História The 7th sense - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Death Fic, Jin, Long-fic, Namjin, Namjoon, Taejin, Yoonseok
Visualizações 55
Palavras 3.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


SIM EU TO MUITO ATRASADA
me desculpa mesmo, eu passei por tanta coisa nesses últimos meses, enfim, boa leitura ♥

Capítulo 19 - Asas


 

                                                                              Namjoon

               

                                                               As coisas estavam estranhas.

                Não com Seokjin, mas em casa. Dahee andava muito esquisita, e Jaewon também, algo estava acontecendo e eu não estava sabendo o que exatamente era. Tinha algo a ver comigo, era sobre mim. Mas eu não fazia ideia.
                Yoongi sabia de algo, pois o mesmo andava me evitando, e mesmo que Hoseok dissesse que era apenas drama da parte dele, eu sentia que não era.

                Talvez Hoseok soubesse de algo e não quisesse contar.

(...)

- Namjoon! – Virei me deparando com Jidam – Por favor espere.
- Jidam... – Suspirei – Seja rápida.
- Eu sei que vai vê-lo, apenas diga que eu entendo – Seus olhos estavam atentos – Eu entendo por que ele permaneceu de olhos fechados por tanto tempo, ele não está sozinho, nunca esteve...
- Por que quer dizer isso a ele agora? – Me aproximei dela sentindo algo subir por minhas veias – Huh? Não feche os seus olhos, Jidam, ele esteve sim sozinho por bastante tempo, tempo o suficiente, por favor não faça ele se fechar sozinho novamente com essa droga de “eu entendo”.
- É engraçado você dizer isso, Namjoon, quando foi você quem disse a ele para ir procurar ajuda com uma pessoa que só serve para dizer “eu entendo”. – Ela soltou o veneno.
- Não é muito diferente do que você está fazendo, não é? Você só usa palavras, não tem ações em você – Me afastei ainda olhando em seus olhos – Quer saber? Eu estou cansado de você, Seokjin está cansado de você, por favor nós deixe em paz.
- Pare de falar como se você conhecesse ele, pare de dizer como se vocês fossem um casal, isso é ridículo demais, Namjoon, você não toma decisões por ninguém.
- Estou tomando uma agora mesmo, finja que somos sim um casal, então por favor Jidam, se mantenha longe do meu namorado. (...)

Meus ombros doíam, Jidam me cansava sempre, e eu ainda teria que ir trabalhar.... Sinceramente, era algo que eu já não aguentava mais.
              Taehyung estava sempre dizendo sobre sua vontade de trabalhar, ser independente e ter seu próprio dinheiro, essa parte é realmente boa, devo concordar. Mas como tudo tem uma parte ruim, uma hora se torna exaustivo, eu não aguentava mais, eu queria parar. Mas tinha medo de magoar o senhor Choi com isso, magoar Dahee ainda mais. É infeliz fazer algo que você não aguenta mais apenas para deixar outras pessoas contentes com isso. É desgastante. É como se pegassem uma parte que você gosta e que é bom e jogassem fora para substituir por algo que você não gosta e não quer. É incomodo. E o pior, ninguém entende até passar por isso com suma intensidade.

    Eu espero que Seokjin nunca tenha passado por isso, eu espero que ele nunca passe.
 

Jidam não tinha errado, eu ia mesmo me encontrar com Seokjin, pelo menos para ver como ele estava, e enquanto subia as escadas do complexo de casas lembranças ruins foram se formando em minha mente.

- Dahee – O garotinho manhoso apareceu na porta, já com seu pijama que tinha alguns sois desenhados, a mulher sorriu para a imagem do filho adotivo e o chamou com a mão.
- Venha aqui, Joon. – O perfume da mulher exalava o local, fazendo o garotinho torcer o nariz, ela estava usando aquele vestido bonito novamente, seria sinal de mais um encontro.
- Dahee, não quero ficar sozinho com o Jae... – O garotinho resmungou inflando as bochechas
- Eu contratei uma babá, ele não vai te chatear, e se ele fizer isso, eu deixo você vir aqui para o meu quarto dormir, combinado? – Ela fez um carinho quase nem feito nas bochechas do menino e se afastou para alcançar sua bolsa – Preciso ir, se cuide.
                O pequeno Namjoon observou a porta fechada, com esperanças que Dahee voltasse e dissesse o que ele queria ouvir, mas o pequeno esperou por longos minutos e a mãe adotiva não voltou.
- Eu te amo, mamãe.

 

Já era tarde quando o pequeno menino acordou na cama da mãe adotiva, ela não havia voltado ainda, mas ele conseguiu escutar o barulho da televisão ligada na sala de estar ainda, o irmão devia estar dormindo também, devia ser a tal babá de quem Dahee falou.
      Se levantou lentamente, abriu a porta do quarto da mãe mais lentamente ainda, foi só no corredor que escutou aqueles barulhos. Aqueles barulhos.
       Como a boa criança que era, não tinha ideia do que podia estar acontecendo, foi quando se aproximou da sala e olhou que se arrependeu.

Seu irmão, um garoto de treze anos, sendo um total monstro.

 

 

Não pensaria naquilo, balançou a cabeça, demorou tanto para tirar aquilo de suas lembranças, não poderia se dar ao luxo de cair nessa tristeza de novo. Com isso em mente, segui até a porta do Seokjin.

Dei dois toques e esperei.
 

                Alguns minutos foram o suficiente para que a porta fosse aberta, mas diferente do que esperava, quem abriu a porta não foi Seokjin. Foi Taehyung.
- Namjoon Hyung! – Taehyung me puxou para um abraço rápido – Vamos entre o Seokjin Hyung está no banho, que bom que está aqui assim pode me ajudar a cuidar da Sun! – Ele correu pelo local e se agachou no chão procurando por algo – Sun apareça, ele não vai te fazer mal nenhum. – Logo a pequena gatinha saiu debaixo da cama e foi em direção aos braços do dono
- Taehyung, o que está fazendo aqui? – Perguntei olhando para a pequena gata em seu colo
- Vim visitar o Hyung, e também visitar a Sun – Os olhos de Taehyung brilhavam horrores olhando para a gatinha, era fofo não podia negar – Sabia que o Seokjin Hyung concordou em adotar a Sun comigo? Só que eu não posso leva-la para casa.... Então ele deixou ela ficar aqui junto com ele, isso não é legal?
                Aquilo era sim muito legal, mas droga, porque estou enciumado? Taehyung e Seokjin se aproximaram tanto assim? Tudo isso enquanto eu estive longe? O que mais pode ter acontecido? Ah, a paranoia realmente dói.
            De repente ir embora dali pareceu muito, mais muito agradável, e era tão idiota.

- Isso é legal, ela é fofa. – Comentei enquanto engolia aos pouquinhos cada sentimento idiota daqueles. Eu não tinha muitos amigos, não podia ter ciúmes dos únicos que ainda tinha, por favor.
- Eu e o Hyung vamos ao cinema, ele topou em ir acredita? – O sorriso de Taehyung estava enorme – É uma droga você ter que ir trabalhar Hyung.
                Eu e o Hyung.
- Realmente uma droga, falando nisso eu preciso ir – Cocei minha nuca já não sabendo mais para onde olhar – Se divirtam, e depois me contem como foi. – Dito, saí rápido dali.
 

Chorar é inútil, era o que minha cabeça repetia, mas meus olhos não obedeciam a isso, e sim a sua vontade própria. Então, eu estava chorando feito um idiota no meu quarto.
Mas por que exatamente estou chorando? Ciúmes, mas assumir isso faz meu ego doer como levar um tiro no rosto. Assumir que estou chorando pois estou sendo trocado me faz sentir melhor.
 (...)
 

No caminho para o trabalho, dentro do trem, escutei músicas tristes que descreviam o que eu estava sentindo, por que eu era aquele tipo de cara querendo ou não.
                Trabalhei com a pior cara de “meus amigos me trocaram” possível, e ainda respondi meu patrão com grosseria.
                Na volta para casa, eu sabia que estava um caco, esse dia tinha conseguido entrar para o meu livro de “piores dias” e eu nem ao menos tinha um. Eu nem ao menos cedi o lugar para uma senhora que sempre está no trem comigo naquela hora.
                Eu estava pronto para explodir quando cheguei em frente o complexo de apartamentos, estava com raiva por isso fui direto para casa, sem nem passar perto da casa de Seokjin.

     E assim que entrei dei de cara com Jaewon e sua namorada trocando beijos no sofá enquanto um filme rolava na televisão, e querendo ou não, aquilo me fez lembrar da infeliz lembrança que tive mais cedo.
      Apenas suspirei indo para o meu quarto, eles não me viram, ou fingiram muito bem.

                (...)

                Meu computador estava aberto na minha única rede social, e aquilo estava chato, realmente senti falta de Yoongi com seus links estranhos e suas conversas sem pretensão. Me recusava a sentir falta de Taehyung, por ainda estar triste.
                Mas tinha alguém online. Jidam.
                Como em um desenho animado, imaginei um mini Namjoon diabólico sentado em meu ombro sussurrando para que eu mandasse uma mensagem. Por outro lado, imaginei um mini Namjoon com auréola dizendo que se aproveitar do sentimento de raiva que o ciúme me trouxe, e usar Jidam para me vingar, é a coisa mais infantil do mundo.
Abri a aba de mensagem já pronto para digitar algo – Porque sim eu estou com raiva então o mini Namjoon diabólico ganhou – Mas antes que eu pudesse fazer isso, outra aba de mensagem apareceu exibindo uma mensagem dele. Do próprio Taehyung.
 “ O cinema foi muito legal Hyung!! “ –
Respirei fundo lendo a mensagem e a visualizei.
 “ Isso é demais! ” Respondi depois de alguns minutos.
 “Seokjin é tão legal, ainda bem que encontrou ele” Ele está tentando me deixar com raiva ou o quê?
 “ É o que sempre digo”
  “Nos beijamos, eu e ele
   Você é meu melhor amigo, por isso quero que saiba”
Encarei o nada por longos minutos, esperando que algo caísse sobre minha cabeça e eu acordasse, mas como não aconteceu acabei acordando do meu próprio transe e encarando a mensagem dele novamente.
                Eles tinham se beijado. Eles adotaram um bichano juntos. Eles estão se divertindo juntos. O que exatamente eu fiz?

                                                                              (...)

Yoongi não sabia o que dizer, estava estampado em sua face. Ele bebia o chá devagar enquanto eu nem havia tocado no meu, Hoseok ao seu lado parecia tão sem fala quanto o namorado, enquanto eu já não sabia para onde olhar ou se era certo olhar descaradamente para as mãos deles juntas.
- Taehyung...e Seokjin.... Uau – Yoongi finalmente disse algo.
- Eu não esperava que o Seokjin fosse gay, me dê créditos – Hoseok disse logo depois
- Namjoon, por quê exatamente nos contou isso? – Yoongi perguntou com seriedade
- Porque.... Eles também são gays e eu não sei... – Engoli seco em dúvida se devia dizer aquilo
- Apenas diga tudo Namjoon – Hoseok aconselhou
- Eu não quero que os dois fiquem juntos.
- E por que não quer? – Hoseok perguntou novamente
- Eu não sei... – Suspirei olhando para o meu chá
- Namjoon, você sabe exatamente o que você é? – O mais velho entre nós perguntou, o olhei com dúvida, o que ele queria dizer?
 - C-como assim? 
- O que ele quer dizer é que nunca passou pela sua cabeça de que talvez você goste dos seus amigos de outra maneira? – Hoseok perguntou direto.
              Paralisei os encarando, enquanto bebia todo o chá em um gole só.
- Não...
- Não acha que talvez seja melhor você ter uma conversa com o Jimin sobre isso? – Hoseok sugeriu – Sabe, isso também vai ser parte do tratamento do Seokjin e vai contar como uma consulta para você.
- Vou pensar nisso, obrigado por me escutarem, eu preciso ir.
- Namjoon...
 

Não peguei o trem para voltar para casa, voltei a pé, precisava pensar e quando passei perto de algumas lojas de arroz pude dar um grito alto o suficiente para aliviar meu peito das lágrimas que só desceram mais incomodas ainda.
              Me sentia vazio, sozinho e sobre tudo triste.
 

Consultar um psicólogo para falar sobre a minha sexualidade parecia tão ridículo agora, tudo estava extremamente ridículo agora, minhas experiências são tão vagas e isso só me faz pensar onde caralho eu estava esse tempo todo? O que eu estive fazendo da minha vida? Por que eu tenho que estar confuso justo sobre isso? Enquanto as lágrimas desciam e o meu peito se apertava em dor, eu desejei não ver Seokjin nunca mais.
 

                                                               (...)

 

                                                          Seokjin


                O consultório de Jimin parecia cada vez mais limpo, podia ser até mesmo incomodo, e desconfortável todo aquele branco, mas de fato estava lá. Acabei me tornando observador com os dias. Atento.
- Então, como você está? – Jimin perguntou me oferecendo chá, neguei e o olhei.
- É estranho. - Respondi
- O que exatamente?
 - Você descobrir tanto sobre mim, e eu não saber nada sobre você – Bufei olhando para a fumaça que saia do chá que ele bebia – Tudo bem que você só é obrigado, mas...
- Não sou obrigado – Ele sorriu leve – Eu poderia não ter me formado em psicologia, poderia ter seguido meu outro sonho que era as artes cênicas. Mas eu estou aqui hoje, não estou?
 - E por que? Por que está? – Suspirei
- Sempre considerei os sonhos das outras pessoas mais importantes que os meus, e todos os dias eu recebo pessoas aqui que já não tem mais sonhos ou então perderam o sentido da vida – Ele bebeu um pouco do chá – Minha função não é dar as respostas para tudo, mas também mostrar que procurar as respostas pode te fazer viver.  – Engoli em seco o olhando enquanto o mesmo me encarava – Existe muita coisa que eu não sei, por exemplo, eu não sei o porquê de seu pai ter deixado você, não sei por que é prazeroso para as pessoas romantizarem tanto doenças graves das quais eu vejo todos os dias, porém eu gosto de buscar as respostas para isso. É por isso que estou aqui, eu já consegui o que eu queria, agora só quero te ajudar a seguir o que você quer.

 

As folhas estavam caindo, observando do carro do Hoseok na volta para casa, ainda pensei nas palavras de Jimin, ele tinha realmente me pego de surpresa com aquelas palavras e eu não sabia o que pensar.
 

Talvez ele estivesse certo. Talvez fosse a hora de começar a procurar o que eu quero.

- Você falou com o Namjoon? – Perguntei e olhei para Hoseok enquanto ele dirigia
- Não vejo ele desde ontem.... Por quê? – Me olhou de lado
- Ele não passou pela minha casa ontem, e nem hoje, algo aconteceu? – Encarei o semblante de Hoseok enquanto o mesmo engolia em seco. Ali estava minha resposta, sim algo havia acontecido.
- Seokjin...
- O que foi?
- Eu realmente não quero me meter, mas estou preocupado com o Namjoon, por isso apenas saiba que de alguma forma ele está machucado.
 

                                                               (...)

Repensei aquilo milhares de vezes, pensei em tudo que podia ter acontecido para que ele estivesse “de alguma forma machucado”, mas de tanto pensar o tempo acabou passando. E quando dei conta já era noite, a lua já estava brilhante e redonda no céu coreano, a luz dos postes em contraste com a noite ajudava a minha cabeça a pensar ainda mais. Mesmo que sem formar algo concreto, nitidamente eu não sabia o que fazer.

Esperá-lo me procurar, parecia ser a ideia melhor.

Mas eu senti aquilo, o sentimento que Namjoon aos poucos foi afastando do meu corpo, lembrei-me da primeira vez que o vi, com a sua insistência extrema ele salvou minha vida. Lembrei-me dos seus olhos molhados com lágrimas, do dia em que ele chegou chorando na porta da minha casa. Lembrei-me das covinhas que aparecem no seu rosto quando o mesmo sorri, e também me lembrei sobre como ele sorri facilmente comigo mesmo que eu ainda ache que ele me acha um saco. Lembrei-me de toda a paciência que ele teve comigo, toda a bondade que ele usou para destruir devagarinho os muros em volta de mim.

Senti medo, um quase pânico de não o ver mais. Não contive minhas lágrimas porque eu estava triste, triste com a ideia de não o ver de novo ou apenas imaginar isso. Triste por estar pré-vendo esse abandono e o medo mesmo que possa não acontecer. Triste.

Pensando em tudo isso, decidi que não iria esperar por ele daquela vez, eu mesmo iria atrás dele. Com as minhas próprias asas.

                                                               (...)

Namjoon morava lances de escadas longe, subir até lá me fez pensar que eu sou realmente um sedentário.

Estou aqui, não posso voltar atrás, encarei a porta por longos segundos antes de fazer alguma coisa, faça algo pelo seu amiguinho, suspirei e bati na porta duas vezes.
Uma mulher abriu, oh não...
- Sim? – Ela me olhou dos pés à cabeça, droga...
 - O Namjoon está? – Quase comemorei por conseguir pronunciar
- Quem é você? – Ela frangiu o cenho
- Seokjin... – Olhei para além dela vendo Namjoon me olhando sem acreditar, eu tinha feito algo errado? A mulher, mãe de Namjoon provavelmente, olhou a figura do menino e logo seu rosto se transformou em algo inexplicável.
 - Precisamos conversar – O implorei pelo olhar enquanto sua mãe voltava a me encarar
- Ele está ocupado agora. – A mulher disse pronta para fechar a porta na minha cara, mas antes que ela pudesse fazer isso coloquei a minha mão impedindo que ela fechasse.

Não sei dizer qual dos dois olhou mais surpreso.

- Desculpe Namjoon, mas não vou embora até falar com você.
- Dahee, não tranque a porta – Ele veio até mim – Eu já volto.

 

 

                Fomos juntos até minha casa, sem dizer nada pelo caminho, e quando chegamos não quisemos nos ajeitar para conversar. Nós dois queríamos aquela conversa, queríamos saber o porquê de tudo estar tão estranho.
- Namjoon, me explique.
Ele me encarava fixamente, mas eu não via nada ali, isso me dava aquele medo.
- Eu não acho que você precise mais de mim. – Disse de forma simples.
- Por que está dizendo isso? – Franzi o cenho
- Você tem o Taehyung, tem o Hoseok, tem até mesmo o Yoongi – Os olhos dele estavam brilhando em lagrimas – Sabe eu realmente achei que o Yoongi estava escondendo algo de mim, mas não era isso. Ele só se afastou de mim.
- Namjoon... – Eu não esperava que fosse isso, ele acha que estou tomando os amigos dele de si, mas que culpa eu tenho? Foi ele quem disponibilizou seus amigos para mim.
- Você beijou o Taehyung... - Ele fechou os olhos por longos segundos enquanto os meus olhos estavam arregalados, como ele soube disso? Que inferno.
- Como sabe disso? – Suspirei
- Taehyung me contou.
 - Ele me beijou, das duas vezes, e droga Namjoon o que posso fazer? Foi você quem apresentou eles para mim! – Aquilo estava me irritando
- Pare de ser egoísta, você só está preocupado com o que fará caso não tenha mais eles – Ele revirou os olhos, aquilo realmente ferveu meu sangue.
- É exatamente o que você está fazendo – Empurrei seu ombro o encarando – Chorando feito uma criança sobre ser abandonado por eles, pare você de ser egoísta Namjoon, todos estão preocupados com você.
- Acha mesmo que estou triste por ser abandonado por eles? Idiota, estou com medo de ser abandonado por você Seokjin – Ele limpou o rosto enquanto minha fala foi perdida – Porque merda eu te considero tanto, e eu me preocupo tanto com você e se você não estivesse bem eu não sei o que aconteceria. Acha que não estou me sentindo culpado por estar sendo tão egoísta por querer você só para mim? Eu estou chorando justamente por isso.
Apenas o encarei, eu não conseguiria responder aquilo. Tudo isso é tão, tão, tão, tão novo.

                Fui até si com cuidado e em um abraço com imensos sentimentos acabei me perdendo e fechando os olhos, apenas abraçando mais Namjoon.

                Em algum momento do abraço, senti uma das mãos dele em minha nuca, e não recuei, não iria recuar logo agora. Nossas bochechas rasparam uma na outra e logo nossas testas estavam conectadas. Ele iria mesmo fazer aquilo?
 - Seokjin, abra os olhos. – E eu abri, os orbes dele estavam absurdamente intensos, nossos narizes se encostando levemente e causando algo que eu não sabia existir, a mão gelada dele em minha nuca me fazia querer fechar os olhos para prolongar esse sentimento bom.

                Nossas bocas se encontraram, posso jurar que vi meu peito brilhando junto ao dele, talvez tenha sido apenas ilusão da minha cabeça por todos os sentimentos juntos, ou de fato tenhamos brilhado. Ele repuxou meu lábio e fechou os olhos, era um adeus pois eu também fechei os meus e logo nossas línguas já estavam juntas também, nossos peitos se encostando e ele sorrindo no meio do beijo. Céus.

                Assim que perdemos o folego, abri os olhos juntamente com ele. Ele não tinha asas, mas era um anjo sem dúvidas.



 


 


 
 


Notas Finais


eu nao acredito que isso finalmente aconteceu eU TO


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