História The Angel and the Black Bird - Capítulo 4


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Categorias Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes, Sasha
Tags Caça, Carl, Daryl, Dixon, Grimes, Michone, Negan, Rick, The Walkign Dead, Zombies
Exibições 122
Palavras 1.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Espero que estejam gostando do enredo e vem comigo povo...

Capítulo 4 - Desolation


Maya Phillip’s:

Meus passos eram marcados e volta e meia era necessário matar um caminhante, estava bem próxima do ponto de encontro marcado. Quando estava a alguns metros ouvi sons de caminhantes, vários deles, se não dizer milhares. Ao que parece a horda havia vindo naquela direção, isso não era bom! A menos que o grupo tivesse saído dali, caso contrário, isso só poderia significar uma coisa.

Caminhei abaixada por entre os galhos, a essa altura o sol já brilhava. Quando meus olhos encontraram o local onde todos deveriam estar, senti meu estômago revirar dentro de mim. Havia pedaços das pessoas do meu grupo por todos os lados, braços, pernas, cabeças e intestinos abertos. As moscas começavam a sentar e o cheiro começava a ficar ruim, senti uma ânsia vir, mas a segurei. Sentia-me pior por saber que aquelas pessoas era minha antiga família. Logo meus pensamentos foram até Brian e comecei me culpar por imaginar o que devia ter lhe acontecido, se eu tivesse sido mais rápida, se eu tivesse corrido mais... Senti uma lágrima chegar.

Ouvi alguém gritar por ajuda. Ergui meu olhar e reparei que uma quantidade grande de monstros tentava entrar em um velho bueiro, foi então que entendi que provavelmente haveria algum sobrevivente ali e a julgar pelos gritos, eu diria ser Brian: - Garoto de sorte!
Disse para mim mesmo. Eu precisava tirar eles dali, mas como? Tive uma ideia. Dei a volta e apareci em uma clareira. Depois gritei para Brian: - BRIAN! FIQUE CALMO, EU ESTOU AQUI! FIQUE EM SILÊNCIO, VOU TIRAR ESSES MONSTROS DAÍ.
Logo todos os caminhantes já me olhavam e vinha em minha direção, Brian ficou em silêncio, enquanto eu gritava e corria por entre a floresta fazendo os monstros me seguirem e se afastarem de Brian, eles vinha rápidos. Parei e dei um tiro em um, justamente para atrair mais atenção deles, depois subi em uma arvore alta e esperei que todos passassem direto.

Fiquei ali observando cada uma daquelas aberrações, todas sem vida, todas sem sentimentos. Acho que esta seria a única forma de sobreviver a este novo mundo, desligar. Tornar-se um morto vivo. A dor no peito era tão grande, mais uma perda para somar a minha pequena coleção de perdas importantes. Ao que parece agora seríamos apenas eu e Brian, eu o protegeria com a minha vida, fiz uma promessa ao Thomas e não falharia, já que já falhei com parte do acordo, visto que todas as outras pessoas estão mortas. Como eu deveria me sentir neste momento? Deveria estar péssima? Acabada? Destruída? Sim, e eu estava tudo isso e um pouco mais. Porém, os sentimentos se manifestavam de outra forma em mim agora. Tudo se juntou e formou um grande emaranhado de ódio, revolta, desolação, raiva e um sentimento de vingança. Eu queria chorar ali, queria liberar novamente o nó em minha garganta, mas eu não tinha tempo, precisava agir como gente grande, precisava empurrar aquela menina assustada bem para o fundo e trancá-la para que não saísse, nunca mais de preferência. E foi o que fiz, engoli em seco as lágrimas e desci da arvore.

Voltei ao bueiro e vi um Brian assustado e um Mark muito ferido. Abri o bueiro e entrei, Brian se afastou escondendo o rosto, parecia uma criança assustada, alias, era uma criança assustada. Caminhei em sua direção, ele não me olhou, manteve o rosto escondido, alisei seus cabelos e falei baixo: - Vai ficar tudo bem agora Brian! Eu estou aqui.
Ele fez sinal perguntando por Thomas o nó em minha garganta tornou-se um bolo e eu acenei negativamente, Brian me abraçou chorando. No inicio fiquei sem reação, mas então o abracei e acariciei suas costas e disse baixo: - Vai ficar tudo bem! Eu estou aqui, Brian! Eu vou cuidar de você, eu prometo.
Ele me encarou e parecia devastado, sentou-se no chão com os joelhos abraçados, eu queria dizer algo, mas não havia nada para se dizer, essa era a mais triste verdade.

Caminhei até Mark e vi um ferimento na perna, parecia uma mordida. Agachei-me e perguntei: - Como se senti?
: - Bem. E você?
Perguntou-me encarando meus olhos, ao que eu respondi tentando mudar de assunto: - Precisamos fazer um curativo nisso!
: - Não vai adiantar. Eu vou me tornar um deles, Maya!
: - Não, não vai! Vamos pensar em algo, precisamos sair daqui, precisamos encontrar ajuda...
: - MAYA! NÃO TEM AJUDA! NÃO EXISTE AJUDA, SERÁ QUE É DIFICIL DE ENTENDER?
Assustei-me com seu tom de voz, Brian também. Mark segurou meu braço e disse me encarando firme: - Você precisa me matar. Você precisa acabar com isso.
Balancei a cabeça negativamente: - Eu não posso. Não vou, não posso perder mais ninguém! Não posso perder você.
: - Você já me perdeu, Maya!
Meus olhos ficaram inundados, os limpei rápido, tinha que ser forte. No fundo eu sabia que o único jeito de acabar com aquilo seria matá-lo, mas eu não queria ter que perder mais alguém, eu não queria ter que ficar sozinha no mundo com Brian. Eu não daria conta de tudo! Não daria conta de sobreviver e mantê-lo vivo, era muito para mim.
Senti sua mão acariciar meu braço e ele dizer muito baixo: - Sinto muito!
: - Eu não vou conseguir, Mark! Não vou! Não sou tão forte assim...
Ele puxou-me pelos ombros e olhou-me nos olhos, depois beijou meus lábios e disse sério: - Você vai conseguir! Eu sei que vai. É muito mais forte do que imagina!
Depois ele soltou-me e disse sorrindo: - Ao menos realizei meu sonho antes de morrer.
Referiu-se ao beijo.

Encarei Brian que ainda estava no mesmo lugar com o olhar perdido. Olhei envolta e havia sangue em todos os lados, depois disse: - Não vou fazer isso aqui. Eu não posso!
Comecei a levantá-lo, e chamei Brian dizendo: - Vamos Brian! Vamos levar Mark para descansar.
O garoto que raramente falava veio me ajudar, pegou desajeitadamente no outro braço de Mark e me ajudou a carregá-lo pela mata. Minhas pernas, minhas costas e meus braços estavam exaustos, mas eu não podia parar, precisava seguir, precisava ir até o fim. Mesmo que não tivesse forças.

No nosso trajeto passamos por uma velha ponte sobre um rio, mas não paramos, continuamos mata adentro. Quando Brian já estava cansado, paramos. Colocamos Mark no chão com cuidado, ele já tremia e uma febre descontrolada começava a apossar-se de seu corpo, seus lábios iam ficando roxos e ele gemia de dor. Ele estava morrendo. E quando morresse o monstro que vivia dentro dele viria átona, eu precisava acabar com aquilo, terminar com seu sofrimento, mas eu não sabia muito bem como eu devia fazê-lo. Mark entre delírios febris e sanidade disse-me: - Use seu arco, é mais silencioso!
Brian me encarou e eu concordei com Mark. Retirei meu arco dos ombros, respirei fundo e pensei por alguns instantes, retirei a flecha mais escura do suporte. A encarei por alguns instantes, era a flecha que aquele homem na mata havia trocado comigo, logo minha mente me disse que se eu fizesse aquilo com aquela flecha, não seria necessariamente eu que faria aquilo e sim aquele homem. Novamente ele me salvaria, mesmo sem saber disso.

Respirei fundo e fechei os olhos por alguns segundos, depois reabri-los e disse para Brian, que me olhava assustado: - Brian! Não quero que me odeie por isso, tudo bem? É o único jeito, espero que você entenda.
Puxei o arco o colocando na mira de Mark, que tremia no chão, não estávamos muito longe, por isso não precisava puxar tanto o arco. Mirei sua cabeça. Respirei fundo e antes de soltar a corda vi Mark sibilar: - Estou orgulhoso de você! Você é corajosa.

Depois disso a flecha atravessou seu crânio e ele parou de tremer e amoleceu, respigou sangue no meu rosto e eu fiquei paralisada por alguns segundos. Quando voltei a mim vi Brian sentando no chão chorando baixinho, tentei me aproximar, mas ele se encolheu contra uma árvore, ele estava dando o nítido sinal de que eu era um monstro e que ele não queria contato comigo. O respeitei e me afastei um pouco, com os olhos úmidos, sangue no rosto e um nó na garganta foi que abri um buraco, com minhas próprias mãos. Cavei a noite toda, enquanto Brian dormiu encostado naquela arvore. Cavei, cavei... Parando apenas para conferir se não havia nenhum monstro por perto. O sol já estava saindo quando terminei. Puxei o corpo de Mark para dentro da cova, eu precisava enterrar alguém, precisava. Depois de ver seu corpo lá dentro o cobri com toda aquela terra. Quebrei dos galhos e rasguei um pedaço da camisa de Mark para amarrar os galhos, formando assim uma cruz. Peguei minha faca e talhei nos galhos: “Todo aquele que morre de vez, se livra deste purgatório! Descanse em paz, amigo!”

Cravei a pequena cruz sobre o túmulo. Chamei Brian, precisávamos encontrar comida e um lugar seguro. Quando ele estava acordando um dos errantes apareceu e tentou nos atacar, mas eu fui mais rápida o acertei fazendo-o cair no chão. Eu ia matá-lo, mas ao invés disso tive uma ideia melhor. O deitei no chão e pisei em seu rosto para imobilizá-lo, depois amarrei sua mão em uma corda que havia por ali e depois a prendi na árvore. O bicho tentava se soltar para vir em nossa direção, mas estava preso. Senti uma raiva tomar conta de mim e soquei o monstro, depois olhei para Brian e disse sinalizando nossa nova direção: - Venha! Vamos embora daqui.
Brian encolheu os ombros e eu me aproximei já perdendo a paciência e dizendo: - Já chega Brian! Você precisa vir comigo. Ou vai acabar como um dos dois.
Apontei para o monstro em nossa frente e o túmulo de Mark: - Eu vou protegê-lo. Prometo!
Ele encarou-me novamente e olhou para o caminhante a nossa frente, era como se a criança de 10 anos absorvesse toda a informação e então ele assentiu e esperou que eu fosse na frente. O que fiz em silencio, enquanto o monstro atrás de nós emitia sons assustadores.

Todos estavam mortos. A partir de agora seria somente Brian e eu contra todo o resto, me assustava? Sim. Mas, eu recuaria? Não. E ainda havia o crescente desejo de vingança dentro de mim. Foi naquele momento em que jurei encontrar todos que haviam destruído nosso grupo, todos que tinham matado Thomas, Oliver e deixado Brian e Mark para morrer, eu os encontraria e mataria um por um, com minhas próprias mãos. Eu iria caçá-los, revirar aquela mata, revirar cada maldito canto escuro deste planeta, até encontrá-los e acabar com eles. Todos.



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