História The angel of the night - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 7
Palavras 1.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Perdas


Fanfic / Fanfiction The angel of the night - Capítulo 10 - Perdas

             
                Diane P.O.V

  
-E-Esse é o carro da minha... Mãe
-O carro que ele saiu naquele dia?
-S-Sim... 
Olho bem o local, e percebo a pior cena da minha vida... Minha mãe estava jogada ao chão, com sangue em sua volta, e cacos de vidro... Naquele momento eu só queria morrer... Ele me abraça
-Aquela é sua mãe? - Eu olho em seus olhos... E abaixo a cabeça deixando com que as lagrimas escorram pelo meu rosto e caiam no chão
-É-é...
Ele pega o celular e disca um número
-Eles viram logo...
 Eu o abracei, e chorei baixo, ela era a única pessoa que eu tinha, meu pai havia morrido, minhas avós estavam com ele no céu, gosto de pensar que eles tinham virado estrelas, eu só tinha ela... Mais ninguém, é difícil pensar que agora eu estava sozinha, bom... Tinha amigos que considerava minha família, mas nunca será a mesma coisa
-Sabe... Com tudo isso eu esqueci de uma coisa - Ele mostra uma sacola preta, com um lacinho rosa nela - Eu comprei isso para você... - Ele fala um pouco corado
-O-obrigado- Ele me entrega
-Abra quando tudo estiver mais calmo...
-O-Ok... - Falo triste

 
[|∆........•Quebra de tempo•..........∆|]


  Estávamos a um tempo na loemergência, minha mãe estava na sala de cirurgia, eu sabia que ela poderia morrer, ou que já estava morta, apenas não queria aceitar isso, eu... Não sabia o que poderia fazer se isso acontecesse. Ele me abraçou bem forte
-Vai ficar tudo bem...
-P-Para de mentir... Eu sei que não vai ficar tudo bem... Nunca esteve tudo bem... Nunca... - Doía dizer aquelas palavras
Algumas perguntas martelavam a minha cabeça, como: como eu ia ficar? Com quem eu iria viver? E, aquela arvore no quintal me aguenta?
Ele me soltou olhou bem no fundo de meus olhos, e falou:
 -Não se castigue com suas palavras, saiba que palavras são piores que facas... Elas ferem a alma
-………
Ele voltou a me abraçar e eu vi que o médico saia da sala com uma expressão indiferente. Ele vem até nós e  fala:
-Não conseguimos salva-la, quando ela sofreu o acidente estava sem cinto e seu corpo foi arremessado alguns metros, ela morreu antes de chegar ao hospital - O médico fala em um tom frio- Sentimos pela perda 
  Dava para ver em seu olhar que ele nem ligava, deve ser normal para ele dar esse tipo de notícia. Naquele momento meu mundo havia desabado, não queria chorar na frente deles, estava tentando segurar e chorar na minha casa... Na casa que ela comprou com meu pai, e agora ela está no céu com ele... Como uma estrela brilhando e iluminando as tristes noites que virão em meu futuro, abraçava Marcelo com medo de cair no chão, Não conseguia aceitar que ela estava, eu não conseguia tinha medo... Eu queria me juntar a ela, ao menos não teria que enfrentar tudo sozinha  
-Vamos... Irei te levar - Ele segura minha mão 
-Eu posso ir sozinha
-Não quero que se jogue na frente de um carro
-Eu não vou fazer isso
-Mesmo assim tenho medo que faça
-O-Ok vamos... - Ele me solta e começamos a andar juntos


     Ele andava devagar para acompanhar meus lentos passos, nem que quisesse eu conseguiria andar mais rápido, senti algumas lágrimas escorrendo e as limpava antes que ele visse, estava tentando ser o mais forte que conseguia, mesmo que para isso tivesse que segurar tudo até chegar em minha casa. Olhei rapidamente para o céu e vi algumas nuvens escuras que indicavam que logo iria chover, parei de andar, estava um pouco cansada, olhei para Marcelo e o rosto do mesmo estava com uma expressão preocupada
-Vamos para casa da Isadora
-Não... Não quero ir para lá
-Eu quero você bem
Ele tinha um pouco de razão, ficar sozinha naquele momento poderia ser ruim, todas aquelas idéias suicidas em minha mente não me fariam bem
-Não... Eu posso ficar sozinha
Mas eu tenho uma grande convivência com esse tipo de idéias, acho que vivo com elas desde sempre
-Se você diz, mas qualquer coisa ligue para mim ou para sua amiga Ok?
-Ok...

    Durante a conversa havíamos acelerado um pouco o passo e estávamos perto de minha casa, a chuva havia começado a cair, a mesma fina e quase imperceptível, só conseguíamos percebe-la por causa do 
cheiro de chuva e porque ela caia sobre nossa pele nos deixando levemente molhados  
-Chegamos - Ele me olha e eu o abraço - Certeza que pode ficar sozinha?
-Sim... 
-Que bom... Me ligue qualquer coisa - Ele sorri e sai andando, quando chega no final do pequeno jardim ele me olha e eu abro a porta
  Finalmente em casa, fecho a porta e tiro o sapato. Finalmente poderia chorar sem ninguém escutar, finalmente estava sozinha, comecei a andar em direção ao porão onde ficavam algumas caixas cheias de bugigangas aleatórias que havíamos deixado de lado, procurava uma coisa em específica: minhas lâminas, as únicas amigas com quem contei por um tempo, eu já havia tido problemas de automutilação uma vez. Encontrei elas, finalmente, então vi minha antiga guitarra, ela era preta e tinha um adesivo de caveira. Peguei ela e as lâminas, fui para meu quarto e liguei o som no máximo com a música caleidoscópio da banda Cefa. Arregacei as mangas da minha blusa e encarei meu braço por um curto tempo, coloquei a lâmina sobre ele e fiz o primeiro corte, não chegou a ser tão profundo, então fiz mais alguns e parei, era bom, aliviava minha dor, mas ardia e meu braço estava bem ferido, então fui ao banheiro e coloquei meu braço embaixo da água corrente, ardia muito então tirei e enxuguei, fui para meu quarto e peguei minha guitarra, não sabia se ainda conseguia tocar alguma coisa então comecei a tentar tocar Avalanche do BMTH enquanto cantava e me deixava levar pela canção
 
-Cut me open and tell me what's inside
Diagnose me 'cause I can't keep wondering why
And no, it's not a phase cause it happens all the time
Start over, check again, now tell me what you find

Cause I'm going out of frequency
Can anyone respond?

It's like an avalanche
I feel myself go under
Cause the weight of it's like hands around my neck
I never stood a chance
My heart is frozen over
And I feel like I am treading on thin ice

Am I broken? What's the chance I will survive?
Don't sugarcoat me, cause I feel like suicide
Just give it to me straight cause I'm running out of time
I need an antidote now, what can you prescribe?

It's like an avalanche
I feel myself go under
Cause the weight of it's like hands around my neck
I never stood a chance
My heart is frozen over
And I feel like I am treading on thin ice
And I'm going under

I need a cure for me cause a square doesn't fit the circle
Give me a remedy cause my head wasn't wired for this world
I need a cure for me cause a square doesn't fit the circle
Give me a remedy cause my head wasn't wired for this world

Cause I'm going out of frequency
Can anyone respond?
Cause I'm going out of frequency
Can anyone respond?

It's like an avalanche
I feel myself go under
Cause the weight of it's like hands around my neck
I never stood a chance
My heart is frozen over
And I feel like I am treading on thin ice
And I'm going under

I need a cure for me cause a square doesn't fit the circle
Give me a remedy cause my head wasn't wired for this world
I need a cure for me cause a square doesn't fit the circle
Give me a remedy cause when it hits, well it hits like an avalanche

Notas Finais


Caleidoscópio(Cefa): https://youtu.be/Q_VJWKjkqqk
Avalanche(Bring Me The Horizon): https://youtu.be/EWetSOT6ecQ


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...