História The age of love - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 62
Palavras 2.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoas!!!
Desculpe pela demora.
Decidi que não vai da para ficar enrolando aqui, então eu digo que tentarei escrever mais e mais rápido para poder focar na outra fic também e trazer uma outra que já está toda bolada na minha mente para vcs <3

Vou deixar vocês com o capitulo agr e parar de enrolar.
Boa leitura

AVISO NAS NOTAS FINAIS

Capítulo 20 - Capítulo XX - Grove of Decisions


P.O.V. Clary

A noite não é a mesma depois que você descobre que mexe com os sentimentos de algumas pessoas especiais. Eu não conseguia dormir, as palavras de Alby ressoavam pela minha mente, me atormentando com cada sílaba.

Eu devo confessar que chorei, parei apenas quando cheguei em casa depois de correr muito. De certo modo eu estava chateada, Alby não era o primeiro amigo que se confessou para mim, por isso eu sei que não daria certo, não seria a mesma coisa caso desse errado.

Nunca tive amigos, todos era interesseiros ou ficavam ao meu lado apenas pelo "rostinho bonito", se aproveitando disso para conseguir algo a mais. O que eu sempre quis em toda a minha vida eram amizades verdadeiras, na qual eu pudesse confiar de olhos fechados, e eu a encontrei em Matt e Alby. Não é como as amigas que tive, que ficavam apenas para terem mais uma boneca, eles me entendiam e estavam ali por mim em qualquer ocasião, fazendo questão de me entender e me deixar confortável em qualquer lugar utilizando apenas palavras e gestos simples de carinho.

Felicidade, era o que eu sentia ao lado daqueles dois palhaços. Passamos por muitas coisas juntos e de algum modo eu sentia que já havia notado Alberto, mas ignorava por medo, o pior dos sentimentos existentes, que me privava de toda a felicidade.

"... você vai encontrar alguém que te ame de verdade. E essa pessoa pode estar muito mais perto do que você imagina... "

A voz de Matthew ecoou pela minha mente. Realmente, poderia estar mais perto do que eu jamais imaginaria, e agora eu estava me sentindo esperançosa. Mudar de opinião é um dos meus defeitos, mas agora eu sentia que estava certa, do fundo do meu coração, precisava apenas de uma confirmação. Por isso recorri ao meu anjo da guarda.

"Eu queria falar com você antes, e pessoalmente, mas está viajando... Alby se declarou para mim... Eu não sei o que fazer, por favor me ajude! Estou com medo de estragar nossa amizade, não quero perder nunca vocês dois, são os meus únicos amigos de verdade... O que eu faço?"

Eu enviei a mensagem, apertando o celular na mão e desejando que aquele aparelho fosse todo o meu medo e frustrações, e que eles se despedaçassem e virassem poeira. Logo Matthew respondeu a mensagem com  simples frases: "Diga sim, ele é realmente o cara perfeito para você. Não vale a pena se privar de bons sentimentos por medo, sabe que não faz bem! Se não der certo concertaremos, de a ele uma chance."

Pareciam até frases tiradas da internet, mas tiveram um grande impacto em mim, como todas as palavras daquele ser baixinho de olhos verdes. Talvez eu devesse seguir o seu conselho e tentar, o máximo que poderia acontecer é terminar de coração partido e sem um amigo, isso seria o mínimo que poderia fazer por Alby em todos os nossos anos de amizade.

Mas eu não faria isso hoje, nem amanhã, quem sabe algum dia dessa semana. Preciso colocar os pensamentos em dia, tumulto mental é uma coisa que me deixa exausta, por isso peguei no sono imediatamente. E sonhei com um lugar onde tudo era perfeito, não precisávamos fazer escolhas e nem magoar ninguém. Bom, era apenas um sonho.

P.O.V. Tristan

Os raios de sol entravam pela janela sem cortina, batendo diretamente no meu rosto e me despertando.

Tentei me virar e notei que meu braço estava preso debaixo de Matthew, que ainda dormia tranquilamente, mesmo com o sol batendo em sua cara. Sorri e passei a mão em seus cabelos. Com o máximo de cuidado possível, retirei meu braço e me levantei, me espreguiçando e bocejando.

Escutei passos no corredor e abri a porta lentamente, colocando apenas a cabeça para o lado de fora, e vi Liz entrando no quarto de hospedes onde ela e os pais haviam ficado. Sai do quarto e fui direto para o banheiro no corredor, que estava vazio. Fiz minha higiene matinal e voltei para o quarto, encontrando Matthew sentado na cama mexendo no celular.

— Bom dia! — Falei me sentando na cama e sorrindo para ele.

— Bom dia... — Ele devolveu o sorriso e respondeu com a voz sonolenta.

— Vá escovar os dentes, vamos tomar café e sair! — Exclamei levantando e indo procurar uma roupa no armário.
 Depois de Matthew escovar os dentes e trocar de roupas nós descemos  e tomamos café.

— Tristan e Matthew estamos saindo, se forem a algum lugar tranque a porta! — Minha mãe falou. — Estamos saindo, voltamos antes do almoço. — Ela saiu, junto com Liza, Joseph e Liz.

— E onde nós vamos? — Matthew perguntou, depois de um tempo vendo televisão.

— Não conto. — Respondi simples, mantendo o local em segredo.

— Por que sempre faz isso? — Ele perguntou cruzando os braços. — Da última vez que me levou para um "lugar secreto" nós... nós... — Ele gaguejou e depois negou com a cabeça, enrubescendo

— Nós? Começamos algo. — Ele assentiu. — Então quer saber onde vamos, e o que vamos fazer?

— Claro.

— Vamos passear no bosque. — Ele ergueu uma das sobrancelhas. — Vamos! — Me levantei e peguei uma pequena mochila, que havia preparado antes, saindo da casa acompanhado de Matthew. — Sabe andar de bicicleta? — Ele assentiu.

Fomos até a garagem, pegamos as duas bicicletas e seguimos pelas ruas.

P.O.V. Matthew

Tristan como sempre não dizia onde iriamos ou o que faríamos, e mesmo assim eu apenas o seguia desequilibradamente na bicicleta. O dia estava ensolarado e fresco, ainda mais quando o vento meio gelado batia no meu rosto, me fazendo piscar os olhos e quase cair da bicicleta.

Andamos pelas ruas pouco menos de dez minutos, até que ele parou de frente a uma casa maior e diferente das outras.

— Aqui não é o bosque. — Falei descendo da bicicleta e andando até ele.

— Eu sei. Essa era a casa dos seus pais. — A casa era grande e pintada de azul claro, com flores na porta e na sacada do segundo andar com janelas grandes e decoradas. — Agora eu acho que é uma pousada, tem muitos quartos, era uma casa de férias.

— Eu gostaria de ter vindo aqui. — Falei olhando em volta, a rua calma e sem muito barulho. — Podemos continuar o nosso caminho?

— Claro. — Montamos novamente nas bicicletas e partimos, dessa vez sem parada, para o bosque.

Levamos mais alguns poucos minutos e paramos em uma entrada com muitas árvores. Prendemos nossos veículos nela e caminhamos floresta a dentro, calados.

— Olha, um pica-pau. — Apontei para o pequeno pássaro com o topete vermelho.

— Tem muitos por aqui. Vamos, ali. — Ele apontou adiante da árvores. — Chegamos. Eu vinha muito aqui quando era menor, era meu lugar preferido em toda a cidade. — Estávamos parados em uma clareira de grama verde e árvores vivas.

— Isso é... é muito lindo. — Sorri vendo ele andar em volta e respirar o ar puro.

A luz do sol iluminava Tristan, deixando sua pele branca e seus cabelos negros tão brilhantes quanto seu sorriso. Era lindo. Ele segurou minha mão e me arrastou bosque a dentro.

— Vem. — Andava apressado, apertando firmemente minha mão. Paramos de frente a um lago. — Eu e meus amigos costumávamos tomar banho aqui depois da escola. Vamos?

— O que? Não... — Tristan jogou a mochila no cão e tirou a camisa e depois o tênis. — Você é louco. — Eu só conseguia olhar para seu corpo, forte e definido. Tentei desviar o olhar várias vezes, mas sempre acabava observando suas costas largas e musculosas, enquanto ele meio que se alongava.

— Vamos, por favor. — Ele pediu esticando a mão para mim, e eu neguei.

— A água deve estar fria. — Tristan deu de ombros e caminhou para dentro do lago. Ele andou devagar até, praticamente, o meio do lago, onde a água estava em sua cintura, ele se abaixou e mergulhou, emergindo alguns segundos depois.

— Vem, está uma delicia. — Ele gritou enquanto nadava de um lado para o outro, e eu estava quase cedendo. Tristan tinha o poder de me fazer desisti da minha própria opinião para seguir a dele, era como se simplesmente a sua voz, ou seu olhar, me fizessem querer segui-lo e descobrir o que ele tem para me mostrar. — Vem, ou eu vou ai te buscar!

Suspirei e tirei a camisa colocando junto com a dele, em cima da mochila. De certo modo me senti envergonhado por causa do meu corpo pois Tristan era grande, forte e bonito, por outro lado eu era magrelo e meio pálido do pescoço para baixo, isso ele também era, porém isso era um charme seu.

Andei lentamente até a beira do lago e entrei devagar, sentindo a água, não tão fria, molhar minhas pernas e logo depois encharcar a bermuda, andei até Tristan, que boiava de costas, e notei que para mim a água estava pouco acima do umbigo.

Como eu era friento, fiquei parado por um bom tempo, vendo-o mergulhar e nadar a minha volta, quase tremendo a cada vento gelado que passava.

— Vamos mergulhe. — Tristan bateu na água, fazendo-a voar em mim, e eu saltei, me desequilibrando e caindo de costas. — É assim que se faz. — Falou depois de eu levantar e ofegar desesperadamente atrás de ar, depois de quase me afogar.

— Eu quase morri. — Tossi passando a mão no cabelo.

Tristan se aproximou devagar, ficando de pé e passando o braço em volta de mim. Ele olhava diretamente para as minhas orbes, me deixando hipnotizado, enquanto apertada firmemente minha cintura, me puxando para perto do seu corpo. Com o meu corpo eu podia sentir cada linha de seu peitoral e abdômen, sendo pressionada contra o meu enquanto nossas cinturas roçavam. A sensação era boa, uma onda de segurança e calor, acompanhadas por um leve toque de tensão.

Ele não disse nada, e nem eu me atreveria, porém fez apenas um movimento colando nossas bocas uma a outra. Eu sentia que aquele beijo poderia segurar todo o meu universo, mas por quê eu não me senti desta maneira na primeira vez?

Talvez fosse porque eu estive negligenciando essas sensações e repreendendo meu subconsciente, para que pudesse me livrar da atração por Tristan e afirmar para todas as minha partes de que aquilo era errado e eu não me sentia daquele jeito. Contudo agora eu posso sentir as borboletas no estomago, a cabeça nas nuvens, o arrepio, a tensão e o calor subindo por cada célula do meu corpo.

Ele seguia um ritmo lento, e eu degustava cada milésimo de segundo em seus lábios macios e hábeis. Ele pediu passagem e eu permiti, me deixando levar pela maravilhosa sensação da sua língua acariciando a minha e explorando minha boca. Ele separou, mordendo meu lábio inferior e me dando vários selinhos.

— É tão bom estar com você...— Colou sua testa a minha, fechando os olhos e sorrindo, enquanto deslizava as mãos pelas minhas costas.

— Igualmente. — Sussurrei descansando minha cabeça na curva do seu pescoço e suspirei, sentindo ele estremecer. — É como se estivéssemos juntos a milhares de vezes mais que 48 horas.

— Só espero que não enjoe. — Tristan riu e beijou minha têmpora.

— Não irei. — Ficamos diversos minutos, que pareceram uma eternidade, nos beijando abraçados. Eu sabia como de um dia para o outro eu poderia mudar, e eu sentia que aquilo havia mudado, já não era mais errado, pelo contrario era indescritivelmente bom. — Estou ficando com frio...

— Okay, vamos sair. — Segurei sua mão, saindo de dentro do lago.

P.O.V Clary

Acordei, sentindo todos os ossos do corpo doer por ter dormido de mal jeito, e comecei a rotina de final de semana. Escovei os dentes, tomei banho, arrumei o quarto, e depois tomei café. Não tinha ninguém em casa, como sempre meus pais estavam em algum lugar da cidade torrando dinheiro e se divertindo sem mim, mas eu não ligava.

Tentei adiar o máximo pegar no celular, que tinha mais de 50 mensagens não respondidas e nem visualizadas de Alby desde ontem, preparando adiantadamente meu almoço e limpando a cozinha. Quando não dava mais para adiar eu peguei minha pequena bolsa, com carteira e celular, e sai andando sem pressa para a casa de Alberto, que não ficava a mais de 10 minutos da minha.

O dia estava ensolarado e ventando minimamente, o típico dia em que todos resolvem sair de suas casas e caminhar nas ruas, e hoje não estava diferente, pessoas pelas calçadas com seus, namorados, cachorros, família.

Quando dei por mim estava parada na frente da casa dos Herongray, a família de Alberto. Suspirei várias vezes e pensei em me virar e ir embora mais algumas, antes de tomar coragem de tocar a campainha. Feito isso esperei alguns minutos até que a porta foi aberta pela mãe de Alby.

— Oh Clarissa, quanto tempo não vem aqui! Entre. — Ela dei espaço para mim passar, mas eu não entrei.

— Não, eu não vou poder entrar, tia Mary. Pode apenas chamar Alberto para mim? — Ela sorriu e assentiu, entrando na casa e deixando a porta aberta. — Ah... Bom dia...

— Bom dia... — Alby parou no batente da porta, me olhando intensamente. Tenho certeza de que estava vermelha.

— Podemos sair para conversar? — Perguntei baixo.

— Claro. — Ele fechou a porta e seguiu ao meu lado pela calçada. — Então, o que quer falar? — Eu sabia que ele estava tentando fingir que nada havia acontecido ontem, mas era evidente em sua voz que ele queria falar sobre o ocorrido.

— Sobre ontem... — Nós paramos em uma pequena praça quase vazia e sentamos em um dos bancos. — Me desculpe por ter saído correndo...

— Foi eu que... — Coloquei a mão em seu braço o interrompendo.

— Sabe... eu fiquei triste quando terminei com Jhon, mas depois do tempo que passamos juntos eu me senti bem de novo. Ontem quando disse aquilo eu fiquei feliz por um instante, mas depois eu pensei que aquilo destruiria nossa amizade, sabe como eu a valorizo, pois você e Matthew são meus únicos amigos de verdade... — Respirei fundo sentindo parte do peso na minha alma se esvair. — Matthew já tinha me dado "dicas" sobre seus sentimentos, mas eu sempre ignorei julgando isso impossível. Ontem eu falei com ele novamente e ele abriu meus olhos, me mostrando que eu não posso nos privar das coisas boas...

— Então você pensou em nós? — Assenti lentamente. — Isso é um sim?

— Sim. — O resto do peso se foi e eu senti como se o garoto ao meu lado, que eu conhecia a anos, fosse um total desconhecido pelo jeito que ele me olhava. — E agora...? — Mal tive tempo de me virar para olha-lo, e ele já estavam perto demais, com sua mão na minha nuca, me puxando para ele.

Alby colou seus lábios nos meus e a primeira sensação foi de ter beijado meu irmão, era estranho ter tanto contato com uma pessoa que conhece a anos, mas depois que esses pensamentos se esvaíram eu só conseguia me concentrar em seus movimentos estratégicos e no sabor de menta que sua boca tinha.

Bom, realmente tem razão quem diz que, "o pior cego é o que não quer ver", talvez eu pudesse estar aproveitando dessas sensação de estar em casa e de ser realmente desejada.


Notas Finais


e ai? Gostaram? Comentem.
Antes que eu esqueça do aviso
Para o pessoal de The Reign Of Two Kings que lê essa daqui: Não vou poder postar o cap de TROTK (abreviei assim msm) hoje pois eu perdi duas vezes o capítulo que estava escrevendo, e acabei ele agora depois de muito lutar contra o pc que cisma em bugar tds os documentos :-: Peço que esperem um pouquinho, e ai quando eu voltar posto akie e em TROTK :)
Acho que era só isso...
Bjs e até mais <3 Amo vcs e feliz dia das crianças!!


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