História The Accountant - Capítulo 4


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Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Alexandria, Cecilia Burke, Daryl Dixon, Negan, Os Salvadores, Personagens Originais, Rick Grimes, The Walking Dead
Exibições 42
Palavras 1.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - A Consorte


Fanfic / Fanfiction The Accountant - Capítulo 4 - A Consorte

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TRÊS DIAS SE PASSARAM. TRÊS DIAS E NEGAN NÃO VOLTOU A APARECER NO SEU DORMITÓRIO. As primeiras horas como esposa haviam sido de trabalho intenso e redobrado na comunidade. Não que Cecilia desejasse a mesma sorte das outras mulheres de Negan. Enquanto elas realizavam tarefas enfadonhas como cozinhar, servir e limpar; Cecilia gerenciava. Além da segurança e da despensa, ela agora tinha o controle do que entrava e saía do arsenal dos Salvadores, participava das reuniões confidenciais de Negan com o seu exército e traçava estratégias para o plano de reconstrução do posto avançado do grupo.

Embora nunca tivesse criado a esperança de ouvir Negan a anunciando como sua nova esposa para toda a comunidade, Cecilia começava a se perguntar que tipo de relacionamento o líder do Santuário pretendia ter com ela; pois quando havia sussurrado as palavras mágicas para o homem, já estava disposta a pagar um alto preço em troca de sua proteção. Mas do contrário, tudo o que Negan exigia dela, depois de sua lealdade, era competência. Ela se sentia como uma sombra do irmão.

Naquele fim de tarde, após atuar arduamente no remanejamento dos novos prisioneiros do Santuário e, inclusive, reprimir as manobras arbitrárias de Dwight contra Daryl, o “alexandrino” cuja confiança ela insistia recuperar; Cecilia se recolheu em um dos banheiros compartilhados com as outras mulheres da comunidade. Era do seu feitio fazer a higiene pessoal sempre uma hora antes do sol se esconder, assim conseguia evitar o contato direto com as demais esposas, uma vez que deveriam estar cozinhando o jantar àquela hora. A ducha enviou um jato de água fria revigorante para o seu corpo cansado, o alívio logo chegando à sua mente, congelando temporariamente as lembranças da sua última altercação com Dwight.

Com a cabeça vazia, ela conseguiu perceber que agora tinha companhia no banheiro, apesar do instinto de defesa não detectar nenhuma ameaça.  Calmamente, Cecilia fechou a torneira e com os dedos, retirou o excesso de água que escorria pelos cabelos castanhos , virando-se em seguida para apanhar sua toalha. Deparou-se com Sherry segurando o tecido felpudo em uma das mãos, um pouco atrás dela, escorada no lavatório, estava Grace, mais uma esposa de Negan determinada a afrontá-la.

- Pode, por favor, me entregar a toalha? - Cecilia se manteve paciente, desinibida por portar-se totalmente nua.

- Primeiro diga se é verdade o que andam espalhando por aí. - Sherry jogou o peso do seu corpo de uma perna para outra, os olhos dela e de Grace examinando a nudez de Cecilia; a pele branca como neve, os pequenos seios bem delineados, a cintura miúda, as pernas firmes e sem nenhum arranhão. Não havia maior intuito naquelas duas senão o de competitividade. - A Lolita foi mesmo promovida a uma das nossas?

Cecilia se arrependeu por não ter sugerido a Negan que Sherry lavasse as privadas masculinas.

-  Virou a garotinha do papai? - ouviu-se Grace zombar ao fundo.

-  Eu não sei do que estão falando, - Cecilia não quis se comprometer. - vão tirar suas dúvidas com Negan.

- Quer dizer que agora irá definir nossas funções nessa espelunca?

- Eu já disse, pergunte ao Negan. - a pequena mulher soou um pouco mais incisiva.

- Ainda vou dar um jeito em você, Cici. - Sherry declarou, raivosa, mas sem ao menos conseguir fazer Cecilia piscar.

- Porque não tenta agora? - ela avançou até ficar frente a frente com a outra. Grace imediatamente se armou para a briga. - Estou em desvantagem, vocês duas podem acabar com isso muito rápido.

A ameaça, porém, não foi muito longe. Por mais que Cecilia estivesse determinada, Sherry e Grace afrouxaram a ofensiva. Aquelas duas eram verdadeiras amadoras se comparadas as fêmeas dominadoras do harém de Negan. Recuperando a toalha de Sherry, a pequena mulher procurou seguir com a sua rotina pós-banho e, antes que suas adversárias pensassem em interrompê-la com outra ameaça fútil, a ensurdecedora sirene do Santuário tocou o seu alerta de “homens feridos”. Cecilia teve um péssimo flashback quando aquele som fúnebre invadiu seus ouvidos, na última vez que o escutara, ela havia perdido o irmão.

E foi justamente a memória afetiva que tratou de recobrá-la para o fato de que Negan e seus homens haviam partido para uma expedição desde a primeira hora da manhã e até então não tinham voltado. Sentiu, de repente, um mal estar, seu sangue parecia gelar nas veias e a força começava a querer lhe faltar. Antes de se abater por aquela sensação recorrente, vestiu-se e seguiu o mesmo rumo que as outras companheiras até o pátio do Santuário. No meio de todo tumulto, homens eram carregados em macas improvisadas, gravemente feridos, os rumores de um suposto atentado se propagando como rastilho de pólvora.

 Dr. Carson, o médico da comunidade, recebeu ordens expressas para atender os casos de urgência, as mulheres com conhecimentos básicos em primeiros socorros suturavam, conferiam a temperatura e aplicavam analgésicos nos indivíduos menos comprometidos; mas qual não foi a surpresa de Cecilia ao descobrir que Negan também estava entre os feridos, só que no lugar de ser medicado, ele se preocupava com o estado dos vitimados. Não era a primeira vez que ela testemunhava aquele nobre ato de Negan, no entanto se sentiu comovida ao vê-lo pálido como a morte, acompanhando as sucessivas transfusões de Dr. Carson. Cecilia não pensou muito antes de querer cuidar, ela mesma, do pobre Diabo.

- Negan, você precisa ir direto para o ambulatório.

- Cici, é melhor auxiliar o Carson, você sempre foi boa com isso. - o homem fez a advertência mesmo aparentando muito fraco. Ele tinha um ombro deslocado, precisava receber pontos na altura do supercílio e no punho esquerdo. Lucille estava do seu lado, porém sem nenhum vestígio de sangue, o que fez Cecilia descartar a hipótese de atrito com uma das comunidades.

- Não está em condições de decidir isso por mim agora, - rebateu agora um pouco magoada, o homem mal percebera o quanto se importava com ele. - Carson já tem o que precisa, o meu problema é você.

- Mas que inferno, porra que não! - ele alterou um pouco, o palavreado chulo retornando à boca, assim como a nova onda de dor que o fez trincar os dentes e soltar um grunhido abafado. - Você não foi requisitada para questionar minha autoridade, Cici.

- Tampouco fui habilitada para ser o seu soldado. - ela rebateu, os olhos verdes, petulantes, enfrentando as pupilas negras, coléricas de Negan.

O homem urrou novamente, metade contrariado e a outra metade penalizado pela lesão no ombro.

- Aplique 2 ml de dexa-citoneurin mais um de dolantina e siga o procedimento padrão, Cecilia. - o doutor deliberou, examinando com cuidado a clavícula esquerda de Negan por baixo da sua inseparável jaqueta de couro. 

Ele sentiu o corpo vacilar, seus dedos se retorcendo em volta de Lucille; o taco de beisebol era o único ponto de contato que o mantinha longe do chão. Cecilia o observou, diabólica, e com uma seriedade absurda na face, lançou a cartada final:

- Sou tudo o que tem no momento, Negan. É pegar ou largar. 

Negan abriu um minúsculo sorriso, intensificando sua aura sombria.

Cecilia merecia uma revanche. Ah, e como merecia.



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