História The Angel and the Black Bird - Capítulo 1


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Categorias Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha
Tags Caça, Carl, Daryl, Dixon, Grimes, Michone, Negan, Rick, The Walkign Dead, Zombies
Exibições 83
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Então, depois de muito ler milhões de excelentes fanfics sobre Daryl eu resolvi fazer uma, espero que gostem. Antes de começar deixo alguns avisos:
° A história não irá seguir exatamente a mesma cronologia da série e/ou dos quadrinhos, ela terá cronologia dos fatos própria;
° Haverá vários personagens originais (de minha autoria), na história, desde vilões à mocinhos;
° Nem todos os acontecimentos da série e/ou quadrinhos irão acontecer aqui na história, apenas aqueles que eu achar relevante para o enredo;
° A história gira em torno de Daryl e (Minha personagem principal);
° Nem todos os personagens da série e/ou quadrinhos estarão na fic;
° Plágio é crime;
Obrigado, de nada! Haha
Boa leitura.

Capítulo 1 - The hunt


Fanfic / Fanfiction The Angel and the Black Bird - Capítulo 1 - The hunt

                ELA:

Caçar. Sempre foi um dos meus passatempos favoritos, desde muito nova. O caminhar lenta e silenciosamente entre as folhas e arbusto com seu alvo na mira, sempre foi algo intrigante para mim.

            ELE:

Caçar. Sempre foi algo necessário para mim, tive que aprender a me virar desde muito novo. O respirar lentamente antes de puxar o gatilho, a adrenalina que percorre seu corpo quando você vê que seu alvo foi acertado.

            ELA:

Meu pai e meu avô me ensinaram a respeitar o que a natureza te dá. Nunca abuse das dádivas que lhe são servidas, por isso nunca cansei só por diversão, só para ver os animas morrerem sem sentido, nunca.

            ELE

Aprendi sozinho a respeitar a natureza e tudo que ela nos dá. Matar só por diversão sempre esteve fora de cogitação, os animas que eu matei e ainda mato sempre teve e tem grande utilidade, sempre.

            ELA:

Acabei de avistar um veado campeiro, ele está calmo e pasta despreocupado, nem parece que estamos no fim do mundo. Caminhei agachada por de trás de vários arbustos, segurei meu arco com uma flecha já pronta para a ação. Controlava minha respiração ao máximo e olhava atentamente por onde pisava, qualquer deslize assustaria meu jantar. Observei os arredores para ter certeza de que nenhum dos mortos andantes estivesse próximo, o que parecia ser meu dia de sorte, não havia nem sinal deles.

            ELE:

Em minha caminhada atenta percebi ao longe algo se movimentar, um veado campeiro. Ele pasta distraído e despreocupado, nem ao menos parecia que estávamos vivendo um maldito apocalipse. Aproximei-me devagar, não posso cometer deslize algum, Rick e o resto do grupo precisam comer alguma coisa. Observei se havia algum dos errantes por ali, mas tudo parecia limpo, parecia que tudo estava tranquilo, tranquilo até demais. Continuei caminhando atento a qualquer barulho ou movimento estranho, segurava minha crossbow firme junto de mim e com uma flecha já pronta para o disparo. Agachei-me entre alguns galhos e fiquei o mais perto possível.

            ELA:

Estiquei meu braço puxando a corda do arco ao máximo com a flecha na posição certa, precisa de muita força e concentração para puxar um arco de 50 libras e isso eu tinha de sobra. Olhei as folhas e prestei atenção de qual lado vinha o vento, mirei um pouco mais nas ancas do animal, afim de acertar o pescoço. Respirei fundo e mantive meu olhar firme, meus músculos estavam tencionados e preparados para fazerem o que fazem de melhor, olhei novamente para minha luva e voltei a encarar o animal que estava a alguns metros a minha frente. Puxei o ar para dentro dos pulmões e soltei a flecha junto com o ar. O som da aerodinâmica da flecha cortando o ar me fez arrepiar levemente acertei o animal na cabeça e ele caiu.

            ELE:

Segurei minha crossbow firme, puxei o ar e me atentei a direção do vento. Mirei nas ancas, respirei fundo e apertei o gatilho o som da flecha cortando o tempo me fez sorrir, percebi o animal rodopiar e cair desajeitado. Caminhei até lá e quando sai na clareira onde o animal estava assustei-me ao ver que além da minha flecha nas ancas havia uma outra flecha perfurando o pescoço, ouvi um barulho e vi sair de dentro da mata do outro lado da clareira um moça loira de cabelos encaracolados, presos em um rabo de cavalo e segurando um arco de cor preta, ela vestia roupas pretas que permitiam os apetrechos de proteção do arco ficarem camuflados, a luva de proteção lhe dava um ar ameaçador e para completar ela calçava uma bota militar, mantive ela na mira da minha crossbow. Ela ergueu seus olhos azuis para mim e respirou fundo, depois voltou a encarar o animal no chão. Parecia tão surpresa quanto eu. Eu não conseguia pronunciar uma palavra se quer.

            ELA:

Caminhei até sair na clareira olhei para o animal a minha frente e assustei-me ao ver que ali havia duas flechas, uma minha e outra... Do homem que estava do outro lado apontando sua crossbow na minha cabeça. Ele parecia tão assustado e surpreso quanto eu, suas roupas e rosto estavam sujos, assim como eu, seus cabelos pretos e levemente caídos abaixo um pouco das orelhas, talvez se não estivéssemos na porra de um apocalipse eu até poderia dizer que ele era bonito. Me manteve em sua mira atento aos meus movimentos. Voltei a encarar o animal, eu não poderia deixá-lo levar tudo e também não poderia levar tudo, até por que ao que me parecia o acertamos no mesmo segundo. Logo encontrei a solução, eu queria dizer-lhe algo, mas a situação não me permitia. Retirei meu cinto onde estava preso um dos meus suporte de flechas e agachei-me devagar, seus olhos atentos aos meus movimentos e sua crossbow apontada para mim se manteve, retirei meu revólver da cintura e o coloquei no chão sem encará-lo, peguei minha faca que estava presa junto à minha bota, a retirei da bainha, encarei o animal enquanto retirava minha luva de proteção do arco. Suspirei fundo, enquanto ele se mantinha atento, fechei os olhos, sei que não devia confiar em alguém no meio da mata assim, mas eu não tinha opção, fazia parte do ritual de caça dos antigos povos indígenas que corriam em meu sangue mestiço. Meu avô era um descendente próximo dos Apaches e apesar de eu ter puxado a aparência de minha mãe, aprendi tudo que meu avô me ensinou. Respirei fundo e agradeci à mãe natureza por saciar a fome de duas pessoas em um único dia, fiz isso no idioma antigo dos apaches, fora a única coisa que eu aprendi a falar antes de toda a destruição e caos começar. Depois cortei a garganta do veado que já estava sofrendo demasiadamente ali, voltei meu olhar para o homem a minha frente que me encarava curioso, mas em momento algum abaixou a guarda. Eu pensei em matá-lo, mas não podia correr o risco, eu precisava voltar, tinha alguém esperando por mim, por isso preferi o silêncio.

Peguei minha faca e comecei a cortar o animal exatamente ao meio, logo o sangue começou a espirrar, mantive minha expressão inalterada. Estava presa naquele ato quando reparei o homem largar sua arma ao seu lado e pegar uma faca e começar a me ajudar, demorou um pouco, mas enfim terminamos de cortar o animal ao meio. Um encarou o outro e...

          ELE:

Eu não tinha certeza do que estávamos fazendo, não tinha certeza se aquilo fora uma parceria, mas aquele momento em silencio ao lado daquela completa desconhecida me parecia um alivio de tudo que vinha suportando nos últimos anos. Pela primeira vez desde que todo esse inferno começou eu vi de perto, eu presenciei o lado humano de alguém, eu tive contado com a humanidade boa, tal como ela era conhecida. O ritual que ela fez antes de matar o animal de vez ainda martelava em minha cabeça, aquilo com certeza era indígena, mas era tão raro que eu confesso ter me arrepiado enquanto ela o fazia.

Depois de termos enfim partido o animal ao meio os encaramos por alguns segundos, sua expressão era a de alguém que muito já sofreu neste inferno, senti pena, pois parecia ser tão jovem. Peguei minha crossbow e a ajeitei-a nas costas e quando ia pegar a minha parte do animal a moça fez outro ato que eu considerei nobre, retirou sua flecha do pescoço do animal e a limpou na roupa, depois a estendeu a mim. Sua expressão agora era suave, eu peguei a flecha e entendi aquilo como um sinal de paz, uma trégua, mesmo que nem nos conhecêssemos, era um sinal da existência do lado humano que ainda sobrevivia em meio a tanto ódio e destruição, em meio ao caos. Fiz o mesmo e ao pegar minha flecha ela deu um pequeno, quase que invisível sorriso e eu a acompanhei. A ouvi suspirar e recolher suas coisas que estavam no chão, depois com muito esforço colocar sua parte do animal nas costas e embrear-se na mata. Fiz o mesmo.

Durante todo o percurso de volta o episódio se repetia em minha mente, uma dúvida brotou. Quem era aquela jovem? Para onde ela iria? Será que tinha um grupo? Será que tinha alguém por ela? Pela aparência ela devia ser uma pouco mais velha que Carl, será que tinha para onde ir? Ela parecia se virar sozinha. Parecia ser forte. Mas, mesmo assim, era perigoso, ela era jovem e bonita, devo acrescentar. Hoje ela teve a sorte de se encontrar comigo, mas amanhã... Pode não ter tanta sorte assim. Suas roupas e seu rosto sujo demonstravam que assim como eu e todos os outros estava cansada desse inferno, estava cansada de tudo isso. Logo ouvi as conversas baixas de Rick com Michone e apressei o passo, todos deviam estar famintos.


Notas Finais


Espero que tenha gostado! Se gostou fiquei a vontade para comentar e favoritar.
Beijos e até o próximo capítulo.


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