História The age of love - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 30
Palavras 2.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoas!!
KSKSKKSKSK Vergonha... Tem explicação para tudo isso, menos o sentido da vida....
Vou deixar vocês com o capítulo e falo mais lá em baixo!

Boa leitura<3

Capítulo 25 - Capítulo XXV - At Dawn


Fanfic / Fanfiction The age of love - Capítulo 25 - Capítulo XXV - At Dawn

 P.O.V Tristan

Eram um pouco mais das duas da manhã quando acordei, com o costume de dormir pouco, já era normal dormir cedo e acordar mais cedo ainda. Me levantei da cama com o máximo de cuidado para não acordar o meu pequeno, procurei meu short pelo chão do quarto e o coloquei, indo para a varanda da sala.

A noite estava escura, fria e estrelada, uma tela preta-azulada salpicada com inúmeros pontinhos prateados e cintilantes. Uma das coisas mais linda da vida.

Apoiei os cotovelos na mureta da sacada, o ferro gelado e liso em contato com minha pela quente fez meus pelos se eriçarem, e naquele momento eu não estava mais ali. E sim em meu mundo imaginário, onde interpreto e organizo todos os meus pensamentos.

Felicidade, era o único sentimento, além do amor, que enchia meu peito e transbordava, espalhando sorrisos frouxos e sem motivo, bondade e gentileza além da conta. Eu tinha alguém e sabia que poderia contar com ele, eu estava seguro, contente e amado. Matthew tinha o necessário para me amar e usava isso ao seu favor, me destruindo com sorrisos, olhares e todas as outras coisa que ele poderia, e ousaria, fazer.

Matthew estava sendo a razão de eu acordar sorrindo, passar o dia sorrindo, dormir sorrindo; de eu cumprimentar os desconhecidos na rua, falar com gente nova no trabalho e ser mais eficaz no mesmo; de interagir com os amigos, buscar as amizades antigas e conversar sobre ele com elas.

Mas tudo isso não me impedia de vê-lo, conversar com ele ou qualquer outra coisa, parecia que ao seu lado eu ganhava tempo, e o usava da melhor maneira: com ele.

Suspirei, abrindo os olhos e sentindo os leves passos fazerem um trajeto até perto de mim. A respiração fraca, e o hálito quente em minhas costa, brigando contra a brisa gelada. Matthew se aproximou mais e espalmou suavemente suas mãos pelas minhas costas, abraçando-a e deitando sua cabeça. Sua pele febril na minha, transmitindo mais que calor. Sentimentos.

— Estou com sono... — Sua voz doce e rouca cortou a noite à fio, morrendo em meus ouvidos. Eu ri baixo.

— Vá se deitar. — Me virei para ele, encostando na mureta e o abraçando. Ele vestia apenas a minha regata, seus braços quentes e seu corpo pequeno encaixado perfeitamente no meu. Apoiei meu queixo em sua cabeça e deixei em seus cabelos alguns beijos.

— Vamos...!?

— Estou sem sono. — Matthew levantou a cabeça, olhando em meus olhos. Suas orbes esmeralda brilhando na noite escura, refletindo as estrelas e me chamando.

— Não precisamos necessariamente dormir... — Tive a impressão de uma fagulha de malícia em sua voz. — podemos ficar deitados, namorando a noite inteira, conversando ou até mesmo... — Tomei seus lábios antes que completasse a frase, o beijando lentamente para sentir seu sabor.

— Vamos ficar aqui mais um tempo, e depois vamos deitar. O céu está lindo como você. — Matthew ruborizou e me abraçou novamente.

Ficamos abraçados por minutos incontavéis. Escutando o som de alguns raros carros que passavam na rua, o assovio do vento e os estalos dos nossos beijos.

— Estou com frio, vamos entrar. — Ele se desprendeu dos meus braços e segurou minha mão, me puxando para dentro. Eu o parei e olhei manhosamente, como se pedisse para ficar. — Está realmente frio aqui. — Deixe que me puxasse para dentro e fechei a porta de vidro, o seguindo para o quarto.

O quarto estava escuro e silencioso, na penumbra podia se ver Matthew caminhando para a cama e se sentando na mesma. Eu ri e andei até a cama, sentando de frente para ele. Naquele momento nós não precisávamos falar para nos entender, ali no escuro de mãos dadas e olhares conectados, estávamos verdadeiramente nos entendendo.

Me deitei e Matthew logo veio se aninhar em meus braços, colando o seu corpo no meu e ressonando baixinho até dormir. Minutos depois eu cai no sono, o apertando contra mim.

P.O.V. Matthew

Acordei e senti o braço forte e pesado de Tristan pousado em minha cintura, sua respiração em meu pescoço e seus batimentos cardíacos em minhas costas. Entrelacei meus dedos aos dele, fiquei por minutos olhando para as nossas mãos entrelaçadas e sorrindo para o nada.

Era como relembrar da infância, dos momentos incríveis de descoberta e diversão que vivi com Thomas. Ele ainda era um pequeno grande ponto em meu coração, Tristan não o apagaria e nem tomaria seu lugar. Viveriam em conjunto, um me proporcionando memórias antigas e o outro criando novas.

Senti sua mão retribuir o aperto na minha e virei o rosto para sua direção, onde os lindos olhos cinzas despertavam, já brilhantes e sorridentes.

— Bom dia. — Tristan sussurrou em meu ouvido, sua voz rouca e arrastada.

— Bom dia. — Devolvi passeando meus olhos pelo quarto, uma fresta de luz vazava pela cortina, anunciando o sol do lado de fora.

— Quantas horas são? — Ele perguntou deixando alguns beijos no meu pescoço. Me senti estremecer, ao lembrar do fim de tarde de ontem. Dirigi meu olhar ao relógio.

— Já passou das nove. — Tristan chiou fez menção em se levantar, sendo impedido por mim. — Nem adianta levantar, nós dois perdemos a hora.

— Seu pai vai me matar...

— Não vai, não. — Deixei a mente vaguear em uma porção de desculpas para eu ter faltado a escola e Tristan o trabalho. — Acho que estou ficando resfriado, e você vai ficar em casa cuidando de mim... — Tossi e espirrei falsamente.

— Claro que vou! — Tristan riu, roçando seu nariz em meu pescoço. — Que tal começar por um café da manhã com panquecas, melado e vitamina de morango? — Senti a barriga roncar.

— Só se for agora! — Mas nós continuamos deitados sentindo o calor um do outro, o nosso cheiro misturado, e as risadas baixas.

Eu me sentia como um primo distante e ambicioso na linha de sucessão de um trono, que conseguiu alcança-lo. Na verdade, como um rei que dominou uma das maiores nações, ou um camponês que ergueu um império.

Acho melhor parar de fazer comparações medievais.

— Vá tomar banho, pode usar o banheiro daqui. Eu vou no outro. — Tristan se levantou, espreguiçando e esticando os braços.

Eu até iria sugerir de tomarmos banho juntos, mas corei só de pensar no que poderia acontecer. O que aconteceu ontem foi mágico, mas eu ainda me sentia extremamente envergonhado.

Sentei na cama e senti uma leve... dor na bunda, ignorei e me levantei. Sendo atingindo por uma dor bem mais forte e caindo de volta na cama, com grunhidos e reclamações.

— Porra! — Gritei, atraindo a atenção de Tristan, que me olhou surpreso. Era raro eu falar palavrões.

— O que foi? — Fechei o rosto e corei. Ele parecia ter entendido muito bem, pelos baixos risos que tentava conter. — Quer ajuda?

Tristan andou até mim e me pegou no colo, indo para o banheiro. Me deixou sentado na tampa do vaso e abriu as gavetas da pia, procurando por algo.

— Toma, — Ele me estendeu uma bisnaga de pomada. — alivia a dor. Se quiser eu posso passar para você... — Seu sorriso se estendeu maliciosamente.

— Enfia esse dedo no... — Eu estava furioso, não com ele. Mas comigo mesmo.

— Me desculpe. — Ele se abaixou na minha frente e tomou meus lábios para si, acariciando minha bochecha e segurando minha nuca. — Eu te amo. —Tristan se levantou e saiu do banheiro.

Depois de tomar banho com certa dificuldade e morrer de vergonha sozinho, ao passar a pomada, andei lentamente até a mesa. Tristan estava acabando de arruma-la, cabelo molhado, escorrendo pela nuca junto as gotículas de água, camisa, bermuda e pés descalço. Parecia até aqueles modelos de revista de roupas, no dia dos pais.

Passei direto pela mesa e me joguei no sofá, não aguentaria ficar sentado em uma cadeira dura.

— O café está na mesa, Matt. — Tristan parou e se apoio atrás do encosto do sofá, escorando o queixo na mão e me olhando fixamente. Ele riu. — Quer que eu traga para você? — Assenti, fazendo bico.

— Tris. — Ele se virou e me olhou sorridente. — Eu te amo. — Ele mexeu os lábios em um "eu também" e só faltou saltitar para a cozinha.

— O que vamos fazer agora? — Perguntei brincava de trocar os canais da Tv.

— O que quer fazer?

— Não sei, ficar aqui com você. — Me virei em seu colo, olhando seu rosto de baixo. — Por que tem tanta barba? — Estiquei a mão para seu rosto, fazendo círculos em seu queixo. — Eu queria ter 2% dos pelos que você tem.

— Mas ai você perderia a essência de 'Twink' — Puxei seus pelos da bochecha, ruborizado com sua fala.

— Eu não sou 'Twink'.

— Sabe o que é? — Assenti. — Hmm... Já viu...?

— Sim. — O cortei, suspirei e pensei se deveria falar sobre aquilo. — Eu fiquei com meninas, namorei meninas, transei com meninas. Mas eu já sabia que não era aquilo que eu queria.

— Oh... — Eu sabia disso desde Thomas...

— Você foi meu passaporte para a "vila do arco-íris". — Nós rimos juntos, ele ainda teria muita coisa a descobrir sobre mim. — Agora eu vou te deixar e ir procurar alguns para fazer um 'ménage'.

— Idiota. — Recebi um tapa na perna e me debati em seu colo. — Então o meu "pequeno ex-hetero Matthew", nunca foi tão hetero assim... Ora, ora, interessante.

— Mudando de assunto, vamos ver um filme aqui ou ir ao cinema?

— Ao menos que queira ver pessoas rindo de você por andar igual a um pinguim, recomendo um filme em casa, sob os cuidados e beijos de Tristan Lewis. O melhor namorado do mundo! — Se vangloriou, me olhando com superioridade.

— Moço. Senhor. Homem. Menino! Estamos namorando a quanto tempo? Isso mesmo, menos de um mês e se parar para pensar bem, tem dois dias. — Tris me olhou com expectativa. — E sim, você é o melhor namorado do mundo!

— Ainda bem que sabe, foi muito difícil arrumar alguém que inflasse me ego.

Nós rimos e ficamos horas, vendo filmes, comendo, e aproveitando a nossa segunda-feira. Quando tivemos coragem de levantar integralmente do sofá, resolvemos fazer uma pequena surpresa para os meus amigos. Não me 'antenei' nas mensagens e conversas no meu celular, ficando por fora no quesito "será que Clarissa já abriu a boca?".

Dei a ideia de ir busca-los na escola, para tomar sorvete ou passear na rua. Estávamos na 'Pick Up' de Tristan, cantando loucamente 'Shake it out', de 'Florence and The Machine'.

Chegamos à escola no exato momento em que os portões se abriram, esperamos um pouco e Clary, Alby e Luke logo saíram da escola, conversando e rindo. Tristan desceu do carro e foi chama-los, enquanto eu apenas acenava da janela. Não queria que me vissem andando igual a um pinguim.

Vi eles conversando e depois andando para o carro, entraram em silencio, se sentaram e seguiram quase todo o caminho mudo. Clary comentava algumas coisa da aula perdida, enquanto Luke e Alby apenas acrescentavam alguns detalhes. Talvez Alberto não quisesse falar comigo por aquele momento. Eu não o culpava.

Chegamos à uma grande sorveteria no centro, por ser uma segunda estava pouco movimentada, nos dando direito a escolher uma mesa em quase qualquer canto do lugar. Escolhemos uma mesa redonda com bancos fofos e aconchegantes.

— Então... — Clarissa soltou, batucando as unhas na mesa.

— Ed chega em alguns minutos... — Luke levantou o olhar do celular, guardando-o no bolso e juntando suas mãos em cima da mesa.

— Posso falar com você, Matthew? — Me levantei seguindo Alby para perto do banheiro. Minhas mãos suavam frio e tremiam levemente, sua opinião importava tanto quanto a de meus pais para mim.

Ele olhou firmemente em meus olhos, duro e frio, como se devorasse minha alma, seus lábios em uma linha fina não demonstravam nada. Ele estava me corroendo. Alberto levantou uma mão em punho fechado, parecia mirar em meu nariz, apertei os olhos e esperei seu soco. Mas ele não veio. Fui abordado por seus braços em meu pescoço, um abraço quente e familiar.

— Achou que eu iria te bater? — Riu em meu ouvido, eu ainda piscava tentando assimilar o que havia acontecido. — Eu amo você, meu irmão. Será meu amigo para sempre, não importa o que aconteça! Espero que esteja feliz, senhor pinguim.

— Obrigado. — Sorri e retribui seu abraço. Ninguém poderia saber com eu estava feliz, mesmo com minhas escolhas as pessoas cujo me importava me aceitavam e isso era o suficiente.

Ele me olhou com um sorriso orgulhoso, como quando viramos amigos e pedalávamos por todo o quarteirão apostando corrida e eu ganhava, lhe obrigando a pagar os nossos picolés.

Voltamos para a mesa, e iniciamos uma longa conversa sobre manias nossas e dos companheiros. Pelo menos naquele dia, naquela mesa estávamos todos felizes, aproveitando a companhia de amigos e namorados.


Notas Finais


Oie! Gente, primeiramente quero me desculpar por desaparecer. Aconteceram coisas no final de semana e desde domingo que minha net n para em pé. Além de estar estudando para uma excelentíssima senhora prova.

Gostaram do cap? pequenas revelações huehueh

n tenho mt o que falar akie, então....
Bjs e até mais ver<3<3


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