História The angel's eyes never lie - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Visualizações 61
Palavras 4.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Okay, podem me matar... fazer picadinho de mim, eu mereço... MILHÕES de desculpas por demorar, é que minha vida sem internet não tá fácil... mais eu vou fazer de tudo para postar mais rápido PROMETO ♡

Capítulo 23 - Edgie


  Todos na sala me olharam com um olhar desconfiado e curioso, eu sabia que eles não confiavam em mim totalmente, mas confiavam em Patch. Respirei fundo antes das perguntas virem.

-O quê?-Bruce indagou desconfiado. - Como?

-Qual é o nome dele?-Morgana perguntou ansiosa.

Antes de eu conseguir responder qualquer uma das perguntas, Will interrompeu.

-Vocês vão mesmo acreditar na Nefilin?!- Ele falou apontando para mim. - Vocês são estupidos mesmo ao ponto de acreditar nela?!

- Eu não estou mentindo, eu con...

- Não estou falando com você. -Ele respondeu ríspido. - Depois de tudo que nós passamos nessa porra, vocês vão cair no papo da putinha do Patch?

- É melhor você pensar no que diz, cara.- Patch falou com o maxilar trincado tentando ao máximo manter a calma.

- Por quê? O que o órfão perdido vai fazer?- Will provocou com a voz calma.

Patch foi para cima de Will em menos de um segundo, acertou um soco em seu queixo fazendo ele virar o rosto com tudo para o lado, Patch o pegou pelo colarinho da camisa e e puxou dando uma cabeçada nele. Will ficou um pouco tonto mas logo se recompôs indo para cima de Patch, os dois caíram no chão fazendo Patch ficar em cima enquanto desferia socos pelo rosto de Will que se defendia de alguns.

Todos na sala não olhavam a cena como eu - totalmente aterrorizada. Eles encaravam a cena como se não fosse nada, com tédio.

Em um segundo Will reverteu a posição e começou a dar socos no rosto de Patch que mantinha os braços na frente se protegendo, Will parecia incontrolável, totalmente fora de si. Patch não parecia sentir os golpes que Will dava.

-Ah, já chega. -Judy falou indo até os dois.

Apenas com uma mão, Judy puxou Will, ele não protestou e se afastou de Patch enquanto ele se levantava rapidamente. Patch tentou ir novamente para cima de Will, mas Judy o impediu.

- Por favor Patch pare. - Patch olhou sério para Judy antes de dar um passo para trás.

- Não é que isso tá melhor do que a festa!- Matt fingiu empolgação e depois fingiu estar confuso. - Na verdade, as gostosas são melhor. - Fez uma cara maliciosa enquanto tomava um gole do líquido do seu copo. - Muito melhor.

- Cala a porra da boca Matt, pelos demônios!- Lillith falou irritada.

Patch voltou a ficar do meu lado e Judy olhou para mim mais uma vez.

- Você tem certeza?- Judy estava séria, parecia um pouco nervosa.

- Sim, eu falei com meu pai. Ele não sabe nada sobre... anjos e Nefilins.

- Quem é ele? - Mad perguntou aflita.

- Hank Millar. - Falei segura.

- Kiel, Lola já sabem o que fazer. - Os dois voltaram a atenção toda para seus notebooks.

Judy olhou para todos na sala com atenção antes de voltar a falar novamente.

- Voltando a concentração. Eu vou precisar viajar, consegui contanto com um dos meus Irmãos de Guerra. O nome dela é Malina. E era a mais próxima de Lúcifer na época, talvez ela saiba onde ele está. - Judy deu uma pequena pausa antes de continuar. - Eu irei viajar para me encontrar com ela. Deixarei tudo nas mãos do Noah.

- O quê? - Indagou Matt fingindo indignação. - Poderia ser eu. Eu sou muito qualificado.

- Você colocaria barras de ferro por todo canto e contrataria prostitutas vinte e quatro horas por dia. - Judy sorriu simples e depois olhou para Noah. - Você pode fazer isso sem festas nem prostitutas.

- Deusas do prazer. - Matt sorriu. - Apenas corrigindo.

- Claro. - Noah falou apenas.

- Gael, Wendy e Kiel. Vocês vão para Nova Iorque. Quero que vocês achem essa mulher. O nome dela é Lindda Ebert. - Judy estragou um relatório para Kiel que observou com Wendy antes de passar para Gael.

Judy continuou depois de observá-los por uns minutos.

- Não quero que a forcem a nada. Apenas a traga.

Os três acenaram fazendo Judy continuar com a sua reunião.

- Lillith e Matt, preciso que vocês vão até meus apartamentos para checa-los.

- Eu posso ir com outra pessoa?- Lillith perguntou enfurecida.

- Qual seria a graça? - Judy riu.

- Vou cuidar de você Beijinho doce. - Matt falou debochado.

Alguns da sala riram da cara de Lillith até a Judy pedir para eles pararem e alcançar para eles um pasta amarela.

- Mad preciso que você faça algo. Mas conversamos depois. Quero falar também com Rixon, você não me contou tudo sobre o incidente no bar e preciso dar algumas instruções ao Noah. - Judy respirou fundo antes de continuar. - Mas preciso falar com Patch a sós também então depois chamo vocês.

Judy dispensou todos e depois subiu com Patch para seu escritório. Todos na sala começaram a fazer algo. Observei todos conversando até que meu olhar passou pela sala até chegar ao lado da escada. Will devolveu o olhar, seu olhar era frio e raivoso. Por um segundo apenas, jurei ver seus olhos ficarem totalmente pretos. Arregalei os olhos diante de tal cena, o vi se virar e subir as escadas o mais rápido possível.

Olhei por mais alguns segundo em direção a escada duvidando do que vi. O toque do meu celular me assustou, o peguei esperando meu pai, mas vi na tela o número e a foto de Vee.

- Oi, espera aí. - Falei assim que atendi e me afastei abrindo qualquer porta.

A porta dava em uma área de lazer, onde havia uma mesa grande com várias cadeiras, uma pia e uma churrasqueira. Logo depois havia uma piscina com luzes lindas dentro. Em volta havia lindas flores e era bem cuidado. Nunca percebi como o casarão do Instituto era grande.

- Pode falar Vee.- Falei ao lembrar dela.

- Meus pais são os piores pais do mundo. - Falou antes de suspirar irritada.

- O que foi dessa vez?- Perguntei sem conter o sorriso.

- Eles cancelaram a nossa viajem para uma "viajem em família." Eu não quero ir.

- Vee por favor pode ser legal. Fazer coisas em família, talvez eu consiga fazer isso com meu pai.

Assim que falei a palavra pai, um gosto amargo surgiu em minha boca. Um desconforto, eu deveria contar a Vee, ela me fala tudo de sua vida. Mas ao mesmo tempo, queria manter isso apenas entre eu e meu pai, se não, algo a maos poderia mudar. O olhar de Vee para meu pai, ou até mesmo para mim, já havia mudado coisas demais na minha vida.

- Você também é muito idiota. Meu Deus, por que eu não consigo fazer o que eu quero uma vez na vida? - A voz dela era irritada o que me fez rir na hora.

- Pensa só, você e sua mãe podem se aproximar, vocês andam tão distante, e não foi apenas uma vez que você chorou comigo pela as brigas de vocês. - Mexia em minhas unhas enquanto falava, lembrei de cada lágrima de Vee me deixando desconfortável.

- Ahh, odeio quando você tem razão.

Ouvi algo no fundo da ligação e franzi a testa antes de Vee falar.

- Minha coroa está me chamando, até mais flor do dia.

Dito isso Vee desligou, fiquei alguns segundos com o celular na orelha antes de guardá-lo. Fiquei observando a piscina enquanto me permitia pensar um pouco.

Meu pai, não era meu pai. O pai da garota que eu mais odeio é meu pai verdadeiro, fazendo da garota minha irmã. Eu não perguntei para meu pai sobre minha mãe, e pelo que eu soube até agora, não estou preparada para saber. Imaginava meu pai naquele momento, ele devia estar desabafando total com sr. Sky, se perguntando como eu estava no momento. E eu estava com medo, morrendo de medo, Harrison não sabia de nada sobre anjos, e se Hank tentasse o machucar para chegar a mim, poderia até o matar. Não conseguiria aguentar isso, tudo, menos isso.

- Anjo?- Dei um pulo ao ouvir a voz de Patch.

Sequei a lágrima que caiu sem eu perceber e me virei para ele com um sorriso forçado.

- Você poderia ter dado algum aviso de que estava aí. - Sorri para a expressão séria e neutra de Patch. - Chegar assim de fininho é assustador.

- Eu te chamei duas vezes. - Patch arqueou a sobrancelha em quanto se aproximava de mim.

Assim que chegou perto o suficiente de mim, Patch beijou minha testa e me abraçou. Me afundei em seus braços quentes e confortáveis, respirei fundo me sentindo mais segura e confiante.

- Não precisa ter medo. - Sua voz atravessou meus ouvidos em um sussurro rouco, me fazendo pensar um pouco antes de responder.

- Eu sei, porém isso não muda o fato de que eu estou tremendo com tudo isso. - Desabafei fechando os olhos e apertando mais Patch no abraço. - Minha vida mudou de cabeça para baixo, e eu estou tão perdida, meu pai verdadeiro me deixou com seu melhor amigo, para cuidar de mim. Mas agora ele quer me matar, porque eu não o segui em uma guerra contra o cara que eu amo... - Me calei assim que percebi o que eu havia falado.

Olhei para cima com os olhos arregalados vendo Patch com as sobrancelhas arqueadas. Ele sorriu levemente antes de me beijar. O beijo mais calmo, lento e delicioso que eu já senti. Não era só o beijo que me fazia sentir completa, era Patch, e seu coração que eu sentia bater junto com o meu. Assim que o beijo acabou, Patch olhou nos meus olhos com o olhar mais escuro do que o normal, era indecifrável quase que sombrio.

- Eu...

O som da porta chamou nossa atenção e assim que olhamos avistamos Mad com um sorriso meigo e uma câmera na mão.

- Mad nem começa... - Patch tentou falar mas na mesma hora Mad o interrompeu.

- Eu vi vocês lá de dentro, tenho que tirar fotos para o nosso álbum, e não tenho nenhuma foto de Nora e poucas suas. - Mad sorriu animada e apontou a câmera para nós. - Agora é só fazer uma pose bonita.

Sorri e olhei para Patch que estava com uma expressão tediosa. Ele passou a mão na minha cintura e me levou para mais perto de si, eu coloquei minhas mãos em seu peito e me encostei nele, senti o queixo de Patch no topo da minha cabeça e sorri para câmera que Mad segurava. Logo o flash cegou meus olhos por uns segundos antes de eu voltar a enxergar Mad sorrindo vendo a foto.

- Nossa, essa ficou linda. Demônios, ficou maravilhosa! - Mad sorriu para nós antes de sair.

Patch olhou para mim mais uma vez e abriu a boca para falar algo mas a fechou logo em seguida. Eu iria dizê-lo que não precisava dizer que me amava, mas o toque de mensagem me interrompeu. Peguei meu celular e vi uma mensagem não lida do meu pai.

"Filha estou indo para casa, vá também."

Fiquei séria ao ler a mensagem e olhei para Patch, abri a boca para fazer mas ele me interrompeu.

- Eu te levo.

Entramos no casarão de novo e me despedi de todos que estavam na sala. Nós fomos para a garagem e entramos em seu Jeep.

- O que Judy queria falar com você?- Perguntei por curiosidade.

- Falar sobre o que aconteceu no bar mais cedo. - Respondeu simples enquanto dobrava na esquina.

- Você não se machucou muito né?

- Não, eles atacaram Rixon, não a mim.

Fiquei em silêncio e olhei para estrada enquanto um sentimento de desconforto me atingiu, me mexi no banco tentando afastar o mal pressentimento que senti. Patch colocou a mão na minha perna tentando me passar segurança mas nem isso ajudou naquele momento.

- Anjo, você está bem?- Ele perguntou me olhando sério.

- Eu não sei. Me veio um mal pressentimento com meu pai.

Mal consegui terminar de responder e o carro parou de repente. Olhei para frente vendo um carro preto. Um homem encapuzado saiu pela janela com uma arma na mão apontando para nós.

- Abaixa! - Patch gritou enquanto dava ré no carro.

Fiz o que ele mandou e logo ouvi o som dos tiros e o vidro do carro quebrando. O Jeep virou e acelerou o máximo. O som de tiro cessaram e me sentei normal no banco olhando pelas janelas apavorada.

- Meu Deus o que tá acontecendo? - Perguntei colocando a mão na cabeça tentando raciocinar.

- Você está bem? - Patch perguntou sem tirar os olhos da estrada enquanto acelerava cada vez mais. - Eles te acertaram?

- Não, eu estou bem. - Falei respirando mais rápido a cada minuto. - O que foi isso? Por que eles estão atirando na gente?

- Hank sabe que você está com os caídos. Você se tornou a primeira na lista negra deles.

- Eu sou filha dele!- Gritei descontrolada. - Quem em sã consciência manda matar seus próprios filhos?!

- Ele nunca te viu como filha.

O carro estava alcançando a gente e alguns carros que apareciam a nossa frente fazia Patch ter que diminuir a velocidade.

- Liga para Gael. - Patch me alcançou seu celular. - Fala para ela o que está acontecendo.

- Tá bom.

Meus dedos estavam tremendo tanto que eu mal raciocinava direito puxar os contatos. Forcei minha mente a focar e procurei nos contatos de Patch o número de Gael. Coloquei o celular na orelha esperando ele atender.

- Manda o que têm cara.- Gael falou assim que atendeu.

- Gael é a Nora. - Falei tentando ficar com a voz firme.

- Nora? O que aconteceu?- Gael parecia surpreso mas sua voz mudou para atento em segundos.

- Eu e Patch estávamos indo para minha casa e fomos atacados, aconteceu rápido, tem um carro perseguindo a gente. - Falei rápido demais me embolamdo nas palavras.

- Ok, fala para ele dar um jeito de ir pro galpão da Lillith. - Gael falou sério.

- Tá.

Desliguei o celular apavorada na hora que Patch fez uma curva. Os homens começaram atirar de novo fazendo Patch quase perder o controle do carro.

- Gael disse para você dar um jeito de ir para o galpão da Lillith.

Patch assentiu e sorriu por um momento. Senti o carro virar e dar uma virada brusca em uma rua, quase batemos em um carro mas Patch conseguiu desviar.

Olhei para janela vendo que o carro preto nos alcançava e chegavam ao lado Jeep. Todos os homens do carro eram encapuzados, mas um não, prestei mais atenção naquele homem e arregalei os olhos ao perceber quem era.

Meu pai tinha o rosto totalmente ferido, sua expressão de pavor fez meu estômago revirar me deixando com um gosto ruim na boca. Meu coração instantaneamente começou a bater mais forte do que já estava, as lágrimas já não eram mais controladas e meu pavor era percebido a quilômetros. Bati a na janela chorando por meu pai quando o carro deu uma virada brusca me fazendo perder de vista. Meu olhar passou para frente vendo a estrada em que entramos. E a agonia se apossou de mim ao ver a cena.

As pessoas totalmente apavorada correndo de um lado para outro, todos os carros da rua estavam em alta velocidade tentando fugir de algo, de repente o laranja do fogo chamou minha atenção, os prédios estavam em chamas, cada vez mais alto e brilhante. Parecia que eu havia ido direto para o inferno, ver as pessoas correndo desesperadas por ajudas, algumas delas gritando por misericórdia em uma das janelas dos prédios em chamas. Carros batiam uns nos outros, matando a muitos. O desespero, a dor e a agonia entraram dentro de mim como um soco de um lutador. Sentia em cada osso do meu corpo os olhares de sofrimento das pessoas.

Olhei para frente vendo um carro grande vindo rapidamente na nossa direção, arregalei os olhos e olhei para Patch. Meu coração havia parado por um segundo, mas depois voltou a bater com tanta rapidez que eu o conseguia o ouvir mesmo com os todos barulhos. O sangue saia do pescoço cortado de Patch, seu corpo não tinha mais nenhum pingo de vida. Olhei para frente vendo que o carro estava prestes a bater e no reflexo protegi meu corpo com os braços e esperei a batida que veio com força. Ouvi o barulho do vidro quebrando e senti minhas mãos sendo cortadas. Não sabia o que tinha sido mais algo atravessou minha perna me fazendo soltar um grito agudo de dor.

- Nora!- Tirei as mãos do rosto entrando em uma realidade totalmente diferente.

A rua estava normal, nenhuma pessoa correndo desesperadas e nem prédios pegando fogo, Patch ainda andava na mais alta velocidade e o carro ainda estava atrás de nós. Olhei para Patch apavorada com a situação. Minha perna doía como nunca e assim que olhei para baixo vi meu jeans molhado com meu sangue, minhas mãos tinham pequeno ferimentos.

- O que...?- Meu sussurro foi muito fraco, duvidei que Patch conseguisse ouvi-lo.

- Você tem que fechar sua mente, Nora. - Ele disse pegando minha mão, mas não tirando os olhos da estrada.

- Fechar minha mente?- Perguntei atordoada com tudo aquilo.

- Pense em algo, se concentre naquilo e esqueça o medo. - Ele disse sério.

Patch estava tranquilo, apenas sério, ele fazia manobras com o carro como se estivesse dirigindo em qualquer dia da semana. Ele parecia focado em cada coisa que fazia, dava atenção certa a cada coisa, enquanto isso, eu chorava, gritava, e não conseguia controlar o sentimento de pavor que se apossou do meu peito.

- Parece bem fácil. - Falei irônica.

Patch não riu. Apenas me olhou de relance e depois olhou para minha perna que estava com cada vez mais sangue.

- Que merda Nora!- Xingou Patch.

Ele respirou fundo e virou o volante fazendo o carro ir para esquerda com tudo e entrando em uma rua de terra, não havia ninguém na rua comprida e até poucas casas.

- Anjo eu quero que você feche seus olhos e se concentre apenas no que eu disser tá bom?

Apenas afirmei com um aceno de cabeça e fiz o que ele mandou. Fechei meus olhos e apertei a sua mão enquanto o esperava falar algo.

- Lembra da noite em que seu pai te pegou no capô do Jeep? - Assenti mais uma vez. - Foi naquela noite a nossa primeira vez. Eu quero que você volte para aquela noite. Se lembre de todos os detalhes... dos beijos, do carinho. - as imagens daquela noite atravessaram minha mente.

Imaginar aquela noite me fez me acalmar um pouco, mas o medo ainda dominava a maior parte do meu corpo. A virada brusca que o carro fez, me assustou, estremeci o corpo enquanto apertei com força a mão de Patch.

- Por favor, anjo. Se concentra. Lembra do desenho que você fez. Pensa no que estava sentindo quando o desenhou.

Me lembrei da animação que não me deixou dormir direito. Meu estômago se remexia feliz, estava me sentindo bem e completa quando sentei na janela com o caderno nas mãos, expressei meus sentimentos naquele desenho, em o quanto eu estava completamente apaixonada por Patch. Vê-lo deitado na minha cama nu enquanto dormia foi uma das melhores cenas que já vi. A expressão tranquila que ele estava, sua respiração pesada e o pequeno e sutil sorriso que se formou enquanto dormia derretia meu coração. Quando ele acordou veio até mim, vi no seu rosto a curiosidade pelo desenho, e fechei o caderno não deixando-o ver direito.

Voltei a realidade quando o carro parou de repente. Abri os rapidamente voltando para o terror que estava.

Vários carros estavam parados a nossa volta, homens encapuzados e segurando armas por todo lado. Entre eles, havia um que já conhecia, eu tinha impressão de ter visto ele em algum lugar. Esse homem usava uma túnica e segurava na mão um cajado grande e torto.

- Isso é uma alucinação, né?- Perguntei nervosa.

- Não, não é.

O homem com o cajado se aproximou um pouco do Jeep antes sorrir.

- Vocês poderiam sair do carro?- Ele perguntou debochado.

As portas do Jeep voaram para cima assim que o homem estalou os dedos. Me assustei e olhei para Patch que mantinha expressão de ódio estampada no rosto.

- Consegue caminhar?- Ele perguntou olhando para minha perna.

- Consigo. - Assenti.

Patch falou para sair do carro, mesmo meio receoso. Assim que chegamos na frente do Jeep, Patch pegou minha mão, e me ajudou a ter apoio na minha perna.

- Vocês são um casal tão lindo. - O homem sorriu e olhou diretamente para mim. - E você com certeza é mais bonita que do me falaram.

Ele se aproximou de mim e pegou meu queixo obrigando-me olhá-lo nos olhos. Seus dedos eram frios e apertavam com força meu rosto. Me recusei a reclamar e dar isso a ele.

- Se importa em dividir ela comigo?- O homem perguntou olhando para Patch.

Patch soltou minha mão e deu um passo para alcançar o homem. Mas o homem bateu seu cajado no chão e Patch soltou um grito rouco antes de cair no chão com a mão no pescoço.

- Foi só uma pergunta inocente cara.

Ele olhou mais uma vez para mim e sorriu malicioso.

- Vou me divertir muito com você.

Seus dedos me soltaram e Patch voltou a conseguir respirar novamente. O homem com cajado deu alguns passos para trás, e eu me abaxei preocupada com Patch.

- Você está bem?- Perguntei preocupada.

- Nunca estive melhor. - Patch falou com sarcasmo.

- Vamos direto ao ponto. - Falou o homem. - A garotinha vai ir com aqueles homens. E o caído vem comigo. - Ele sorriu antes de se virar. - Então lindinha, pode começar a caminhar até aqueles homens.

Assim que o homem falou, Patch agarrou minha mão.

- Não. - Ele falou para o homem.

- Ah, por que vocês nunca aprendem?

Patch começou a sufocar e colocou a mão no pescoço enquanto tentava puxar algum fôlego.

Não conseguia ver aquela cena, era demais para mim. Não consegui controlar minhas lágrimas ao vê-lo daquele jeito.

- Tá eu vou, mas para, por favor. Para!- Gritei entre as lágrimas.

- Nora... Não...- Patch se esforçou tentando falar.

O homem riu e apontou para os homens. Receosa comecei a caminhar na direção em que ele mandou, assim que me afastei vi que Patch voltou a conseguir respirar. Suspirei aliviada enquanto ia até os homens mal encarados.

Assim que cheguei até eles recebi uma pancada na cabeça e apaguei.

Acordei com uma incrível dor de cabeça, abri os olhos devagar prestando atenção em onde eu estava. O lugar era cheio de tochas, deixa o lugar bem iluminado.

Olhei para frente e encontrei Patch amarrado em uma cadeira. Ele estava com alguns ferimentos no rosto, me deixando preocupada. Assim que ele me viu seus olhos escureceram mais e tentou se soltar das cordas que o amarravam.

- Olha, a bela adormecida finalmente acordou. - O homem com o cajado falou aparecendo ao meu lado. - Achei que iria precisar de um beijo meu. - Seu sorriso era nojento e asqueroso. - Irei me apresentar para podermos começar o chão.

Suas palavras me fizeram estremecer, "começar o show". O que ele quis dizer com aquilo. Automaticamente, me veio lembranças de Patch sendo machucado pela Dabria, senti um calafrio na espinha ao lembrar, o medo estava me dominado cada vez mais.

- Me nome é Edgie. - Ele falou se agachando a minha frente. - Prometo pegar leve com você, princesa. - Pegou meu rosto me obrigando a olhá-lo. - Eu vou me divertir com o seu lindo corpinho.

Cuspi em sua cara com tamanho nojo que eu estava sentindo daquele homem. Em troca, eu levei eu soco no rosto me fazendo virar o rosto com força. Me apoiei no chão com as mãos para não dar de cara nele.

Do outro lado do galpão, vi Patch se remexer na cadeira com mais força para se soltar das cordas, seu semblante era de puro ódio. Edgie se virou para ele e caminhou até o centro do galpão.

- Acho que é a hora certa para começar. - Ele apontou fez um sinal para dois homens que estavam ao lado de uma porta. - Acho que você vai gostar de ver quem veio para a festa. - Edgie falou olhando para mim.

Meus olhos viraram em direção a porta e os arregalei ao ver quem os homens traziam quase desmaiado.

Meu pai tinha machucados por todo o rosto e minhas lágrimas começaram a cair desesperadamente assim que o vi. Eu não acreditava que eles conseguiram achar meu pai. Aquilo já tinha ido longe demais.

- Nós a encontramos Harrison. Não graças a você, um humano pode ser até bem resistente. Mas isso não é importante, ele vai morrer do mesmo jeito.

Funguei com o desespero das minhas lágrimas. Não ia acabar assim eu não ia deixar meu pai morrer desse jeito.

- Não! - Gritei entre as lágrimas. - Não faz nada com ele, por favor. Era eu quem você estava procurando. - Fechei meus olhos com forças deixando mais lágrimas cair. - Você já me tem aqui. Deixa ele ir por favor.

Edgie riu da minha cara e fingiu limpar uma lágrima enquanto tentava controlar seu riso.

- Agora a menina se desesperou? Isso é hilário. Mas é você quem eu vou mandar para o inferno primeiro.

Senti uma mão no meu cabelo me puxando e me deixando de joelhos, olhei para cima vendo um homem mal encarado olhando para Edgie. Olhei para Patch que tentava se soltar desesperadamente das amarras.

- Vai doer bastante.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado.... desculpe por qualquer erro e, de novo, desculpe pela demora....

Amo vocês, beijos da titia panda


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