História The Angel and the Black Bird - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha
Tags Caça, Carl, Daryl, Dixon, Grimes, Michone, Negan, Rick, The Walkign Dead, Zombies
Exibições 46
Palavras 3.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Sabe vi muitos comentários em fanfics que diziam: "Ah! Ainda bem que sua personagem não é uma versão feminina do Daryl!" Ai fiquei pensando, cara, nada haver isso. Sabe por que? Por que eles estão em um apocalipse, tipo cara é o fim da linha, vocês realmente acham que alguém vai ter tempo de ser fofo, meigo ou sei lá? Claro que não. Até os personagens que pareciam indefesos mudam e os que não mudam morrem... Então, acho que todos acabam "endurecendo a casca", por assim dizer em algum momento. Assim, só um desabafo! kkkk é por que precisava interagir isso com alguém kkkkk
Agora sim, boa leitura!

Capítulo 3 - Without ground


Fanfic / Fanfiction The Angel and the Black Bird - Capítulo 3 - Without ground

Algumas semanas antes...

Maya Phillip’s:

            Estava escuro e todos do meu grupo já dormiam, aquela escola era o lugar mais seguro que encontramos para passar a noite, eu e Mark estávamos de guardas no terraço, enquanto Jane, Marcos, Thomas e Oliver estavam no térreo montando guarda nas portas. Nosso grupo estava em um número reduzido, mas ainda assim era um grupo grande, não era meu grupo original, alias, acho que não era o grupo original de ninguém, todos ali eram sobreviventes de ataques de hordas de caminhantes, outros grupos que saqueavam e matavam, entre outras diversas condições que nos levaram a nos juntar como grupo. Havia um número de 25 pessoas neste meu novo grupo, éramos um grupo grande, mas não era muita vantagem, já que mais da metade eram crianças, mulheres ou feridos.

Nosso líder era Thomas um homem de mais ou menos 35 anos, havia perdido toda sua família logo no inicio do fim, desde então começou a vagar por aí a esmo sem rumo ou sentido na vida, estava prestes a dar fim em sua dor, quando encontrou Brian. Um rapaz de mais ou menos uns 16 anos, que devido a algum erro genético tinha a mentalidade de uma criança de 10 anos, Thomas ficou impressionado por Brian ainda estar vivo, por isso decidiu cuidar dele e desde então, vem juntando as pessoas feridas, perdidas ou abandonadas que ele encontra. Thomas tem um grande coração, já faz algum tempo desde que me encontrou e me acolheu como se eu fosse sua irmã mais nova. Eu havia perdido tudo e estava prestes a perder minha vida, quando ele me salvou, ele e Brian, tornaram-se minha nova família no meio desse caos todo, quem nos via realmente acreditava que éramos irmãos e ás vezes eu me esquecia de que não éramos.

A noite estava tranquila e as estrelas brilhavam fortes no céu, devo acrescentar que a vista de onde estávamos, era linda. Eu mantinha meus olhos atentos em um dos lados da escola e Mark mantinha os seus no outro lado, minha flecha já estava posicionada no arco e preparada para casos de emergência. Uma brisa leve soprou meus fios soltos da trança em que meus cabelos se encontravam, fechei os olhos e aspirei ao aroma adocicado de flores que vinha da direção da floresta, Mark se movimentou para um dos cantos do terraço e sentou-se ali, depois de suspirar pesadamente umas três vezes ouvi sua voz macia perguntar: - Maya, você sente falta da sua vida de antes?
O olhei por alguns segundos e virei-me novamente para a floresta tentando me recordar daquela vida que ficara para sempre no passado, senti um aperto no peito e mantendo minha expressão séria respondi: - Acho que sinto...
: - Acha que sente?
Ele me perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas e eu abaixando o olhar respondi: - É que ás vezes eu duvido que ainda sinta alguma coisa.
: - Entendo...
Voltei meu olhar para ele e vi que ele contemplava o horizonte agora, com um olhar pensativo, foi minha vez de questioná-lo: - E você? Sente falta da sua vida antiga?
Ele voltou-se para mim novamente e com um sorriso que eu considerei charmoso respondeu: - Está brincando? Agora está bem melhor, posso matar pessoas e sobreviver na mata como naqueles, vídeo games. Foi o que eu sempre quis...
Rimos os dois da sua ironia barata.

Encontramos Mark vagando por aí sem rumo, seu grupo havia sido atacado por outro grupo de saqueadores e fora dizimado, apenas ele sobreviveu. Ele era um rapaz sorridente, e muito bonito também, possuía pele negra e olhos cor de mel, seus lábios grossos e os dentes mais perfeitos que eu já havia visto lhe davam o melhor sorriso que alguém poderia ter, seu senso de humor nos mantinha, firme e fortes até nos piores momentos. Eu gostava de sua companhia, me fazia bem, mesmo quando ficávamos em silêncio.

Seu olhar voltou a recair sobre mim e mais uma pergunta veio: - Acha que tudo isso vai acabar algum dia? Quer dizer, acha que temos chances de ter nosso antigo mundo de volta?
Aquela pergunta me pegou de surpresa, desde o inicio eu sabia que tudo isso era nosso passo para o Gran Finale, mas nunca havia me questionado se algum dia tudo voltaria ao normal ou se dali em diante a única direção era a decadência da humanidade, até seu fim completo e total extinção. Pensei por alguns segundos e voltei-me para ele que me observava calmo, respirei fundo e respondi: - Eu gostaria de ter uma boa resposta para esta sua pergunta, mas infelizmente a única coisa que posso dizer é que, eu não sei! Não sei...
Mark respirou profundamente como se digerisse a informação.

Eu mantive meu olhar em seu rosto, enquanto o mesmo contemplava a paisagem em sua frente. Voltei meu olhar para meu lado da escola e então ouvi sua voz firme dizer: - O que é aquilo?
O olhei e perguntei: - O que?
: - Aquilo?
Ele perguntou novamente, mas desta vez apontando em direção á velha rua, caminhei até parar ao seu lado e foi então que vi, bem ao longe um homem com uma lanterna, ele a balançava no ar.
: - O que diabos aquele cara está fazendo?
Minha visão seguiu a direção à qual o homem balançava a lanterna e vi algo se movendo. Carros! Com os faróis apagados se moviam rápidos em nossa direção... Eram os saqueadores, só podia ser.
Virei-me imediatamente dizendo: - São os saqueadores, eles nos encontraram! Estão vindo na nossa direção, vamos chamar os outros...
Mark deu um pulo e desceu as escadas correndo junto comigo, passamos por um longo corredor onde havia algumas salas em que o pessoal estava dormindo, antes de continuarmos eu disse para ele: - Vá acordar a todos e prepará-los para sairmos, estejam na saída dos fundos o mais rápido possível. Eu aviso Thomas e os outros!
: - Ok!

Dividimos-nos e eu desci até o térreo, assim que cheguei correndo, Oliver me encarou sério perguntando: - O que houve?
: - Os saqueadores! Eles nos encontraram e estão vindo em nossa direção, precisamos sair daqui rápido.
: - Onde está Mark?
Perguntou Thomas.
: - Foi chamar a todos, estarão na saída dos fundos em alguns minutos...
Respondi ansiosa.
: - Ótimo. Jane, Marcos vão ajudar Mark. Vão para o leste da floresta...
: - Tem uma horda enorme de caminhantes no leste.
Respondeu Oliver que havia saído mais cedo para averiguar o perímetro. Jane falou antes de sair: - É muito provável que os saqueadores estejam vindo do sul e oeste para nos cercar!
Thomas pensou um pouco e disse enfim: - Tudo bem! Jane, Marcos vão com Mark e os outros para o norte da mata, e quando estiverem a uma distância segura esperem por nós. Garantam a segurança de Brian!
: - Tudo bem.
Respondeu Marcos e saíram na direção à qual eu havia vindo, depois Thomas voltou-se para mim e Oliver dizendo: - Oliver, Maya, você dois vem comigo. Vamos atrasá-los.
: - Tudo bem!

Logo dava para ouvir os sons das caminhonetes e os gritos eufóricos dos homens que pareciam estar entrando na temporada de caça, onde nós éramos a presa e eles os caçadores. Começamos a reforçar a barricada que tínhamos construído atrás da única porta pela qual eles poderiam entrar, depois corremos para a mata que circundava a escola, Oliver carregava seu rifle e Thomas também, enquanto eu carregava meu mais novo brinquedinho, uma M1 Garand, um rifle, para ser mais exata, já que eu não poderia desperdiçar minhas flechas. Espalhamos-nos e nos posicionamos em locais estratégicos, iríamos matar a distância.

Caminhei por entre os arbustos agachada e tentando controlar minha respiração ao máximo. Todos já haviam deixado o prédio, vimos os carros estacionarem lá e vários homens descerem, todos estavam armados e havia muitos deles ali, eu nem conseguia contar. Esperei o sinal de Thomas para atirar, estávamos a uma distância de onde podíamos ver um ao outro, Thomas respirou e disse: - Tudo bem... Esperem, esperem, esperem... Agora!
Apertei o gatilho e minha bala acertou a cabeça de um homem, logo todos eles se assustaram e começaram a correr para se esconder, enquanto isso nossas balas só iam derrubando corpos, devíamos estar a uns 300 m, minha arma acertava em cheio meus alvos, já que seu alcance é para 600 m. Ouvi Oliver gritar para Thomas: - Isso vai atrair a horda de errantes para cá!
Thomas sem o olhar e ainda atirando respondeu: - Ainda bem que você entendeu meu plano!

Ouvi um dos homens dizer: - Eles estão na mata! Entrem nesses malditos carros e vão pegá-los seus imbecis!
Continuamos atirando. Logo eles se espalharam e ficou mais difícil acertá-los, seus tiros passavam longe de nós que nos mantínhamos escondidos na sombra das arvores. Continuávamos atirando, alguns tentavam se aproximar escondidos do local onde estávamos, mas esses tinham suas cabeças explodidas pelo impacto de nossas balas. Tudo estava sob controle até que uma bala acertou em cheio o pescoço de Oliver e o mesmo caiu ao nosso lado, sangrando descontroladamente. Eu o olhei e logo ouvi a voz de Thomas dizendo: - Não pare de atirar Maya! Não pare.
Voltei a atirar, eles estavam se aproximando muito, agora estávamos no que os soldados costumavam chamar de zona vermelha, ou seja, muito próximos do inimigo. Thomas gritou para mim: - Vamos ter que sair daqui! Vamos dar a volta pelo leste, assim os atraímos para a horda, depois voltamos para o norte e encontramos os outros!
: - Tudo bem!
Assenti. Paramos de atirar, coloquei meu rifle nas costas junto ao suporte de flechas e nos colocamos a correr, agora eles se aproximaram com velocidade, já que não havia mais tiros. Corríamos o mais que podíamos, pulando galhos e raízes, podia sentir alguns galhos se chocarem em meu rosto e uma ardência iniciar ali, mas com a adrenalina que me percorria logo eu não mais sentia. Meus pulmões queimavam em busca de ar e minhas pernas já começavam a ficar moles, mas eu não podia parar, seguia Thomas correndo e ouvindo os gritos dos homens que vinham logo atrás.

 Em meio a correria meus pés se enroscaram em algumas raízes e eu fui ao chão, o cano da arma acertou minha cabeça e eu senti doer, mas não me preocupei apenas tentei levantar rapidamente e quando ia fazer isso um dos homens apareceu e venho em minha direção, me soltei rápido e quando ia ficar de pé ouvi o estouro de um tiro acima da minha cabeça o homem caiu, voltei meu olhar para a direção do som e vi Thomas com seu rifle, levantei-me e continuamos correndo, desta vez eu ia à frente. Quando ouvi um tiro muito perto, achei ter me acertado, mas percebi que não quando ouvi Thomas gritar em meio á escuridão: - CONTINUA CORRENDO MAYA!
Parei instintivamente e voltei, agachei-me colocando a mão sobre o ferimento que derramava muito sangue, a bala havia pegado um pouco abaixo das costelas. O levantei e coloquei seu braço sobre meus ombros e continue caminhando, mesmo que sem forças eu me mantinha em pé, Thomas dizia com a voz falha e com uma mão sobre seu ferimento: - Você, precisa ir, sem mim! Precisa... Se tentar me levar eles vão... Nos pegar. Maya!
: - EU NÃO VOU DEIXÁ-LO!
Falei alto.

Ouvi o som que os caminhantes liberavam e constatei que logo viria algum deles, o que não demorou até um vir em nossa direção. Larguei Thomas que caiu no chão sem jeito e acertei a coronha da arma com força na cabeça do andante, depois peguei alguma das minhas flechas no suporte e cravei em sua cabeça o fazendo cair, a retirei e a guardei novamente. Depois me voltei para Thomas, fui tentar pegá-lo novamente quando ele segurou em meus braços e disse: - Vai... Encontre os outros!
: - Eu não posso! Não posso deixar você, eu não vou!
: - Você precisa.
Senti um nó se formar em minha garganta, eu sabia que ele não sobreviveria e que se eu insistisse nessa ideia maluca de levá-lo comigo seríamos pegos e mortos: - Você precisa guiá-los para um lugar seguro...
Ele tossiu e continuou: - Você precisa cuidar de Brian. Me prometa que vai cuidar dele?
Eu não queria dizer que sim, mas sabia que eu era a única em quem ele confiava, por isso assenti com a cabeça. Sabia que Brian representava sua família, que Brian era seu milagre particular no meio daquele inferno, Brian era a prova viva de que ainda existia um Deus lá em cima olhando por nós, fala do próprio Thomas: - Então vá! Encontre os outros e os leve para um lugar seguro... Vá!

 Levantei e voltei a correr na direção de antes, corri sem olhar para trás. Meu coração estava em frangalhos, Thomas era como um irmão para mim, eu o amava e tinha uma consideração além do normal por ele. Thomas havia salvado a minha vida e me oferecido um lugar em sua família junto a Brian e agora, estava morto. Enquanto eu corria senti uma gota de lágrima correr pelo meu rosto, engoli a saliva com força, já que agora parecia que eu estava entalada com alguma coisa. Eu não chorava fazia tempos, e aquilo estava doendo muito.

Logo pude ouvi os sons dos caminhantes que vinha do outro lado de um rio largo e muito provavelmente fundo, já que sua correnteza indicava isso, firmei minha visão e vi que os monstros passavam entre as arvores. Ouvi os gritos dos homens atrás de mim, encarei a água, nunca me dei muito bem com água, nem nadar eu sabia direito. Mas, como as outras opções eram morrer, escondi meu rifle sob as folhas conferi se minhas flechas e arco estavam bem presos ao corpo, em seguida entrei da forma mais sutil que pude no rio, teria que evitar muita movimentação se não os monstros viram na minha direção. Fui caminhando e me agarrando em alguns galhos de uma arvore caída que estava dentro do rio a correnteza era violenta o bastante para chacoalhar todo meu corpo, me mantive firme nos galhos da arvore. E logo senti o chão sob meus pés desaparecerem, estava em uma porção mais funda do rio, fui indo mais ao centro segurando na arvore e quando estava quase ao meio do rio, mergulhei. Me segurei firme nos galhos velhos e apodrecidos que estavam submersos, ouvi as vozes, agora mais baixas do homens, eles não queriam chamar atenção dos mortos vivos. Eles vasculhavam tudo em busca de mim.

Minha respiração estava por um fio quando ouvi eles voltando, quando segurei em um galho para submergir o mesmo se partiu e eu fui carregada pela correnteza rio abaixo, tentei nadar contra, mas chegava a ser ridículo. Tentei nadar em direção a uma das margens, mas a água era muito mais forte que eu. Eu me debatia e tentava sair daquela situação, mas era impossível, quanto mais desesperada eu ficava menos eu conseguia me movimentar. Respirei o máximo que pude e tentei me acalmar, nadei com todas as forças que eu tinha para um dos lados, obviamente o lado que não estava repleta de mortos vivos, e então vi um galho grosso de uma arvore que estava pendendo para dentro do rio, ergui os braços e o agarrei, me puxei para cima, rugi baixo com a dor que meus braços sentiram ao me puxar contra a correnteza. Depois de horas ali consegui sair de dentro do rio.

Deitei na beira do barranco tentando recuperar o fôlego, afinal tinha sido uma maratona, toda aquela corrida e depois ter que sair da água, estava completamente exausta. Meu coração estava a mil e eu ainda não havia assimilado a minha perda recente, reparei pela claridade que já começava a surgir que logo amanheceria. Eu precisava me levantar e continuar minha caminhada até encontrar os outros, por mais que minhas pernas estivessem moles e doloridas demais para isso, eu precisava. Enchi meus pulmões de ar e quando me preparei para levantar, um dos caminhantes surgiu e caiu sobre mim tentando me atacar, sua boca podre estava a centímetros de mim e eu o segurava firme, meus braços estavam moles também, devido á força que fiz antes, mas ainda tirava força de lugares que nem sabia que existia para manter aquele ser repugnante longe de mim. Enquanto o segurava com um dos braços, levei minha mão esquerda até o suporte de flechas nas costas e peguei a primeira que alcancei, depois a cravei com força na cabeça do monstro e o joguei para o lado já morto, aspirei o ar que me faltava e retirei a flecha da cabeça daquele monstro.

Respirei novamente depois do susto e fiquei deitada por mais alguns segundos, ergui a flecha e a encarei, séria, aquela não era uma das minhas. Era mais escura e o fletchings da mesma era amarelo, no eixo estava riscado duas letras as quais eu identifiquei sendo dois dês: D. D. Por um segundo o olhar intimidador daquele homem que encontrei na floresta à algum tempo veio em minha mente, sua postura enquanto segurava sua crossbow apontada para minha cabeça e depois ele agachado à minha frente me ajudando a partir o animal. Ele acabara de salvar minha vida, muito obrigado homem desconhecido. Levantei-me e comecei a andar na direção à qual eu devia encontrar o resto do grupo, que já deviam estar preocupados conosco. Meu coração ia apertado e um nó estava feito na minha garganta, a perda de Thomas estava doendo mais do que deveria, caminhei alguns passos e então como que em uma explosão de sentimentos desabei.

Comecei a chorar, tudo veio á tona, eram tantos sentimentos, sentimentos de tanto tempo, eu nem sabia como reagir a cada um deles. Sentei sobre uma raiz grande que havia por ali e chorei, um dos caminhantes me ouviu e veio na minha direção, havia mais quatro consigo. Peguei um galho grande que havia perto de mim e em meio a prantos os acertei com toda a força que eu tinha, usei minha raiva ali naqueles bichos. A raiva dentro de mim só aumentava e eu batia sem parar, por fim todos já estavam no chão, mas eu não conseguia parar de bater, bati por no mínimo uma meia hora depois de mortos, quando terminei eu estava mais escabelada que o normal e com gosma de monstro por todo meu corpo. Travei o maxilar e engoli em seco, estava um caco. Estava despedaçada, mas eu tinha que parar de agir feito uma garotinha e voltar a ser forte, havia pessoas que dependiam de mim, era hora de parar de ser uma frouxa chorona e seguir meu caminho, fazer aquilo que Thomas me pediu, guiar aquelas pessoas para um lugar seguro e manter Brian seguro, sequei minhas lágrimas e mudei minha expressão de desespero para uma expressão neutra, chega! Era hora de voltar andar. 


Notas Finais


Se gostou já sabe! Me digam o que estão achando sempre que poderem, por que é ouvindo vocês que eu norteio minha história e me inspiro, claro!
Obrigado e até o próximo capítulo.
MEU TWITTER: @Joice_andreize


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