História The Accountant - Capítulo 2


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Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Alexandria, Cecilia Burke, Daryl Dixon, Negan, Os Salvadores, Personagens Originais, Rick Grimes, The Walking Dead
Exibições 76
Palavras 1.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O Vigilante


Fanfic / Fanfiction The Accountant - Capítulo 2 - O Vigilante

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CECILIA SEGUIU EM DIREÇÃO AO REFEITÓRIO, fazendo um caminho diferente daquele pelo qual tinha vindo. Trazia na memória todas as escalas dos vigias do Santuário, mesmo porque, depois da última invasão de uma das bases dos Salvadores, aquela que vitimou o seu irmão Timothy, ela conseguiu convencer Negan de que poderia ajuda-lo a traçar uma nova estratégia de segurança para o seu QG, fato que por si só despertou a inveja e a ira tanto de Simon quanto de Dwight.

Sendo assim, ela estava certa de que não cruzaria com nenhum borra-botas de Negan durante o seu trajeto e tampouco iria colocar Daryl em maus lençois. À medida que adentrava sorrateiramente pela sucessão de corredores longos e obscuros, seus pensamentos moviam-se como espirais, promovendo um tufão de sentimentos dentro do seu peito. Ela tinha perdido o controle com Daryl, rompeu a linha tênue do contato que ambos estavam conseguindo estabelecer. Sentia muito por não ouvi-lo dizer o nome do maldito covarde de Alexandria que assassinou o seu irmão a sangue frio, porém lamentava um pouco mais pela falta de esperança que havia nos olhos dele.

Talvez ela devesse continuar lhe fazendo visitas... Recomeçar do zero, passo a passo, tentar uma comunicação mais viável. Era isso... Ela precisava libertá-lo. Já havia muitos prisioneiros por ali, inclusive ela mesma. Havia sentido a imensa bondade do coração de Daryl. O mundo de agora precisava de um exército de homens como aquele... Não de Simon ou de Dwight. Muito menos de Negan.

- Ora, ora, ora...

Cecilia teve os movimentos paralisados quando foi bruscamente exposta as luzes do refeitório.

- A nossa garota nerd está dando um passeio noturno? - o hálito quente que logo bateu à sua nuca despertou uma ânsia aguda de vômito. O asco que ela sentia por Dwight só não era maior que o seu desprezo.

Voltando lentamente a se acostumar à claridade, Cecilia retomou sua caminhada, seguindo em linha reta até a alcançar a lixeira, onde devia depositar a comida intacta da bandeja.

- Cuidado por onde anda, D. Você cheira a walkers. Qualquer hora dessas vou confundi-lo com um e acertar o seu crânio. - disse ela, com um tom baixo e intimidador. 

Dwight soltou uma risada irônica, espalhando novamente aquele jato de ar repugnante contra sua pele.

- Acho que devíamos ser amigos, o grande Timothy ia querer que fosse assim. - Dwight notou o pequeno corpo de Cecilia estremecer assim que tocou no nome de seu irmão e então continuou com o insulto, brincando com uma mecha do cabelo dela entre os dedos. - Eu poderia te ensinar boas maneiras. Será que nunca te ocorreu que desperdício de comida em pleno apocalipse zumbi é motivo de morte na certa?

Controlando-se para não atravessar a garganta de Dwight com a bandeja, Cecilia prosseguiu com sua tarefa, mesmo sentindo o peso leve do homem cerca-la dessa vez até a pia do refeitório.

- Estou muito perto de descobrir o que anda tramando, Contadora. - aproximou-se mais, o tórax quase colando nas costas da mulher, os dedos agora erguendo a mecha castanha de cabelo contra suas narinas.

- Sabe bem dos meus hábitos, Dwight. - ela fechou os olhos, segurando as lágrimas. Enxaguou e recolheu os utensílios, fechou a torneira da pia e desceu as mãos na altura das coxas para secá-las contra o brim da sua calça. - Meu comportamento nessa comunidade é irrepreensível.

- Para o seu bem, espero que esteja certa - tornou o desfigurado, aspirando o aroma dos fios dela com uma satisfação depravada. - ou Negan saberá da sua bonita relação com um de nossos prisioneiros.

Mal as palavras saíram da boca de Dwight e Cecilia reagiu, alcançando sua jugular com a curva afiada da kaiken, uma adaga que ela carregava escondida em suas roupas.

- É melhor medir o que fala ou essa lâmina será a última coisa que vai sentir na sua vida maldita. - os olhos de Cecilia, que eram muito verdes, de repente escureceram, tornaram-se insanos, as pupilas estavam dilatadas como as de um predador em busca de sua caça. Um filete de sangue brotava lentamente da pele esbranquiçada de Dwight. - Pensa que eu não sei que está assaltando nossas provisões? Estocando latas e garrafas de bebida no seu colchão? Acha mesmo que Negan vai perdoa-lo quando descobrir que você assedia as mulheres recém-chegadas do Santuário? Será que ele iria, inclusive, gostar de saber que você se aproveita da minha ausência para invadir o meu dormitório e deixar suas manchas nas peças íntimas que visto? Acredito, realmente, que ele não vai te dar nenhuma chance. Portanto, pare de tentar me ameaçar e também deixe as outras mulheres em paz, antes que eu ou Lucille façamos um estrago maior nessa sua cara cínica.

Falou isso num segundo e no outro, Cecilia já estava a um pé do seu dormitório. Durante o percurso, preocupou-se apenas em prender a respiração e mover-se com mais destreza, uma vez que o aposento de Negan ficava apenas a duas portas de distância.

Assim que entrou no seu quarto, Cecilia notou o ar mais denso, quase palpável. Logo ela avistou a silhueta de um homem parado de pé junto à janela. Ofegante, a pequena mulher sentiu o calor da fúria que nutria por Dwight ser aplacada por uma onda inexplicável de tremores, ela podia sentir as pontas dos dedos geladas e a espinha dolorida, como se estivesse prestes a cair de febre.

Com muito esforço, Cecilia levou a mão no interruptor e então o seu visitante se revelou com um trejeito peculiar e o sorriso aberto mais temido de todo o Santuário no rosto:

- Holy crap, Cici! Você aparecendo desse jeito, na surdina e no meio da madrugada... Que susto do inferno!

Era Negan.

- Venha cá, minha boa menina. Minha Cici! - ele estendeu uma mão, obrigando Cecilia a investigar se Lucille ia escondida na outra. Aparentemente, eram apenas os dois naquele recinto. - Eu tenho uma oferta para te fazer e não podia esperar até a manhã para apresenta-la a você.

Negan agora abriu os braços para Cecilia e o gesto parecia o mais próximo de afeto paternal que ela conseguiria de alguém naquela altura do campeonato. Confusa de suas emoções, a pequena mulher nunca pensou ter desejado tanto correr para aquele homem e nele poder se abrigar até o fim dos tempos. 



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