História The 7th sense - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Namjin, Yoonseok
Exibições 21
Palavras 1.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora



Capítulo 9 - Um sinal vazio


                                                              Seokjin


 Meus olhos se abriram lentamente, a luz que entrava pelas janelas era pouca, mas era o suficiente para me fazer apertar levemente os olhos para encarar o quarto.
Tudo ainda está exatamente como sempre esteve, certo?
Tirando claro, o fato de que agora, eu tenho um suposto amigo.

Namjoon.
Suspirei e me sentei na cama, dormir tinha se tornado fácil, com a ajuda dos remédios que agora eu já não penso tanto antes de tomar.
Meus olhos correm pelo apartamento, observando cada parte desse inferno, por que parece tão diferente mesmo estando igual?
Talvez não seja o local, seu idiota, talvez seja você.
  Me deito novamente sentindo a coberta abraçar meu corpo, como sonhar não é uma opção, então por que eu não posso simplesmente voltar para dentro de um dos meus pesadelos?
  A sensação de ter se perdido dentro de um dos meus pesadelos, me assombra, e o meu pensamento ainda cria perguntas do tipo, Namjoon se assustaria se soubesse de tudo?
Ele iria se afastar completamente?
E contradizendo tudo que minha mente insiste em gritar, eu não quero que ele se afaste, pelo menos uma vez isso pode ser diferente, então que se foda o destino, se essa merda existe mesmo, eu simplesmente desisto de tentar lutar contra mim mesmo.
Pensei bem antes de levantar, a minha barriga roncava e a fome seria abastecida com um grande nada. Movi minhas pernas e me levantei jogando o cobertor de lado, já era dia, e quase me enlouquecendo a minha fome estava ativa hoje, como isso era possível? Havia dias em que eu realmente não comia nada, então me sentia fraco pra caralho, então devorava um macarrão instantâneo, mas agora eu não podia fazer isso.  Primeiro por que Namjoon tinha jogado todo o macarrão fora, e segundo, que um simples macarrão instantâneo não iria me saciar.
Talvez, sair para comprar algo?
Pare. Pare agora.
Passei a mão por meu rosto e em seguida alcancei a primeira jaqueta que encontrei pelo chão, vestindo- a senti minha cabeça doer mais do que devia.
Seokjin, seu animal, pare agora!
Me sentei na cama  e peguei o único par de tênis que me sobrava, ou que eu lembrava de ter, e comecei a vesti-lo sem me importar
Por que está agindo assim? Tudo por causa de um cara idiota que você nem conhece?
Ele vai te machucar. E você merece por isso.

 Balancei a cabeça lentamente fechando meus olhos por poucos segundos antes de abri-los novamente e focar meu olhar no sofá azul.
Você ainda se lembra do que aconteceu por causa da sua teimosia.
Senti lagrimas molharem levemente meus olhos enquanto meu olhar ainda estava no sofá velho e azul, Ela...
Caminhei rapidamente até a cozinha e abri uma das gavetas que tinha por ali, assim que senti o papel em minha mão o puxei lentamente vendo as notas de dinheiro. Eu não faço ideia de quanto pode ter aqui, mas não parece muito.
Onde está sua mãe? Ela não disse que te daria dinheiro e pagaria suas contas para que você se recuperasse?
Até ela percebeu que você é um caso perdido.

Peguei o resto das notas de dinheiro colocando dentro do bolso da jaqueta, a merda da conta de luz precisava ser paga, eu estou fedendo e sei disso.
Desista dessa ideia. Vamos ficar aqui, em segurança e conforto, você tem vivido muito bem sem luz, não acenda tudo agora.
 Cobri minha cabeça com a touca da jaqueta e abri a porta saindo, tranquei fazendo menos barulho ainda, quanto menos notado for, melhor.
Eu poderia ser facilmente confundindo com um mendigo, então eu tinha um ponto extra.
Olhei o corredor cinza e fui andando normalmente para não fazer barulho por ali, a essa hora podia ter pessoas circulando por ali o que foderia com todos os meus planos.
Tomara que te vejam, e que te façam muitas perguntas.
Caminhei rapidamente para fora do complexo, por mais que meus olhos quisessem olhar ao redor e apreciar como estava o dia, ou qualquer coisa assim, eu simplesmente não conseguia. Meu olhar não saia do chão e observar ao redor era quase impossível pela minha dor na cabeça, suspirei pesadamente e continuei a caminhada até a loja de conveniência que era já conhecida por mim. Adentrei o local olhando o chão em volta e me dirigi até um dos corredores procurando o que eu poderia comprar, peguei um projeto de torta que já vinha pronta e dizia ser de frango, peguei duas daquela torta e fui em direção as bebidas, peguei duas garrafas de água e me encaminhei para o caixa sem levantar o olhar
- Bom dia. – a atendente disse baixo e começou a somar o produto, eu não olhava o rosto dela, apenas via suas mãos se mexendo e minha voz parecia ter desaparecido naquele instante
- B..bom. – Respondo baixo, fiquei brevemente feliz por saber que ela não puxou assunto. Na verdade, acho que talvez ela nem tenha escutado. Que se foda.
Paguei pelos produtos que comprei e tratei de sair dali o mais rápido possível, minha cabeça já começava a doer levemente.
Voltei rapidamente pelo mesmo trajeto que eu já havia feito para chegar até a loja, as ruas pareciam mais movimentadas agora, apesar de meu olhar estar totalmente focado no chão, eu conseguia sentir a presença das pessoas pelas ruas, e o barulho dos carros só me dava mais certeza. Por favor, não me notem, era tudo o que se passava pela minha cabeça, um arrependimento bateu forte em meu peito, talvez ter saído não tenha sido uma boa ideia.
Eu te avisei, idiota, eu avisei.

Meus passos eram rápidos, eu estava quase em frente a porta do meu apartamento, coloquei a mão no bolso da jaqueta já pronto para pegar a chave, mas como minha mão estava molhada assim como minhas roupas, por conta da fraca chuva que agora caia e tinha conseguido me pegar na entrada do complexo, minha mão ficou com pouco acesso ao local para alcançar a chave. Suspirei me sentindo um pouco idiota pra caralho, em seguida coloquei as sacolas que estavam na minha outra mão no chão ao lado da porta e usei a outra mão para puxar a jaqueta enquanto a outra procurava a chave
- Ei! O que está fazendo? – Escutei uma voz feminina gritar de longe.
Por favor, não seja comigo, não seja comigo...
- Você mora aí? – Gritou novamente me fazendo começar a tremer, a maldita chave parecia fugir das minhas mãos e a tremedeira não ajuda em nada – Está invadindo? – Quem quer que fosse estava se aproximando, senti a raiva começar a fluir e a casa vez que eu sentia a pessoa mais perto o desejo por gritar aumentava mais, se afaste infeliz.
Corri, corri definitivamente querendo chorar, corri procurando descer aquelas, que agora pareciam infinitas, escadas. Meu rosto já estava encharcado em lagrimas, o barulho da chuva era ouvido muito alto, Seul estava em tempestade, e eu estou em pedaços.
Não observei ao redor vendo se alguém estava nas escadas, apenas desci aquilo sentindo uma falta de ar gigante e um sentimento ruim percorrendo meu sangue, me consumindo.
Só percebi que não estava mais correndo quando meu corpo bateu contra algo, ou melhor dizendo, contra alguém. Meu corpo foi jogado para trás com o impacto e consegui ouvir um resmungo bravo
- Seu idiota, o que pensa que está fazendo? – A voz gritou, a voz era alta e grossa, não observei o rosto porque meus olhos continuavam fitando o chão – O que está fazendo aqui seu mendigo podre? Assaltou alguém uh? - Ele deu um passo mais perto, meu corpo ficou totalmente tenso. Me sentia na ponta de um penhasco e se ele desse mais um passo provavelmente eu estava jogado dentro da água.
Aconteceu muito rápido, ele levantou a mão e quando menos percebi meu punho já estava socando o rosto do rapaz, dois malditos socos e depois corri dali o mais rápido que pude. Merda.
Corri ainda mais aquelas escadas, porém, antes que meus pés fossem para o final das escadas, outra presença se fez presente na minha frente
- Seokjin? – Namjoon..
Meus olhos encontraram os dele, uma confusão enorme estava presente nos olhos dele, claramente ele estava tentando entender a situação, mas minhas emoções não estavam legíveis agora, a única coisa que fiz quando o olhei foi chorar. Malditas lagrimas descendo pelo meu rosto, malditas lagrimas me fazendo ser fraco novamente, o ódio está em mim.
Namjoon não disse nada, apenas caminhou rapidamente até mim, pensei que ele iria me questionar mil coisas, mas o que ele fez me deixou perdido e sem reação a princípio; um abraço.
Os braços dele deram a volta em meus ombros, não correspondi ao abraço, mas as lagrimas pesaram ainda mais, meu rosto encostado no ombro dele e apenas um sentimento acendendo a minha mente.
Algo estava sendo arrumado. Revivendo.

Aquela foi a primeira vez que Namjoon me abraçou.





 


Notas Finais


Qualquer erro, me desculpe.


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