História The Accountant - Capítulo 3


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Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Alexandria, Cecilia Burke, Daryl Dixon, Negan, Os Salvadores, Personagens Originais, Rick Grimes, The Walking Dead
Exibições 101
Palavras 1.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Protector


Fanfic / Fanfiction The Accountant - Capítulo 3 - Protector

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- ME DESCULPE, NEGAN, E-EU... - Cecilia mantinha a cabeça baixa, os olhos presos ao chão. Havia se recuperado do seu devaneio e sentia um ligeiro embaraço por encontrar nos braços apertados de Negan uma calorosa mistura de prazer e conforto.

Ele mesmo tinha confiscado o corpo pequeno para si, envolvendo-o ansiosamente com sua sede de controle e necessidade de autoafirmação. Negan sempre se empenhou pelo bem estar de Cecilia, seu tratamento era diferenciado, muitas vezes chegava às raias da obsessão. A satisfação em tê-la sob o seu domínio só não podia ser completa porque faltava intimidade entre eles, mas isso era coisa que Negan estava realmente decidido a mudar.

Pouco tempo atrás, ele confessou para o irmão da jovem que um dia iria toma-la como uma de suas esposas. Timothy não se opôs à ambição do líder dos Salvadores, porque Negan o tinha como seu braço direito. Ele era o mais bravo homem da linha de frente de combate, nunca foi dado a inconveniências, permanecia calado no tempo de calar e sabia se expressar no tempo de falar.

No passado, Timothy serviu à equipe de elite do Navy Seals e foi condecorado como herói nacional depois de uma bem aventurada missão na guerra do Afeganistão. Mestre estrategista e perito em rifles, o Comandante Burke salvou Negan de uma emboscada com walkers deflagrada por um pequeno, porém bem organizado grupo inimigo, a exatos nove meses atrás. Posteriormente, Lucille cuidou para que nenhum rebelde sobrevivesse para contar aquela história. O massacre foi um dos mais sanguinários da região e os tenebrosos relatos sobre ele alcunharam Negan de o Diabo Encarnado.

Desde aquela época, o Comandante se tornou um amigo fiel e conselheiro nas raras vezes que Negan julgava precisar de um. A sua morte, dada em circunstâncias bizarras, caracterizadas por práticas de degola e empalamento, acabou, de uma vez por todas, transformando Negan em uma besta humana. No entanto, Timothy havia lhe deixado Cecilia. Sempre antes de sair para as missões do Santuário, o Comandante depositava a segurança da irmã nas mãos de Negan. Caso ele nunca mais voltasse das arriscadas explorações que fazia fora da fortaleza dos Salvadores, a jovem deveria ficar sob os cuidados de seu líder. Agora que Burke havia encontrado sua sina, Negan não enxergava um jeito melhor de cumprir aquela promessa, senão tornando Cecilia um novo membro do seu harém.

É claro que assim ele estaria somando o útil ao agradável.  As esposas que tinha não lhe traziam mais benefícios, isso era fato. Elas levantavam motins e faziam jogos emocionais umas com as outras, eram competitivas e estavam a ponto de transformar o Santuário em uma arena de gladiadoras. Foi preciso Negan mudar sua maneira de tratá-las para manter a ordem do lugar. Não apreciava infligir dor a uma mulher, mas recentemente, uma submissa desobediente o fez entender as vantagens e o erotismo das cordas e algemas.

Quanto à Cici, bem, ela não era a mais dócil das mulheres, apesar da estrutura frágil e inocente. Tinha se adaptado à natureza selvagem daqueles tempos, era disciplinada, resistente, além de engenhosa e conhecedora da psique humana. Apenas o cárcere e a forma como os Salvadores costumavam cobrar seus serviços das outras comunidades desagradavam Cecilia, afinal ela trazia a razão e a emoção exatamente no lugar onde ambas pertenciam: na mente e no coração. Mas uma vez que se aproximasse de Cecilia e a tornasse sua esposa, daria ocupações que não mais a deixariam pensar sobre sua conduta violenta. Já era mesmo o momento de Negan começar a agir.

-  Que diabos foi isso que disse, dollface? Repita. Alto. E. Claro... - a ênfase nas palavras de Negan serviu como dispositivo de alerta, ele sentiu Cecilia hesitar nos seus braços e aí estava uma boa razão para nunca se soltar daquele pequeno corpo feminino, um pouco magro, mas ainda assim completamente agradável para seus instintos.

- Me desculpe, Negan. - ela o obedeceu, a voz se manteve baixa, porém o tom era de firmeza. Não conseguia se mover contra os músculos de Negan, o homem era uma rocha. Cecilia começava a achar difícil o que ele estava forçando ali. Era um verdadeiro teste para os seus sentidos. - Eu não devia fazer você esperar.

- Fuck, fuckit, não. Não devia me fazer esperar. Eu odeio esperar, mesmo que seja para ver você, Cici. - a gravidade proposital com que ele dissera aquilo tornava a tensão entre os dois agora mais explícita. Negan sorriu, provocador, a língua percorrendo o lábio, os dentes brancos e alinhados se revelando a seguir. Sua mão gigantesca, porém incrivelmente suave, procurou o queixo fino de Cecilia e o ergueu até que seus olhos escuros, quase negros, pudessem devorar os dela. - Mas como a boa garota obediente que é, vai me dar uma explicação bem plausível para isso, não é mesmo?

- Estava no refeitório, há ratos por lá. Um deles frequentava nossa despensa, mas já não será um problema para nós. - garantiu Cecilia sem nunca desviar do olhar de Negan.

Ela tentou rir da sua própria ironia, mas o Diabo à sua frente a impediu, primeiro contornando os lábios bem desenhados dela com o polegar, depois roçando a parte inferior, vermelha e carnuda seguidas vezes; a lentidão do ato fazendo tudo parecer mais implícito, obsceno. Cecilia estava entregue aos seus movimentos. Trazia a cabeça reclinada, os olhos semicerrados e as mãos aflitas agarradas a cada lado da gola da jaqueta preta de couro do homem, mantendo Negan a menos de um palmo do seu nariz e perigosamente excitado.

Havia uma cama a dois passos dos dois e, se quisesse, ele poderia dar o fim desejado para o seu tormento, mas então tudo sairia fora do esperado. Negan era uma criatura de hábitos, inevitavelmente, e nada o deixava mais irritado que um plano mal executado.

- Fodam-se os ratos! - o homem estalou a língua, usando o vocabulário sujo que bem sabia desagradar os ouvidos de sua protegida. - Aqueles malditos andam por todos os cantos desta porra de mundo.

Ambos se afastaram um do outro, cada qual definindo para si um novo perímetro de segurança.

- Sherry deveria ter uma função fixa na comunidade. - Cecilia retomou com cinismo, limpando a garganta, um pouco ofegante. Ainda não entendia sua atração súbita por Negan. - Seria bom se ela agisse no controle de pragas.

-  Ela não é capaz de limpar a própria merda ao seu redor, veja por Dwight.  Mas eu estou animado para saber como a infeliz se sairá nisso. Você tem minha autorização para repassar essa tarefa à Sherry. Se ela se negar, me notifique.

Cecilia notou a entonação raivosa dele ao mencionar uma das esposas e apenas acenou com a cabeça. Mesmo sentindo os olhos predadores do homem estudar seu corpo, ela livrou o pescoço da pashmina cinza, então abaixou rapidamente para afrouxar os cadarços das botas. Por último se desfez da pesada jaqueta, revelando o busto a partir da camiseta justa. Na altura dos seios, jaziam as placas de identificação do Comandante Burke. Aquele foi um chamariz que fez Negan se aproximar dela novamente, era a brecha perfeita para dizer a que tinha vindo:

- Como tem passado os últimos dias? - ele tocou as placas metálicas, esbarrando os dedos na pele alva e macia de Cecilia e depois apertou-as contra a palma da mão.

- Do jeito que deveria. Eles tiraram tudo o que eu mais amava na vida. - a pequena falou com rispidez, arrancando a única lembrança física do irmão da mão de Negan e dando-lhe as costas para se apoiar em uma escrivaninha.

- Não foi a única que perdeu alguma coisa aqui, Cici. O Comandante era meu homem de confiança. É difícil ter um desses hoje em dia. - Negan considerou, abordando a jovem por trás, apoiando suas mãos sobre as dela no tampo de madeira do móvel, ficando face a face com ela. - Além do mais, você nunca vai estar sozinha.

Sua voz era baixa e gentil, o ronronar de um leão. Cecilia encolheu os ombros ao passo que Negan se fez muito mais próximo, ele agora tinha o rosto colado no dela, a barba espessa lhe acariciava a bochecha.

- É disso que se trata sua oferta? - ela foi incisiva, já sabendo qual seria a resposta de Negan.

- Posso não ter aspectos muito agradáveis, mas eu cumpro com minhas promessas, Cici.

- Então faça as duas perguntas.

- Com imenso prazer, babygirl. - Negan deixou um pequeno sorriso diabólico escapar dos seus lábios, já se sentia vitorioso por antecipação. – Quem é você?

- Negan.

O homem soltou um gemido de aprovação ao pé do ouvido dela, estava em êxtase.

- E a quem você pertence?

- Negan.

E assim foi feito. Para todos os fins, Cecilia era oficialmente dele. 



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