaaaaaAAAAAAAAA

Capítulo 18 - Você



                                                                       Seokjin, 5 anos e quatros meses de idade.


        - Eu te avisei para não ficar brincando nesse frio lá fora – A mãe de Seokjin resmungava enquanto se sentava ao lado do menino colocando uma toalha quente em sua testa – Está queimando em febre, meu pequeno Seok...
     A criança piscou os olhos devagar, fazendo uma careca pela toalha em sua testa, estava coçando.
- Mamãe, estou com frio... – O pequeno corpo tremia – Está doendo.... Ah...
- Seokjin, você tem que ficar sem a coberta para que a febre abaixe, já lhe dei remédios sim? Vai passar meu filho – Ela se sentou na cama – Vamos, vou te contar uma história.
     A criança sorriu largo e se arrumou na cama para escutar, assim que se aquietou, a mãe começou a contar; - Em algum lugar no mundo existia um menino chamado Peter Pan que não queria crescer – Seokjin piscou observando a mãe – Ele amava ser criança, e percebeu que cada dia crescia mais e mais, e com o tempo iria se tornar gente grande igual os adultos...
- Mas que bobão, que menino não quer crescer? – Seokjin interrompeu a mãe para dizer e a fazendo rir logo em seguida sorriu – Continue mamãe.
- Peter não queria ter que trabalhar, seguir sempre uma rotina, isso não era para ele, seu negócio era ser criança – A mulher se deitou ao lado do filho puxando uma das cobertas para cobri-los – Em uma noite, ele recebeu uma visita mágica de uma fada, era pequena e disse que podia fazê-lo voar.
- Isso parece conto de meninas – Seokjin olhou de lado bufando e a mãe lhe beijou as bochechas
- Apenas ouça – Ela se deitou novamente – E que para voar, você deve ter pensamentos felizes.
- Pensamentos felizes? – Ele pareceu interessado na história
- Sim, eles te levantam no ar.
- Hm.. – Com uma expressão pensativa ele cruzou os pequenos braços – O menino conseguiu voar? – Ele perguntou
- Conseguiu sim, e a fada o levou para seu lugar de origem.
- Onde é mamãe?
   A mulher puxou o filho e o abraçou apontando pela janela para as estrelas que brilhavam do lado de fora, por a vista pela janela ser bem ao lado deles podia ser sentido uma brisa fria ainda entrando pelas frestas, nada que incomodava, ela sorriu olhando as estrelas que eram vistas no céu coreano.
- A terra do nunca.
   Os olhos pequenos da criança brilhavam enquanto o mesmo olhava o céu estrelado sentindo o abraço da mãe, ele sorriu.
- Mamãe, não quero mais crescer, quero ir para a terra do nunca.
    A mulher beijou a testa do filho e olhou para a porta notando a presença do marido ali, seu sorriso morreu aos poucos.
- Tenha pensamentos felizes, Seokjin.

     Já era madrugada quando o pai de Seokjin entrou em seu quarto para vê-lo, uma última vez.  Se sentou ao lado da cama do filho doente e suspirou vendo o mesmo encolhido na cama com a coberta já na cintura, ele não tomava jeito.
- Venha aqui seu moleque – Sorriu e cobriu o corpo do filho – Meu menino, seja um homem de bem. – Acariciou os cabelos negros do filho e beijou sua testa, não queria deixa-lo tão cedo, de qualquer forma, Seokjin despertou.
- Papai? – O homem acariciou as bochechas fofas do filho e engoliu seco para se conter.
- Sim, filho.
- O que foi? – O garotinho abriu os olhos
- Eu senti sua falta, apenas isso. – Não segurou suas lágrimas, mas não deu importância, já estava indo embora, teria de ser assim.
    O garotinho se sentou na cama e segurou o rosto do pai fazendo o mesmo o encarar, seu pijama com figuras de carros estava com acumulo de suor, assim como seu cabelo negro, as mãos infantis acariciaram o rosto do mais velho enquanto um bico se formou em seus lábios.
- Por que está chorando, Papai? – Olhando bem fundo nos olhos do filho, o homem apertou sua própria mão como forma de punição pelo que estava fazendo. Se odiava.
- Cuide bem de sua mãe, pode prometer isso para mim? – O homem perguntou
- Papai? – Os olhos da criança se encheram de confusão, ele virou a cabeça para o lado sem entender.
- Seokjin, você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. – Beijando a testa do filho, o homem se levantou e se afastou.  
    
     Seokjin ficou olhando sem entender, estava sonolento, e por ser muito novo não estava entendendo o que estava acontecendo, foi só quando seu pai abriu a porta da frente da casa que o garotinho entendeu.
    Ignorou tudo que sua mãe tinha avisado mais cedo para que ele permanecesse na cama para se curar rápido, e saiu correndo para ir atrás do pai.
- Papai! – Gritou tentando abrir a porta – Papai! – Sua voz chorosa pedia em desespero
E do outro lado da porta, o homem segurava o trinco com força demasiada para que o garoto não conseguisse abrir de forma alguma, mesmo que seu peito doesse.
    Seokjin começou a bater a porta e gritar chorando pelo pai, sua respiração doía e não estava entendendo nada.
- Pai... – Uma última vez disse soluçando, se sentou no chão chorando enquanto encarava a porta ainda com esperança de que o pai fosse abrir, a mãe do garoto saia do quarto começando a entender tudo. Foi até o filho devagar e o abraçou para que ele parasse de chorar.
    Naquela noite, o pai de Seokjin foi embora.



                                                                 Seokjin
           
            Jimin me encarava. Não como da última vez, só que bem mais intenso.
- Sofreu sem o seu pai? – Foi direto em sua pergunta
- Apenas na minha infância.
- E nunca mais soube dele?
- Não, minha mãe sempre dava uma resposta diferente sobre ele, então com o tempo eu parei de perguntar. – Dei de ombros
- É compreensível. – Ele sorriu – E você tem falado com o Namjoon? – Me encarou novamente
- Não – suspirei e encarei as paredes do local – Ainda não.
- E tem planos para voltar a falar com ele? – Levantou uma sobrancelha
- Sinto falta dele, é estranho ter uma pessoa no seu dia a dia e no outro dia não ter mais.
- Às vezes uma conversa resolve tudo.
- Eu estava errado, estava nervoso e entendi tudo errado, só não quero admitir isso...- Olhei para minhas mãos enquanto bufava baixo
- Admitir que errou já é um ótimo começo para melhorar Seokjin, além do mais, você se importa com o Namjoon, então acredite em mim quando digo que ele também sente sua falta.
   Aquelas palavras me deixaram sim pensativo, era a segunda vez que eu parava para notar o quão egoísta eu era sem perceber, pois não tinha pensado em como Namjoon podia estar com isso, também me fazia pensar em quantas pessoas eram egoístas sem perceber.

(...)

        Não encontrei Hoseok quando sai do consultório, apenas algumas pessoas andavam por ali e a recepcionista estava mexendo em alguns relatórios em sua mesa, engoli seco sentindo se nervoso.
- Licença – Me aproximei da recepcionista devagar e fiz de tudo para passar despercebido pelos olhos alheios – Sabe onde está o rapaz que me trouxe?
- Ele saiu – Ela deu um sorriso gentil e se curvou – E pediu que você esperasse.
Me curvei e agradecei gentilmente enquanto me afastava, Hoseok estava brincando comigo.
        Sentei nos bancos que tinham por ali e fechei os olhos por alguns minutos, lembrando de meu pai. Me senti curioso por um tempo, mas no fundo sabia que não podia durar, o pai amava aquela criança de cinco anos, não amaria esse homem de atualmente.
- Memórias ruins?
   Olhando para o lado dei de cara com um jovem rapaz sentado, segurando uma mochila ele estava acolhido por um moletom preto, engoli seco.
- É por aí.
- Bebo remédios que me impedem de ter memórias ruins. – Ele respondeu simplista – Sou Jeon Jungkook.
- Kim Seokjin. – Acenei com a cabeça.
- Estava em uma sessão? – Perguntou tirando o capuz da cabeça, deixando sua orelha exposta e expondo também seus piercings e brincos, sua aparência era de um menino rebelde. Porém seu rosto demonstrava algo que Taehyung também tinha.
- Sim. – Respondi sem muito ânimo
- Entendi – Ele olhou para a recepcionista – Pode segurar isso para mim? – Aponto para a mochila – Ela não vai me deixar entrar com isso.
Olhei para a mochila e suspirei assentindo
- Tudo bem.
     Ele se levantou e deixou a mochila no banco ao meu lado, rumando em direção à recepção, o que ele devia ter na mochila afinal? Drogas, uma arma, eram muitas opções.
     Ignorou sua mente imaginando coisas e prestou atenção em Jungkook conversando com a recepcionista.
- Preciso falar com o Jimin Hyung. – Consegui escuta-lo dizer.
- Ele está atendendo, Jeon...
- Preciso ser atendido, agora.
A mulher suspirou em seguida se levantando, e rumou para onde a sala de Jimin ficava. Jungkook me observava de canto, mesmo disfarçando eu podia notar, só não entendia se ele estava com medo de que eu vasculhasse sua mochila, ou algo do tipo, afinal o que ele estava fazendo? Ele é esquisito.
- Jeongguk? O que está fazendo aqui? – Jimin pareceu bem perdido, Jungkook foi até si e disse palavras baixas que eu não consegui ouvi.
- Tudo bem, venha. – Os dois foram sem olhar para trás. Levantei as sobrancelhas olhando. (...)
 
      
          Hoseok voltou alguns minutos depois do acontecido com Jungkook, e quase pulei de felicidade quando o vi entrando no local, mas apenas me levantei e caminhei para fora com ele. Quando olhei para o carro ele estava lá, Namjoon estava encostado no carro, trajando seu simbólico uniforme escolar e olhando com expectativa.
  Ele finalmente estava ali.
- Acho que é hora de vocês conversarem. – Hoseok sorriu para mim, enquanto minha saliva morria na garganta.
  Nós aproximamos do carro e Namjoon sorriu de leve
- Oi Seok.

     O nosso caminhar era lento, comparado ao das outras pessoas que andavam na rua, e apesar de ser um acumulo considerável grande de pessoas, estava tudo bem pois Namjoon estava bem ao meu lado, com seu ombro esbarrando no meu uma hora ou outra, ele sempre impedindo e praticamente se jogando na frente quando alguém ameaçava esbarrar em mim.
Protegido. Salvo.
    Paramos naquela loja de milk-shakes e compramos um para cada, dessa vez pedi o de sabor caramelo e Namjoon optou pelo de cereja. Sem dizer nada seguimos para o complexo, mas assim que chegamos em frente ao portão local, ele segurou minha mão e puxou para que continuássemos a andar. Eu entendi, iriamos até a linha de trem.

       Ele apenas soltou minha mão quando nós sentamos, ação que não passou despercebida por mim, e enquanto tomávamos nossos milk-shakes observando a cidade em horário de almoço.
- Como você está? – Ele finalmente perguntou
- Acho que estou legal – Levantei os joelhos e encostei os braços – E você?
- Pode se dizer que sim, monótono, mas... – Ele suspirou e fiquei o olhando – Seok me perdoe, eu devia ter lhe contado que a Jidam havia conversado comigo, naquele dia em que eu cheguei chorando em sua casa, foi o dia em que ela pediu para conversar comigo, ela me pressionou tanto que eu surtei...Mas eu não fiquei para escutar o que ela tinha para dizer. Eu não fui falso com você em momento nenhum, saber que você pensa isso de mim está me matando. – Ele deixou o copo de milk-shake de lado e passou as mãos pelos cabelos. Era a hora para eu assumir o meu erro e dizer que na verdade o errado sou eu, mas por que isso parece doer tanto? Diga, Seokjin.
- Namjoon, a Jidam me contou o que aconteceu, eu te devo desculpar – Falei baixo, não iria repetir, mas ele deve ter escutado pois me encarou no mesmo segundo.
- Falou com ela? – Ele perguntou
- Sim, eu devia ter ido atrás de você antes, mas eu…Estava envergonhado pelas minhas ações, eu sinto muito. - Olhei para a cidade enquanto ainda sentia o olhar dele em mim
- Ah Seok...eu senti a sua falta. – O olhei e sorri, e sem resmungar muito, nos abraçamos assim que ele virou de frente para mim.
- Não pare nunca de bater em minha porta. – Falei enquanto ainda nos abraçávamos.
Ele riu afundando a testa em minha clavícula e sorri olhando
- Você devia colocar uma companhia, ficar sempre batendo em sua porta, eu não aguento mais. – Afaguei seus cabelos enquanto o mesmo enterrava sua cabeça em meu ombro e brincava com seu canudo ao meu lado.
- Está reclamando do que? Huh? Eu ainda abro pelo menos. – Ele riu e me olhou exibindo aqueles buraquinhos em suas bochechas
- Você sempre vai abrir.
- Como tem tanta certeza? – Perguntei encarando suas bochechas enquanto ele voltava a posição normal, não resisti a vontade de levar um dedo até aqueles buraquinhos e afundei meu dedo em uma das covinhas do rosto dele – Oh sinceramente – Nós rimos do meu ato.
- Não sei, mas eu espero que você sempre abra. – Ele parou de rir por um momento e permaneceu sorrindo enquanto me olhava – Seokjin, você fica lindo sorrindo.
Controlei meus instintos para corar ou algo do tipo, não sei se deu certo, porém permaneci sorrindo pelo elogio ter me pegado de surpresa. Ele despejou um pequeno selar em minha testa, me fazendo assim ruborizar, e o encarar. O que é isso? Eu também não sei.
    Ele tomou um gole de sua bebida e aproveitei para me aproximar, ele arregalou os olhos provavelmente achando que eu iria beija-lo na boca, mas desviei para sua covinha direita e depositei ali um selar calmo.
- Namjoon, obrigado por me fazer ter pensamentos felizes de novo. – Sussurrei.

                                  

                                                       Pensamentos felizes te fazem voar, voe comigo Namjoon.
 


Notas Finais


aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa


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